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A que custo buscamos a imortalidade? Talvez os humanos têm uma ideia deturpada do que é ser imortal, tudo nessa vida tem um preço, não pense que as situações são criadas de graça. e eu já vivi o suficiente para saber disso.
Minha história começou no século XV na França. Portugal tinha a fama na época pela descoberta de novas terras, e eu um jovem explorador estava ao sul da França em Mônaco estudando a região. Quando encontrei uma senhora que o povo local dizia ter mais de 100 anos, para mim era a melhor maneira de encontrar respostas sobre a história da cidade. Ela morava em uma velha cabana no meio da floresta longe das casas e da cidade. Muitas pessoas a procuravam em busca de tratamentos ou "feitiços" como o povo local dizia. Ela não era considerada uma bruxa e muito menos a igreja se atrevia a confronta- la, mexer com ela era iniciar uma briga com o povo e isso a igreja não queria. Porque ela era tão querida para eles? Talvez pelo fato dela representar a história da cidade ou ela era a pessoa mais velha ali. Chegando no local a cabana era muito velha parecia que um vento e se destruiria, porém, era protegida por inúmeras árvores em volta dela e havia um jardim onde crescia lindas rosas negras. Nunca havia visto essa categoria de rosa em nenhum lugar antes. Decidi me aproximar e lentamente bati na porta uma, duas, três vezes. Silêncio, não houve nenhuma reposta as minhas batidas, então tentei novamente, mas antes que pudesse bater a porta se abriu e uma senhora apareceu na minha frente. Ela usava um capuz e não parecia ter mais de 100 anos, pelo contrário seu corpo definido em seu vestido preto claramente a deixa com a cara de quem tinha apenas 38 anos. Levei um susto rápido e imediatamente dei um passo para trás e fiz um gesto de reverência para a dama e disse rápido. — Sinto Muito senhora eu vim vê-la se a senhora puder conversar é claro. Ela não falou nada apenas franziu a sobrancelha e me olhou de baixo para cima. —Estava esperando por você William O'Connor. Como ela sabia meu nome, imediatamente pensei e fiquei muito confuso com a situação ela realmente era uma bruxa? — Apenas Connor senhora — O que foi não gosta do seu nome William? — Eu nem ao menos sei o seu nome senhora..? — Ah! É Linda. E não eu não tenho um sobrenome ou talvez eu o tenha esquecido não sei ao certo. Apesar de tudo ela me parecia calma e muito elegante. Mas, porque ela me deixava com uma sensação de calafrio? — Vamos entre estava contando os minutos para o nosso encontro. Ela abriu a porta e entrou na cabana eu entrei logo abaixando a cabeça para entrar, acredito que não foi feita para o meu tamanho. O interior era muito diferente, havia uma lareira (apesar de que não vi uma chaminé) o fogo ardia e soltava fuligem que subia no teto de madeira. Logo na entrada havia uma cadeira de madeira e também uma mesa baixa. — Um minuto como sabia meu nome e... ah! Estava me esperando? — A décadas eu estou te esperando Connor, você não sabe o quanto estou ansiosa. Sabe já vivi muito, MUITO tempo... — Imagino dizem que você tem mais de 100 anos. — Apenas boatos meu jovem. — Falou sentando na cadeira e pegando uma xícara que até então não estava na mesa. E logo em seguida acenou para uma cadeira que para minha certeza não estava ali antes. — Sente-se por favor. — Mesmo confuso acatei a ordem e sentei na cadeira, que imediatamente fez um rangido agudo e estridente. — Eu estive esperando por você por tanto tempo. Disse tomando um longo gole do seu chá pré aquecido. — Certo, já me disse isso antes... o que você quer comigo? — O que VOCÊ quer comigo Connor? Agora ela tinha me pegado, a mulher era astuta e virou a pergunta contra mim. Olhei para o lado e percebi haver rosas daquelas queimando no fogo e soltando uma fumaça. Voltei a olhar para a mulher lentamente ainda intrigado com a lareira. Ela estava me encarando com xícara na mão e o dedo mindinho levantado, realmente ela tinha bons modos. — Bom eu sou um... bem como posso dizer... um estudioso e vim atrás da história dessa cidade. O que me levou a você. — Certo. — colocou a xícara na mesa e começou a passar as mãos no seu colo para limpar, seja lá o que estivesse ali. — Eu realmente sei muitas coisas, mas... — fez uma pausa para se levantar. Olhei diferente para seus olhos verdes na esperança de todas as minhas respostas sobre a região. — Creio eu que não tenho muito tempo para te contar tudo que eu sei... meu tempo... está se acabando. — Espere onde quer chegar com tudo isso? Falei muito confuso e chateado. Se ela estivesse morrendo seria o fim de toda uma história de milhares de pessoas. — Sabe Connor os humanos têm um defeito, eles morrem... — Hu-humanos? Nós, não é mesmo? — De fato você não está errado. Me diga qual é a coisa mais importante para você Connor? Por um minuto parecia que a voz dela invadia minha mente só conseguia pensar nela e no que ela me falava. Isso era algum tipo de hipnose? O que é mais importante? Família, amigos, posses? Não, para mim isso de nada adianta, eu já sabia exatamente o que era. As palavras simplesmente saíram da minha boca. — Conhecimento... — Isso Connor isso. — Eu estava me sentindo tonto e tudo estava ficando fosco. — Com conhecimento se tem poder e um homem jovem como você merece isso. Você aceita? — S-sim... Eu me sentia muito mal e sabia que ela queria algo. — Minha hora já está chegando e preciso de um sucessor, mas não posso te passar todo meu poder sem mais nem menos Connor. Tudo tem um preço. Você aceita esse preço e o risco por todo o conhecimento do mundo Connor? As palavras novamente só saíram da minha boca, mas era realmente isso o que eu queria, só não pensei no preço disso tudo. — Sim, eu quero. — Então você terá, pois, assim que acordar sentirá uma sede de conhecimento e de outra coisa também. Você estará tão faminto que fará tudo por isso. Agora durma e espere. Connor está é minha partida obrigada por isso. Tudo começou a ficar escuro e derepente eu só via o teto da cabana repleto de fuligem da lareira.
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