624 a.C – Atual Ilha de Marajó, Amazonas
Era possível ouvir o sino da anciã por toda a ilha, como um berrante grave ou uma corneta vagarosa, mas nem sempre era sinal de algo bom, era uma chamada urgente, um presságio para o futuro, a anciã tinha feito uma nova previsão. O povo corria aos prantos, era provavelmente a única vez que eles veriam a ilustre presença dela em um longo tempo, e mesmo que todos gostassem dela, sempre quando ela fala, ela traz a eles uma feição preocupada ou triste, como se sua presença não fosse nada além de uma sombra pessimista.
Era uma multidão, quase como um formigueiro, mas todos espaçados em reverência à anciã, ajoelhados esperando sua palestra. Não demorou muito para a silhueta majestosa do xamã Maiara agraciar o povo no primeiro passo, ela saiu do seu lar com penas azuis como o céu e com um vestido feito dos melhores tecidos feitos à mão.
- Olá povo! Neste lindo dia, Guaraci e Tupã nos abençoaram com esse céu límpido e gracioso, sem dúvida as nuvens se abrem para o conhecimento do Sol ser nosso! Tenho novidades para vocês. – Maiara entra e fala feliz como se fosse a primeira vez discursando.
- NOS DIGA, ESBELTA XAMÃ! – O povo suplica ansioso pelas notícias.
- Ora claro que digo, meu esbelto povo, mas logo aviso que minhas previsões não são de alegrar, são de atentar. – Ao dizer isso o povo inclina a cabeça em atenção.
- Veio em meus longos sonhos uma profecia, uma sombra, um pesadelo, um monstro, eu não sei como explicar, mas era amedrontador, algo preso nas profundezas da nossa terra! Estava aqui mesmo antes de nós e agora nos culpa por roubar a terra deles, mas nós não cairemos aos pés de criaturas banais! – O povo grita concordando com a xamã. – Eu tenho um plano, meu povo, vamos acabar com esses demônios antes que eles pensem em acabar conosco, se preparem!
O plano de Maiara não era qualquer plano, dentro de seu templo havia um segredo, uma tecnologia antiga, existente desde muito antes que qualquer população naquela terra, um poder guardado por algo desconhecido até os dias atuais. Sete cápsulas, cada uma com uma cor, nunca antes abertas, mas ela sabia que o poder contido nelas era inexplicável. O que a xamã planejava era quase perfeito, usar aquelas capsulas para neutralizar os monstros, mas o que ela não esperava era que o mais improvável estaria mal calculado, sua profecia.
Maiara implantou as cápsulas e fez um ritual de tempo para que quando as criaturas emergissem do chão, elas acordassem seus heróis, mas as criaturas nunca emergiram, tempo vai e tempo vem e não há sinal de sombras ou monstros em nenhum lugar. A tribo comemorou, mas Maiara sabia que algo estava errado, ela nunca havia errado uma profecia.
Mas ninguém disse que ela errou.
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Expecto Patronum
ActionHá séculos atrás, um grupo de sete pessoas foram traçadas pelo destino para um trabalho. Dotadas de poderes diferentes, os Expecto Patronum se juntam para derrotar o Caos, fruto de toda a maldade na Terra e seus subordinados, filhos da escuridão, al...
