E se não for apenas um sonho?
Desde que me entendo por gente, sempre acreditei que acontecimentos sobrenaturais eram verídicos. Minha família se mudou para um apartamento num condomínio fechado, era apenas eu, meu pai, minha irmã e seu marido e suas duas filhas, desde o momento em que nos mudamos para aquele apartamento, senti uma presença horripilante no momento em que pus os pés no lugar.
Os cômodos eram mal divididos devido a famosa hierarquia na casa que minha irmã impôs, o apartamento tinha apenas dois quartos principais, então, fui designada a ficar com o quartinho de empregada nos fundos do apartamento, até então, estava tudo bem.
Nos primeiros dias, mantive a preferência em dormir no colchão da sala e durante a madrugada, gostava de assistir programas de entretenimento na televisão. A sala era espaçosa, no entanto, o colchão ficava em direção a vinda da cozinha, a visão que tinha ao dormir era horripilante quando as luzes da casa estavam apagada. Numa madrugada específica, decidi que deveria começar a regular novamente meu sono, e então, me mantive acordada para ver o amanhecer e dormir apenas na noite do seguinte, e foi nesse dia em que vi a figura macabra vindo da cozinha.
Estava deitada no colchão encostado da parede, de frente a entrada da cozinha, e não sabia que dali por diante, meus dias naquele lugar seriam os mais perturbadores. Tinha uma figura azulada que parecia estar se desmanchando água, sua aparência é assustadora, e de imediato, fechei meus olhos no intuito de não vê-la, murmurando baixinho para que desaparecesse e que aquilo fosse apenas uma impressão, ou até mesmo um delírio devido ao cansaço de toda a mudança nos dias antes.
Durante aquela madrugada, após ter visto a figura demoníaca que não poderia ser descrita como um humano, passei a noite em claro e esperei que amanhece se, no entanto, não consegui dormir e esperei todos da casa acordarem. Decidi não contar de imediato o que tinha visto, mas acabei comentando sobre o acontecido com o meu pai, ele não me deu ouvidos e até me assustou dizendo coisas como:
— Cuidado, pode voltar se continuar dormindo na sala. — Disse ele enquanto saia para trabalhar, e então, minha irmã o seguiu dando risada e aproveitou para chamar suas duas filhas para levá-la a escola.
Meu cunhado não estava em casa, pois também tinha saído para trabalha, e agora sozinha naquele apartamento, um arrepio percorreu todo o meu corpo, passei pela entrada da cozinha olhando de relance e senti a presença de algo ali, mas segui para o quarto da minha irmã, onde eu poderia tentar dormir melhor. Meu coração estava acelerado, a respiração estava descompassada como se tivesse acabado de correr uma maratona, me sentei na cama e liguei o ventilador puxando o ar entre os dentes, tamanha era a falta de ar que senti ao entrar dentro daquele quarto. Ambas os cômodos eram um de frente para o outro, e no momento em que meus olhos seguiram em direção ao espelho que ficava na parede onde refletia a entrada do quarto, novamente vi a mesma figura azulada em um tom escuro, como um monstro que acabava de sair da água, ou melhor, era como se estivesse se dissolvendo em água.
No mesmo momento, me assustei e o ar estava em falta em meus pulmões, fechei os olhos por breves segundos e quando olhei novamente, aquilo havia sumido. Puxei novamente o ar e finalmente pude respirar aliviada, logo em seguida corri para o quarto do meu pai que era em frente ao da minha irmã, e os que o dividiam era a entrada do banheiro.
Agora no quarto do meu pai, me sentei na cama do mais velho e peguei meu celular, coloquei os vídeos típicos que gostava de ver, e já morrendo de sono, os olhos pesavam demasiadamente, então não consegui segurar por muito tempo e minutos depois, adormeci.
Durante esse sono pesado, passei por um pesadelo, ou talvez não fosse apenas um pesado. Mas mesmo que estivesse aparentemente dormindo, pude escutar zumbidos de moscas em meu ouvido, senti que estava me mexendo na cama, inquieta com algo, e ao ter aquele incômodo barulho perto da orelha, me levantei irritada e pude jurar que realmente estava acordada, mas ao me virar para trás após levantar, vi meu corpo deitado agonizando, meus olhos pareciam aterrorizados e meu corpo paralisado. Senti um peso em meu peitoral, e ao virar o rosto e olhar para frente, em direção a entrada da porta, escutei meu nome ser chamado, gritos afobados e abafados em agonia ecoavam o apartamento, mas ainda estava distante do quarto, segui caminhando pelo curto corredor de saída até a sala e então, me direcionei a cozinha.
Aqueles gritos estavam vindo do quartinho, eu estava com medo. O máquina de lavar estava em seu lugar, cujo lugar fazia com que a água quando escorria ao lavar as roupas, inundasse o quarto, e lembro-me bem da mania que tinha em dormia com o carregador ligado na extensão que ficava no chão, era um péssimo e perigoso ato devido às circunstâncias. E então, ao recordar destes detalhes, acabei por me assustar com o último grito dado vindo do quarto, ainda hesitante... Abri a porta do quarto, e lá estava, era eu, ou melhor, meu corpo em estado de decomposição deitado na cama e o quarto repleto de água, em minhas mãos tinha o celular ligado a tomada.
Nota do autor: Este capítulo foi revisado uma única vez, peço desculpas desde já se conter algum erro de ortografia. Irei me certificar de trazer história melhores, escritas de uma forma mais clara para melhor compreensão.
Obrigada por ler, e não esqueça de curtir e comentar sobre o que achou. 💙
Ass: MAD.
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APARTAMENTO 201
HorrorTW: As histórias a seguir são verídicas, e de fato aconteceu comigo.
