Eu vi e pensei estar levemente alcoolizada para acreditar que de fato aquilo era real. Mas eu estava sóbria demais para serem apenas alucinações. E não eram. Eram fatos, revestidos das minhas piores dores e dos meus piores medos. Mas, aconteceu.
Sentada no chão do banheiro com toda aquela água e lágrimas percorrendo pelo meu rosto, me questionando inúmeras vezes o porquê de você ter feito tudo isso comigo. Tais quais "eu não fui o suficiente pra ti?". Mas eu sabia que havia te dado tudo, quando vi que não me restou mais nada. Tive que me levantar depois de horas, vendo a água avermelhada por todo o chão.
Pensei comigo mesma:
Estou sozinha novamente?
- Sim.
Aliás, o te ter foi só uma realidade criada no meu próprio mundo.
Você teve a capacidade de me mostrar todas as suas versões. Mas, deitada de bruços no quarto com toda minha pele rasgada e todo o meu rosto inchado eu conclui que:
Nem em outra vida eu estarei disposta a conhecer todas as suas versões. Seriam infinitas possibilidades de me matar novamente.
De todas as dores eu tornei da sua, a minha. Acreditando que eu seria o curativo para todas essas feridas inacabável. Quando na verdade você estava abrindo as minhas.
Você se disse tanto ser incapacitado de tais ações, que eu realmente acreditei que você fosse incapaz de me matar da forma mais cruel possível.
Deixasse pra mim um labirinto sem saída. Que foi construído enquanto você me guiava para o céu. O seu céu. Mais obscuro que a própria escuridão, que seus próprios sentimentos. E assim como meu labirinto sem saída, jaz aqui o meu parágrafo sem final.
Eu só...
Só tentei encontrar em ti, a vida. Mas, você só tinha a morte p me oferecer. E eu te amei tanto, enquanto eu pude, que eu aceitei as suas únicas condições.
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tá tão perdida quanto eu?
Non-FictionMuito recente pra saber por onde cada palavra anda
