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Capítulo 1

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Antes das aulas acabarem, Mia estava interessada em saber mais sobre aquele miúdo estranho da sala que todos nós temos: Spike. Conseguiu fazer uma aposta com ele: se ela o fizesse gostar do Natal ele dar-lhe-ia dois euros. Uma aposta estúpida – pensava Spike. Quem se daria ao trabalho de fazer alguém gostar do Natal por uns míseros dois euros?

Mia

- Então que música estás a ouvir? – perguntei, alcançando o Spike no meio do passeio e roubando-lhe um fone.

- I hate Christmas – disse ele, enquanto passávamos a passadeira.

- E que tal, All I Want for Christmas Is You? – disse, tirando-lhe o telemóvel das mãos e colocando essa música.

Ele tirou os fones e o telemóvel da minha mão e meteu-os no bolso, retirando uma chave de casa.

- Vá lá, Spike! – resmunguei, enquanto ele entrava em casa.

- Desculpa Mia, mas é impossível fazeres-me gostar do Natal – disse ele, batendo com a porta.

Que raiva! Ele que não pense que se vai livrar de mim tão facilmente! Eu vou ganhar esta aposta!

Segui de volta a casa, peguei numa folha e numa caneta e comecei a escrever:

- Decorar a casa do Spike com enfeites de Natal;

- Ir comprar coisas de Natal;

- Patinar no gelo;

- Ir onde vou todos os anos, mas desta vez com o Spike;

Lista feita. Agora é só fazer cada uma destas coisas por dia. Se mesmo assim ele continuar a odiar o Natal, ele que se atire de uma ponte abaixo e que bata com a cabeça no gelo para ver se fica mais atinado dos miolos.

Spike

Peguei num pão com fiambre e deitei-me no sofá a ver televisão. Não havia nada de interessante. Tudo sobre Natal. Natal aqui, Natal acolá, Natal em todo o lado! Odeio isto!

Acabei por me levantar e ir para o meu quarto. Pelo menos lá não há nada sobre o Natal a pairar de cinco em cinco minutos sobre mim.

Abri o computador e pesquisei sobre o livro que tenho andando a ler: Altamente irracional.

Estava a ter finalmente um minuto de paz quando alguém me tocou à campainha.

- Não se tem sossego nesta casa! Nem por morar sozinho! – resmunguei, enquanto saia do quarto e ia até à porta.

- Boa tarde – disse, abrindo pouco a porta.

- Boa tarde, venho só entregar uma carta – disse o homem tirando algo de uma grande bolsa – Está em nome de Spi...

- É para mim, obrigado, tenha um bom dia – disse, pegando na carta e fechando a porta.

- Espere! – impediu o carteiro – Tem de assinar.

Suspirei e agarrei numa caneta para assinar o papel. Depois de o fazer, fechei finalmente a porta.

Voltei para o meu quarto, enfiando a carta no mesmo sítio onde tenho todas as 109 que já me foram enviadas: no lixo.

Voltei a sentar-me em frente ao computador. Finalmente paz, novamente.

- TRIMMMMM!

- O QUE É AGORA, PORRA?! – exclamei, irritado.

Voltei a levantar-me e saí da cadeira para abrir a porta.

- Boa tarde, estamos a oferecer umas camisolas de Nat...

Mia & SpikeStories to obsess over. Discover now