Capitulo 1

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    É um belo dia, na clássica cidade de NEW YORK, Kristen estava caminhando pelo corredor do colégio Hill School, quando esbarra no garoto mais desejado do colégio... Ahhh...Taylor Jacobs. E seus olhares se encontraram e suas mãos se tocaram suavemente, enquanto Taylor recolhia seus livros. E Kristen disse toda envergonhada:

- Me desculpe, sou nova na cidade e estou perdida nesse colégio enorme. Não tinha isso lá no Texas.

E os dois deram um leve sorriso e quando menos esperavam lá veio ela, quem Kristen já imaginava ser sua inimiga número um. Jess ou melhor Jessica Goldberg, filha de uma das famílias mais bem sucedidas da cidade. Ela é tão arrogante quanto sua bolsa da Gucci e seus sapatos Balenciaga.

- Da para tirar as mãos do meu namor....

Pera, pera, pera.... essa não é uma típica história americana, muito menos americana, trágica e clichê.

Olá, meu nome Bianca Ferreira, tenho 16 anos e moro na cidade de Jundiai- São Paulo, BRASIL. É, não tive a mesma sorte de Kristen de ser estadunidense, por que sim eu sou americana, mas não americana chique que usa Gucci ou Prada para ir ao " colégio". E pasme, sim! Brasil faz parte da américa. Mas esse não é o foco, estou aqui para contar como eu FODI com a minha vida nos meus últimos anos na escola. Então vamos la.

Era fevereiro, início das aulas. Eu estava penteando meu cabelo, enquanto observava através da janela do quinto andar, ou melhor no meu quarto. E percebi o quanto eu levava uma vida clichê "brasileira". Olhando para baixo um pouco a esquerda, vi umas meninas gravando aquele tal de " tik tok" e fazendo aquelas dancinhas estranhas das quais eu nunca aprendia, já na direita eu vi um grupo de meninos com camisas da escola, sentados nos degraus da escada do prédio, com uma caixinha JBL, dessas que se compra na feira de domingo por R$80,00. Olha se você que está lendo isso for um desse tipo de meninos "mandrakes", por favor levanta os shorts porque ninguém quer ver sua cueca Calvin Klein falsificada. Atenciosamente, meus olhos sangrando. " E um segredinho, todo mundo sabe que você é filhinho de papai." Esquexxe, a mãe está afiada hoje.

Minha mãe me tirou dos meus pensamentos ao entrar no meu quarto e questionar do por que não estendi as roupas no varal. E lá fui eu explicar que precisava de mais tempo para arrumar meu cabelo, pois são cacheados e se tem um processo para ficar bonitos e não parecendo que soltaram o leão do zoológico. Mas ela não quis nem saber. E lá foi ela com o aquele típico papo de " quando eu sumir, quero ver o que você vai fazer sem mim".

Depois de finalmente conseguir terminar de arrumar meu cabelo e estender a roupa, fui para a escola, na verdade eram 16:30 (horário de Brasília), as aulas começam 18:30, mas queria passar no centro, pois meu delineador Ruby Rose estava acabando e depois que criei o habito de me maquiar para ir à escola, não consigo mais viver sem. Peguei o ônibus no terminal Cecap, e como sempre lotado. Tive que ir em pé, minhas costas já pediam socorro. (Afinal carinha de 12, mas coluna de 70).

Finalmente cheguei à escola, e já não via a hora de ir embora ou de ter uma aula vaga. Me sentei no meu lugar de sempre, primeira fileira da porta; terceira mesa. Assim conseguia ter a visão de tudo, inclusive da mesa dos professores e da porta também. Conversei com alguns colegas, fiquei por dentro de toda fofoca, pois era segunda-feira, e como de costume os finais de semana sempre rendem o conteúdo de fofoca que o brasileiro gosta.

Minha mãe quase nunca me deixava participar dos 'rolezinhos' dos fins de semana. E eu também não gostava muito. Preferia ficar em casa assistindo Netflix e fazendo meus skin cares e minhas hidratações no cabelo. Minha amiga sempre reclama que não saio com ela e que sou careta por isso, mas esse tipo de coisa não chama minha atenção. Quem sabe um dia!?

- Bianca, cara de bunda. Porque não me esperou na entrada. Estava conversando com o Paulo. Ele me disse que mais tarde, depois da escola todo mundo vai se encontrar no centro.

-Oi Larissa.

- Você fez a pesquisa de história? A aula de história é na segunda aula e eu não fiz porque tomei um porre no fim de semana e esqueci.

- Eu fiz sim, depois você pega. E mais tarde você sabe que não vou, minha mãe vai encher meu saco se chegar tarde.

- Aaahhhhh! vamos, você sabe que o Rodrigo sempre vai nesses roles, e quero muito ficar com ele. Vai por favorzinho? Eu tento pedir para sua mãe deixar você dormir em casa para adiantarmos um trabalho.

A Larissa é minha amiga desde a sexto ano, e ela sabe que minha mãe a ama e acaba sempre me deixando fazer as coisas se ela pedir.

-Está bem! Está bem! mas você tem que me prometer que antes das 01:00 a gente tem que estar na sua casa, e não se acostuma com isso.

- Fechado. Me dá seu celular aí, pra eu mandar mensagem para tia.

Ela pegou meu celular, e já foi abrindo a mensagem com a minha mãe e mandou um áudio:

- Oiiii Tia!!! Como você está? desculpa não ter ido aí ficar com você no fim de semana. Tive que ficar em casa com a minha mãe a ajudando a preparar o chá de bebé da minha irmã. Vocês vão mesmo, né?

Ao terminar de gravar o áudio, ela fez a carinha dela de manipuladora fingida que ela sempre faz quando quer algo. Deu uma leve risadinha e mandou outro áudio dizendo:

- Tia a Bia pode dormir em casa hoje? Para me ajudar com um trabalho que tenho que terminar. É para amanhã e não tive tempo de fazer esse final de semana.

- Prontinho. Agora só esperar ela responder.

Quando ia responder, a professora de português entrou na sala.

Como ela conseguia ser tão arrogante, sem ao menos dizer uma palavra. Ninguém gosta dela. Chata demais eu diria.

Larissa foi para seu lugar e começamos a prestar a atenção na aula.

Metamorfose e DrogasWhere stories live. Discover now