A dominação sem limites

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Prefácio



Caro leitor,


A obra que está prestes a ler se passa num mundo de fantasiaclaramente inspirado naquilo de melhor que os RPGs e mangás tem aoferecer: mistérios, monstros, magias, exploração e, logicamente, armaslendárias. Ainda assim, isso não é o suficiente, pois o que realmenteinteressa é a vida do nosso protagonista, Mikami, que, de início, estavase acostumando com a rotina desgastante, mas logo teve sua vidavirada de ponta cabeça quando encontrou o estranho grupo dos"Demoki", dada as inúmeras reviravoltas a cada nova luta, local, missãoou aparição de personagem, sem deixar de lado o aparentedesenvolvimento de sua personalidade e habilidades.

Dito isso, agora só basta saber qual caminho Mikami tomará em meio àtoda a confusão e guerra nesse Império formado a partir da dominaçãodas armas corrompidas.

Respeitosamente, um leitor ávido de fantasias que valem a pena.




Dedicatória


Dedico este livro para aqueles que acham que o ódio é sempreinflamável, e nunca pode ser comparado ao amor.

Dedico este livro para aqueles que acham que o amor nunca podegerar o ódio, a raiva.

Dedico este livro para aqueles que valorizam os sentimentos, eperdoam de coração aberto, a favor do verdadeiro equilíbrio.




Início - 

            Sempre quis ganhar por conta própria em uma missão, eudefinitivamente não sou forte. Todos sabem disso, o governo me escolheuapenas como sobrevivente. O imperador me escolheu por achar que tenhopotencial, mas mesmo após 12 anos não manifestei nada e saiomachucado depois de toda missão.Hoje foi lançada a missão do mês, que enfrentamos um dos gruposmais fortes de Demoki.
             Já é a segunda vez que enfrento esse grupo e saioapenas com o crédito por estar vivo. Nunca tive uma arma, na verdade,minha única arma são as pessoas que vão comigo nas missões. É, souapenas um ajudante do grupo salvador do imperador para impedir ainvasão dos possuidores de Imperávices.
            Toda vez que tem alguma exploração, eu vou até o Castelo doImperador, mas desta vez foi diferente. É uma expedição como qualqueroutra, porém, um mensageiro do Imperador me chamou, já é a terceiravez seguida que vou enfrentar grupo terrorista chamado "Demoki". Fuimandado com apenas um ajudante, acho que o Imperador queria quemeu esperado "poder" despertasse, claramente essa missão era para mematar. Passei pelo portão, e logo no início da exploração todos os Demokiestavam me esperando.Para sair vivo precisaria atacar um por um, começando pelo maispróximo, mas não tinha toda essa coragem, o choque era grande demais.Nenhum dos Demoki se aproxima, quando um deles começou a falar.
             — Seu ki é nosso, semelhante.
             Foi o que eu entendi, posso estar completamente enganado, mas de certaforma eu me senti semelhante a eles, rejeitado e jogado fora.Quando se entra no portal, ele apenas se abre novamente quando opropósito for cumprido, e nesse caso, era eliminar todos os Demoki. Cadaum deles tinham uma arma que esbanjava poder, dava para perceber sóno olhar. Um deles começou a se aproximar e disse:
              — Se você me entende por palavras, seu lugar não é naqueleImpério, é aqui.
             Meu ajudante tinha ficado paralisado pelo número de inimigos logono primeiro encontro, e acabou perdendo a consciência, senti que nãoestava tão pressionado quanto ele, mas também não queria me aproximarde ninguém ali, só queria entender o motivo de estarem interessado emmim.
             Estava impressionado comigo mesmo por estar tão tranquilo em frente atantos inimigos, mas ainda há muitas coisas que eu não entendia frenteàquilo tudo. Depois de ter ouvido a voz de um usuário de Imperávicepercebi que eram humanos, mas de certa forma apenas eu conseguiacompreender o que falavam sem ser um deles. Percebi também que, agoranão voltaria mais ao Império, porque estava em frente aos inimigos dogoverno. Um estresse muito forte começou a acumular na minha cabeça,eu estava sentindo medo sim, mas estava escondendo de mim mesmo,por tamanha pressão eu fechei os olhos, comecei a imaginar uma vidafeliz de uma criança, com a família.
             Acordei, havia desmaiado. Estava mais pressionado do que imaginava,acordei no mesmo lugar, mas agora tinham outros exploradores e todosos Demoki tinham desaparecidos. De alguma forma o Imperador não quer minha morte, porque ele é o único que tem o poder de criar o portal paraas expedições. Fui levado ao hospital, mas estava tudo muito estranho.Meia hora depois um médico chegou, disse que os ossos do meu braçodireito estavam completamente quebrados. Não estava sentindo nada,mas meu braço não estava mexendo. Dormi. Tive um sonhocompletamente pesado, além de que nada que estava aparecendo neleera eu quem estava imaginando: desespero, ingratidão e uma vontadeinsaciável de vingança.                  Todos aqueles sentimentos eram meus, e tenho certeza que não era euquem estava forçando a relembrar deles. Depois de alguns dias, voltei aparticipar das missões do governo, porém havia parado aquela onda demissões contra os possuidores de Imperávice. Pelo menos era isso queestava pensando até a minha segunda missão depois de ter saído dohospital.
            O Imperador falou que os Demoki tinham aumentado a ameaça contra oImpério, e por isso tinham que ser todos exterminados na próximamissão. Não consegui fingir, claramente estava com medo, estavatremendo mas não sabia o motivo. Por mais que a missão estavaprogramada para daqui duas semanas, eu não parava de pensar sobre oque aquele Imperávice havia me falado. Eu não sabia o que era "ki", nemo significado de semelhança que tinha encontrado em mim. Mas porqueestavam todos me esperando, como se soubessem que eu iria exatamentenaquele momento?
            Dei uma pausa no treinamento físico para me dedicar aos estudos, a fimde encontrar alguma resposta sobre a leitura de "ki". Ki é um conceito daenergia de cada pessoa, ou seja, cada indivíduo libera uma energia aoambiente, porém é necessário um treinamento extremamente rígido paraconseguir diferenciar ki de pessoa para pessoa. É uma explicaçãorazoável, porque os possuidores de Imperávices estão constantementelutando e "treinando" contra os exploradores.
           Chegou o dia que encontraria a resposta em definitivo, se eu testar atéonde eles conseguem ler meu ki, posso entender o que eles queriam dizercom a semelhança. Esperei na frente do portão que me levaria para abase de dominância dos Demoki. O Imperador disse que era a últimamissão contra esse grupo, então teria que descobrir tudo sozinho mesmocom um grupo gigante me ajudando.
           Aberto o portão, estava somente eu e mais dois exploradores, o resto ficoucom medo e desistiu, os que estavam comigo tinham colocado toda aconfiança em mim por ter voltado vivo uma vez na missão contra essegrupo terrorista. Não tinha ninguém e não sentia nada, os outros doisestavam tremendo.
           Meu objetivo para aquela missão era obter algum tipo de resposta a tudoaquilo que estava acontecendo, além disso, queria descobrir como tinhasaído do portão aquela noite se não tinha cumprido meu objetivo.Passado alguns minutos andando achei um corpo estirado no chão, eraaquele Imperávice que tinha me chamado de "semelhante". Em um piscarde olhos sobrou só eu e mais um, o outro tinha desaparecido.
           Meu objetivo para aquela missão era obter algum tipo de resposta a tudoaquilo que estava acontecendo, além disso, queria descobrir como tinhasaído do portão aquela noite se não tinha cumprido meu objetivo.Passado alguns minutos andando achei um corpo estirado no chão, eraaquele Imperávice que tinha me chamado de "semelhante". Em um piscarde olhos sobrou só eu e mais um, o outro tinha desaparecido.Para uma última missão tudo estava completamente fora de controle,apenas 2 contra um grupo terrorista inteiro, e eu liderando todo o caminho, na frente sempre. Finalmente achei algo que não fosse umcorredor com várias voltas, uma sala. Quando olhei para trás, estava sóeu, o outro explorador tinha sumido, entrei na sala e ele estava lá, juntodos Demoki mostrando o corpo do outro explorador e falando que tinhatrazido o outro "explorador demônio". Um explorador traíra do Império,isso era a única certeza que tinha até agora, estava tudo muito confuso.Espera, por que eu tinha desmaiado naquela missão mesmo? Euesqueci? Olhar para aqueles Imperávices me dava uma dor de cabeçamuito grande, como se eu estivesse esquecendo de alguma coisa muitoimportante. O que seria mais importante que... a minha família? Eutenho isso? Quando eu esqueci de quem me criou? Eu perdi tudorepentinamente na minha frente, mas como eu estou vivo?
            Acabei pensando demais, se eu continuar vou acabar igual antes, vouparar no hospital e tudo vai ter acabado sem ter descoberto nada. Tenhoque ponderar parte por parte, como tinha saído da missão sem termatado os Demoki, ou será que todos foram mortos? Provável. "Ei, nãoprecisa descobrir tudo sozinho" foi o que eu ouvi enquanto estavatentando lembrar da minha família. Aquela voz, eu conheço, nunca tivetanta certeza disso.
           "QUEM SÃO VOCÊS?" perguntei sem hesitar, afinal eles são responsáveispor me fazerem ir a missão com tanta convicção mesmo com apenas 3exploradores. "Ei, você veio comigo, por que se juntou aos demônios tãofácil?" tinha que ter um motivo para ele ter matado um explorador e medeixado descobrir todo o segredo. Não encontrei nenhuma resposta paranenhum dos meus questionamentos.
          Tinha que voltar para avisar a todos que um dos exploradores era umtraidor a provavelmente mandava informações para os demônios. Mascom certeza eles não me deixariam sair dali sabendo de tudo, era o queeu pensava até escutar de um Imperávice: "Fique aqui e conseguirá maispoder, mas isso te custará a sua vida de agora, quem decide é você".
          — Eu tenho várias perguntas... 
          Tive que falar, se não nunca iria chegar a nenhuma conclusão. "Sentese, eu consigo ver claramente quais são seus questionamentos, nãoprecisa falar mais nada, eu te responderei". O nome deles não eram atoa,realmente eram todos Demônios que conseguiam facilmente prever tudoque eu queria fazer somente pela energia que emanava.
          Me disse que não pertencia ao império e que todo o poder que euprecisava estava ali. O que aconteceria se eu simplesmente desobedecero Imperador em uma missão? Uma coisa é fato, eu não voltaria a minhavida de antes, não que fosse algo extraordinário o jeito que eu vivia, maseu não quero simplesmente jogar tudo que eu fiz até agora no lixo. Euaceitei, eles sabiam que eu não estava mentindo, porque até eu sei que aminha energia espiritual não era de mentiroso.
           Pude me aproximar de todos, queria ver como todos eram, até agora sóestava conversando com corpos cujas as cabeças são tampadas pelaescuridão. Chegando mais perto, todos eles tinham aparências dehumanos, mas algo estava diferente.

           Narrador: Nesse mundo as armas são quem verdadeiramente controla aspessoas, mas todos sabem disso. Trezentos anos atrás, as conturbaçõesdo mundo estavam afetando o governo democrático, então o presidentedesenvolveu armas, com as runas das mais profundas cavernas, e em umadessas ferramentas, foi desenvolvido um cajado do poder, que concediamais ordem ao governo, mas o portador ficaria corrompido pela arma.Antes mesmo do presidente pegar a runa para colocar ao cajado, seu irmãoo derrubou do poder falando a todos que estava desenvolvendo armaspara matar todos.
            Narrador: Quando o governo estava derrubado, o irmão do antigopresidente transformou o país de democracia para um Império, se apossoudo cajado do poder, e denominou todas as outras armas que haviam seespalhado pelo mundo de "Imperávices". Corrompido pelo cajado, maistarde o Imperador mudaria completamente sua vontade, sua Imperávicequeria exterminar todas as outras armas.

           Todos aqueles olhando para mim estavam naquele dia que perdi aconsciência, eu consigo sentir isso. Mas como estão todos vivos e o portaltinha sido aberto? Por que meu braço estava quebrado e eu não sentinada? "Se acalme com essas perguntas, eu sei que está confuso, parafacilitar quaisquer dúvidas meu nome é Itsuki". Uma aura questionadoraé a que eu esbanjo.
            "Mikami, explicarei tudo, mas primeiro você terá de escolher uma opção:1. Fique aqui conosco e terá maior conforto. 2. Volte ao Império e morranas mãos de seu governador por não ter completado a última missãocontra o nosso grupo. 3. Aceite nosso poder e volte como um sobreviventepossuído". Essas questões... era óbvio qual eu escolheria. "Quero seupoder e voltar ao Império, nunca abandonaria meu lar." Falei comconvicção, mas por dentro estava com medo do que me aconteceria aover a reação do Imperador.

           Narrador: Um sobrevivente possuído é tratado como um traidor dogoverno Imperial, e nunca mais poderá sair em missões, e nem viver comouma pessoa normal.
         
           "Fiz minha escolha, mas posso fazer mais algumas perguntas?" Sabendoque nunca mais sairia em missões, tinha de saber tudo antes de ir. "Comosabe meu nome se não o citei pra você em nenhuma hora?" Perguntei."Não posso te responder mais nada, se escolheu não nos acompanhar,terá de voltar ao Império possuído". Eu sabia que essa era a resposta,mas não custava nada tentar. "Ao segurar essa arma você sentirá umgrande desconforto, sua aparência mudará e logo se tornará umImperávice".
           Uma adaga? Não tinha nada de especial, era realmente só uma adaga,mas vieram segurando-a com um pano, mesmo com ela dentro de umacaixa. "Sua adaga é a do perdido, te segue mesmo quando suasmemórias... tomam conta de você." Peguei a caixa, abri e era uma adagaafiada. Quando a empunhei nada aconteceu, estava tudo normal, mas aoencostar nela, todos os Demoki desapareceram em um instante.
            O portão foi aberto logo atrás de mim, isso significa que a sala ondeeu estou é a principal. Para o portão abrir devidamente, eu precisava terderrotado todos os Demoki, mas nada disso aconteceu. Coloquei a adagano bolso e sai, estava o Imperador me esperando, pelo jeito ele já sabiaque alguns exploradores iam morrer nessas missões. Fui cumprimentarele, e quando cheguei perto, minha adaga estava tremendo.
            Por ter supostamente derrotado o maior inimigo do governo, eu fuicoroado como herói de todos. Não era para estar acontecendo isso, minhaaparência ainda não mudou, não fui castigado pelo Imperador. Não é queeu esteja frustrado, mas tenho de pagar meu pecado, fui gananciosodemais por poder, e no final consegui tudo que tem de melhor.
            Fui para casa, tranquei tudo e entrei no quarto, para ter garantiade que ninguém saberia sobre minha arma. Peguei a adaga e em sualâmina estava escrito "adaga profícua", aquela em que se resulta no quese esperava. Se ela realmente trabalhasse nisso, eu não teria sido aceitopor todos e minha aparência teria mudado, nada daquilo fazia sentido. 
             A adaga parecia uma arma normal, se ninguém souber que quemme deu foram os Demoki, tudo ficará tranquilo. Mas e se ela mostrar seupoder em público repentinamente? Eu terei pena de morte por terescondido um poder que ameaçaria o Imperávice do poder. Quandopassei perto do Imperador aquela hora, minha adaga tremeu, se issoaconteceu comigo, o cajado deve ter tremido na mão dele também.
            Nada que eu conquistei desde que eu saí daquela missão foimerecido, então sairei com a adaga mesmo assim, porque eu sei quedesse jeito de uma forma ou de outra terei um verdadeiro castigo. Paradescobrir minha próxima missão fui ao Castelo do Imperador, a caminhode lá, ouvi muitas pessoas falando sobre "aquele que derrotou osterroristas sozinho". Não queria falar que um dos meus ajudantes tinhamatado o outro.
            Tenho certeza de que o Imperador sabia de tudo, ele é estrategistademais comparado a todos, mas está sendo bastante cauteloso. Minhapróxima missão era normal, nada parece ter mudado, além da minhafama por supostamente ter derrotado um grupo inteiro sozinho.No caminho para casa ouvi boatos de que monstros giganteshaviam destruídos um portão no sul do país, mesmo com uma parte doterritório nacional em risco o Imperador ainda quer manter a consistênciadas missões. Pelo menos eu poderia treinar a adaga para usar mais tarde.
            Em casa, tirei a arma de meu bolso e coloquei na mesa porque algoestava acontecendo com ela. Estava saindo efeitos estranhos dali, raiosnegros que pareciam temer ou pedir ajuda. Quando me dei conta o meubolso estava de pequenos raios negros também, começou a tudo ficarestranho.
             Era dia da missão, finalmente poderia testar a adaga e o que elapode fazer. Entrei no portão com em torno de 20 exploradores, depois deseguidas missões sozinho, me esqueci que teria gente que não podepresenciar a arma que possuo. Fui na frente correndo para derrotar oninho dos monstros, meu único objetivo era tentar descobrir tudo queestava acontecendo, e é óbvio que minha adaga pode me ajudar.

            Narrador: Cada portão de monstros só pode ser aberta novamente quandotoda missão for completa, e para tal acontecer, é preciso derrotar o ninhodos monstros, o local onde todos os inimigos nascem.

           Voltei, e fiquei na retaguarda para derrotar os monstros quedesejam matar os curandeiros. Se eu fosse sozinho e acontecer algo deestranho com meu corpo, eu estaria completamente perdido, e talvezmorto. O líder da missão estava tranquilo, ele sabia que podia derrotaresse ninho de monstros que estava por vir. Um tremor muito forte veiodo corredor a nossa frente, a minha adaga estava tremendo de mais, masagora os raios são verdes.
          Chegamos ao ninho dos monstros, a quantidade de inimigos éobviamente maior que o normal, estávamos preparados para isso.Separamos em grupos de 10, o meu grupo estava sem o líder, a chancede sermos todos exterminados é extremamente maior. Achamos o Spawndos monstros e agora teríamos apenas de destruir, mas estava sendoprotegido por uma quantidade assustadora de monstros. Mandei o sinalpara o outro grupo, já estavam a caminho.
           Estávamos todos juntos agora, era só completar o propósito do portão.Todos começaram a atacar e eu não podia fazer nada, não tinha nenhumahabilidade que poderia minimamente contribuir. Quando minha adagaficou estranha, ela estava mudando meus sentimentos. De medo pararaiva, de agonia para raiva, de inutilidade para raiva.
           Acordei no hospital de novo, minha adaga estava no criado mudo. Nãotinha ninguém no quarto, não fui recebido por ninguém. O médicodemorou para chegar, mas veio. Eu estava saudável, mas fui ao hospitalporque os exploradores me trouxeram desmaiado. Pelo menosderrotamos o portão, o propósito foi cumprido.
           Fui para a casa, e no caminho passei no Castelo do Imperador parareceber a próxima missão. Era contra os monstros que haviam escapadoportão e estavam destruindo pouco a pouco o país. Se eu já estavapreocupado de mostrar as habilidades da adaga dentro de um portão,agora mostrarei para todos os moradores que estiverem presenciando aluta.
           Passado alguns dias, recebi uma carta de agradecimento de umexplorador. Estava agradecendo por ter salvado a vida dele. Eu deixei delado, eu não fiz isso, tenho certeza. Minha preocupação por agora é ficarmais forte com a adaga para a próxima missão, e eu sabia que otreinamento não seria fácil, afinal eu ainda não entendi nada do queadaga pode fazer.
           O meu treino era mais reflexo, para eu conseguir contra atacar inimigosusando minha arma durante uma missão. Eu tinha melhorado, mesmoque minimamente. O dia da exploração para derrotar aqueles monstrosestavam se aproximando.Eu estava esperando o dia em que eu pudesse ver um pouco dahabilidade da adaga, e ele chegou. Fomos até uma cidadezinha no sul dopaís à cavalo. Estava tudo vazio e destruído, não tinha ninguém nascasas, nem sangue. Fomos até onde ficava o portão pelo qual haviampassado, mas estava quieto demais.
           Os exploradores que estavam comigo queriam o lucro e o crédito damissão, então todos se separaram para procurar os monstros. segui osuposto líder, ele era o mais forte. Escutamos um estrondo muito fortevindo da nossa direita, fomos correndo.
           No caminho fui juntando alguns exploradores para nos seguirem até olocal. Chegamos lá e novamente não havia ninguém. Outro estrondo maisalto em nossa esquerda, mas estava mais perto. Chegamos lá e nada.Quando de repente o líder caiu, estava saindo sangue demais do corpodele. Os outros que estavam comigo saíram correndo buscando derrotaros monstros mais uma vez. Se separar não era uma boa ideia, disso eutinha certeza.
          Eu fiquei tentando ver o que tinha acontecido com o nosso líder damissão, eu não vi absolutamente nada atacando. Repentinamente,múltiplas explosões aconteceram atrás de mim, aonde os exploradoreshaviam ido. Comecei a correr para o cavalo, queria que me levasse devolta à capital para relatar as perdas. Um monstro havia matado o cavalo.Só vi o cadáver do cavalo, mais nada. Saí correndo procurando alguémque pudesse me ajudar nessa situação. A missão não era mais lucrativa,era questão de sobrevivência. De repente minha adaga começou a sairraios verdes maiores e eu comecei a sentir uma dor no corpo muito leve,mas que incomoda.
           Peguei a adaga e senti algo me empurrando em direção às explosões, eujá não estava com medo, então eu aproveitei isso e me deixei levar. Eucheguei em um local totalmente estranho, mas que apareceram muitosmonstros gigantes, pareciam com orcs. Fui para cima do primeiro edesferi apenas um golpe na barriga, todos os efeitos da arma entraramno orc e ele começou a implodir.
          Apenas nesse golpe o efeito da implosão dos raios foram passando de orcpara orc até matar todos. Todos morreram em apenas um golpe,literalmente. Eu não entendi muito bem, mas o poder da minha arma éde resultar o que se esperava, mas eu nunca imaginaria que eu derrotariatodos os monstros em um golpe só.
          Coloquei a adaga no bolso e saí correndo para tentar achar o caminho devolta para a capital, eu estava mais rápido que o normal, como seestivesse acostumado a praticar atividades físicas. Eu não posso medeixar ser controlado, o meu corpo não estava acostumado, se eugastasse mais energia do que posso armazenar eu me desgastaria rápidodemais.
          Sentei na estrada para descansar um pouco e saquei a adaga para ver sealgo tinha acontecido. Pelo reflexo da lâmina meu rosto não tinhamudado nada. Eu me senti obrigado a praticar mais atividades físicaspara não me deixar ser controlado pela arma tão fácil. Decidi voltar acaminhar de volta para casa, mas não estava vendo nada, só mato.Mesmo que tenha vivido até hoje dependendo dos outros, eu teria desobreviver sozinho e aprender sobre a arma que me foi entregue por umgrupo terrorista que ameaçava um governo inteiro. Passava dias bebendoágua das fontes e comendo carne de coelho, ninguém veio me ajudar.Mesmo com comida escassa eu treinava, corria 15 a 20 quilômetros, usava os troncos de árvore para treinar o corpo, e de vez em quandoempunhava a adaga para conferir se algo acontecia, mas mesmo depoisde várias tentativas os efeitos esverdeados não saíram.
          Fiquei semanas, e talvez meses vivendo isolado de todos. Decidi guardarum pouco da comida que sobrar e levar comigo no caminho para acapital, esperar não era mais uma opção. Tomei caminho, de vez emquando corria para treinar um pouco mais o corpo, e algumas vezesparava para comer e tomar água. Dois dias de viagem e a estrada estavaficando cada vez mais desgastada.
          Depois de quatro a cinco dias de viagem cheguei em um local totalmentedestruído, decidi averiguar e pesquisar do que se tratava. Cheguei a umlocal no que se parecia ser o centro da cidade e encontrei um castelo, erao Castelo do Imperador. A cidade devastada era na verdade a capital,minha casa estava ali. Não achei o Imperador, ele havia desaparecido.Fui para casa peguei minhas coisas que mais precisaria e abandoneitudo. Queria encontrar o que verdadeiramente tinha acontecido comtodos. Segui o caminho que atravessava a capital, pode ser que era ocaminho para uma cidade populosa. Apenas dois dias de viagem, acheioutra cidade completamente destruída.
          Enquanto atravessava a cidade minha adaga tremeu, logo saguei ela edesviei de uma lança que vinha na direção da minha cabeça. Estava vindouma horda de lobos inferiores, em um piscar de olhos, me teletransporteipara trás deles e enfiei a adaga em um, mas o efeito não se espalhou igualtinha acontecido. Eu teria de matar um por um.
          Não foi difícil, eu sinto que estava ficando mais forte rápido demais, volteiao caminho. Enquanto estava caminhando os efeitos dos raios ficarambrancos e brilharam em volta de mim e logo sumiram. Olhei para alâmina da adaga e apareceu uma mensagem: "Maldição desativada,portador subiu ao nível 2". Por mais que pareça estranho, a lâminaescrevia mensagens completamente sozinha.
          Estava claro o que tinha acontecido, mas ainda não tinha entendido, sóignorei e segui para a próxima cidade. Depois de quase cinco dias deviagem a comida acabou e não tinha encontrado nada, a não ser mato. Aúnica saída era voltar a treinar e procurar sobreviver matando animais ebebendo água da fonte. Em um dos treinos, estava fazendo minha corridamatinal e achei uma cidade um pouco a frente. Voltei, peguei minhascoisas e fui até lá. Estava tudo normal, um município completamentenormal.
         Procurei o governo do lugar para avisar que há cidades nas redondezasque foram destruídas e pode ser que a próxima a ser devastada seja essa.O Imperador era o mesmo da minha cidade, ele ignorou meu aviso,mesmo me conhecendo. O cajado era completamente igual, perguntei sepodia participar do grupo de exploração contra os portões, fui aceito.
         Tudo estava estranho, o Imperador me permitiu participar de umgrupo de confiança do governo sem ao menos me conhecer. Aluguei umacasa com o dinheiro que me tinha sobrado das missões da minha antigacidade e fiquei por lá para descansar. Mais tarde fui até o Palácionovamente receber a missão. Era contra os Demoki.
         A data do início da missão era para o dia seguinte, aceitei mesmo assim.Fui para casa conferir de alguma mensagem diferente aparecia na adaga,ela tremeu em minha conversa com o Imperador. Na lâmina estavaescrito:" O inimigo dele não é seu inimigo, é seu aliado". Provavelmenteestava falando dos Demoki, era óbvio que a adaga ia defender esse grupo,afinal antes de ser minha, ela estava com eles.
        Em frente ao local da missão, o Imperador abriu o portão. Estavam todosentrando e começamos a explorar. Não tinham muitos monstros, todosestavam completamente bem sem usar muito de si.Estávamos chegando no ninho, quando repentinamente todos osexploradores estavam cansados e se jogaram ao chão de exaustão. Nãosenti absolutamente nada, mas minha adaga tremia muito forte, algogrande estava por vir, para ter certeza verifiquei a lâmina e algo tinhamudado, estava escrito "Derrote todos eles". A minha vida até agora foibaseada em seguir ordens, o que tinha de diferente se fizesse igual agoratambém.
         Uma determinação me atingiu e eu sentia que meu combate agoraseria perfeito. Fui reto para destruir o ninho, quando um monstroapareceu atrás de mim segurando minha cabeça. Os raios da minhaarma estavam penetrando da mão dele sem ele perceber. Implodiu, foisangue para muitas direções.
         Meu corpo estava mais forte, não apenas pelo preparo físico, mas euestava ciente que os raios verdes da adaga estavam formando umaarmadura que se caso tiver algum contato direto, o monstro é afetado.Uma vontade de matar estava me tomando conta, e de pouco em poucoeu estava gostando disso. Eu fiquei mais forte e sei manusear minhaarma melhor, tenho certeza de que não sairei daqui machucado.
        Lentamente fui andando para destruir o ninho, quando percebi quehavia dezenas de monstros me esperando me teletransportei para oninho, destruí e chamei atenção de todos. Enquanto eles estavamcorrendo para me matar, em uma velocidade que eles não conseguiamacompanhar, parti todos em dois. Não tinha nenhum Demoki, masconsegui concluir o propósito e todos os exploradores acordaram evoltamos para o Império.
        Ansioso para a próxima missão, fui ao Imperador saber quandoaconteceria. Seria daqui apenas um dia. Em casa aqueles efeitos brancosme envolveram novamente, porém na lâmina eu tinha subido ao nível 12.Os meus padrões de ataque estavam melhorando rápido demais, segundoa adaga a minha habilidade principal é superar os desafios em momentosdifíceis, digno de um herói, se a lâmina estava me dizendo devo acreditar.
         Uma carta em cima de minha cama estava me assustando, umaquantidade de poder mágico incrível estava saindo dali. Quando pegueipara ler, os Demoki tinham me avisado que logo iria me procurar, porqueera eu quem estava falando. Não apareceu nada em minha adaga, entãoeu poderia escolher se poderia matar todos eles ou me entregar.
         Chegado a hora de missão, o portão foi aberto e o grupo de exploraçãoentrou. Disparei na frente, estava ansioso por mais lutas. O ninho estavalogo em minha frente, o destruí e o portal abriu. Tinha de avisar ao restodo grupo que já poderíamos voltar, porém estavam todos desaparecidos. Sedento por luta, fui atrás de oponentes, mas nada aparecia, ao voltar aoportal, estava infestado de aranhas.
         Teletransportei para atrás de todas e entrei no portal, não estavano Império, tinha chegado na base dos Demoki. Confiante agora, queriasaber o motivo disso tudo acontecer sem nenhum motivo. Querendoencontrar alguém, fui explorar o local, quando aquele Demoki que medeu a adaga me encontrou. "Olá Mikami, quanto tempo, como vocêestá?". A aparência estava diferente da outra vez, uma voz mais familiar.
         Estava sem paciência, todos os meus parceiros haviamdesaparecidos, e tinha certeza de que isso era obra deles, então logoperguntei: "Porque disso tudo? Deixe-me voltar ao Império, pode ser queele seja ameaçado pelos monstros que atacaram os outros". "Não". Nãohouve explicação, eu apenas fui recusado instantaneamente.
         Não entendi o motivo de ser recusado, mas logo em seguida outroportal se abriu e ele foi comigo. Chegamos no Império, fui recebido juntode um Demoki de braços abertos pelo Imperador, com um pedido deobrigado igual todo fim de missão. O Imperador não estranhou a falta detanto exploradores? Mais importante que isso, ele não percebeu ummembro de uma organização terrorista comigo?
         No caminho, me lembrei do nome daquele Demoki e disse:" Itsukiseu nome, não?". Com uma cara de desconfiança, ele me disse: "Comonão lembra de mim? Eu sei que você está confuso, sua aura me diz". Atéonde me diz respeito, encontrei ele apenas naquele dia que recebi minhaarma. Saquei minha adaga, e mostrei a ele, dizendo: "Você que me deuisso, não foi?". Ele se afastou e gritou: "SIM, MAS POR FAVOR GUARDEISSO".
         Na porta de casa, ele percebeu que não havia espaço suficiente paraduas pessoas, então alugou outra casa do lado da minha. "Como vocêtem dinheiro? Você não vive na escuridão junto daquelas pessoas?".Respondeu: "Pare de tentar me afastar de você, eu não vou ficar longe".Ele está constantemente respondendo coisas para afastar da pergunta,então ficarei quieto por um tempo.
         No dia seguinte, eu e o Itsuki fomos ao Palácio receber a próxima missão,parecia ser uma exploração mais normal, apenas contra monstros, nadade grupo terrorista ou magia que some com um grupo inteiro, era no diaseguinte. Ao invés de voltar para casa, decidi ir treinar um pouco meucorpo e movimentos com a minha adaga.
         Pensei que ele iria comigo, mas quando se trata da minha arma,ele evita. Estava agindo como uma pessoa comum, como se tivesseesquecido totalmente do passado e do que fazia contra cidadãosindefesos. Chegando na floresta em que eu treinaria, aparece na lâminada adaga: "Quando você olha muito para a escuridão, ela olha de voltapra você".
         Não entendi direito, então decidi tomar maior cuidado com o queaconteceria e comecei a treinar. Enquanto fazia corrida com a arma, osraios brancos me envolveram novamente, e apareceu na lâmina da adaga:"Portador evoluiu para nível 17". Os níveis estavam subindo rápidodemais, provavelmente era porque meu treinamento tem me ajudadobastante para preparar meu corpo.
          Minha ansiedade para lutar estava aumentando mais e mais, deveser porque em minha última missão não tive tempo para fazer nada,apenas voltei ao Império. Na porta de casa, Itsuki estava me esperando,me aproximei e ele disse: "Você vai na próxima missão com essa arma?Você não acha meio exagerado?" Realmente, aquela adaga tinha umpoder que eu não entendia, mas que me agradava muito.
          No dia seguinte, acordei e estava indo em direção ao portão, juntocom o Itsuki. Na frente do local, o Imperador abriu o portão, porém estavacom mais um explorador, enfim, entramos. Estava bem calmo, porémestava sentindo algo errado emanando daquele indivíduo que tinha vindocom a gente, então decidi perguntar: "Quem é você e porque veio? O queestiver planejando fale agora."
          Ele recuou e colocou a mão para trás, como se estivesse prontopara sacar sua arma, preparando para alguma luta. Uma aura estranhacomeçou a infestar todo o local, quando ele disse: "Eu fui escolhido pelopróprio Imperador por ter uma grande habilidade, porém eu vim para teeliminar, eu odeio forasteiros." O Imperador provavelmente não sabiadisso, e não deveria, dentro de um portão tudo pode acontecer, as leisservem para o mundo exterior, não para um mundo de monstros.
          Começamos a nos encarar, ele estava mais atrás , logo me virei eItsuki recuou, repentinamente aquele aventureiro correu em minhadireção em uma velocidade assustadora, e me atravessou. Começou a rir,e falou: "O veneno da minha arma mata qualquer um em questão desegundos, você já está morto, sinceramente eu deveria ser recompensadopor tirar esses lixos do Império".
          No instante seguinte dele ter falado, eu avancei e finquei minhaadaga nele. Quando ele supostamente me atacou posicionei minha armana frente, porém o impacto dos metais não fez barulho algum. O Corpoapenas caiu e eu e Itsuki continuamos a jornada no portão para destruiro ninho, os monstros eram fracos demais. Ninho destruído, eu e Itsukiatravessamos o portão, e de repente os raios brancos me envolveram nafrente do Imperador, mas ninguém disse nada.
           Caminhando pela cidade eu perguntei ao Itsuki se ele havia vistoalgo de mim quando saímos da missão, ele disse: "Não sei do que estáfalando, mas pelo seu tom de voz eu sei que viu algo que eu nem percebi".Apenas eu conseguia ver aqueles raios, mas eu não tenho certeza se osoutros conseguem ver o que fica escrito nela de vez em quando.
           Quando apareceram os raios brancos eu fiquei preocupado demaisse os outros viam, e por isso acabei esquecendo de olhar a adaga paraver o que estava acontecendo, e pelo jeito, ela não vai mostrar de novo oque era. Provavelmente eu avancei alguns níveis depois de ter acabado oportão. Passamos por feiras e comprei alguns equipamentos porque tinhadinheiro de sobra depois de todas as missões.
           Itsuki não havia comprado nada, voltamos para casa e ele entroudireto, nem despediu. Não fui treinar, queria testar o novo equipamentoem casa. Coloquei o peitoral e o capacete, estava pesado, mas era perfeitopara evitarr que eu machuque. Peguei minha adaga com meuequipamento e ela tremeu muito, até que um choque muito forte atingiumeu corpo.
          Tirei a armadura e peguei a adaga, tinha normalizado. Por algummotivo eu não tenho autorização pela minha própria arma para meproteger. Na lâmina foi escrito algo novamente: "A proteção éindependente, a arma é sua própria cavalaria". Um recado da adaga paranão vestir nenhuma armadura e usar apenas ela, não pude recusar,afinal ela é quem decide, querendo ou não.
          No dia seguinte era feriado, as ruas estavam lotadas e as lojas todasfechadas, apenas as barracas abertas, vendendo coisas simples. Vi umabarraca vendendo armaduras, muitos delas usadas, me aproximei eperguntei ao vendedor se comprava para revender, tive uma respostapositiva. Em troca ele me deu uma armadura completa. Fiquei meioconfuso porque havia dado um capacete e um peitoral apenas.
          Fiz o que queria e fui em direção a minha casa para ver se tinhaalgum efeito com a minha adaga. Quando cheguei, percebi que tinha algoescrito na lâmina: "A escuridão é sua armadura". Não entendi muito bem,então coloquei a armadura. A adaga não tremeu igual antes, mas antesque eu percebesse a armadura sumiu, mas eu ainda sentia o peso dela,o peitoral era pesado, as botas eram aconchegantes.
          Nada fez sentido, mas o que importa é ficar mais protegido e seguro.Comecei a pensar sobre as missões, porque depois de ter pegado a adagafiquei significativamente mais forte e agora com esses equipamentos eutenho certeza, posso aumentar a dificuldade das missões. Para isso, euprecisaria da autorização do Imperador, porque aumentar o nível éencarar o impossível, porém uma quantia maior de dinheiro sãogarantidas.
          De manhã, fui sozinho ao Castelo e pedi ao Imperador, fuiautorizado, porém para tal, eu precisaria realizar uma missão teste:Matar Itsuki. Eu não podia recusar uma missão dada diretamente peloImperador, isso significaria desafiar todos que fazem parte da cidadeImperial. Apenas me retirei do Castelo, e fora dele, Itsuki estava meesperando, e perguntou: "Vai avançar de nível? Eu sei que vai, mas oproblema é se vai conseguir". Um portal se abriu atrás dele e logo entrou,olhando para mim.
           A adaga estava tremendo muito, não sei como, mas a minha armatambém sabia que eu estava servindo cegamente o líder que já quis mematar. Andando pela cidade, as ruas estavam completamente vazias, erepentinamente raios vermelhos me envolveram e algo escrito começou ase formar dizendo: "Seu poder está morto, o vivo restante é dependente".Minha cabeça começou a doer e aqueles sentimentos de raiva, devingança começaram a me dominar, fui caindo no chão, aquilo estavaclaramente me subjugando.
           Abri os olhos, tinha voltado ao normal, tinha pessoas na rua, masestavam todos me ignorando no chão, como se não estivesse ali. Minhaadaga estava completamente vermelha, com isso sabia que não foi umsonho. Me levantei e comecei a lembrar do que o Imperador me disse, elequer me controlar, isso é um fato, mas como ele sabia do Itsuki?Andávamos juntos, mas não era estranho. O Imperador é o maiormistério, porque ele sabia que Itsuki era na verdade um Demoki.
          Nada fazia sentido, andando pela cidade um velho senhor meofereceu um comprimido, ele disse que estava muito pálido. Quandopeguei o remédio os raios brancos da minha adaga formaram um texto:Purificado. Engoli, mas não senti absolutamente nada, a minha adagatirou os efeitos do medicamento por considerar uma ameaça.
          Por algum motivo, a minha arma se comunica comigo não pelalâmina, mas pelos raios, deve ser porque eu atingi um nível avançado.Pensando nisso, lembrei das missões, se eu fosse escondido, é provávelque eu fuja da minha missão de assassinato. O problema é se o Cajadona mão dele tremer e ele perceber que estou infiltrado. Não tinha comofugir, agora, o jeito era matar Itsuki.
          Um demoki é claramente mais forte que eu, mas o treino não mefaz subir de nível mais, o único jeito é matando monstros. Decidi ir afloresta treinar, quando de repente, minha adaga escreveu outra coisadiante de mim: "A partir de hoje seu treino será diário, sem interrupções,apenas se quiser derrotar aquele demônio". Itsuki não é um demônio, énormal, e eu tenho certeza disso.
          Treinar é algo que eu faço para melhorar meu condicionamento nasmissões, mas agora terei que me condicionar para matar alguém, eu souo verdadeiro demônio aqui. Chegando na floresta, os raios de novo meenvolveram e formaram a mensagem: "correr 20 quilômetros, fazer 100flexões e 100 barras fixas". Aquilo parecia mais coisa de louco, em 1semana fazendo isso eu iria desistir. Vou aproveitar que estoudescansado, e fazer os de hoje, já não sei os de amanhã.
          No dia seguinte, havia acordado totalmente sem dor, como se nãotivesse feito aqueles exercícios, e repeti todos. Passou algumas semanascom essa rotina e eu pensei: "E se eu parasse por um dia apenas?".Fiquei um dia inteiro em casa, tentando relembrar meu passado, atravésde meditação, porque depois desses dias, eu não tive tempo para mimmesmo.
         Como esperado, nada. Não lembro de nada, apenas escuridão.Anoiteceu, tive um dia mais tranquilo e dormi mais rápido. Quandoacordei, eu estava com dores em todo o corpo, ofegante como se tivessecorrido uma maratona, meus braços ficaram mais pesados que umabarra de ferro e minha barriga ardendo como fogo. Pelo que parece, asconsequências são essas, se eu obedeço não canso, se eu desobedeço, ador e o cansaço acumulado atacam de uma vez.
        Meu passado é algo que me incomoda, mas ignorarei isso, o queimporta agora é saber o nível da minha força. Com o corpo todo dolorido,tinha que treinar, caso contrário, isso se repetiria muitos dias. Fui afloresta, quando os raios brancos formaram uma mensagem: "A coragemtraz os melhores resultados". Todas as dores que estavam me cobrindo,sumiram de repente.
         Voltei ao treinamento, porém fiz o dobro em tudo, queria melhorarsignificativamente minha força. Quando eu me dei conta, tinhaanoitecido, e voltando para casa, os raios brancos mudaram meutreinamento para um treino de "magia", não entendi o motivo, mas seique me seria útil. No dia seguinte, fui a floresta, e uma mensagem apareceu na adaga para me ensinar como posso treinar. A primeira coisaera: liberar o poder contido na minha arma e controlá-lo sabiamente.
        Enquanto segurava a adaga, senti algo saindo de dentro de mim,quando de repente um poder muito intenso saiu, quase não conseguirespirar, mas percebi que esse treinamento seria mais eficiente do que oantigo. Mesmo sendo muito difícil para meu corpo acostumar, eucontinuei forçando a saída do poder da adaga. No segundo dia com essetreino, um indivíduo me viu e se aproximou, provavelmente estranhou euficando sem ar aleatoriamente com uma arma na mão.
        Ele se apresentou, seu nome era Hinata, e por algum motivo eledisse que me ajudaria a treinar. A partir desse momento eu senti algoestranho, como ele sabe que eu estou treinando, se os raios que saem daminha arma são invisíveis? Comecei a segui-lo, quando chegamos em umcampo, sem árvore alguma. Ele sacou uma arma e apontou a ponta dalâmina para o sol, repentinamente eu senti uma aura devastadorachegando do céu, e quando alcançou Hinata, eu percebi pelo poder. Eleé um Demoki.
        Eu paralisei, Itsuki provavelmente mandou algum parceiro delepara me exterminar. Ainda chocado, perguntei:
        — Me trouxe para longe para me matar, imagino. Eu já perdi.Ele começou a rir, e disse no fim da gargalhada:
        — Eu não sou igual ao Itsuki, eu vim para te treinar. Agora peguesua adaga e traga para cá.
        Se eu me lembro bem, Itsuki fazia de tudo para evitar minha arma, maseu nunca soube o motivo, agora é uma chance de eu entender com queeu estou lidando. Mostrei a adaga para ele, e coberto por aquele poderenorme, ele a tocou. Poder do sol, minha adaga ficou amarela e o poderdele foi se esvaindo muito rápido. Eu senti como se minha arma tivesseficado mais leve, uma aura libertadora. Fiquei menos que um dia ecomecei a entender meu verdadeiro poder, eu roubo o poder dos outros,e quando minha adaga não tem nenhum, a escuridão toma posse delacomo se fosse o poder original, e eu tenho certeza que ela é mais forte quetodos os outros.
       Hinata olhou para mim e disse: "Deve estar se perguntando porqueItsuki não gostava dessa arma, estou certo?" Eu já não fico surpresoquando sabem o que estou pensando, mas eu queria saber e ele percebeuisso claramente, e começou a contar. "Ele tinha medo do que você poderiafazer com ela." Itsuki sabia que eu era mais fraco comparado a monstroscomo ele, e mesmo assim ele temia.
       Eu sei meu poder, agora eu sei que posso fazer muito com ele,minha capacidade física já está muito alta comparada a antes.Repentinamente Hinata disse: "Eu sei que foi rápido, mas o meu papelaqui, era te ajudar a treinar seu próprio poder, e agora que entendeu doque é capaz, é por sua conta." Entrou em um portal semelhante ao queItsuki havia entrado, e desapareceu.
       O meu poder é forte, eu sou subjugado por ele toda vez que aparece,porém eu vou liberar ele todo agora. Fechei os olhos e me foquei em mefundir com a minha arma, a escuridão estava sendo libertada, minhaconsciência estava mostrando o escuro, mas de repente começou a mudar de cor. Primeiramente ele foi para verde, de raio verde ia paravermelho, de vermelho ia para amarelo, de amarelo voltava pro verde erepetia.
       Me senti mais leve, e abri os olhos. Todas as árvores em minhavolta haviam sido destruídas, formando um círculo perfeito. O poder daminha adaga é exatamente um buraco negro, forma um círculo e faz detudo parte de si, e com isso em mente, o que me resta é tentar tomar opoder da luz, assim eu fico mais rápido. O sol tem mana, eu posso sentir,se roubar parte desse poder talvez eu possa ficar significativamente maisforte, principalmente agora que eu me sinto em uma relação maisharmônica com a minha adaga.
       Eu fiz exatamente o que Hinata tinha feito, mas a adaga nãomostrava nada de resposta. O mais lógico é que meu poder original nãoera compatível com o do sol, mas quando o Hinata transferiu deu certoporque o contato foi direto com a adaga. Mas agora, eu tinha quedescobrir como e quando eu uso o poder de roubo e os raios.Primeiramente, esperei anoitecer, e nesse tempo fiquei imaginando pelocontato direto com a minha arma, todos os tipos de raios e ver o que cadaum faz. O raio verde era responsável por me curar. O raio vermelho éativado pelo contato direto e aumenta o sangramento do alvoexageradamente. O raio amarelo é a velocidade.
       Estava escuro, tentei absorver o poder da escuridão que tem noespaço, e consegui. A cor da adaga ficou azul, mas bem escuro, a funçãodele é ampliar meu poder mágico. Para atingir meu máximo, eu usei opoder do raio azul e juntei com o escuro. O poder da adaga estava tãoforte que apenas olhando para uma árvore, ela caiu sozinha. Raiosbrancos me envolveram e formou a frase "Portador evoluiu para nível 35,recompensas: (1x) Chave de baú lendário"
       Evolui monstruosamente mais rápido graças ao Hinata e ao Itsuki,mas agora meu objetivo é descobrir onde uso essa chave. Encostei achave na adaga para ver se algo acontecia, e um rastro preto apareceume guiando provavelmente ao lugar onde é esse baú. Fui correndo até láe cheguei em uma casa abandonada, toda quebrada, e em cima delaestava o baú. Pensei que seria uma boa hora para testar um dos meuspoderes. Ativei o raio amarelo e parece que tudo ficou mais lento, subi naparede e fui andando nela até o baú. Quando voltou tudo ao normal, umcansaço muito grande me atingiu, como se tivesse corrido uma maratonaem poucos segundos.
       Fiquei ofegante e de tanto respirar pesado, minha cabeça começoua doer. Abri o baú e encontrei um "Pergaminho Rondt", quando pegueipara ler, o texto inteiro era em outro idioma, e por algum motivo penseique poderia ser um código que reagiria com a minha arma. Encostei naadaga e toda a escrita do papel foi transferida para ela, e apareceu naminha frente os raios brancos, escrito: "Classe escolhida! Portador agoraé controlador dos ventos!"
       Diante de toda a minha experiência de luta, eu sou um mago devento, isso não fez o menor sentido. Por mais que eu reclame, uma parteda culpa eu assumo, por ter sido eu quem coloca qualquer coisa naadaga. O que me resta agora é aprender a usar esse poder. Fechei os olhos e imaginei uma corrente de ar vindo na minha direção, de cima, equando abri novamente, eu estava emanando poder, o meu cansaço tinhasumido completamente.
       Confiante no meu poder, eu me joguei da casa planejando usar ovento para amenizar minha queda, e senti como se estivesse planando, ecai em pé sem nenhuma dificuldade, porém, pelo que parece eu acabeiusando muito do poder e ele acabou desaparecendo. Até agora, eu possousar apenas um poder direito, que é o do vento, os outros consomemmuito da minha condição física, mas isso pode parar de acontecer se eutreinar o uso do poder da escuridão, e saber direito como escolherrapidamente o raio durante uma batalha. Estava bem tarde, voltei paracasa pensando em como poderia treinar todos os raios sem me esgotarem um segundo.
        No dia seguinte, acordei com um aviso do Imperador sobre aquelamissão, se eu demorasse mais 1 mês, eu seria morto na guilhotina porrebeldia às ordens do governo. Obviamente fiquei assustado, mas desdeo começo eu sabia que era matar, ou ser morto. Fui a floresta treinar ospoderes, passou dias, e eu finalmente entendi o que poderia fazer. Possousar o poder máximo dos raios e curar meu cansaço com o vento. 
        Depois de uma semana e meia de treinamento dos meus poderes,fui percebendo que meu nível estava subindo mais rápido que antes, eno dia que eu avancei ao nível 62, o mesmo portal que Itsuki e Hinatatinham entrado apareceu diante de mim, e no instante que pensei quepoderia ser um ataque, ativei o raio amarelo, assim o tempo fica maislento e tenho como desviar. O Imperador saiu de lá, com alguns guardassegurando alguém, e depois de observar mais de perto, esse alguém erao Itsuki. Algemado, ele estava completamente parado, como se tivesseaceitado completamente a morte.
        Sem nem aviso prévio, o Imperador disse: "Agora que ele está aqui,facilitei a sua missão, apenas o mate." Um poder devastador pude sentirvindo do Itsuki, mas por algum motivo ele não fazia nada, parecia maisum teste. Mandei uma rajada de vento nas costas de um guarda e nomomento que o atingiu ativei o raio vermelho, começou a sangrarexageradamente. Tinha tanto sangue, que em poucos segundos elemorreu.
        Com todos prestando atenção no que havia acontecido, a arma deItsuki veio de um portal pequeno que ele havia criado, e no exatomomento que ele pegou sua arma, o outro guarda teve a cabeça cortadae em uma velocidade extraordinária, e ele me pegou nas costas e fugimos.Depois de um tempo correndo, ele abriu um portal e me pediu para queentrasse.
         Eu confio nele, porque foram os Demoki que me explicaram comoposso realizar meu sonho, relembrar minha família. Um lugar escurotinha aparecido depois do portal, e fomos andando. Repentinamente,uma luz acendeu e nós estávamos no meio de uma sala gigante, e surgiumuita gente com chapéus de aniversário e um banner escrito: "Seja bemvindo, novo integrante".
        Eu, sem entender absolutamente nada, Hinata se aproximou edisse: "Chega de segredos, você é o principal hoje". Todos ali estavam felizes por eu ter chegado, ou estavam fingindo, não sei ao certo, mas seeu voltasse ao Império dessa vez eu morreria. Decidi que ia ficar por alimesmo, porque dentro de mim, eu sei que eles não eram pessoas másigual o Imperador falava.
        Itsuki começou a me apresentar todos que estavam ali, começandopelo mais próximo:
        — Esse é o Hinata, você já conhece, ele faz o possível e o impossívelpara manter todos vivos e é como se fosse nosso líder daqui. Essa é aCaliny, nossa suporte, é amigável, mas quando se trata de algum inimigoela muda completamente. Aqueles quatro conversando são os procuradosdo governo, eles não podem sair daqui a não ser que seja uma missãostealth, aquelas precisam agir sem ninguém perceber. E por último essasduas aqui são as gêmeas Katarine e Katarina, são assassinas.
        Não consigo mais voltar ao Império, terei de viver aqui, eles jásabiam disso e me apresentaram todo mundo sem medo de contar aoImperador. Perguntei ao Hinata se todos tinham uma arma especial ali,era provável que sim, mas queria confirmar para aprender com eles comocontrolar a minha. Ele disse que sim, porém cada um é diferente, nãoexiste uma regra geral que dê para me ensinar.
        No meio dessa "festa", eu peguei minha adaga para procuraralguém que soubesse pelo menos mais alguma coisa sobre aquele podernegro, porém nesse exato momento, Itsuki pulou para longe de mim, etodos ficaram me olhando seriamente. Fiquei me sentindo culpado, sabiaque tinha feito algo errado, quando estava guardando a adaganovamente, todos começaram a rir.
        Hinata se aproximou e disse que o Itsuki diz que tem medo do queeu posso fazer para esconder o que ele verdadeiramente sente, Itsuki nãogosta de que seus poderes sejam roubados, mesmo que recuperenovamente. Lembrando disso, eu me lembrei do Demoki que me entregoua arma, e perguntei ao Hinata, ele disse que era um servidor do Imperadorque tinham capturado para me entregar a arma, em outras palavras,todos eles já sabiam a minha ida.
         "Ele morreu como?" Perguntei por que devem ter dado falta dele noCastelo, ele me disse: "De tanto ter sua vitalidade sugada pela arma, elefaleceu". Diante disso, notei que tudo desde o começo foi planejado, alémde que, todos sabiam a funcionalidade da minha arma, e me entregaramsem medo de me matar. Hinata notou isso e disse: "Você, Mikami, só estáaqui por ser a reencarnação de Osharu, o ódio despertado dentro de vocêé o verdadeiro poder, a adaga apenas tenta facilitar o uso dele".
        Pelo que me lembro, eu nunca senti uma raiva tão forte quanto oódio, mas isso não quer dizer muita coisa, eu não consigo lembrar dequando era criança, da minha família, se é que eu tinha isso. Itsuki seaproximou e disse: "Mikami, eu nunca te falei meu sobrenome, mas é omesmo do seu, Satoru, prazer, sou seu irmão mais velho". Paralisei,fiquei muito emocionado, mesmo sem prova nenhuma, eu sabia que eraverdade, só não sabia o porquê.
       Ajoelhei e perguntei para ele: "O que aconteceu com a nossafamília? Eu não lembro de nada". Me respondeu:
"Quando éramos crianças ainda, um grupo de ladrões a mando doImperador invadiram a nossa casa e mataram toda a nossa família, eu teajudei a escapar e fiquei pronto para ir com todos. Porém, no nossoesconderijo, quando estava prestes a ser descoberto, eu ouvi corposcaindo no chão, todos de uma vez, eram eles, os futuros Demoki. Foramnomeados assim, por que aqueles ladrões estavam servindo o Imperador,e o objetivo dele era acabar com as reencarnações armadas, todos nós."
       Eu estava certo, eu não tinha família, todos se foram por causadaquele indivíduo que queria me domar, me controlando de cima, memandando ir em missões. Tentou me usar para destruir a única famíliaque eu tenho. O ódio que eu tinha antes é totalmente compreensível,porém eu quero liberá-lo como um tiro, destrutivo, mas não para mim,para o verdadeiro assassino.
       Sabendo de tudo isso, pedi ao Hinata criar um portal ao Castelo doImperador, de frente a cadeira real, quero falar diretamente com aqueleser humano desprezível. Atravessei o portal, ele estava lá. Em um silênciodesconfortante, eu disse: "Eu fui em busca da missão dada pelo senhor,mas falhei e sem querer acabei descobrindo que sou vidente, e previ quea sua morte será com essa lâmina". Ativei o raio vermelho e amarelo aomesmo tempo e atirei com a adaga uma bola de escuridão, umamontoado do ódio armazenado dentro de mim por anos.
       Um braço dele saiu voando, somente o braço do Cajado existiaagora, quando todos os guardas estavam vindo, eu comecei a entrar noportal criado novamente pelos Demoki, e disse minhas últimas palavraspara o Imperador: "Minhas memórias não se vão completamente, osresquícios até da minha reencarnação estão impregnados em mim, vocêé o mesmo de 300 anos atrás, Kosa"
      




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⏰ Last updated: Feb 09, 2021 ⏰

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