Linstead - Segredos

By byerinjay

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Erin Lindsay e Jay Halstead começaram a se relacionar em segredo depois que Voight proibiu, eles colocam em r... More

Recomeço
Quase um beijo
Traumas
Não podemos
Erin, fora dos limites
Sou seu parceiro
Eu confio em você
Jay, fica comigo!
É você
Thanksgiving - Parte 1
Thanksgiving - Parte 2
Medos do passado
Sendo profissionais
Pensando alto
Policial Baleado
Dias difíceis
Somos uma família
Casa

Sempre ao seu lado

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By byerinjay

"Posso falar com você?" Lindsay bate na porta do escritório de Hank, já entrando e fechando a porta. Ele não diz nada apenas assente e inclina a cabeça em direção a cadeira. Um gesto para que ela se sente e diga. Ela percebe o gesto e se senta na ponta da cadeira. Já fazem três dias desde que Jay estava em observação no hospital.

"Bom, amanhã o Jay vai receber alta e por conta da costela, do braço e do ombro ele não vai conseguir fazer muita coisa. Então estou levando ele para o meu apartamento amanhã, até que ele se recupere." Ela avisa Hank, ela não pede e não queria esconder isso dele pois ela decidiu contar pra ele que estava apaixonada por Jay. "E..."

"Na sua casa? Lindsay, eu não quero relacionamentos no meu trabalho. Tudo bem que o Jay sofreu um acidente mas qualquer coisa que vocês estiverem tendo eu quero que terminem." Ele diz com seu tom elevado, Erin sabe que ele realmente não iria aceitar um relacionamento no trabalho e então Erin desiste.

"Não estamos tendo nada, ele tomou um tiro no meu apartamento para salvar a minha vida. Ele não tem ninguém em Chicago, eu sou parceira dele e vou cuidar dele queira você ou não." Ela diz firmemente e por mais que não queira que isso aconteça ela tem razão, seria o mínimo, afinal de contas Jay está muito machucado o que significa que eles não fariam nada e que quando Jay voltasse pra casa ele reforçaria a regra.

"Ok, vou te liberar amanhã para buscar ele mas agora volte ao trabalho" Lindsay abre um sorriso e sai, ela não sabe como vai fazer com seu relacionamento com Jay, ela terá que terminar e obedecer Hank pelo bem dela e de Jay para que não percam os empregos. Ela se senta em sua mesa e começa a pensar em Jay e a fazer planos do que faram na casa dela. Ela se lembra que seu quarto de hóspedes deve estar uma bagunça. Ela não vai lá desde o ocorrido. O pai das crianças tinha aparecido e buscado elas, ela teve a infelicidade de vê-los descobrindo que a mãe estava morta. Eles também fizeram questão de irem no Jay se despedirem. Além disso, a inteligência ainda estava procurando Tomás Thompson, eles estava foragido a 4 dias e isso preocupava Erin, pois...

"Hey. Erin! Nós o pegamos" depois de bater na mesa e tirar Lindsay de seus pensamentos Antônio diz uma frase que ela espera ouvir a quatro dias atrás.

"Vocês o que? Pegaram quem?" Ela pergunta não acreditando e surpresa e espera que ela realmente tenha ouvido direito já que sua mente estava no homem então talvez possa ter se confundido.

"Thompson, nos encontramos ele" Antônio diz sorrindo e se afastando quando ela se levanta com muita fúria, raiva e sede de vingança.

"Eu quero encontrar com ele. Onde ele está?" Ela diz parada de frente para Dawson esperando uma resposta.

"Nós o colocamos na gaiola e tenha certeza que Voight vai resolver isso." Antônio responde tentando fazer com que ela não faça o que está prestes a fazer, mas ela sai em direção a gaiola e Antônio pode dizer que já viu a Erin furiosa mas nunca dessa forma. Ele corre atrás dela antes que ela consiga descer as escadas que dá na garagem ele a para.

"Eu sei o que você quer fazer com ele..." Antônio começa e ela o interrompe.

"O Jay está de cama, quase morreu, eu quase o perdi" essas palavras enchem os olhos de Erin e ainda bem que são apenas ela e Tony ali pois naquele momento ele percebe que há muito mais do que apenas sentimentos pelo parceiro, ele não era so isso pra ela.

"Eu sei, imagino o que você pode estar sentindo mas Erin eu e você conhecemos o Jay. Lembra quando eu fui baleado? Ele não deixou que matassem o pulpo. Você sabe que ele não gostaria que você fizesse nada pra sujar suas mãos. Deixa que o Voight lida com isso" ele tenta e por fim consegue convencê-la. Ela sabe que estão a sós e Antônio é uma espécie de irmão pra ela, ela põe a mão no rosto pois não quer chorar, ela odeia chorar na frente das pessoas, então ela segura seu choro e consegue manter até depois que Antônio a abraça e beija a cabeça dela.

"Hey.." Antônio se afasta para olhar pra ela. "acredito que ficaríamos na papelada hoje. Vem que eu te levo para dar as notícias ao Jay, combinado?" Ele diz a confortando, ela assente e eles pegam seus casacos e saem até o hospital.

"Como o irmão dele pode ser médico e não se importar com o Jay?" Erin pergunta ao lembrar que ninguém da família de Jay apareceu. Sobre o pai ela não disse nada pois Bunny so aparecia quando lhe convinha.

"Ele estava em cirurgia quando ligamos, ele ainda não retornou" ele avisa e então Lindsay decide tentar mais uma vez. Ela chega ao hospital e antes de entrar para ver o homem que estava apaixonada ela liga para o irmão dele.

"Halstead falando" Will atende o celular.

"Alô? Will?" Erin começa a divagar e antes que Will responda ela diz quem ela é. "Eu sou a detetive Lindsay, meu parceiro Jay Halstead, seu irmão foi baleado..."

"Ele tá bem?" Mesmo que ele não se importou com nada do que ela disse anteriormente e mesmo que ele já soubesse sobre a situação de Jay, Erin pode sentir a preocupação do outro Halstead.

"Ele está se recuperando mas é que você não gostaria de vir vê-lo?" Erin pergunta, pois se fosse o irmão dela ela já teria chegado em tempo luz.

"Eu adoraria, mas não sei se ele aprovaria." Ele diz apenas isso, o que faz com que Erin perceba que eles tem algum problema.

"Eu tenho uma ideia..." Erin diz e depois de um tempo desligam. Ela guarda o celular e entra encontrando Antônio e Jay rindo de algo que algum dos dois falaram.

"Então, do que vocês estão rindo?" Ela pergunta querendo entrar na conversa mas antes que consiga o celular de Antônio toca e antes dele sair Jay o chama.

"Não deixe ele fazer isso" Jay diz e Dawson assente se despedindo dos amigos e se retirando do quarto. Erin sorri pra ele e se aproxima.

"Estou feliz que tenha vindo mais cedo" ele pega na mão dela e antes que ele possa continuar falando ela o beija ternamente e se afasta.

"Senti sua falta." Ela diz e se senta ao lado dele na poltrona que antes estava ocupada por Tony. "como se sente?" Ela pergunta percebendo que ele já estava sem nenhum aparelho ligado ao seu corpo o que a deixava muito feliz.

"Melhor agora que você veio. Eu não aguento mais ficar aqui, preciso voltar pro meu apartamento, pra minha vida e pra minha parceira. Quem vai te proteger?" Ele brinca olhando pra ela com um sorriso que é retribuido por ela.

"Você vai ter alta amanhã e eu vou te levar pro meu ap" ela sorri, ela queria perguntar mas sentia que precisava cuidar dele e antes que ele pudesse responder ela foi mais rápida já que ele estava com um olhar surpreso. "eu vou cuidar de você e de mim e aí quando você melhorar você pode voltar a me proteger" ela da de ombros e vira o rosto para fora do quarto.

"Erin..." Ele aperta sua mão levemente chamando a atenção dela, ela volta a olhar pra ele que não está compartilhando o mesmo sorriso que ela. "você não precisa fazer isso, eu consigo me virar" ele diz ela volta a falar.

"Eu quero e eu vou, você sabe que não adianta brigar comigo" ela diz e ele realmente sabe disso, quando ela tomava uma decisão era difícil fazer ela mudar de ideia.

"Você é muito teimosa, sabe disso né?" Ele pergunta e ela balança a cabeça positivamente com um sorriso.

Eles sabem que já estão seguros já que Tomás foi preso, Jay pediu para que Antônio não deixasse que Voight desse o mesmo fim que deu a Pulpo mas foi em vão já que Tomás era igual Pulpo e Voight não queria nenhum de seus policiais em risco de novo. O dia seguinte chega, Erin não sabia se Jay iria querer dormir no quarto de hóspedes ou na cama com ela que era o que ela queria, mas já deixou os dois quartos arrumados.

"Bom, você foi baleado, acho que você pode fazer algum pedido especial não é?" Ela diz enquanto o ajuda a terminar de se arrumar pois ele já teve alta.

"Eu não estava em serviço" ele lembra colocando a camisa com a ajuda dela.

"Mas salvou a minha vida" ela olha pra ele em agradecimento após conseguir vestir a camisa nele.

"Então será que o meu pedido pode ser o Voight aceitar nos dois?" Ele diz se levantando e colando a mão boa na cintura dela, ela tinha contado o que aconteceu no dia anterior, ele não ficou muito feliz e ela até tentou terminar com ele, ele pediu que ela esperasse até ele melhorar para que pudessem tomar uma decisão juntos. Até lá, eles continuariam como estavam.

"Gostaria que sim, mas ele não vê assim" ela se afasta cabisbaixa e colocando algumas coisas na mala dele.

"Hey, vamos dar um jeito nisso. E como eu levei dois tiros mereço dois pedidos certo?" Ele brinca tentando mudar o clima e consegue pois ela sorri pra ele.

"Espertinho, sim mas só porquê você merece depois de tudo o que passou." Ela diz ainda com sua concentração na mala.

"Primeiro, eu quero que você largue isso..." Ele diz puxando ela pra mais perto "e me dê um beijo" ele diz deixando que sua mão percorra dos cabelos até a nuca dela. Seus lábios se aproximam lentamente, diferente do beijo que é longo, com seus lábios e línguas explorando cada parte do outro. Erin estava tentando evitar beija-ló assim pois tinha medo de ficar eufórica e machuca-lo mas pelo contrário foi um longo beijo mas não o machucou, as mãos dela sobem até o peitoral dele para dar apoio para que ela consiga se afastar em busca de ar. Como eles estavam com saudade daquele toque de seus lábios, de seus gostos, pareciam anos que eles não se beijavam e sem dúvida foi melhor do que eles imaginaram. Apenas com esse beijo ele tinha certeza que Lindsay realizaria mais de dois desejos dele mas não o que estava por vir, esse provavelmente, ele nunca conseguiria.

"Uau, andou treinando?" Ela brinca e sorri ao se afastar e olhar pra ele. Suas bocas estavam manchadas de vermelho, sem dúvida o sangue se concentrou em volta de ambos os lábios. Ela da mais um selinho. "assim você conseguiria todos os desejos que desejasse" ela diz arqueando a sombrancelha fazendo ele sorrir.

"Isso quer dizer que eu estou dirigindo?" Ele pergunta com um sorriso irresistível mas que não convence Lindsay.

"Você nunca conseguirá o que deseja, babe" ela sorri se afastando e antes que ele tente lutar a enfermeira entra.

"Cadeira de rodas?" Ele olha pra ela e depois pra Lindsay que está sorrindo e pela cara dela até isso ela quer pilotar.

"Eu não vou andar nisso" ele diz mais pra Lindsay do que para a enfermeira que logo em seguida o responde.

"Precedimento do hospital" a enfermeira diz sorrindo e vendo o olhar do casal.

"Procedimento do hospital, palavras dela, não minhas" Lindsay diz esperando Jay se sentar mas ele não iria sem lutar.

"Procedimento pra quem feriu as pernas, eu feri os braços, posso até dançar sapateado" ele encara as duas mulheres que com certeza não iriam cair na dele. "não precisam, eu não vou me sentar, pode desistir." Ele diz para as duas, a enfermeira já conhecia os pacientes e tinha aceitado a derrota mas Erin ainda não.

"Qual é... vamos lá" ela pede e antes com continue ele a interrompe.

"Vou usar meu segundo pedido com isso. Vamos" ele diz e Erin sabe que perdeu, ela prometeu então ela pega a bolsa dele e o segue quando ele sai.

"Eu tentei" ela sussurra pra enfermeira.

"Eu sei" a enfermeira sorri de volta enquanto ela sai. Ele agradece algumas pessoas e finalmente comemora a liberdade dele fora daquele lugar. Era terça feira, Voight deu pra ele até segunda para ele ficar afastado, se fosse por Jay ele voltaria assim que saísse do hospital mas nem os médicos, nem Erin e nem Voight permitiriam. 5 dias eram melhor do que duas semanas.

Eles chegam no apartamento de Lindsay, ele entra e observa todo o local, o local que poderia ter perdido ela e além disso, poderia ter morrido protegendo ela. Ele olha pro chão e para a varanda em silêncio.

"Eu pedi para limparem cada centímetro e eles colocaram o vidro novo ontem." Ela responde sabendo que essa era uma das dúvidas dele. "Senta, eu vou colocar suas coisas no quarto e trazer um travesseiro. Ela vai até o quarto dela que era o mais perto deixa a mala e pega o travesseiro.

"Você está com fome?" Ela pergunta enquanto põe o travesseiro no sofá apoiando o braço injessado dele. "eu fiz mac and cheese" ela sai e vai esquentar a comida. Eles jantam conversando sobre os casos que ele perdeu no tempo em que esteve no hospital e depois sobre coisas aleatórias.

"Eu falei com o seu irmão" ela diz e a feição dele muda rapidamente.

"Por que você fez isso?" Ele pergunta um pouco com raiva mas mais por ele e o irmão do que pela Erin.

"Porquê você tinha sido baleado, procuramos sua família." Ela diz o olhando nos olhos.

"Minha família não é tão unida assim" ele diz mostrando que não era so ela que tinha problemas familiares. Ele se levanta e ela pega os pratos e começa a lavar, ela queria saber o motivo mas não iria perguntar e nem forçar ele a dizer.

"Perdemos minha mãe quando estávamos no final do ensino médio" ele se aproxima do balcão a observando. Ela o encara para mostrar que estava ouvindo e depois volta a lavar os utensílios.

"Era câncer..." Os olhos de Erin brilham e ela precisa segurar o choro ao se lembrar de Camille, ela também perdeu ela pro câncer. "câncer de ovário, ele se manifestou por todo o corpo dela, foram dias no hospital, depois ela ficou internada e eu fiquei lá, vendo ela morrer aos poucos, meu irmão era o mais velho e então foi embora, deixou a gente para curtir, fazer farra e meu pai começou a beber, chegava bêbado ao hospital, então quando ela morreu ela não tinha ninguém, eu não tinha ninguém, não tinha nada. A minha família tinha sido destruída e ao invés de nós unirmos para cuidar da minha mãe nos separamos. O Will não deveria ter ido embora." Ele diz e nem percebem que as lágrimas rolaram pelo seu rosto. E ele não se importava pois confiava sua vida nela, ela era a primeira e única pessoa que sabia disso e era incrível como eles confiavam sempre um no outro. Ela deixa as poucas vasilhas que restou na pia e se aproxima dele.

"Deve ter sido horrível passar por tudo isso sozinho." Ela diz o abraçando e depois limpando as lágrimas do rosto dele. "seu irmão provavelmente, passou por momentos ruins também por isso foi embora."

"Não o defenda Erin" ele pede com raiva do irmão. Ele se senta e deixa que Erin se aproxime ficando entre suas pernas.

"Não estou, mas não sei se você sabe, quando telefonamos a primeira vez ele não atendeu pois estava em cirurgia." Ela diz e deixa Jay preocupado, pois por mais raiva que sentisse do irmão, ele ainda se importava.

"Ele está bem??" Ele pergunta preocupado querendo saber o que aconteceu e é aí que Erin confirma suas suspeitas.

"Jay, ele não era o paciente, ele era o médico. Ele estava fazendo a cirurgia. Ele se tornou oncologista pois nunca aceitou a morte da mãe." Ela diz com seus olhos cheios de lágrimas. Ela sabia da especialidade dele quando estavam procurando um parente de Jay e não percebeu que a mãe havia morrido de câncer, então ela não sabia e Will não contou, então ao descobrir a história de Jay ela ligou os pontos. Jay também estava emocionado pois não tinha notícia do irmão a anos e ouvir isso aliviava um pouco a dor e a raiva pois não imaginou que seu irmão tivesse realizado o sonho dele.

"Oncologista?" Ele pergunta muito baixo mas ela consegue ouvir. Ela sorri gentilmente "sim" ela diz e percebe que Jay ficou muito feliz pelo irmão. Então ele a abraça, a cabeça dele está posicionada sobre o peito dela, ela beija a cabeça dele e ficam lá por alguns minutos.

"Vem, vamos deitar" ela diz pegando na mão dele e o direcionando para o quarto dela. Ela nem precisou dizer que queria que ele dormisse com ela. Ela apenas o guia até seu quarto, da última vez eles não tiveram chance de chegar, dessa vez eles se deitaram e ficaram perto o mais próximo que conseguiam evitando não machucar ele. Ela sabe que todas essas lembranças machucaram ele e sente que ela foi a única com quem ele compartilhou aquilo, pois viu como ele estava quieto após revelar tudo o que sentia.

"Agora você não está mais sozinho, eu estarei sempre ao seu lado, não importa o que, tudo ficará bem" ela diz aplicando um beijo em sua nuca. E em questão de minutos eles caíram em sono profundo.

Antes de eu fechar meus olhos
Right before I close my eyes

A única coisa que está em minha mente
The only thing that's on my mind

Tenho sonhado que você também sente
Been dreamin' that you feel it too

Eu me pergunto como é ser amado por você
I wonder what it's like to be loved by you

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