Prólogo: Ronin Hunter

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                      Prólogo

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Erlis Frei

— Ahhh, que dor de cabeça não acredito, consegui sair, eu lembro que estava a caminho da... A carroça foi capotada? —

Estou tonto, mas por que alguém atentaria contra uma carga de escravos, eu sou um simples escravo, o que? Os outros morreram? Tem quatro escravos mortos ao meu lado, estou sem forças para levantar-se, minha visão está turva e mal consigo abrir os olhos por completo, acho que bati a cabeça, sinto minha cabeça leve e latejando, mal consigo ficar acordado, escuto os cinco guardas que nos guiavam para a capital gritando, será mesmo um roubo?

— Ahhhhh, vocês podem parar por ai! — grita com desespero, e afobação

Tenho que levantar-me, não posso ficar deitado aqui, e está começando a chover.

— Vamos corpo! Levanta-te! —

— Droga! Minha perna direita está presa nos destroços, não há o que fazer —

Alguns guardas pararam de gritar, e avisto dois guardas se aproximando com olhares aterrorizados. Há cinco sombras encurralando-os, são saqueadores? Não consigo os enxergar, visão está embaçada demais. E agora escuto o som do desembainhar das espadas dos ladrões e o golpear de suas lâminas atravessando a armadura dos guardas.

— Não! Não posso morrer aqui! Não por ladrões! NÃO QUERO MORRER! —

Eu não posso morrer aqui, eu vivi minha vida fugindo e tendo meus sonhos abafados por pessoas que eram para me apoiar, mas elas por meu potencial me venderam como escravo por uma fortuna passageira, eu quero construir minha história fazer os meus amigos, conhecer e explorar o mundo com pessoas que se importam e queiram estar ao meu lado, por isso não vou morrer! Passos tem alguém se aproximando calmamente, mas deve ser mais um ladrão, os outras já estão se aproximando da carroça, não tenho forças para correr, de longe eu começo a escutar algumas coisas.

— Vamos, já acabamos com os guardas, peguem o único escravo vivo, por sorte ele é a nossa missão aqui —

— O que? Eu? — Por que eles me querem? Não faz sentido, eu sou um es...

— Não, ninguém vai levar ninguém — Um jovem de cabelos brancos e com um tipo de manto me interrompe.

— Quem é você? Pode ir dando meia volta — Aquele que aparenta ser o líder do bando fala agressivamente.

— Acho que não vou sair não, sabe é que... não estou a fim, vocês são só 5 idiotas que estão roubando uma carga de escravos, e ainda cometeram assassinato com uma testemunha — O jovem de manto começa a discutir com o líder.

— Testemunha? Aqui só há nosso alvo, e um imbecil, que é você, pirralho —

O jovem claramente finge estar magoado, qual que é a dele?

— Haaaahaaa, sim uma testemunha, que é o escravo, porque agora vocês que são os meus alvos, pois como mataram 5 guardas da capital acho que se eu matar vocês não vou ter problemas, e como eu sou um caçador de recompensas logo não serei punido já que o escravo pode testemunhar ao meu favor, e deixarei um de vocês vivos para contar a história, porque senão eu não terei ideia de quem mandou cinco babacas aqui para roubar a carga de um cliente nobre aliado da capital, mesmo que eu não concorde com esse sistema de escravidão que há nessa região —

— Seu miserável! Acabem com ele imediatamente! — O líder comanda com uma voz que impõem ordem e respeito.

O que? ele veio aqui já sabendo desse possível roubo, agora que minha visão está se recuperando, consigo ver esta pessoa melhor, ele parece ter a minha idade. Ainda está um pouco ruim de ver, como isso é possível ele está desviando de golpes dos 5, lentamente ele está diminuindo a distância entre ele e os ladrões, espera ele está retirando sua espada da bainha, um golpe está vindo rapidamente! Um golpe pelas costas dele! Covardia! Ele não vai conseguir desviar a tempo!

— Cuida... do? — Tento gritar em desespero, mas ele apenas desapareceu.

Como ele sumiu? Quando a espada do oponente iria o acertar, vejo ele atras do bando, isso... é uma coisa que nunca vi na vida, ele concentrado, e controlando sua respiração, aperta bem o cabo de sua espada com as duas mãos, e um vento que acalma, como se as gotas da chuva ao seu redor parassem. Porém... com um clarão de um trovão eu vejo corpo por corpo cair com apenas um corte limpo e preciso, assim o sangue se misturou com as gotas de chuva. Após isso tudo está calmo, e o jovem está caminhando em minha direção e começa a estender a sua mão.

— Vamos! Mostre-me que a sua vontade de viver é verdadeira! Agora você está livre, pode ir para onde quiser, não haverá ninguém para reportar a sua fuga, fora eu, mas eu não faria isso —

— Obrigado, mas... quem é você? —

— Me chamo Leine, Leine Hirakura —

Então esse é o nome dele, acho que eu posso aprender com ele, talvez segui-lo por aí não é uma má ideia.

Ronin HunterTahanan ng mga kuwento. Tumuklas ngayon