The Royal Secrets

By journeycabeYo

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Inglaterra, 1874. Quantos segredos deve haver em uma família real? E por quanto tempo eles conseguiram mantê... More

Prólogo
O Baile de Máscaras
A Toca
O Piano
Chá das Cinco
Visita Inesperada
Mariposas na Varanda
Entre Águas
Bocas Úmidas
A Dona do Laço Cor de Rosa
O Duelo
Sobreaviso
Sonho Inquieto
Pequenas Descobertas
Absinto
La Louche
Declínio
Confessionário
Uma Nova Companhia
A Vila dos Desconhecidos I
A Vila dos Desconhecidos II
O Sentimento Continua e Continua
Festa de Aniversário
Amantes da Campina
Agradável Degradado
O Jantar
Um encontro com o passado
Um segredo que você deve guardar
Grama, baunilha e mofo
Verdade nua e crua
Noite de Tristezas
Confluência de Caminhos
Um rumo diferente
Sonho Nefasto
Sem Volta
O Momento Certo
Espírito Livre
Encontro Marcado
Festival da Colheita
Reféns do Ódio
Juntas Outra Vez

Permeando o Luto

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By journeycabeYo

Notas Iniciais: Boa leitura!! (:(

Na segunda manhã depois que receberam a notícia da morte de Lauren, um ar melancólico permeava pela cidade. A família nobre estava de luto, bem como os familiares das outras vítimas do acidente. Quem circulava pelas ruas, usava vestes pretas ou de tons mais escuros para mostrar seus sentimentos de perda e respeito. O clima também se adequava àquela circunstância soturna, o sol de final de verão era cada dia mais pálido, trazendo uma frieza atípica durante a alvorada.
No Palácio, a atmosfera era ainda mais lutuosa. Franz Grutzmann era só mais um dos que sofria com a perda. Além de carregar dor e arrependimento no coração, sentia-se um néscio por nunca ter revelado seus verdadeiros sentimentos a garota. Mas também de que adiantaria? Enquanto escovava os pelos do velho Pollux ele pensou sobre isso.
Apesar de vir nutrindo esse amor por anos, sabia muito bem que ele não era correspondido, jamais o seria.

Infeliz é o coração dos desafortunados que ousam amar quem nunca poderão ter... Grutzmann sentia-se como um desses miseráveis. Imerso em angústia.

Não muito diferente, a Duquesa não conseguia acreditar que, depois de tantos anos, estava vivenciando a perda de mais um filho. Aquele sentimento a consumia como um monstro feroz, dilacerando-a de dentro para fora. Ela mal havia conseguido comparecer nas cerimônias fúnebres que realizaram para Lauren nas propriedades do Palácio. Devido ao estado do cadáver, não se pôde realizar o velório com ele presente. Para ela, já era doloroso demais estar ao lado do corpo sem vida da garota, velar um caixão vazio tornava tudo ainda pior.

Quem também não participou das cerimônias foi Camila. Em vez de se juntar aos outros naquela triste atividade, ela e Alexander fizeram uma viagem longa a cavalo até Maidenhead. Apesar de completarem quase quatros dias que o acidente acontecera, as linhas continuavam obstruídas para a circulação de trens devido a tentativa de retirarem da ribanceira a carcaça do vagão que descarrilhou. Não seria um trabalho simples. Parada no meio da linha férrea, exatamente onde a metros abaixo o vagão explodido se encontrava, Camila pôde ter certeza daquilo. Era muito alto e íngreme, a descida também se tornava difícil por conta dos arbustos, - vários pedaços do vagão estavam espalhados pelas folhagens e o peso dele também não contribuiria em nada para a retirada.

No caminho, ela soube por Alex como os sobreviventes contaram que aconteceu. Uma pequena falha humana. Um descuido fútil que custara a vida de muitas pessoas. Foi uma tragédia sem precedentes.
Ainda sentada sobre os trilhos, Camila ficou de olhos fechados pensando se sua intuição estava mesmo correta ou se tentava apenas enganar a si mesma. O vento frígido daquela manhã nublada sibilou novamente, seus cabelos castanhos balançaram, sobressaltando-a. Abriu os olhos. Será que Lauren se fora mesmo?

A realidade dava indícios de que abateria sobre ela a qualquer instante, para assim prendê-la em suas garras geladas.

Enquanto observava a paisagem de um vilarejo a quilômetros de distância e mais nuvens cobrirem o sol, o mundo de Camila mergulhava na escuridão. Em sua mente, ela ia ao encontro da amada. Por um momento, no oásis de sua lembrança, Camila estava com ela. Como no sonho que Lauren descrevera em uma carta, mas diferente dele, agora não se tocavam em nenhum momento, fazendo o vazio espalhar-se em volta dela como um mar solitário. Não demorou muito para que as sombras incertas que andaram enevoando a mente da garota durante as últimas horas se consolidassem em um remorso quase palpável.

Antes de sair daquele lugar, olhou novamente para o abismo que a cercava por todos os lados, separando-a do último lugar em que Lauren esteve. Ele pareceu olhar de volta para ela, como um fantasma que a perseguiria pelo resto da vida.

Quando chegou a 'Toca, já era noite. Camila se sentia exausta, mas teve de escrever para Allyson uma carta com palavras sucintas contando tudo o que aconteceu. Dinah se encontrava abalada demais para se concentrar em qualquer coisa que envolvesse o nome da melhor amiga. Não era fácil informar a morte de uma pessoa através de um papel, ela não era experiente com isso. Principalmente para alguém que, recentemente, já havia perdido um ente querido. A garota precisou de vários pedaços de pergaminho até encontrar as palavras certas. Por fim, quando achou que conseguiu, selou a carta e guardou na cômoda para ser postada quando fosse até a cidade.

No dia seguinte, ela havia reservado à tarde para ir até a casa de Ariel, sentiu vontade de esclarecer algumas coisas. Além do mais, achou necessário fazer uma visita aos Jauregui's. Decerto Clara e Michael já sabiam da terrível notícia, não podia nem imaginar como eles se sentiam. Por volta das duas da tarde, Camila estava parada frente a porta de uma tapera. Não demorou para que o homem barbudo atendesse e a convidasse para entrar com sua cordialidade habitual. O lugar parecia exatamente como da última vez em que ela estivera lá.

Calmo e reconfortante. Um bálsamo persistente de jasmim pairava sobre o ar.

Depois de convida-la para sentar-se à mesa da cozinha, Camila notou que parecia não haver mais alguém na casa além deles.

- O senhor e senhora Jauregui não estão?

- Não. Foram até uma capela aqui perto. Para rezar, como bem pode imaginar... Os esperei para o almoço, mas estão lá desde manhã.

A jovem compreendeu. Talvez estivessem, assim como ela mesma, querendo acreditar que aquilo não aconteceu de fato.

Sem que ela precisasse dizer alguma coisa, Ariel se adiantou em afirmar.

- Sei porque vieste aqui, senhorita. - a voz dele era amena.

Camila se surpreendeu, nunca entendera como aquele homem poderia saber de tantas coisas. Era como se lesse seus pensamentos. O silêncio dela permitiu que ele continuasse.

- Antes de iniciarmos, aceitaria uma xícara de chá? Sei que está cedo, mas não há de fazer mal.

- Sim, por favor.

Ariel se levantou, foi até a pia, encheu a chaleira e pôs a água para ferver no fogo a lenha do lado. Entretanto, não voltou a se sentar.

- Apenas tenho algumas perguntas a fazer. - disse ela enquanto o observava tirar coisas do armário.

- Pode perguntar. Sabes que sou um livro aberto.

- Certamente... Mas muitas páginas desse livro foram arrancadas, não?

Ele estava de costas, mas Camila não precisou ver o rosto para saber que ali surgira o sorriso peculiar que se formava na feição do homem sempre que alguém questionava algo tão óbvio.

De volta à mesa, ele distribuiu as xícaras com os sachês de Camellia Sinensis e um prato com biscoitos de gengibre. A água começou a entrar em ebulição.

- Soube que estivestes com ela no dia que aconteceu. - iniciou Camila - Por que não a impediu?

Sem responder, ele agora trouxera para a mesa torrões de açúcar e a água fervente.

Quando se sentou, pôde em fim responder.

- Acredite quando digo que sempre fui uma pessoa muito persistente, senhorita. - ele serviu o chá - Mas aprendi que há coisas nesta vida que não podemos evitar. Se o fizermos, as consequências serão ainda mais desagradáveis do que a pensamos que o destino nos reservou. E no final, acontecerá da mesma forma.

Camila o ouviu falar com a convicção de uma pessoa que tem muita experiência em presenciar o inevitável. Tomando um gole do líquido quente, deixou que ele prosseguisse.

- Lauren precisou de minha ajuda e eu não pude negar naquele momento. Sei que você viu como a verdade afligiu o coração dela de uma maneira que não tinha como nós prevermos. Senti também que devia isso a ela pelo fato de não ter sido honesto em relação a seus pais verdadeiros. Porque bem... Eles estão aqui. Por várias vezes passou por minha cabeça que eu poderia ter contado a ela naquela manhã que sabia onde eles estavam e que poderia levá-la até eles, mas o que isso teria gerado? Existem milhares de possibilidades, mas no final acontecerá sempre o que tem que acontecer.

- Estás a dizer então que Lauren teve que morrer? Que na realidade era isso que o destino reservava para ela? - seu questionamento saiu em um tom amargo.

- Estou dizendo que não pude evitar uma decisão dela, a vontade dela, ou do destino. - mentiu Ariel. Por um curto período, tornou a questionar a si mesmo se havia feito a escolha correta ao deixar que Lauren partisse. Desejava do fundo do seu íntimo que sim.

Nesse momento uma brisa entrou pela janela aberta da cozinha, junto com os raios do sol que pouco haviam aparecido nos últimos dias.

- É difícil acreditar... Eu penso que poderia suportar por um tempo o fato de termos nos afastado por conta das circunstâncias, porque eu teria esperança de conquistar a confiança dela novamente. Mas isso... É lidar com a ausência constante. Nós sequer tivemos uma conversa descente antes dela partir.

Em poucos segundos a garota estava aos prantos. Ariel sentiu-se compassivo e uma pontada afligiu seu coração. Se ele pudesse fazer alguma coisa... Entretanto, nada mais restara para se fazer além de esperar. E ele sabia, só não tinha ideia de que seria uma espera longa e dolorosa.

- Perdoe-me. - pediu, enxugando os olhos.

- Não há necessidade. Liberar as emoções pode ajudar.

Camila não tinha tanta certeza daquilo. Toda vez que chorava parecia que era preenchida pelo dobro de lágrimas e pela sensação de que aquela dor não ia cessar nunca. Quando conseguiu conter as próprias emoções, eles voltaram a conversar. Ela ainda tinha mais uma pergunta a fazer.

- Lauren falou alguma coisa sobre mim ao senhor, antes de embarcar?

- Não. Mas tenho certeza que a mente dela não deixou de pensar na senhorita. - principiou com a sensação de estar atravessando uma envelhecida ponte de cordas. Não queria desencadear o choro novamente na garota. Continuou somente depois de perceber que a expressão dela permaneceu a mesma.
"Lauren de fato pretendia se afastar, mas isso não significa esquecer. Um sentimento como esse não se finda desta forma, o amor deixa marcas expressivas, senhorita. Além do mais, se eu não estiver enganado, a vi escrevendo uma carta na madrugada de sua partida, talvez fosse para vossa pessoa. Só não sei o que a fez desistir de me pedir para entregar."

Nesse instante, Camila percebeu que a mágoa que Lauren sentiu foi muito maior do que havia suposto. Como daria tudo para poder percorrer os olhos nas linhas que sua amada escrevera! De repente, a tristeza se transformou numa raiva impetuosa direcionada a única pessoa que tinha culpa em tudo aquilo.

Sinu.

- Se minha mãe não tivesse contato daquela maneira... Ah! As coisas poderiam ter sido diferentes. - lamentou-se.

Ariel concordou. Ele pensava que, assim como o amor, o ódio também atravessava vidas. Com certeza todo aquele rancor que a Marquesa sentia pela garota era recorrente nas outras encarnações.

Antes que pudessem continuar a conversa, a porta da frente se abriu repentinamente. O casal que trajava roupas pretas e possuíam aparências esgotadas, juntaram-se aos dois na cozinha. No entanto, recusaram o modesto lanche. A prosa que tiveram naquela tarde foi deveras consoladora para todos. Pequenas histórias sobre Lauren foram contadas por ambas as partes. Os mais velhos sempre lembrando dos dias felizes que tiveram sua filha, ainda pequena, em seus braços. Enquanto Camila dava ênfase às qualidades que tornaram a garota de olhos verdes uma pessoa singular e respeitosa. Por diversas vezes a mulher mais velha não pôde conter as lágrimas, mas logo era consolada pelo marido e pelos dois amigos.
Ariel nada tinha a dizer. Preferiu apreciar o momento que aquelas almas se conectavam e compartilhavam lembranças com um único propósito: manter viva dentro de si a memória de uma pessoa amada.

Por perceberem o tamanho do afeto que Camila sentia por Lauren, Clara e Michael apreciavam demasiadamente a companhia da jovem que conhecera a filha deles de maneira mais profunda que os próprios. Adoraram saber um pouco mais de como havia sido a vida da garota, embora a tristeza ainda repousasse sobre o peito de ambos como pedras de chumbo.
Antes do sol descer completamente por trás das colinas, Camila teve de partir. Se despediu deles com um abraço afetuoso e com a promessa de que voltaria para visita-los com mais frequência.

O caminho da volta foi penoso. Decidiu fazer um trajeto diferente para passar perto da campina próxima a sua antiga casa. Durante aquela tarde o sol parecia ter vingado no céu, espantando as nuvens com seus raios brilhantes. De lá a garota teria uma bela vista do pôr do sol. Faltando poucos segundos para o ápice do poente, Camila subiu a campina para repousar à sombra da macieira. O sossego era tranquilo e gentil, destoando completamente do que sentia em seu âmago.

Ah! Como haviam sido dias felizes os que pudera estar ali com Lauren, pensava cheia de saudades.

A medida que a entonação de cores do céu mudava, ela era acometida por lembranças calorosas da noite que fizeram amor naquele mesmo lugar. Queria poder fazer daquele dia o seu eterno paraíso, para assim revivê-lo todos os dias.
Deitada sobre a relva ainda úmida, o olhar dela abraçava aquele espetáculo da natureza como um acalanto para o coração que tanto sofria. Mesmo que não o enxergasse mais com tanta graciosidade como sempre o fizera.
Que seria dela agora sem a presença de seu amor? A vida que tivera antes de conhecer Lauren pareceu nunca ter existido e os dias que correriam sem ela não fariam sentido.

Com a aceitação da perda seu mundo sucumbia cada vez mais a melancolia.

Os pensamentos dela foram interrompidos por um barulho incomum vindo da árvore. As folhas chacoalhavam em intervalos curtos, aumentando o farfalhar cada vez mais.
Apoiando os cotovelos na grama, Camila pôs-se a observar a movimentação estranha na tentativa de descobrir a origem daquele som. Como nada aconteceu, ela se levantou. Assim que se aproximou mais, a primeira maçã atingiu-a na testa. A garota expeliu um murmúrio de dor e se não tivesse desviado, teria sido atingida pela segunda e pela terceira.
No instante seguinte, uma criança desceu de um dos galhos da macieira num só pulo, caindo bem na frente de Camila.

- Céus! Que estava fazendo lá em cima, menino? - perguntou massageando o lugar da pancada.

- Pegando maçãs, ora! - respondeu descontraído.

O garoto era magrelo, não aparentava ter mais de oito anos de idade. Possuía cabelos lisos e escuros. Os olhos eram verdes como grama molhada, - límpidos e atentos. Sua pele alva adotara um tom rosado devido ao esforço que fizera a pouco, - as bochechas estavam sujas de terra e ele tentou veementemente limpa-las para em seguida recolher as maçãs que jogara anteriormente.

- Tente tomar cuidado da próxima vez, podes acabar se machucando. Ou machucando alguém. - enfatizou após sentir sua testa latejar.

- Perdoe-me, senhorita. - pediu ele baixando o olhar, se demonstrava constrangido.

- Está tudo bem. - Camila sorriu - Mas como vieste parar aqui sozinho? É perigoso a esta hora.

- Sempre venho aqui, senhorita. Minha mãe diz que não é certo porque a árvore não está na nossa propriedade..., mas eu preciso vir pegá-las... essas maçãs são tão mais deliciosas que as que ela traz da cidade! - exclamou em um tom inocente. As mãos pequenas mal conseguiam segurar as frutas.

- Tens razão, elas são ótimas. - comentou - Pelo visto gostas muito desta fruta já que vens tão longe só para colhê-las.

O garoto assentiu e foi sentar-se ao pé da árvore. Camila fez o mesmo para depois observa-lo tirar do bolso do macacão sujo um pano para guarda-las.

- Quem gosta mais é minha irmã. É para ela que venho pegar!

Camila surpreendeu-se.

- Ah! Muito gentil de sua parte, és um cavalheiro! Tenho certeza que ela adorará o presente.

- Sim... - confirmou meio cabisbaixo. Suas perninhas balançavam inquietas enquanto os dedos brincavam com a grama. - Queria que ela voltasse logo... Tenho vindo pegar todos os dias desde a última vez que estive com ela. Algumas já começaram a ficar ruins e quero que quando ela volte tenha um montão de maçãs boas para deixa-la feliz!

- E onde ela está?

- Não sei... Mamãe fica triste quando pergunto. Ela diz que Beth não vai mais voltar, mas isso é impossível! Numa noite ela me disse que faria uma viagem, mas não ia demorar para estar sempre comigo novamente.

As palavras do garoto atingiram Camila como um soco no estômago. Ela não soube o que dizer, mas o silêncio pareceu não incomodar o pequeno, então ele tornou a falar com tranquilidade.

- A senhorita está triste?

O questionamento pairou pelo ar como o vento sibilante que esvoaçava os cabelos dos dois. Por um instante Camila desejou que a brisa tivesse levado aquelas palavras para longe, assim não teria de respondê-lo.

- Como sabe que estou triste?

- O olhar da senhorita. É o mesmo que minha mãe fez quando soube que Beth viajou, ela ficou triste. Alguém que a senhorita ama viajou também?

Mais uma vez Camila sentiu-se abatida pelas palavras dele. Um nó começava a se formar em sua garganta por reprimir a vontade de chorar.

- Sim. - foi o que conseguiu responder.

- Mas ela ei de voltar! - falou bastante esperançoso. Os olhos dele brilhavam diante dos últimos vestígios de iluminação que escorregavam por trás da colina.

- Temo que isso não irá acontecer...

O menino se agitou para dizer alguma coisa, mas um pouco distante deles, duas silhuetas os distraiu do diálogo. Elas vinham correndo na direção de onde se encontravam.

- Harry! - gritava uma voz feminina.

Quando enfim chegaram mais perto, a mulher e o rapazote que a seguia pareciam exaustos. Os traços semelhantes denunciavam que ela era a mãe. Enquanto o outro que a acompanhava era como uma versão mais velha do pequeno colhedor de maçãs.

- Harry, menino! O procuramos por toda parte. - disse preocupada depois de recuperar o fôlego - Perdoe meu menino, moça. Ele cismou em vir aqui desde que minha outra filha... - ela se interrompeu de rompante - Bem, desde algumas semanas atrás.

- Não a com o que se preocupar, senhora. Harry não está fazendo nada de errado. - falou sorrindo. Ela e o menino já estavam de pé.

A mãe pareceu mais aliviada.

- Sendo assim, devemos partir. Logo vai escurecer e o caminho até em casa não é curto. Se despeça da moça, Harry.

O pequeno fez uma breve reverência a Camila. Logo depois pegou a mão dela para deixar um beijinho no dorso. Ela achou graça daquela cordialidade.
Depois disso, os três seguiram seu caminho na direção contrária da que o sol acabara de se pôr. Já a uma certa distância, nos braços do irmão, Harry ainda olhava para ela e gritou acenando: "Adeus, senhorita! Tenha esperança que ela ei de voltar!"

Um arrepio de emoção atravessou o corpo de Camila. A noite finalmente caiu, envolvendo-a na mesma escuridão enevoada que seriam os seus próximos dias.

Notas Finais: Espero que tenham gostado pessoas! vejo vocês no próximo capítulo! Qualquer erro corrijo depois.

Até breve! xx

Twitter: bluevelw

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