Pingente de Belzebuth: O Retorno

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   (Narradora)
   O telefonema pegou-a de surpresa. Atendeu com impaciência, os olhos presos a um livro que tinha nas mãos, uma história policial que não conseguia parar de ler. Era bom estar sozinha, lendo um livro de suspense numa noite de ventania. O sábado já estava quase no fim e ela ali, presa àquelas páginas. O som do telefone era uma intromissão, um estorvo. Atendeu a contragosto.
   Logo que atendeu, recebeu uma notícia devastadora. Sua irmã tinha desaparecido sem deixar nenhum vestígio, ela se encontrava internada em um hospício e as únicas coisas deixadas por ela, foram, uma carta, um notebook e um pingente com o formato de pentagrama.
   (Personagem)
   Eu estava horrorizada com o que eu tinha ouvido, mas ao mesmo tempo intrigada, como minha querida irmã que era tão alegre e sorridente tinha desaparecido? E mais, sem deixar nenhum vestígio para onde foi!? Aquela rapariga era mais desastrada que um palhaço de circo!
   Já era bem de madrugada, quando me ligaram, então decidi pegar os pertences dela, amanhã. Guardei meu livro na minha estante, fui para o meu quarto e, lá eu tentei descansar um pouco.         Estava com um pressentimento de que meu domingo não seria nada calmo.
   (Narradora)
   Na manhã seguinte...
   Ela já estava indo para o hospício, retirar os pertences da sua parenta. Chegando ao local, a mesma já sentia um clima melancólico e assustador lá. Retirou tudo que sua irmã deixou para traz, o único objeto que a mesma estranhou foi o pingente que estava em um colar, nunca tinha a visto usar aquela joia.
   Voltou para sua casa e foi direto a sua pequena biblioteca, ler a carta deixada pela sua irmã. Na carta estava escrito: “Caso o que eu tente fazer dê errado, deixarei essa carta como garantia da minha existência. Tudo começou com o anúncio de um pingente, era tão chamativo, mal podia imaginar que ele iria causar essa balburdia em minha vida. Não vou contar cada detalhe do que aconteceu, mas vou afirmar, esse pingente é muito maligno. Quem estiver lendo essa carta e tem em suas mãos o pentagrama de cabeça para baixo. Por favor, pelo o seu bem, se livre dessa maldição. Não posso dizer muito sobre, a única coisa que posso lhe falar é o nome do ser que condenou a minha mera existência.    Chame-o de Belzebuth.”.
   (Personagem)
   Estava horrorizada com o que eu tinha lido, seria possível existir um ser que não habita a Terra? Bom, estou muito cansada psicologicamente pra lidar com isso agora, Vou descansar e mais tarde eu vejo o que faço com essa intrigante e tenebrosa, situação.
   (Narradora)
   No mesmo dia as 17h40...
   Fazia uns 30 minutos que tinha ela acordado, neste momento acabara de finalizar o seu glorioso banho. Decidiu então, preparar um lanche para comer na biblioteca em quanto pesquisara sobre o tal ser chamado Belzebuth.
   Após um tempo pesquisando, a jovem descobriu muito sobre o inquilino, e o que mais a surpreendeu foi essa parte de sua pesquisa: “Belzebuth, também conhecido como “Senhor das Moscas”. Entra nos mundos dos humanos por forma de joias preciosas. É um anjo caído que se tornou príncipe do inferno. Tendo como sua aparência horrenda de mosca é um dos mais perigosos anjos caídos. E a única forma de impedi-lo é recorrendo pela benção do Deus Todo-Poderoso.”.
   E foi isso que esta rapariga fez. Separou uma bíblia, uma cruz, água benta e pegou o pingente. Possuindo o notebook ao seu lado, foi falando as seguintes palavras para acabar com o ser: “Et mittam te, Domine Belzebuth. Pater noster qui in caelis es sanctificetur nomen tuum veniat regnum tuum fiat voluntas tua, sicut in cælo et in terra Panem nostrum quotidianum da nobis hodie. Daemonium de hoc. Sit tibi non pertinent ad locum, ne nos in tentationem vestram. Ut nos redimeret ab omni malo. Ita sit. Amen.”.
   A cada palavra que pronunciava sentia um aperto em seu coração, janelas e porta abriam e fechavam for causa de uma ventania tremenda causada por essa áurea negra, livros caiam das estantes, o pingente flutuava, e a jovem não sabia de mais nada, só que teria que terminar o que sua irmã não pode fazer.    Com todas as suas forças insistia em continuar a falar as palavras, estava uma luta acirrada entre ela e o demônio.
   De repente um vasto silêncio e paz, percorreram o ambiente...

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