Prólogo | Pesadelo.

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Para começar a falar sobre minha vida, devo admitir que fazer um diário nunca foi um dom, mas pelas recomendações de meu psicólogo, tive que iniciar a realizar essas atividades para que meu tratamento fosse monitorado. Bem, não lembro o que aconteceu no ano de dois mil e dezenove, até porque eu era uma simples e ingênua garota, a procura de diversões em um lugar totalmente assombroso...Nova Iorque.

O ritmo nova iorquino era ótimo, eu amava, mesmo que minha família viesse de Londres, teríamos uma grande vantagem, o dólar tinha crescido gradativamente, nosso dinheiro em Euro valeria bem mais nas terras americanas. Minha mãe foi a que mais ficou entusiasmada com isso, ela era uma francesa, obrigada pelas tradições da nobreza de Beaufort a se casar com um inglês, assim que herdei meu atual e maravilhoso nome; Amber Castalligan Beaufort, meu sobrenome teria derivações de meu pai, o que dava um certo charme quando eu proclamava.

Ah! Paris, que terra maravilhosa! lembro das noites varadas em bares, baladas, danças incessantes e a harmonia em que apenas eles poderiam dar, com seus aconchegos, luxo e principalmente os homens. Minha sexualidade sempre fora visível, uma bissexual não assumida, caso ao contrário, meus pais me matariam, não por menos...já existiam relatos de existência LGBT dentro de nosso povo...e nenhum teve sucesso.

Talvez se as pessoas parassem de se importar com o gênero e o que tem no meio das pernas, o mundo seria um lugar bem melhor,  mas essa opinião nunca serve aos conservadores.

O Sequestro

Morei em um pequeno apartamento, na avenida da maravilhosa Times Square. Certamente, meu estilo de vida atraia os olhares dos homens, por mais que fascinante era vê-los me cobiçando, comecei a reparar que alguns tinham certo fascínio, algo que os londrinos jamais tinham. Minha primeira impressão sobre os americanos era que poderiam ser obsessivos, masoquistas...mas tudo isso estava errado quando eu o conheci e realmente percebi o que era desesperador.

O caminho para o trajeto até meu trabalho era simples, por morar no núcleo da cidade, apenas vestia o uniforme que eu gostava, por detalhar e ter emblemas do poderio feminino, meu braço era completamente marcado por uma braçadeira, algo que simbolizava meu cargo na empresa de Gerente. Retirei-me do recinto, meu andar era o último; vigésimo sexto, com uma vista totalmente de Hollywood, estofados feitos sobre medida, com um companheiro de uma noite qualquer, Franklin, um belo rapaz deixado estirado na cama como se eu nem me importasse com sua mísera existência, afinal, o que um homem pode proporcionar se não pau e mentiras?

O cardigan negro reluzia o fatídico acessório braçal, cobria grande parte desde meus ombros finos até os joelhos, meu quadril se mantinha curvado, resultados de grandes atividades físicas a qual desenvolveu não só minha mente dos serviços, mas a ocupação delas me fizeram uma grande atleta desde a infância. Comecei a caminhar rumo ao centro, aqueles tipícos cenários de filmes, localizava-se naquele horário 13:35 a hora do almoço, como eu ainda estava num cargo mais avançado, poderia ter liberdade e vantagem de chegar levemente atrasada.

O frio do inverno congelava meu corpo, graças a Deus tinha ido de Jeans e com um casaco acima, meus olhos chamavam a atenção pelo azulado, enquanto meus longos cabelos castanhos esvoaçavam durante o sopro dos ventos, as calçadas eram movimentadas, pessoas conversando, tagarelando e até mesmo tomando uma boa xicara de café juntos. Em meio a multidão da tarde, podia sentir que logo logo seria neve que começaria a cair...dali em diante, todos conheceriam o primeiro inverno de muito tempo da grande américa sonhadora.

Segui o trajeto...mas algo me chamou a atenção, tive uma impressão de que estava sendo vigiada, não gostava nem um pouco disso, mas quem seria tão estúpido a ponto de fazer algo e me seguir no meio da multidão? Ingênua...como fui tola! prossegui meu caminho como se nada estivesse acontecendo e talvez esse seja o maior erro que eu tenha cometido em meus dezoito anos.

Quando estava aproximando do edifício do Diego; um brasileiro que mantinha um carisma e estava responsável em ser o presidente, notei que não estava mais sentindo a mesma emoção de anteriormente, suspirei aliviada, meus olhos caíram e nunca fiquei tão agradecida por ter chego em meu serviço, levei a mão até a maçaneta quadricular da entrada e sem perceber, tive minha visão apagada. Tentei respirar como eu pudia, minha garganta estava sendo pressionada, a glândula começou a falhar e a força em que apertaram era tão forte que imaginei ser um lutador famoso...apaguei.

Notas de Amber; Nesse momento, fiquei curiosa em saber como realizaram isso sem que ninguém percebesse. Mas a resposta viria depois do ocorrido.

— Vamos, acorde garota...não tenho todo o tempo do mundo. - A voz era grave, podia notar a respiração pesada, parecia que o Homem teria cerca de seus vinte até trinta anos.

— Quem são vocês? — Eu gaguejei, minhas mãos tremiam, diferente da rua o cheiro estava alterado, sentia a umidade, o som de uma gota d'água eclodindo contra o chão como se estivesse pingando do teto. Minha visão estava turva, uma luz tão densa era colocada acima de minha cabeça impedindo que eu observasse o que estava a ocorrer.

— Você tem noção do que está fazendo aqui? — Ele disse, mas ainda não sabia de onde teria a origem dessa voz...Não consegui acompanhar, não foi necessário...me apagaram com um porrete que logo fiquei desacordada novamente.


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⏰ Terakhir diperbarui: May 21, 2021 ⏰

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O diário de Amber BeaufortCerita yang bikin terobses. Temukan sekarang