CAPÍTULO 43 | SORRY | HEIRESS.
Antes mesmo que ele pudesse ter lançado contra Malfoy eu puxei a varinha de Harry para minha mão e joguei seu corpo pra longe com a outra. Olha só, Expelliarmus em uma mão e Estupefaça na outra. Parece que minha mão tinha necessidade de fazer isso, foi inevitável.
Não podia deixar de usar meus poderes. Ele estava pedindo para que eu o atacasse.
Está louco de usar esse feitiço? Minha mãe usa isso contra as pessoas, e meu pai usou contra Harry, ele deveria mostrar que é diferente de Voldemort! Ele sabe muito bem a dor que isso pode causar, ele já sentiu isso, sabe o que pode acontecer, sabe o que aconteceu com os pais de Neville, além de que poderia ser fatal na pior das hipóteses. Potter idiota. Meu amigo, mas um idiota! Olhei seu corpo ser jogado contra a parede com força, ele que se vire pra se levantar sozinho. Puxei minha varinha de sua mão também de longe. As duas estavam comigo agora.
— Tá maluco, Harry?! — Perguntei brava a ele. Fui correndo até Malfoy e me abaixei pra ver ele. Meu coração apertava de ver ele daquele jeito. Harry tirou sangue de Malfoy, ele estava se contorcendo de dor no chão. Entrei em desespero. Calma. O que eu uso pra tirar isso dele? Estava sangrando. Eu estava mais preocupada com sua dor interna do que externa. — Tô aqui, calma, calma. — Falei a ele. Meu Merlin. Olhei irritada pra Harry. Ele estava sem reação olhando pra mim. Idiota! Joguei sua varinha pra fora do banheiro com força, eu torcia pra que eu tivesse quebrado ela. — Pega a merda da sua varinha e saia daqui agora! — Falei muito grossa.
— Desc-
— Agora Harry Potter! — Falei por cima dele. Harry ficou sem jeito e saiu do banheiro indo pegar sua varinha imediatamente. Voltei a olhar pro Draco. Dói em mim ver ele assim. Está machucado e não posso nem imaginar sua dor. — Você vai ficar bem, olha pra mim. — Pedi a ele. Eu sabia que ele estava chorando e não era pela surra de varinha que Harry deu nele. Ele é um comensal e por culpa dele matou uma pessoa. Passei minha mão pelo seu abdômen vendo aquele sangue escorrendo. — Malfoy. — Pedi novamente. Ele me olhou. Odiava ver ele assim. Estava mal por conta do feitiço. Lembrei de algo que tinha lido no livro do Snape, eu preciso reverter isso. — Vulnera Sanentur. — Falei colocando minha mão encima do corpo de Malfoy. O sangue estava voltando para seu corpo. Tinha ficado cheio de cortes. Não deveria ter deixado aquele livro com Harry, sabia disso. Snape não ensinou nada pra ele como ensinou pra mim. — Não está sozinho. — Falei pra ele. Ele assentiu fraco e tentou se levantar. Acredito que ainda estava doendo muito, ele não tem forças. Começei a chorar, não queria transparecer pra não preocupar ele. Ver ele desse jeito acaba comigo, é como se eu sentisse tudo que ele está sentindo.
— Não é como você pensa, Allie. — Me disse. Sentia que ele estava sofrendo. — Olha o que eu fiz. — Ele disse com as lágrimas escorrendo. Limpei pra ele. Eu imagino, ela não está mais viva por sua causa, mas eu não sou capaz de julgar ele por isso, não sei o que faria no seu lugar.
— Pode falar disso pra mim, Malfoy. — Eu disse. Ele negou. Ah, não acredito. Ele me abraçou. Respirei fundo. Abraçei ele também é claro, passei a mão pelos seus cabelos, estávamos no chão naquele piso molhado. — Vamos dar um jeito nisso, ouviu? — Falei pra ele. Eu queria transmitir segurança como ele faz comigo. Minhas lágrimas continuavam saindo. — Você é muito importante pra mim e não vou te deixar sozinho. — Eu disse. — Nunca. Nunca mais. — Queria cuidar pra sempre dele. Ele é tudo pra mim. Estava abraçando ele tão forte, que ele não estava reclamando, estava conseguindo controlar meus poderes por ele.
— Alissa. — Ouvi a voz de Snape. Olhei pra ele imediatamente. — Potter me contou. — Disse vendo toda essa situação e meus olhos marejados.
— Me ajuda, Snape. — Pedi a ele. — Ele tá fraco. — Falei olhando pra Snape muito triste, nessa hora eu estava com vontade de largar tudo e fugir com o Malfoy pra longe, pra que ele não sofresse mais. Estava com vontade de chorar ainda mais por ver ele assim, por saber que ele esta sentindo e não poder fazer nada.
— Reverteu o feitiço? — Veio até mim perguntando. Assenti. É claro, sei tudo sobre seu livro.
— Deixe isso comigo, Alissa. — Ele disse. Neguei. Não, eu preciso ficar com ele, ele precisa de mim.
— Vou ficar com ele. — Deixei claro. — Depois de você ele é a pessoa mais importante na minha vida, Snape. Não vou deixar mais ele sozinho. — Falei ainda abraçando ele. Malfoy acaba de estar 100% com seu braço depois que foi atacado na aula de Hagrid e agora Potter faz isso com ele. Ainda deve estar com dores.
— Precisa confiar em mim. — Snape insistiu. — Ele vai ficar bem. — Me disse. Eu confio nele mais do que ninguém. — Ele pode entrar na sua mente ainda. — Me afirmou. Ele tem razão, Draco estava vulnerável, não posso ficar aqui. Que bom que Snape estava ajudando ele, isso é tão importante pra mim. Voldemort não entraria na mente de uma garota qualquer.
Snape deveria saber. Deveria saber sobre...
— Você sabe, não é. — Afirmei chegando a essa conclusão. Snape não respondeu nada. Sabia quem era meu pai.
Voldemort.
— Vá Alissa. — Disse novamente. — Precisa ficar longe dele. — Eu sei, mas eu... Não dá. Não... Snape é a pessoa em que eu mais confio no mundo, sabia que Draco ficaria bem, não posso ser egoísta, sabia que ele ficaria bem. Assenti. Dei um beijo na cabeça do Malfoy e olhei pra ele. Ele estava acabado.
— Vai ficar bem com ele. — Falei desencostando seu corpo do meu e Snape me ajudou a manter ele sentado. Que droga. Não acredito nisso.
Catia Bell morta.
Eu faria de tudo para que nada acontecesse com Draco se Harry dissesse algo sobre isso, não deixaria que saísse de Hogwarts, nem que fosse levado ao ministério ou até mesmo em alguma prisão. Ninguém vai querer mexer com ele. Sai do banheiro masculino limpando as lágrimas que eu tinha acabado de deixar sair. Fui atrás de Harry. Precisava achar ele e brigar com ele pra me aliviar um pouco.
Guardei minha varinha no robe.
— Allie, ficou saben- — Gina me viu vindo falar comigo. Agora não, ela iria falar da Catia e eu já sabia de tudo. Tenho que focar em outra coisa.
— Cadê o Harry? — Perguntei. Ela ficou surpresa por eu ter cortado ela.
— Dumbledore. — Disse simples. Ok.
— Obrigada. — Agradeci rapidamente saindo dali.
Fui correndo pra sala de Dumbledore. Se ele abrir a boca e Dumbledore fizer algo a respeito eu vou fazer ele engolir a própria língua! Ele não podia machucar Malfoy só porque acreditava estar certo, ele não está certo, eu estou certa e não tem mais o que discutir. Nem Merlin sabe a raiva que estou de Harry, agora se todo mundo for suspeito de matar alguém Harry vai sair atacando? Ah, me poupe. Abri a porta de Dumbledore com a minha bela falta de educação.
Vi ele conversando com Dumbledore e os dois me olharam no mesmo momento. Eu não sabia nem o que falar direito.
— Você é igualzinho a Voldemort! — Falei a ele e apontei minha varinha a ele. A próxima vez que ele mexer com o Malfoy eu acabo com ele, e ele pode ter certeza que usarei todos os meu poderes nem que eles se esgotem acabando com Harry Potter!
Idiota. Ele conseguiu me deixar louca de brava, mexe com qualquer pessoa menos com o Draco.
— Não precisa de uma varinha pra me ameaçar! — Harry disse. Isso, conta tudo pra Dumbledore mesmo! Agora só porquê brigamos não sabe mais guardar um segredo. Até parece que nunca viu alguém fazendo magia com as mãos. Eu nem pensei nisso, nem pensei que Harry descobriu sobre a minha magia, nem me preocupei com isso quando vi Malfoy naquele chão. Ele não podia nem se defender, isso que mais me irrita. Harry não teve piedade nenhuma. — Me descontrolei, Allie, desculpa! — Ele pediu irritado. Não vou desculpar nada! E ele não tinha que estar irritado comigo, ele quem fez merda. — Como ele está? — Perguntou. Como ele está? Como se ele não soubesse o estado que tinha deixado o Draco.
— Não finja que se importa, Harry. Iria usar o crucio nele se eu não tivesse impedido! — Falei brava abaixando a minha varinha. Harry me irritou tanto hoje, me irritou de uma forma que nunca pensei que me irritaria.
— Me desculpa, Alissa! Ele virou um comensal, não tenho duvidas que aquilo era pra mim e agora Cátia Bell esta morta por culpa dele! — Me disse. Harry não é o centro do mundo, se Draco disse que não era pra fazer aquilo com Harry eu acredito. E sim ela estava, mas ele não quis fazer isso! Ele não pode provar!
— Acha que ele tem escolha? — Perguntei tentando colocar isso na cabeça dele.
— Esta defendendo um comensal? — Me perguntou. Não está óbvio ainda?
— E se eu estiver? — Retruquei.
— Chega! — Dumbledore gritou irritado. Nós dois olhamos assustados pra ele. Nossa. Ah, não queria nem ouvir o que ele tinha a dizer. Por um momento eu tinha esquecido da sua existência aqui.
Harry me irrita.
— Não temos provas sobre o acontecido Harry, não pode sair incriminando as pessoas. É extremamente grave uma acusação assim. — É, é isso aí mesmo. Cruzei meus braços. Idiota. Nada iria acontecer com Draco. — Não temos provas de nada! — Que ótimo. — E sabe que é proibido usar o Cruciatus. — Ele mencionou também. Obrigada, Alvo.
Estava menos nervosa com Dumbledore falando isso. Sempre imparcial.
— Não usei o cruciatus. — Ele se defendeu impaciente.
— Mas iria. — Respondi em seguida. Esse é o feitiço que eu mais odeio!
— Harry, nos de licença por favor. — Dumbledore pediu. — Quero falar com Allie. — Harry assentiu e então me olhou. Estava explícito no meu rosto que ainda estava muito brava.
— Desculpa, Allie. — Me pediu mais uma vez. Respirei fundo. Seja firme Allie, depois eu pensava no seu pedido de desculpas. Só queria que ele pagasse pela seu comportamento ridículo. Olhei pro Dumbledore.
— Não vai castigar ele? — Perguntei antes do Harry sair. Alvo a princípio não iria, estava claro isso, se fosse castigar já teria dito. Ele acabou cedendo, é o mais certo a se fazer, é injusto com Malfoy. Ele não fez absolutamente nada.
— Detenção por duas semanas, Harry. — Alvo acabou dizendo. Harry era seu queridinho, é tão óbvio. Arqueei as sobrancelhas, eu ainda achei pouco. — E menos 10 pontos pra Grifinória. — Ele disse também. Ah, não estou nem aí se afetou a pontuação da nossa casa, não estava nem aí pra taça final. Sonserina já estava disparada mesmo. Harry assentiu. Esperei com que ele saísse e fechasse a porta. Suspirei e olhei para Dumbledore. Esperei ele se manifestar. Já sei o que falaria. — O que Harry disse é verdade? — Me perguntou. Uau, disso o Dumbledore não sabia, talvez ele não seja um sabe tudo, huh? Snape pelo visto não tinha dito nada a Dumbledore sobre minha magia. Fiquei feliz. Snape foi leal a mim nessa parte e não a ele, mesmo Alvo sendo alguém importante pro Snape.
— É. — Dei de ombros. Como eu iria mentir pra ele? Ele iria saber. Só não sei agora o que faria com essa informação.
— Imagino o medo que está sentindo, mas eu e Harry não falaremos nada, querida. — Me disse. Isso é bom. Eu ficaria extremamente triste se alguém do conselho soubesse e tentasse algo contra mim. Eu fico agradecida. Que bom que Dumbledore vê a gravidade que isso é pra mim. — Acho que agora entendo o motivo de ser poderosa. Ninguém mencionava de magia com as mãos. — Ele me informou. É, não menciona mesmo.
A profecia veio a tona.
— Obrigada, Dumbledore. — Agradeci. — Eu não deveria possuir tudo isso. — Disse a ele, ninguém deveria possuir tanto poder, até eu reconheço que é perigoso. Não sabia mesmo e porque justamente eu nasci assim. — Eu quero dizer, não deveria ser assim, é contra a natureza. — Ah, tudo que Voldemort faz é contra a natureza.
— Tem uma parte negra dentro de você, mas que não te consome, por mais que demonstre essa parte. — Eu sei. Acredito que sim. Não consigo ser má. Snape disse que pesquisaria mais a fundo sobre isso, mas acredito que não tem algum lugar que possa pesquisar. Voldemort criou, não há mais nada que argumentar. — Poderia me mostrar? — Pediu curioso. Assenti. Olhei para toda a sua sala. É alta, grande, cheia de coisas. Me concentrei. Poderia aproveitar pra fazer algo grande e não tirar apenas um talher do lugar, sorri lembrando que Draco me incentivou a tentar coisas grandes. Ergui minhas duas mãos e foquei nos seus livros, apenas nos livros. Puxei eles de suas estantes altas. Estavam todos no ar nesse momento, se eu soltasse todos cairiam e faria uma enorme bagunça. Dumbledore olhou para cima impressionado, mexi minhas mãos para que os livros se mexessem no ar também, eles começaram a voar e eles se espalharam depois de fazer pelo menos umas duas voltas de cada vez com todos ao mesmo tempo, cada um voltou para o lugar que estava.
Olhei para ele. Adoro testar meu poder com coisas novas. Sorri vendo aquilo que eu podia fazer. É demais. Posso mover terra, água e ar. Fogo é algo que nunca tentei, provavelmente não conseguiria, apenas bruxos muito experientes podem controlar isso.
— É tudo que consigo. — Disse a ele.
— Tem se saído bem, Alissa. — Isso é bom. Não imagino o motivo que eles poderiam de alguma forma se descontrolar agora. — Controlou bem seus poderes, nunca poderia imaginar isso de você. Estou orgulhoso, obteve alguma ajuda? — Me perguntou muito surpreso, nunca vi ele assim, pra mim ele sabe sempre de tudo. Neguei com a cabeça. Sinceramente fiz isso sozinha por todo esse tempo, desde que estava no ministério treinava isso com coisas pequenas, como mover uma pena. Depois vim pra Hogwarts e cuidei disso por mim mesma, confesso que era descontrolado, salvei o Draco no segundo ano por impulso, não sabia o que estava fazendo. Eu podia ter matado ele por impulso também, quando Draco soube do meu poder ele estava descontrolado. Treinar e controlar meus sentimentos me ajudam nisso, sempre foi um objetivo pra mim, voltar pro ministério é meu pior pesado, isso me motivou, no fundo Bellatrix acertou em ter me dedurado para eu ir pra lá. Acho que se eu tivesse com outra pessoa não teria essa motivação. — Você é uma garota extraordinária, Allie. — Alvo me disse muito sério. — Tendo meu conhecimento, ninguém faria isso melhor do que você. — Sorri de canto.
— Obrigada, Alvo. — Eu agradeci contente com seus elogios. Ah, eu precisava comentar algo com ele. — Alvo? — Chamei por ele. — Eu acho que Snape sabe que sou filha do Voldemort. — Eu disse. Isso é importante pra mim também, não nos falamos direito... Estou me sentindo mal por isso. — Você disse algo pra ele? — Perguntei. Alvo suspirou. Ele negou.
— Não precisei, Allie. — Me respondeu. Entendi, mas não entendi, como que ele sabia então? — O que acha de falar disso com ele? — Me perguntou. Eu não queria, mas agora teria que falar, ele deveria saber e tínhamos que esclarecer algumas coisas. Sou filha do homem que tirou o amor da vida dele.
— Não tenho escolhas, né Alvo. — Eu dei de ombros. Ele assentiu.
— Querida eu já volto. — Ele disse passando por mim. Bem... Ele vai sair? Acabei de mostrar algo extremamente raro, o que ele iria fazer? Ah, Dumbledore, eu não te entendo, mas eu confio nele, seja o que for fazer eu estou sossegada. Revirei os olhos e parei eles na Fawkes. Fui até ela acariciar ela. É tão bonita.
— Ele é meio doido com você também? — Perguntei. Sabia que não me responderia. Eu gostava tanto da Fawkes, acho ela tão bonita e muito inteligente.
Fiquei pensando, Malfoy, Hermione, Harry, Snape e Dumbledore. Eles sabiam do que meu poder, isso é muita gente pra se guardar um segredo. Ah, e Malfoy... Queria saber como ele estava. Não acredito que meu melhor amigo fez isso com ele. Estava com vontade de dar um soco de direita bem bonito em Harry, da mesma forma que se Malfoy tivesse feito isso eu ficaria brava. Qual o problema de serem amigos?
Eles podiam tentar ao menos.
[...]
Estávamos todos em pé. Eu estava ao lado de Hermione e Gina. Estávamos de luto pela morte de Cátia, não só nós como Hogwarts inteira. Dumbledore estava à frente falando belas palavras sobre ela, os demais professores estavam ao seu lado fazendo silêncio. Já eu estava incomodada, não conseguia prestar atenção na sua morte.
Ele falou basicamente o que disse quando Diggory morreu, sorri de canto lembrando as boas memórias que tenho dele, Lufa-Lufa ganhou a taça das casas no ano passado, não pela a morte de Diggory, mas porquê Cedrico lutou e conseguiu tantos pontos pra ela. Foi merecido. Foi o primeiro ano que Grifinória e Sonserina ficaram felizes por outra casa ganhar. Olhei para o lado. Draco estava no meio dos alunos da Sonserina, estava olhando pra baixo pensativo. Imagino de deveria estar se culpando pelo o que aconteceu, no lugar dele eu também estaria. Ela era inocente. Estava no lugar e na hora errada, mas eu me pergunto ainda, pra quem era aquilo? Draco não quis me dizer ou não podia. Caramba, olhar demais pra ele me deixa boba. Olha seu rosto como é bonito, seu corpo é forte, ele é alto, Draco é atraente demais. Como eu queria beijar ele, talvez beijar nem fosse o suficiente, queria seu corpo junto com o meu, sua boca junto com a minha. Malfoy é muito gato mesmo. Deixaria ele fazer qualquer coisa comigo. Draco passou os olhos pra mim. Fico boba demais quando seus olhos azuis estão em mim.
— Tenta pelo menos parecer triste. — Hermione sussurrou pra mim. Levei um susto no velório. Mas eu estou triste! Que vergonha, a garota morreu e eu estava aleatoriamente tendo pensamentos maliciosos com Draco Malfoy, que falta de respeito. Preciso me sensibilizar mais.
Assenti pra ela. Está certa.
Olhei para Snape. Ele cuidou bem do Draco, acredito que depois de mim a única pessoa que ele deva gostar é do Malfoy, ele tem contato com Lucio e Narcisa por algum motivo. Devem ter estudado juntos.
Estava feliz por ele ajudar Draco. Ele sabe me deixar feliz.
NO PRÓXIMO CAPÍTULO:
— Vai ter que provar a ele desta forma que ele ainda pode confiar em você. — Só por quê eu tenho uma relação com Voldemort agora Snape teria que provar a ele que é fiel a meu pai? É complicado demais tudo isso. — E as chances de ela ficar ao lado de Harry só irão aumentar. Ela não imagina o potencial que tem pra ajudar a vencer essa guerra. — Dumbledore informou. Eles já deveriam ter conversado sobre meu poder. Isso é óbvio. — Se ela se voltar para Voldemort. Acaba, Severo. Seus pais sabem exatamente seu ponto fraco e vão insistir para que sejam uma família feliz depois da guerra. Se me matar, teremos ela a nosso favor, além da confiança de Voldemort, não irá ter motivos para te matar. — Não estava acreditando nisso. — Precisa me sacrificar. — Disse. Não. Ele não faria isso para Snape ter a confiança de Voldemort e para eu ficar ao lado dos meus amigos. Nunca que deixaria Snape ser o vilão para termos uma chance.
Acho que eu estava entendendo.
— Venho cuidando dela desde que Voldemort me pediu, ele me pediu para que eu a preparasse para estar ao seu lado.