Primeiro capítulo pra vocês, hehe❤️
Antes de qualquer coisa, eu gostaria muito de agradecer e fazer uma pequena dedicatória à KamenovaDobreva, que foi a pessoa essencial dentre as outras que me convenceu à postar T.C, sério, sem ela a história muito provavelmente continuaria apenas no papel e não aqui, pública e consequentemente para vocês. Então, Ana, love you 3000. Sério, você veio à se tornar uma pessoa muito especial pra mim, me ajudou lá no início com F.M.T e viu a história ganhar vida e reconhecimento, eu era só uma estranha e mesmo assim você me ajudou, divulgou o que eu fazia e foi super receptiva e amorosa comigo. Então te digo que, grande parte do sucesso das minhas histórias, também é seu. Saiba que eu te considero demais! Sério mesmo. Sempre vou ser imensamente grata por tudo, e te digo mais, você sempre poderá contar comigo pra tudo. Essa história é apenas uma parte do meu agradecimento, dedico ela à você❤️
Enfim, vamo que vamo, meus amores! Espero que gostem do primeiro capítulo de T.C. Comentem e me deem a opinião de vocês diante esse início. Vou adorar ler o que vocês acharam com essa introdução da história. E, eu gostaria de pedir um favorzinho, apertem a estrelinha de voto, pois é um lindíssimo e grande incentivo pra eu continuar postando. Ah, e sigam o meu perfil, para que vocês possam ficar atualizadas (os) das fanfics❤️
Sem mais delongas, bora pro capítulo!
*Críticas construtivas e opiniões são muito bem vindas❤️
Bjs com Nutella (para os que não gostam, que tal brigadeiro?) e uma boa leitura❤️
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(Nina POV)
Domingo às 09:20 AM.
— Mais café, senhorita? — Rosita pergunta, tirando-me dos meus devaneios e fazendo-me piscar em surpresa. Observo a mulher já de idade parada ao meu lado, a jarra de café em mãos. Seus olhos castanhos me observando enquanto ela aguardava pacientemente por uma resposta da minha parte.
— Não, muito obrigada — Agradeço, lhe oferecendo um sorriso fraco, recebendo apenas um aceno singelo como resposta.
— Você está muito aérea, filha — Meu pai comenta, indiferente, dobrando o jornal e o descansando sobre a mesa.
— Me perdi em meio à pensamentos — Respondo, simples, levando o copo até a boca e bebericando um gole do suco de laranja. Observo meu pai por cima da borda, seus olhos me analisavam de maneira atenta e profunda, procurando resquícios suspeitos que pudessem ser revelados através das minhas expressões.
— Sei que a noite anterior não foi agradável, o decorrer dela muito menos. Também sei que não está contente com o contrato — Ele começa, hesitante, como se estivesse pisando em um campo minado. E ele realmente estava.
— Encaro toda a situação como uma forma de eu não me foder futuramente — Murmuro, respirando fundo e o encarando de maneira firme. O clima pesado e desagradável nebulando o ambiente.
— Veja só como fala, Nikolina — A minha mãe me repreende, olhando-me de soslaio.
— Desculpe — Ela apenas acena com a cabeça e então volta à comer. Noto os seus ombros tensos enquanto a mesma se contentava em escutar minha conversa com meu pai. Nem uma única palavra de intervenção ou pitaco saía de sua boca — Sei que precisamos do dinheiro. E bom, irei arcar com as consequências das suas más decisões em relação à empresa. Mas não por você, estou apenas me deixando ser “vendida” — Abro aspas com os dedos — Pois é uma opção mais viável à ter de viver na miséria absoluta — Sorrio em escárnio, arrastando a cadeira para trás e me levantando da mesma, deixando meu guardanapo encima da mesa — Tenham um bom desjejum — Aceno, e sem esperar uma resposta de nenhum dos dois, eu apenas caminho apressadamente até o meu quarto.
Fecho a porta de maneira silenciosa, calma da maneira como eu não estava por dentro. Muito pelo contrário, eu estava uma verdadeira pilha de nervos.
Respiro fundo e me controlo para não descer até a sala de jantar novamente e despejar tudo o que eu estava sentindo encima daquela mesa. Tudo o que estava entalado em minha garganta. Toda a minha angústia e frustração, todo o meu desespero e rancor.
Passo minhas mãos pelo meu rosto, meus dedos trêmulos e gélidos ao tocar a pele das minhas bochechas. Os flashback's do jantar desastroso da noite anterior me atingindo num frenesi amargo.
“ — Estamos falidos — Meu pai anuncia, sua faca raspando o fundo do prato enquanto ele calmamente cortava seus aspargos.
— Falidos? — Escuto minha própria voz sair trêmula, engasgada. Deixo meus talheres de lado, encarando o mais velho como se ele estivesse completamente louco.
Do que diabos ele está falando?
— Foi o que você escutou — Ele confirma, erguendo o olhar na minha direção e então respirando fundo diante o meu olhar insistente — Não me olhe desse jeito, Nikolina. Não com surpresa. Não precisa fingir que já não imaginava que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde — Meu pai completa, dando de ombros. Sua calmaria me desesperando profundamente. Como alguém declara falência e mantém tal calma, frieza, ao dialogar sobre o assunto?
— A senhora já sabia? — Pergunto, direcionando meu olhar para a minha mãe.
— Já — Ela contenta-se à dizer. Uma única palavra.
— O que aconteceu? — Pergunto, eufórica, engolindo em seco.
— Falta de atenção com as letras miúdas dos contratos assinados — Meu pai responde, seus ombros tensos abaixo do tecido caro do seu terno.
— Stuart o roubou. Passou a perna no seu pai — Minha mãe explica, o escárnio acompanhado da frieza cortante presente em seu tom de voz.
— Stuart...— Murmuro o nome para mim mesma, buscando resquícios em minha memória que associasse aquele nome à alguém que eu conhecia — O advogado? — Pergunto, obtendo minha resposta quando meu pai semicerra os punhos.
— O próprio — Minha mãe concorda, torcendo os lábios numa careta de desgosto.
— E o que pretendem fazer para contornar essa situação? — Não tardo à perguntar, bebendo um gole da minha água ao sentir minha garganta ficar seca — Tentar fazer um empréstimo com o banco? — Sugiro, cruzando minhas pernas e apoiando minhas mãos sobre a coxa nua.
— Não. Não temos garantia de que conseguiremos arcar com mais essa dívida. É um tiro no escuro — Minha mãe explica, encarando o prato vazio, evitando me olhar nos olhos.
— E então o que vai ser? Vamos apenas aceitar a falência? Esperar nosso sobrenome ser jogado na lama? — Pergunto, estupefata. Eufórica diante a calma que ambos exalavam.
— Um acordo com Robert Somerhalder, essa é a nossa solução — Meu pai murmura, fazendo-me franzir a testa, confusa.
— Quem é esse? — Indago, a curiosidade percorrendo minhas veias.
— Um grande amigo meu, da época de faculdade. Um homem influente na área empresarial, mas que não recebe tanto respeito e reconhecimento da sociedade. Robert começou do zero, seu nome não veio de uma família enraizada, não como a nossa. E bom, sabemos que existe um certo preconceito com quem vêm de fora — O patriarca responde, bebendo um pouco do seu vinho antes de continuar, mas eu o interrompo antes mesmo dele prosseguir.
— Certo. Levando em consideração a parte que nos importa, Robert têm dinheiro o suficiente para nos tirar da nossa situação atual. Isso é ótimo. No entanto, ele irá fazer o quê? Te emprestar alguns milhões em consideração à época de faculdade? Acho que não. O que ele quer em troca? Qual o preço? — Pergunto, sem rodeios. Ciente de que nada nesse mundo é dado de graça. Nada nunca é. Sempre há um preço.
— Você — Meu pai rebate, usando a mesma forma de falar que eu, desta maneira, sendo direto ao ponto.
— Eu? Isso é ridículo — Solto uma risada, desacreditada.
— Sim, você — Meu pai enfatiza, a seriedade e rouquidão da sua voz me fazendo estremecer levemente.
— E ele quer o quê? Que eu me case com ele? Seu amigo curte garotas mais novas? Não me diga que ele é um Sugar Daddy — Ironizo, balançando a cabeça em negação.
— Respeito, Nikolina — Minha mãe exige, fazendo-me respirar fundo e então forçar um sorriso de concordância.
— Prossiga, papai — Peço, divertida, não levando suas palavras à sério. Sua piada de mal gosto em meio ao caos da falência da nossa família era um ultraje.
— Robert quer que você se case com o filho dele. Apresentou a proposta, pelo menos — Ele diz. Sinto meu sorriso se desfazer pouco à pouco, meu humor escorrendo ralo à baixo.
— Pode repetir? Acho que não entendi muito bem — Peço, engolindo em seco. Meu estômago se revirando fortemente, a bílis subindo em minha garganta.
— Robert quer que você se case com o filho dele, em troca, ele investe na minha empresa e nos salva da falência absoluta — Meu pai explica, calmamente e de maneira paciente. Seu olhar sério confirmando o que eu estava negando para mim mesma, ele não estava para brincadeiras.
— E você aceitou? — Pergunto, minha voz saindo fraca. Uma onda de pavor percorrendo meu corpo todo, arrepiando-me os pelos da nuca.
— Não sou eu quem têm que aceitar alguma coisa, Nikolina. É você — Meu pai diz, seu tom deixando claro o seu temor diante minha decisão.
— Quer soltar a bomba no meu colo, que maravilha — Solto um riso baixo, desdenhoso. Finalmente eu havia entendido onde ele queria chegar.
— A decisão é sua, filha. Não vamos te forçar à nada — Minha mãe tenta segurar minha mão, mas eu a afasto do seu alcance, balançando a cabeça em negação.
— Não precisam fingir que não estão me manipulando para fazer o que vocês querem, mamãe. Sou bem grandinha para saber o que estão fazendo — Respondo secamente.
— Não estamos — Meu pai se defende, fazendo-me suspirar pesadamente.
— Sim, vocês estão. Me colocaram entre a cruz e a espada. A cruz é o casamento proposto e indesejado, a espada, a falência — Digo, engolindo em seco quando meus olhos marejam. Respiro fundo, recusando-me à chorar. Minha ficha caía pouco à pouco, lenta e de maneira dolorosa. O jantar seguiu um rumo completamente diferente, estava se tornando um pesadelo.
— Podemos dar um jeito nisso. Encontrar uma outra forma — Minha mãe tenta amenizar, sorrindo em reconforto.
— Se houvesse uma outra forma de fazer as coisas darem certo, não estaríamos discutindo a ideia da porra do casamento neste exato momento — Exalto, minha voz saindo mais alta do que realmente pretendia.
— Não queríamos te expor à tanto — Meu pai comenta, mal olhando em meus olhos.
— No entanto, isso não anula o fato de que alguém vai ter que dar a cara à tapa. E não anula o fato de que vai ter que ser eu à fazê-lo — Concluo. Minha cabeça estava latejando e os meus pensamentos indo à mil. Eu sabia que precisava dar uma resposta rápida para aquela proposta de merda.
— Precisamos contornar essa situação, e rápido. A empresa não pode ser enterrada — Meu pai diz, certa ferocidade em seu tom de voz, suas palavras saindo por entre dentes.
Agora eu entendia o propósito daquele jantar avulso e de última hora. Não era um simples jantar em família. Não, era a oportunidade perfeita para o anúncio da nossa falência e a apresentação de uma proposta que poderia nos salvar dela. E agora cabia à mim dar o ultimato.
— Está ciente de que isso vai foder com parte dos planos que eu estipulei para a minha vida, certo? — Pergunto, ignorando o olhar repreensor por parte da minha mãe quanto ao meu palavreado à mesa.
— Então você está de acordo? — Meu pai pergunta, se inclinando na mesa e me encarando nervosamente, seus olhos brilhando em uma súbita onda esperança.
— Me responda primeiro — Peço, meu tom de voz frio, mais cortante do que a mais afiada das navalhas. Eu estava me sentindo ofendida, rancorosa.
— Sim, eu estou ciente — Seu pesar é evidente, tanto em suas palavras sussurradas quanto em seu olhar perdido.
Eu posso estar sendo injusta com os meus pais. Sei que sim. Mas toda essa situação não era justa comigo, de qualquer maneira.
E não, não é uma competição de quem está mais fodido nisso tudo. Mas caso fosse, eu seria a mais fodida.
— Ótimo. Quero que carregue esse peso pro resto da sua vida — Digo, bebericando meu vinho e sorrindo falsamente.
— E isso quer dizer que... — Não deixo que ele termine de falar, minha voz sobressai a sua.
— Isso quer dizer que eu aceito a proposta — Começo, sentindo meu peito queimar, o sangue correndo rápido por minhas veias, pulsando fortemente — Isso quer dizer que eu aceito a proposta de me casar com alguém que não conheço e que não amo. Quer dizer que eu irei me prender à um maldito contrato, só pra poder impedir o nosso sobrenome de ir parar na lama — Faço um teatro, palavras melodramáticas acompanhando meu tom irônico e olhar perdido. Era assim que eu estava me sentindo naquele exato segundo, perdida, aérea — Um pequeno sacrifício por um bem maior. Sabe como é, tudo pela bem estar da família, papai — Sorrio ironicamente, erguendo minha taça de vinho ao ar em sinal de brinde, não os esperando tilintar as taças e então engolindo toda a bebida alcoólica”
Flashback off.
— Mas que droga — Praguejo, meus dedos trêmulos enquanto eu digitava uma mensagem rápida.
Eu: Preciso te ver, Paul. Aliviar o estresse. Quero esquecer da merda que tá sendo meu dia, e ninguém melhor do que você pra me fazer esquecer.
Paul: Estou te esperando. No lugar de sempre.
Continua?
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*Me desculpem caso o capítulo tenha algum erro ortográfico❤️
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*Amo vocês e muito obrigada por terem lido até aqui❤️