Este conto é sobre Miriã Beatriz, uma personagem do Livro J.Peterson.
Miriã é conhecida por ser muito alegre, segura e Sábia, mas pouco se sabe sobre seu passado. A verdade é que ela era de outra época e foi punida por ter causado a morte de uma fa...
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Essa é a história de uma moça chamada Miriã, que errou em suas escolhas. Ela viveu na época em que o rei Joás governava. Tinha uma mãe amorosa e um pai severo. Também tinha um tio que, diferente do pai, a mimava; graças a ele, ela aprendeu a ler, escrever e um pouco de matemática.
Por mais que amasse e respeitasse seu pai, sentia-se mais confortável ao lado do tio. Afinal, seu pai não tolerava erros: qualquer passo em falso já era razão para uma surra. Às vezes, essas surras eram dadas com muito exagero, pois ele a espancava, tanto ela quanto sua irmã mais nova, que teve um braço quebrado pelo pai certa vez.
Quando isso aconteceu, sua mãe e os vizinhos vieram prestar socorro e diziam:
- Sr. Nabal, por favor, não exagere, isso não é corrigir um filho. - Por favor, marido, pare, isso é castigo em demasia - pedia a esposa.
A mãe da jovem era paciente e gentil. Às vezes dava-lhes broncas; se batia nas filhas, era raro: apenas um tapinha leve nas mãos e, depois que passaram dos quatro anos, deixou de fazê-lo. Mas, quando o marido encontrava alguma das filhas fazendo algo que, para ele, fosse errado e resolvia puni-las, ela não se envolvia.
Depois daquele acontecimento, o pai de Miriã tornou-se um pouco mais paciente. Ele sabia que tinha exagerado, mesmo para uma atitude que achava normal. Acreditava estar disciplinando, mas percebeu que estava lesionando as filhas.
Ele tornou-se paciente, mas desde que não questionassem suas decisões. Passou a decidir o futuro de Miriã. Tinha-lhe arranjado um casamento com um homem, mas Miriã não queria casar-se com ele: soubera da fama do sujeito; ignorante, batia nos servos e na esposa. Já era casado, mas naquela época os homens podiam ter mais de uma esposa.
Logo descobriu que a esposa do tal homem era estéril e, por essa razão, ele a maltratava. Miriã pensou que, se recorresse à justiça, as chances de ser ouvida seriam mínimas. Se fugisse, para onde iria? Na melhor das hipóteses, tornar-se-ia uma empregada de uma pessoa rica; na pior, estaria mendigando ou numa casa de meretrizes.
Ela teria que enfrentar o pai, correndo o risco de uma surra e do desprezo dele, ou casar-se com um bruto, nada diferente de seu pai. Era como ir de uma situação ruim para outra pior.
Um dia, porém, encontrou a chance de se livrar daquele terrível homem: descobriu que ele tinha inimigos que o odiavam a ponto de matá-lo. Então, quando vieram lhe pedir informações sobre onde morava, fingiu mal conhecê-lo, mas deu a direção certa.
- Estão falando do Apuki? Não o conheço bem, mas um dia o vi na rua onde mora. Ele vive na Rua das Tâmaras, em uma casa amarela - contou.
Depois de dar a localização do indesejável noivo, sentiu dentro de si que estaria livre. Remorsos ela teve, e sentia-se mal por ter ajudado aqueles homens, que tinham más intenções, a encontrar o homem que odiava. Lembrou-se de que uma jovem chamada Eloah conseguiu livrar-se dele sem precisar ir tão longe. Mas logo animou-se, dizendo para si mesma: