Queria que aquele dia fosse diferente quando acordou, mas estava testemunhando às mesmas situações dos outros dias. Mas nem com isso ele deixou de agradecer a Deus por ter tido a sorte de transitar para o outro dia ainda com vida apesar de não saber o que seria dele no dia seguinte. Era a única coisa que qualquer um queria naquela situação.
Tudo o que podia ser motivo de susto havia se tornado o dia-a-dia da população. Sair de casa encontrar pessoas sucumbindo na rua, pedindo ajuda que ninguém podia dar uma vez que ajudar significava concorrer para estar na mesma situação que o necessitado.
As mortes haviam se tornado a notícia diária. Ficar sem ouvir uma notícia de morte era alguma coisa incomum. Aliás, sempre que não se ouvia falar de morte acusava se o secretismo das autoridades governamentais.
Enquanto isso, as pessoas tentavam com grande dificuldade se escapar do grande perigo. Entretanto, era difícil lutar contra um inimigo praticamente invisível. Difícil ainda era ver o outro dando o último suspiro sem nada poder fazer. O que mais doía ao Jorge era a forma como tudo começou.
Depois de conseguir caçar muita carne, caçador decidiu vender numa vila um pouco distante da sua proveniência. Um turista gostou da carne e comprou tudo.
Joseph, o turista, preparou a carne e deliciou-se. Sem levar muito tempo ele começou a sentir umas febres e a sua respiração começou a ficar mais defeituosa. Pensou que fosse algo passageiro, pois ate aquela altura ninguém podia pensar que uma simples carne podia estar na origem duma febre.
Correu para chamar o seu médico que não levou muito tempo para chegar ao seu socorro e percebeu que aquela não era uma febre comum. Era algo que ele nunca havia visto antes. Tratou de levar o homem para o hospital mais próximo que não teve outra saída senão internar o homem devido ao estado debilitado em que se encontrava. Fez se de tudo para salvá-lo, mas não houve nenhum sucesso.
Apesar de ser um caso inédito, ficou considerado como um caso isolado. Mas o pior ainda estava por vir. Em menos de um dia, o secretário do turista que ajudou a preparar o alimento ficou com os mesmos sintomas do seu patrão, e foi diagnosticado com a mesma doença e também seguiu o mesmo caminho.
Não demorou para que outras pessoas seguissem aquele caminho. Em menos de dois dias já tinham sido internadas mais de cinco pessoas devido a mesma doença que àquela altura estava fora do domínio do sistema de saúde.
Todas as desconfianças estavam recaindo para o animal que fora comprado pelo turista, por isso essa informação não foi deixada ao público para não colocar o caçador em período. Mas a teoria veio se mostrar improvável devido a um caso que foi diagnosticado a quinhentos metros da cidade de Balema, onde registou o primeiro caso.
Aquele era o começo de uma nova epidemia que vinha levar consigo algumas pessoas e deixare os sortudos apenas.
Um mês depois haviam sido acometidos meio milhão de pessoas e dezassete por cento dos acometidos tinha perdido a vida.
Os familiares choravam os seus entes queridos. Mas, mais do que isso choravam por não saberem se podiam ser capazes de acordar no dia seguinte.
Era difícil visitar alguém por mais que fosse alguém próximo. Havia uma necessidade de manter a distância, era a única forma de se salvar, pior porque ainda não tinha se descoberta na totalidade a forma como aquela doença era passada duma pessoa a outra.
Jorge Silva pensava nisso parado na entrada da sua porta quando as temperaturas ainda eram baixas que não importavam senão o pensamento que vinha tendo que foi interrompido por um toque de telefone.
Deu uma olhada e ignorou a mensagem que acabava de entrar. Sabia que não podia ser mais nada senão anúncio de mais algumas baixas. Ignorou o telefone e queria também ignorar aqueles pensamentos, mas sempre que tentava tira-los da sua cabeça, voltavam mais fortes ainda.
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Conspiração ou epidemia?
HorrorDiante duma epidemia, muitos vão procurar se salvar, alguns vão procurar ajudar ou outros. Mas outros, muito pelo contrário, vão querer tirar proveito disso. Diante disso, muitas opiniões surgem sobre a realidade por trás da epidemia. Será resultado...
