Você acredita no amor? Acredita que, por mais estranho que alguém possa parecer, ele ainda achará alguém? Mael é um jovem introvertido que vive entre fanfics e o trabalho em uma padaria, até que um cliente de sorriso tímido faz seu mundo mudar. Será...
Você acredita no amor? Bom, apesar do que aconteceu e acontece comigo, eu acredito. Eu acredito que uma hora a paixão certa aparece para cada um.
Bom, o que posso falar sobre mim? Meu nome é Mael Nunes, tenho 23 anos e finalmente consegui morar sozinho. Finalmente liberdade! Bem, não gosto de falar disso, mas isso tudo é sobre mim e como eu me apaixonei pelo cara mais lindo e perfeito do mundo.
Alguns meses atrás...
São seis da manhã. Acordo como todos os dias e coloco a água do meu banho para ferver. Sim, isso é algo normal para mim; meu chuveiro não é elétrico e eu não tomo banho de água fria. Aproveito e também coloco água para o café. Volto ao meu quarto e arrumo minha cama, pego a toalha e já desligo a água do meu banho.
Levo até o banheiro e começo o meu banho, enquanto passo o sabonete de erva-doce — meu preferido, aliás. Percebo que meu cabelo está maior; está na hora de cortar. Que droga! Não tenho dinheiro para ir ao salão com um profissional; vou ter que pedir ao meu primo, de novo.
Ir à casa da minha tia desagradável... não gosto muito de parentes. Na verdade, não gosto muito de pessoas, e de pessoas novas muito menos. Eu diria que sou introvertido, mas não tímido. Isso eu não sou; eu trabalhei muito em mim e consegui vencer a timidez. Mas, em meio a descobertas, acabei percebendo que pessoas demais tiram minha energia. Eu escolho não falar com elas por isso, não por timidez.
Após o banho, volto ao meu quarto e visto meu uniforme de trabalho; preparei uma mochilinha com outra roupa. Vou até a cozinha e preparo meu café da manhã. Café, pão com manteiga e uma maçã e... Merda! Esqueci de tomar o copo de água em jejum. Agora não dá mais, já que vou tomar café. Isso pode fazer mal.
Termino de comer e pego meu celular do carregador: 7 horas. Ainda tenho uns 30 minutos; vantagem de morar perto do trabalho. Vou escovar os dentes. Esqueci de arrumar o cabelo; hoje estou avoado. Acho que foi porque dormi tarde ontem. Mas também, a fanfic estava muito boa, não podia parar de ler. Arrumo o cabelo e, caramba, ele está mesmo rebelde! Preciso mesmo cortá-lo. Termino, escovo os dentes e coloco meus anéis e meu colar de pedra — adoro ele. Pego o celular e vejo alguns vídeos no TikTok.
Já deu a hora de ir. Coloco o celular na mochila e pego minha máscara, passo um pouco de álcool em gel e fecho a porta. Vou andando até o trabalho:
— Bom dia!
— Bom dia. — Esse é o Caio, um colega de trabalho; ele é legal. Já tive uma quedinha por ele, mas percebi que ele é bem galinha e não gosta de homens. Decidi não investir.
— Vamos a mais um dia de trabalho — falo para ele antes da primeira pessoa entrar.
— Bom dia. Me dê 5 reais de pão.
— Claro. Como vai querer o pão?
— 3 reais de carteira e 2 de francês. — Pego o pão da mocinha e o entrego.
— Pode ficar com o troco, gatinho. — Eita! Por essa eu não esperava.
Ela sai e o Caio deixa de organizar os biscoitos e vem até mim.
— Oh, cara, devia ter investido.
— Ela parecia ser muito nova e foi de surpresa.
— Verdade, mas se fosse mais velha, quem pegava era eu.
— Acredito em você. Bora trabalhar.
— Ok, loirinho. — Ele volta, e chega mais um cara. Esse é diferente.
Cabelo loiro, óculos de grau e moletom; ele também estava de mochila.
— Tem refrigerante de uva?
— Tem sim. Vai querer algum?
— Duas latinhas, por favor. — Vou até a geladeira e procuro. Enquanto olho, percebo que ele está me olhando. Ele até que é bonito. Por que não tentar, né?
— Então, estuda por aqui?
— Ah, sim, eu faço faculdade.
— Entendi. Eu escolhi não fazer. Vi que já estudei demais.
— Ah, sei... — Como é que eu falo isso para alguém que faz faculdade? Meu Deus! Calma, é normal; nem todo mundo vai querer fazer faculdade. As pessoas sabem disso. — Saindo desses pensamentos, volto com os refrigerantes. — Eu gostei dos óculos.
— Obrigado. — Percebi que ele sorriu; mesmo pela máscara, deu para perceber seu sorriso tímido. Ele me paga e vai embora.
Será que vou vê-lo de novo?
Mael:
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Caio:
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Gustavo:
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Uniforme da padaria:
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Então o que vocês acharam? Devo continuar? Tem alguma crítica construitiva pra me dar? Estarei aguardando.