ATENÇÃO: ESTA É UMA HISTORIA FICTICIA, QUE CONTÉM VIOLÊNCIA, MORTES, LINGUAGEM IMPRÓPRIA E ATOS SEXUAIS. PODE CONTER GATILHOS. NADA AQUI DESCRITO TEM ALGUMA RELAÇÃO COM A VIDA REAL OU PESSOAS REAIS. QUALQUER SEMELHANÇA É PURA COINCIDÊNCIA.
NÃO LEIA...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
— São 4:00 da manhã, porra... Eu estou nesse inferno desde as 2:00 esperando esse filho da puta. — Ajeitei a merda do rifle pela milésima vez desde que chegamos aqui. O suor pingava da minha testa, e acredito que a temperatura estivesse a 18 °C. Helena já estava impaciente com tantas reclamações sobre aquela missão. Eu também não estava com muita paciência! Porra, eu odeio essa vida. Eu tenho outra vida que fica fodida por conta desses horários de merda que me colocam. Tudo bem que não há um horário melhor para assassinar o senador filho da puta de um país aleatório que está fodendo um esquema chato do nosso país.
— Mas sério, eu tenho uma prova às 15:00, seu fodido. — Reclamei mais uma vez, olhando novamente na direção do meu alvo, que agora se alinhava ao ponto exato que queríamos!
— Eu juro que, se você não calar a merda dessa boca, Nina, eu vou te jogar daqui... — Antes que eu conseguisse contestar a minha linda irmã mais velha ou até mesmo provocá-la a realmente fazer isso...
— Concentrem-se, meninas. — A nossa mãe estava à paisana na festa de gala, onde esperávamos o bêbado idiota do senador Michael ser homenageado. Babaca. Como se fosse digno de qualquer homenagem com as merdas ilícitas que ele faz... É tanta droga que esse idiota apronta que eu não sei como não o mataram ainda. Respirei fundo novamente, ajustei o alcance da arma e mirei. Quando finalmente nos alinhamos, pude sentir o prazer imensurável de puxar o gatilho bem na testa daquele otário. Qualquer pessoa a metros de mim conseguiria ver o sorriso torto nos meus lábios — era intenso, verdadeiro, prazeroso. Eu podia odiar tudo isso, mas ter o poder de tirar a vida de caras babacas como o senador... ah, isso era muito bom.
— Vocês têm 10 minutos, andem... — O meu pai disse no fone. Ele estava a uns 10 metros, no chão do prédio. Estávamos a cerca de 2,5 km de onde o baile era realizado. Eu tinha que descer aquela merda escalando agora, ou não teríamos tempo de chegar ao carro. Assim que recolhi as poucas coisas que tínhamos levado, corremos em direção à lateral do prédio. O meu cinto estava com problemas para soltar o gancho, e eu já conseguia ver o quão longe Helena estava, com um sorriso idiota nos lábios enquanto ajustava novamente o cinto e se lançava para o prédio ao lado. As luvas estavam escorregando entre os meus dedos. Eu sempre ficava com as mãos suadas — cômico. Por que eu era a melhor atiradora da minha família?
Ah... a minha família. Geralmente, famílias escolhem negócios como multinacionais, um posto de gasolina, sei lá, a porra de uma mercearia para passar adiante como legado aos seus filhos — mas não a minha. Há quase 100 anos, a nossa família é a número 1 no ramo de assassinatos por aluguel. Eles têm algo de fachada, claro. O meu pai é CEO da segunda maior empresa tecnológica do país. Como ele tem tempo de ser matador de aluguel? Presidentes não fazem porra nenhuma. O legado da empresa foi para Helena. Ela sempre foi boa demais em tudo. Mas eu, por outro lado, herdei o lado sádico: torturas, mortes... Por que não deixar com a caçula, não é?
— Vamos, Nina. Seis minutos. — O meu pai era um controlador filho da puta com o tempo. Tudo tinha o seu exato momento para acontecer. E eu gostava da adrenalina de idiotas correndo atrás de mim como se fossem capazes de me alcançar.