O Jardim Das Flores Mortas

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O dia amanheceu claro, o sol transcendeu ao nascer de uma bela criança. Ela, ao sorrir aos seus pais, com aquela afeição encantadora, foi batizada de "Bela". A mais bela criança já nascida por aquelas bandas.
Por outro lado, um príncipe, um futuro rei, com seus 7 anos de idade brincava em um Jardim, que possuía belos ramos com rosas que, com suas pétalas brilhantes e vermelhas como o sangue mais puro de um carneiro, fazia a criança sangrar ao tocar em seus espinhos, mas a criança não chorou, por outro lado, ela limpou seu sangue da rosa, já dizendo que ali era o seu lugar favorito do reinado.
Ambas as crianças, com diferenças de idades, com patamares hierárquicos diferentes, uma plebéia recém nascida, e um príncipe jovial e encantador, já tinham um destino traçado, o destino de sangrarem juntos.
  O orvalho reluziu, as pétalas brilharam, e durante anos, as crianças foram crescendo, o príncipe com 14 e a criança com 7, o príncipe com 28 e a criança com 14.
Até que como toda história clichê, o pai do Príncipe morre e então, a coroa foi passada para o príncipe, que reinou e governou aquelas terras com muita sabedoria, eram eras de caça e muita glória, o Novo Rei saia pra caçar toda manhã, ao resplandecer do Sol, até que ao notar um cervo, os cães de caça avançam contra a vítima quadrúpede, que desaparece em uns arbustos e some, tal arbusto esse, o qual uma nobre donzela colhia frutas silvestres para alimentar sua família. O rei, encantado e glorioso por ter encontrado sua vítima carnal perfeita, convidou aquela moça para um jantar, que o aceitou e na mesma noite, decidiram de casar. O Rei havia certeza e prontidão de que, aquela era a mulher de sua vida.
Durante anos, anos e anos, eles viveram juntos, até a sua última caça, que ao reencontrar o cervo, com uma boa pontaria, o acertou e com um baque, descobre que o cervo era sua esposa. Tal esposa, que era filha do Deus da floresta, uma ninfa, uma princesa, uma donzela real. O Deus, furioso, joga uma maldição no rei que matou sua filha, Tal maldição que o condenou a ficar exilado durante anos, séculos, até que, um dia encontrasse o seu amor verdadeiro.
Todos do Reino fugiram, foram expulsos pela revolta do rei que se transformou em uma Fera horrenda e brutal, que decidiu ficar só, longe de presenças mudanças.
...... Está bem, você já conhecia essa história. Mas na real, é apenas base do começo de tudo, é agora que entra a real interpretação do livro e do filme, onde vamos contar o lado da moeda que nunca foi anunciado.

A fera, por si só, se alimentava de presas perdidas no Reino, em atos sangrentos e oriundos, devorava vorazmente suas vítimas, não por escolha, mas por obrigação de se tornar a fera que durante anos foi condenado a ser. Seu coração era mais frio e seco que a haste de uma figueira, era mais gelado que o condado da antiga Pompéia, era mais denso que as águas dos reinos pantanosos. Ele só pensava em quantos anos a mais ele teria que se esconder de tudo e todos, mesmo sabendo que deveria ser assim, ele não o queria. Seu destino desejado não seria aquele, ele sentia falta de caçar com seus amigos e no final da noite, sentar ao lado daquela roseira que ele sempre amou.

Ao lembrar desse prestígio, decide sentar ao lado daquelas rosas já mortas. Olhava e relembrava do quanto era prazeroso o cheiro doce e jovial das rosas vermelhas, ele realmente as amava e sentia falta. Tanta falta sentia, que em um delírio ele viu as rosas reabrindo, elas estavam voltando a vida, mas aquilo não parecia um delírio, então, ele viu uma mulher entrando no Reino, e espreitava aos cantos cada passo daquela jovem, ela se alimentou, tocou em cada parte do castelo e elogiou todos os quadros do Reino. Ela era encantadora, fina e educada. Ela se vestia com trajes sujos, mas ao mesmo tempo, lindos. A fera então decidiu sair das sombras e mandar embora de vez aquela intrusa, que ao ver a fera, não se assustou, e sim, sorriu.
Confuso, A fera ruge novamente e então, se assusta, ao ver que a bela rugiu de volta, mesmo com um tom mais doce e feminino. A fera então se afasta e foge da estranha bela, que pareceu não ter medo do ser peludo e grotesco, chamado de Fera.

Depois de horas, a fera retorna e se depara com a donzela dormindo em uns lenços no salão real, e incomodado com aquilo, a fera a recolhe e leva para um dos aposentos. Durante horas, a fera a observou dormindo e se perguntando o motivo dela não ter fugido ou se assustado, e então a donzela acorda, e nota o olhar frio da fera nas sombras a observando.

-------- Creio que não entendeu o motivo de eu não fugido de ti, óh fera brutal. Estas se perguntando isso agora, não? - Dizia a Donzela que entendeu o olhar da fera.

A fera se manteve em silêncio, ainda observando cada mover dos lábios da donzela.

------- O mundo lá fora está mais cruel que ter de enfrentar seu perigo. Se for me devorar, ande logo com isso, se não, terei de me manter aqui escondida contigo. - Disse a donzela para a fera que ainda sim se manteve calada.

E então, com velocidade e precisão, a fera se impulsiona pra cima da donzela quebrando a cama onde ela estava, em um ato de ataque. A fera rugindo em cima da donzela, percebeu que a mesma se manteve formal e educada, sem vestígios de medo.

------- Ei de sorrir, ainda que sim, seus dentes estejam mastigando minhas costelas. O frio, A rejeição, A obrigação me assola, então decidi que quero me transformar em uma Fera, ou então, te transformar em uma donzela, óh fera rabugenta. Então ande com isso, e me estripe, caso contrário, terei que te colocar uma coleirinha. - Dizia com sarcasmo aquela donzela abusada.

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⏰ Last updated: Jun 26, 2021 ⏰

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A FERA E A BELA - O Outro Lado Da HistóriaStories to obsess over. Discover now