Prólogo

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Espanto-me todas ás vezes que olho para o jardim de minha falecida avó, mesmo depois de anos de sua morte, como flores no jardim podem continuar intactas, cada dia mais lindas e cheirosas. Como prometido, eu ficaria responsável pelos cuidados com as flores, mas parece que, a própria natureza se encarregou de realizar este ofício por mim! Disponibilizando água para regá-las, sol e adubo para fazer com que cresçam. 

  Desde o dia que vim morar na chácara com ela, vivi em uma espécie de floricultura. Sempre fui ensinada sobre a necessidade de respeitar e principalmente de cuidar da natureza, especialmente sobre o papel importante que as flores exercem na vida do poeta, e romancista.

  Essa avó que me criou como mãe, me ensinou a ler e escrever, anos mais tarde quando estava mais crescida me ensinou a escrever cartas, romances e principalmente diários. Os tão comuns, que até algum tempo era um objeto caro e mais destinado a uma população rica ... Ainda bem que hoje em dia a realidade é outra! 

  Desde sempre uma paixão enorme por romances, desde os que possuem começo, meio e fim mais previsíveis, até os mais misteriosos. 

- Que tal parar de escrever um pouco e vir almoçar? - minha tia surgiu sem que eu esperasse, fazendo com que uma caneta pequena corresse entre meus dedos e parasse diretamente no gramado, em um pequeno lago (por sorte não molhou).

 - Me deixe aqui por mais alguns minutos, estou desenhando enquanto penso. 

- Tudo bem. 

 Continuei apreciando as flores, colorindo meu desenho e logo após escrevi um poema. O tempo se passou, não almocei.

A noite veio, meu olhar revezava entre papel, caneta e tintas. Ás vezes nem eu entendo como consigo passar tantas horas focada em apenas um ofício ... Talvez seja uma espécie de dom ...



Flores do meu presenteHistorias para obsesionarse. Descúbrelo ahora