Talvez eu tenha perdido minha cabeça quando passei pela corda que difere a realidade e a fantasia.
Agora tudo parece misturado, meus pensamentos estão embaralhados igual fones de ouvido no bolso, meus sentimentos sumiram igual aquele lápis emprestado e nunca mais visto. Minha família diz que é passageiro, mas eu sei que não é.
O mundo virou de cabeça pra baixo, onde eu vou eu vejo figuras e seres desconhecidos, sinto que me seguem, o meu medo é o único que restou.
Eu não vejo mais as cores e tudo se tornou desinteressante, mas eu digo a todos com um sorriso que estou bem, e que não é necessário ajuda, eu me viro sozinha.
As vezes tenho vontade de estudar algo novo, mas eu mal começo e já desisto, tenho medo de coisas nova, elas me assustam como se fossem me destruir (no fundo eu sei que vão), quando
me recomendam algo, penso milhares de vezes antes de aceitar.
Apenas vejo coisas negativas, mas as vezes no silencio da escura noite, consigo ver criaturas alegres dançando a minha volta, não há musica tocando, mas eles estão dançando. Eles me
convidam para dançar, mas quando eu começo eu sinto dor, eles me machucam com suas risadas sem alegria, suas unhas afiadas machucam minha pele, e a corda em suas mão
enforcam meu pescoço.
Mas isso não dura muito, eles logo vão embora, quando alguém os chama, me sinto feliz por não sentir mais dor, porem a tristeza volta ao meu encontro, e começo a mal dizer quem os mandou embora.
ㅡPor que ela teve que partir tão cedo? Ela era tão jovem, com um futuro pela frente.
Disse uma mulher de costas para mim, chorando e soluçando, ela parecia muito triste. Era um dia chuvoso, o clima externo combinava perfeitamente com o clima interno, nublado e repleto de tristeza.
ㅡAcho que ela não aguentava mais tanta tristeza, você sabe como ela estava sofrendo em silencio, ela aguentou ate o limite, mas infelizmente ninguém é de ferro.
ㅡEla vai para o inferno!
Afirmou um homem de preto, quando essas palavras repletas de nojo e desprezo, as pessoas
ao redor dele e ao redor do caixão o olharam, eu consegui sentir o ódio nos olhos das pessoas, é como se elas estivessem olhando para mim.
ㅡComo pode dizer isso sabendo da dor que ela levava?
ㅡDor pelo que? Não fazia nada além de chorar o dia todo, mal terminou de estudar, e nunca tentou arrumar um emprego para ser alguém na vida.
ㅡVocê ao menos lembra o que você falou para ela? Você disse que era melhor ela morrer, assim não teria que pagar os remédios, teria menos despesas, e sobraria dinheiro para uma
vida melhor. ELA É A NOSSA FILHA!
Não sei quem são essas pessoas, mas sei que aquele homem não se importava com sua filha, como ele pode dizer isso para ela? Mesmo sabendo pelo que ela passava, mesmo sem o
conhecer eu o desprezo e sinto nojo dele.
ㅡAcho melhor você ir embora, você sabe que aqui não é lugar pra falar esse tipo de coisa, é o velório dela!
ㅡE isso importa? Uma pessoa fraca como ela, não é minha filha, nem que eu tenha que fazer outra, ela será forte igual a mim, não vai morrer por uma besteira chamada depressão. E não
me olhe assim, não sei por quê me casei com você, olha só o que você fez!
A mulher começou a chorar mais, e começou a passar mal, quando as pessoas a levaram para
sentar um pouco e relaxar, eu consegui ver o rosto da pessoa no caixão: Era eu, eu finalmente tinha conseguido? Mas então se eu estou morta por que não estou em outro lugar?
Sinto muito frio agora, me sinto mal, e então tudo fica escuro.
Acordo em um lugar diferente, um hospital, uma mulher que parece ter uns quarenta anos ao meu lado, parece triste, não consigo me mexer muito bem, mas consigo mover um pouco a
mão.
Ela se assusta e corre para chamar um médico, ele vê como estou, e parece que estou ótima?
Mas eu estava morta e agora eu estou em um hospital? O que está acontecendo?
ㅡSabe, é um milagre você estar viva Thaís com aquele acidente você teria morrido!
ㅡEu não me chamo Thaís! Meu nome é Sasha!
Todos parecem assustados, eu não consigo entender.
ㅡQuerida se lembra de mim? Eu sou sua mãe, Hilda.
ㅡNão, minha mãe se chama Daniela! Estou assustada, quem são vocês?
ㅡSomos sua família Thaís, não brinque desse jeito!
Disse um homem alto, de terno perto da porta, olhei assustada para ele, quem é ele?
ㅡAmnesia, não me surpreende, bem temos que fazer alguns exames para ter certeza, mas ao que tudo indica ela não se lembra quem é!
O médico não parecia surpreso, mas as pessoas parecia que o coração ia sair pela boca.
ㅡNão, não eu lembro quem eu sou! Meu nome é Sasha Leomore, e moro na Califórnia!
ㅡSenhor, Sasha Leomore é a paciente que morreu a dois dias na sala de emergência.
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Losing My Head
Mystery / ThrillerO que acontece quando se passa pela corda que difere o mundo real do mundo da fantasia? As criaturas que por la vivem são realmente como contos de fadas?
