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Prólogo

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Era um dia ensolarado e ameno.

Pássaros cantando no ar com uma bela melodia apaixonante, o céu perfeitamente azul e as nuvens claras, nem de longe pensando em chover. Nesse dia qualquer um poderia sair de casa, ir ao parque com algum amigo ou namorado e comer crepe de nutella com sorvete.

Era um dia perfeito para morrer também.

*

Yana estava em uma sala escura, sentada numa cadeira normal de escritório, nada podia ser visto fora o lugar onde ela estava sentada, parecia que tudo era consumido pela escuridão. Ela olhou para cima de onde a luz vinha, mas ela não parecia vir de nenhum lugar em específico.

Ela respirou fundo e se perguntou onde diabos ela estava. A ultima coisa que ela se lembra foi de ter visto foi um carro preto vindo em sua direção e então... Escuridão.

ー Enm... Olá? - Ela perguntou superficialmente.

De repente, outra luz acendeu. Dessa vez, ela iluminava uma mesinha onde um garoto estava sentado.

Ele não parecia ter mais do que dezessete anos, pele clara como leite e roupas luxuosas ao extremo, embora, também um pouco retrógradas. Ele tinha os cabelos castanhos escuros amarrados a um rabo de cavalo, seu cabelo era mais longo que o de Yana e tinha brilhantes olhos âmbar. Em suas roupas também se podia ver joias caras e reluzentes, tão brilhantes quando ouro (E ela não duvidava que fosse). Em seu cabelo, o que segurava o rabo de cavalo era um tipo de corda dourada, ela realmente parecia ser feita de ouro. Ele era bonito, ela percebeu.

ー Ow, você é bem fracassada, hein? - Ele disse de maneira leviana, olhando alguns papéis em sua mãos, sem olhar para ela nenhuma vez.

ー Hã?

ー E lesa' também. Eu sempre recebi muitas maneiras patéticas de morrer - Ele tinha uma expressão entediada quando olhou para ela. Lentamente, a irritação de Yana foi subindo. ー E a sua é uma delas. Linda, você só tinha um papel: olhar para os dois lados antes de atravessar.

O quebra cabeça finalmente encaixou. Ela tinha morrido. Fazia sentido. Ela nunca foi alguém muito preocupada com sua própria morte, mas ao atingir essa resposta, ela se sentiu um pouco vazia.

Embora, se isso de ela estar morta estiver certo, por que ela tinha que ser recebida com um insuportável como esse? Ela respirou fundo tentando conter a irritação crescente.

Quem ele pensa que é?

Aliás, morte? Do que será que esse estúpido está falando? Ela se perguntou com maxilar serrado.

Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, ele falou primeiro, dessa vez com um sorriso animado e atrevido em seu rosto.

ー Eu sou Yoshino, O Deus do Rito de Passagem. Eu passo pessoas para diferentes estágios de um mesmo universo, e, de todos os estágios, você está na categoria de "Transmigração".

Transmigração? Ela se perguntou. É a mesma coisa que acontecia naqueles livros clichês ruins que raramente saía algo que preste? Ela já leu muito isso na adolescência. Realmente era uma luta achar um livro dessa categoria que: fosse bom, bem escrito e não genérico. E que se fosse clichê, que pelo menos fosse bem utilizado.

Mas espere... Deus do Rito de Passagem? Jesus, aonde diabos ela está e por que está sendo obrigada a escutar esse tipo de loucura logo cedo!?

Ele continuou. ー Você irá para um universo já existente em seu mundo, porém no corpo de algum personagem dessa obra.

Ela não sabia o que dizer. Isso só podia ser alguma piada de mal gosto.

Será que isso era alguma piadinha sem graça arquitetada por ricos desocupados que amam atropelar pobres? Será que agora ele iria explicar que ela está em algum jogo mortal para lutar por sua sobrevivência, enquanto interpreta um personagem de RPG?

Quem Se Importa Com Figurantes? Historias para obsesionarse. Descúbrelo ahora