Primeiro dia, apenas o primeiro dia

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Bianca Narrando

Os raios solares da Califórnia já estão invadindo meu quarto, sem permissão. Observo em como meu quarto muda de cor com os raios solares, de um azul celeste para um amarelo claro.

Me sento na cama, a procura do meu celular. São sete da manhã, consegui acordar cedo para o primeiro dia de aula sem ter que ouvir reclamações de meu pai por telefone dizendo que me atrasei mais uma vez.

Levanto e caminho até meu banheiro. Ligo o chuveiro e tiro minhas roupas, tomo um banho gelado, para conseguir acordar. Não deveria ter ido dormir às quatro da manhã ontem. Termino meu banho, saio enrolada na toalha e vou até meu closet.

Escolho uma blusinha preta, combino com uma saia xadres e o meu tênis vans. Faço uma maquiagem leve que combine com a roupa, é óbvio.

Desço e percebo que, meu pai já havia saído de casa. A mesa já estava toda posta, com algumas comidas diferentes do habitual. Por exemplo, frutas picadas. Ele estava tentando me agradar?

Bom, seja o que for. Me sento a mesa e começo a comer um pouquinho de cada coisa; o relógio de parede indicava sete e vinte, horário que minha mãe costuma me ligar. De fato, o telefone toca, me levanto e vou até ele.

— Alô.. — Digo ao colocar o telefone de fio na orelha.
— Filha! — Minha mãe exclama do outro lado da linha. — Bom dia meu amor, finalmente decidiu atender sua mãe.
— Bom dia mãe. — Digo apenas.
— Feliz primeiro dia de aula. — Ela diz e ficamos em um silêncio estranho. — Aproveite, estou indo para o trabalho, vou ter que desligar.
— Até mais. — Digo e a mesma desliga.

É estranho falar com a minha mãe depois de tudo o que aconteceu entre ela e meu pai. Volto a mesa e já estou sem apetite, tenho um tempo livre por enquanto; então, começo a guardar as coisas do café da manhã.

Lavo a pequena louça que ficou do café. Após terminar, dou mais uma olhada para o relógio.

— Puta merda — Resmungo ao ver que são 7:40.

Caminho o mais rápido possível até meu quarto. Pego minha mochila, meu celular e meus fones, então volto correndo a sala.

Confiro todas as portas e janelas antes de sair; tranco a porta da frente e caminho em direção a escola.

Lucas Narrando

Acordo com minha mãe gritando do andar debaixo. Uma das piores coisas de ter uma mãe que é diretora do seu próprio colégio. Levanto e vou até o banheiro, lavo meu rosto e volto para o meu quarto; troco de roupa, pego minha mochila e meu celular.

Desço até a cozinha, de onde vêem os gritos de minha mãe. A mesma está com uma xícara de café numa mão e na outra algumas folhas, aparentemente, folhas do colégio.

— Bom dia. — Deposito um beijo em sua bochecha, e então me sento a mesa.
— Bom dia filho. — Ela diz e eu pego uma panqueca e um suco de laranja. — Não demore, estamos quase nós atrasando.

Ela diz e eu respondo com um 'uhum' de boca cheia. Ela sobe as escadas, provavelmente pra acordar meu irmão mais novo. Meu celular vibra no bolso, e vejo uma mensagem do grupo de festas. Hoje rola festinha em comemoração ao primeiro dia de aula.

Coisa boa. Termino de comer e vou até o banheiro do andar de baixo, escovo os dentes e ajeito o meu cabelo mais uma vez. Espero minha mãe e meu irmão encostado na BMW estacionada na frente de casa.

Alguns minutos depois, ela e meu irmão aparecem. Ele comendo uma maçã e falando de algum tipo de atividade que vai acontecer na turma dele.

— Bom dia pra você também, Arthur. — Dou ênfase no nome dele.
— Bom dia Lucas. — Ele faz o mesmo.

Entramos no carro e então, minha mãe da partida. Arthur continua a tagarelar do seu trabalho na turma, ele parece bem animado. Nem eu e nem minha mãe falamos algo contra ele, sabemos que não adiantaria.

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