prológo

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     Com a cabeça sobre a mesa, olhava para a cadeira ao lado, que dava vista também a janela. Um olhar angustiado era evidente em meu rosto e novas perguntas se faziam em minha cabeça. A cadeira estava vazia novamente,e dês de então nunca mais o ví.

   Certo dia me deparo com a cadeira ocupada por outra pessoa. Um garoto de cabelos ruivos em um tom escurecido e que iam até seus ombros. ele sorriu gentilmente.
   Eu fingi que não havia visto, o engnorando completamente. Eu não queria trocar de lugar,mas também não me sentia bem estando perto de um menino que está sentado na cadeira de Calil. É estranho.
Havia conversas no fundo, e alguns alunos estavam sentados sobre a mesa batendo papo e rindo super alto. Aproveitei disso para engnora-lo novamente quando ele disse oi.
  Quatro alunos estavam enfrente ao quadro riscando coisas aleatórias e depois de alguns estantes a professora entrou na sala. Uma beleza ezuberante; negra, alta e com lindos cachos avermelhados em volta de sua cabeça dando um volume só, seu sorriso refletia um brilho inesplicável quando eram espostos á vista dos outros. Muito simpatica, nossa queria professora de Biologia.
  
   Antes que ela começa-se a aula, pediu para que o aluno novo se apresentar-se. Ele levantou da cadeira e foi enfrente ao quadro ao lado da professora. Seu nome era Dylan e assim como eu tinha seus 15 anos de idade. Ele nascera em portugal e tem parentes aqui, seus pais eram separados e ele resolveu vim morar aqui por um tempo. A mãe dele era policial e seu pai médico. Ele contou também que seu signo é sargitário. Um dos signos mais insistentes.
Foram três horas de aula; duas aulas de Biologia,três de literatura e uma de filosofia. Acabou perto da hora do almoço. Pego meus livros, tranco o armário e volto andando em direção a minha casa. No caminho me deparo com o garoto ruivo, não me esforço para lembrar o nome, porquê de fato eu não queria lembrar. Ele acena de longe com uma das mãos na intenção de que eu pare e o espere se aproximar. Continuo andando, como antes fingindo que não o ví. Não entendo o porquê, depois de tantas tentativas falhas ele continua insistindo. Garoto chato...
   
    Finalmente estou na minha humilde casa. Deixo minha bolsa no sofá e vou para cozinha ver o que tem para o almoço. O cheiro de feijoada se espalhava pela cozinha. Meu pai conzinhava super bem, era só uma feijoada, mas o tempero dele era ótimo. Ele estava de avental enquanto lavava as louças, comecei a por a mesa; pratos,talheres e um jarro de suco de uva que tirei da geladeira, que havia sobrado do café da manhã. Não esperei bem minha mãe chegar do trabalho, já fui logo me sentando enfrente a mesa,me servindo.
-parece faminta -ele sorri e põe os copos sobre a mesa, que eu havia esquecido de por.
-me conta como foram as aulas?hoje!
-as aulas em sí foram boas, menos a aula de filosofia, nunca fui boa nessa matéria,nunca gostei.
-tenho certeza que com esforço você concegue lidar com a matéria.
Depois de alguns minutos pensativa eu voltei a falar.
-pai. Porquê os meninos são tão insistentes?
-hum... tem algum garoto que está gostando de você?
-paaaai -disse e logo revitei os olhos ao lembrar daquele garoto ruivo.
- ele é insuportavel, o garoto novo da minha sala. Eu engnorei ele todas as vezes e ele ainda ensiste em falar comigo.
-calma minha filha, talvez ele só queira fazer amizade.
Como meu pai consegue ser tão calmo diante das situações?! Infelizmente não erdei isso dele.
-pai. Ele é tosco, feio e maçante!!
Assim que exclamei, minha mãe entrou porta a dentro com sua bolsa preta alterosa de lado. Minha mãe trabalhava como policial, tenho vontade de seguir o mesmo, é uma profissão perigosa, mas que eu adimiro muito. Seu cabelo estava amarrado em uma espécie de rabo de cavalo, e sua jaqueta de couro preta com a calsa da mesma cor, sua jaqueta estava completamente desabotuada deixando a mostra sua blusa cinza sem nenhuma estampa.
-vim "correndo" com a moto, está formando um temporal, acho que vai chover- já pondo a bolsa empendurada em um prego na parede ao lado da porta, se aproximando da cozinha.
-o almoço hoje é feijoada acompanhada de suco de uva.
-vou só tomar um banho e já descço aqui com vocês.

   Antes que eu podesse me levantar para me dirigir até o quarto, minha mãe desce e meu pai menciona sobre o garoto ruivo. Minha mãe diz que encontrou com a mãe dele e que ela mencionou sobre mim que o filho dela havia gostado de mim, mas que eu fui grossa com ele -e de novo revirei os olhos. Minha mãe pediu descupas por mim e contou pra ela sobre o porquê de eu ter agido assim, pois com todo o acontecimento a dois anos eu me maguava com muita facilidade. Eu não queria um amigo, não mesmo, isso seria subistitui-lo. Pelomenos é o sentimento que sinto, não estou pronta para um amigo novo.
-chamei ela e seu filho Dylan para vim jantar conosco hoje.
-Quê???! Eles mal chegaram, nem sabemos quem são.
-é só como pedido de desculpa e para vocês se amigarem.
- mãe, a senhora não entende que eu não estou pronta para fazer amizades novas?!!
-se não ir aos poucos nunca vai superar, minha filha.
Corri para meu quarto e me tranquei. Estava tão magoada que nem lembrei de levar a mochila junto comigo para o quarto.
Sinto falta do meu melhor amigo... sinto falta do Calil.

A Gente Se Ver AmanhãStories to obsess over. Discover now