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Desde o momento que a noite cai em Puerto Millardina, a pequena cidade do México se encontra em silêncio apenas com os sons de gotas d'água escorrendo dos telhados, é junho, o período de chuva havia chegado.
Carroças e cavalos raramente passam depois das 22 horas, que é anunciada pelo badalar do sino da igreja. As luzes de lampiões e velas das casas apagam uma a uma, e a única luz da cidade é de um nobre estabelecimento, se sustentando com apenas vendas de bebidas.
A quietude da cidade é quebrada por o galopar de um cavalo, marcando o solo molhado e sobrepondo as marcas de cascos e rodas da estrada, e parando em frente ao saloon, a claridade do local iluminava pelas janelas o lado de fora, revelando um forte e grande garanhão preto de crina dourada, e montado, um homem de óculos e cabelo médio castanho, vestindo um poncho vermelho junto a um sobretudo cinza sujo de barro e respingos de sangue cruzado por um cinto de munições, e se não fosse por seu chapéu preto com emblema de meia lua, ninguém reconheceria logo de início. Este homem era Leon Viteri Esparza, um fora da lei procurado, com recompensas de vivo ou morto no valor de $5.000.
O fora da lei desce de seu cavalo, e caminha até o saloon, as botas lamacentas de Esparza pisavam na madeira do estabelecimento que rangia a cada passo, e ao entrar, as pessoas barulhentas que conversavam, agora estavam caladas, olhavam para o fora da lei, alguns que jogavam poker soltaram suas cartas na mesa, o pianista parou de tocar uma de suas músicas, todos estavam assustados com o homem.
- Eu não quero problemas, eu só quero sentar e beber.
Dizia Esparza, andando até o balcão, passando por mesas enquanto era olhado com medo pelas pessoas, o fora da lei odiava ser visto como o "assassino impiedoso" que os jornais diziam, ter sua cabeça por um valor altíssimo chamava muita atenção a todo lugar que ia, ele não conseguia entrar em nenhum saloon sem se sentir desconfortável.
O saloon era um lugar agradável, com um forte cheiro de tequila, e mesmo depois dessa inesperada entrada, o pianista voltava a tocar. Esparza se senta em um dos bancos do balcão que ficava no extremo oposto da porta "bang bang".
- Barman, pode me trazer um Black Jade, por favor.
Um homem alto e magro, cabelo curto castanho e cavanhaque com roupas clássicas de um barman o atende.
- Ah, claro senhor.
Diz o homem trêmulo pegando uma garrafa de vidro cúbica com a logo de uma rosa negra em sua vitrine, Black Jade era uma bebida incomum de ser pedida, um whisky turco importado era bem caro, somente um shot costumava ser pelo menos o triplo do preço de um copo de tequila.
Algumas pessoas foram até o balcão, entregando o dinheiro, e saindo logo em seguida do saloon.
- Uma pergunta senhor, por que vocês tem tanto medo de mim? - Diz Esparza tirando seu chapéu e o colocando no balcão - Desde que eu entrei quatro pessoas já saíram sem nem mesmo terminarem a bebida.
- Desculpa senhor, mas acredito que seja pela sua recompensa.
- Essas merdas de recompensas pela minha cabeça, toda semana tendo que lidar com caçadores, essa porra toda é desgastante.
Diz o fora da lei.
- De qualquer forma, qual o seu nome nobre barman?
- Ângelo Galleto senhor.
- Boa noite senhor Galleto, queria pedir que quando um homem de cabelo grisa-
Interrompendo o mexicano, um homem alto com cerca de 50 anos de barba feita e cabelo grisalho, usando camisa social azul suja com respingos de sangue e um suspensório, entra cambaleando no saloon.
- Ora, falando do fantasma ele aparece.
Diz Esparza se virando, segurando a risada e dando um gole em sua bebida.
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PHF - Pequenas Historias Fronteiras
AventuraNo velho oeste, uma imensidão de acontecimentos podem ocorrer, histórias que se escondem dos olhos e se ocultam em meio as multidões de frases aos ouvidos do povo. As histórias que atravessam fronteiras sempre vão existir, histórias que caminha...
