True Colors

By niehauslany

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2° temporada de "Colors" Como pensar apenas no futuro, quando o passado volta a bater em sua porta?. A felici... More

Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Capítulo 18
Capítulo 19
Capítulo 20
Capítulo 21
Capítulo 22
Capítulo 23
Capítulo 24
Capítulo 25
Capítulo 26
Capítulo 27
Capítulo 28
Capítulo 29
Capítulo 30
Capítulo 31
Capítulo 32
Capítulo 33
Capítulo 34
Capítulo 35
Capítulo 36
Capítulo 37
Capítulo 38
Capítulo 39
Capítulo 40
Capítulo 41
Aviso
Capítulo 42
Capítulo 43
Capítulo 44
Capítulo 45
Capítulo 46
Capítulo 47
Capítulo 48
Capítulo 49
Capítulo 50
Capítulo 51
Capítulo 52
Capítulo 53
Capítulo 54
Capítulo 55
Capítulo 56
Capítulo 57
Capítulo 58
Capítulo 60
O destino nos reserva felicidade
Agradecimentos

Capítulo 59

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By niehauslany

4 anos depois

Cosima POV

Se me perguntassem 10 anos atrás sobre maternidade eu ia soltar uma gargalhada e falar que isso não era para mim, e talvez não fosse. Não naquele momento. Tudo na vida tem seu tempo certo, todos temos a pessoa certa para dividir medos, dores, alegrias e sonhos.

Nesse momento encaro meus dois primogênitos enquanto dou de comer para a princesinha da família. Os mimados da Delphine, meus terrorzinhos. Nossos tesouros. Mas claro que como são meus filhos as coisas não são como comercial margarina. Desperto dos devaneios com minhas duas criaturas brigando.

— ESSA CANECA E MINHA — Tony implicava com o irmão.

— Anthony pega outra, o gosto vai ser o mesmo — tentei o convencer voltando a dar papinha de bolacha na boca de Cecilia que batia as mãozinhas animada com alguma coisa.

— Ele roubou minha caneca — cruzou os braços fazendo birra.

— O que está acontecendo aqui? — a voz firme de Delphine chamou atenção de todos. Tanto os meninos como eu arrumamos a postura e nos calamos — Nossa, sou tão intimidadora assim? — sorriu pegando uma caneca para se servir de café.

Sorri ao ver a cara amassada dela. Minha esposa era linda até mesmo com o cabelo preso em um coque desleixado e uma camisetona de rock que ela roubou de mim.

— Anthony está brigando por uma caneca e Cecilia não quer comer — eu disse soltando o pratinho de Ceci sobre a mesa — Tente dar de comer a ela que eu vou ligar para Siobhan e ver que horas podemos ir buscar as roupas dos meninos.

Sorri e me retirei do local, sentindo o olhar de Delphine sobre mim. Após alguns de silêncio ouvi ela se pronunciar, de maneira firme.

— E então? — ouvi silêncio — Anthony, pega outra caneca e toma seu café sem birras. Lohan come direito que vocês precisam se arrumar. E a senhorita dona Cecilia, o que faço com você?

Como se mudasse da água para o vinho, as intrigas entre os gêmeos cessaram, agora eu conseguia ouvir gargalhadas dos meninos e resmungos de Cecilia que parecia ter nascido com um rádio na goela. Após a ligação rápida retornei para a cozinha, encontrando Delphine passando manteiga no seu pão.

— Siobhan contratou uma equipe para nos ajudar e ajudar o Felix aqui, então já sabem a casa vai estar cheia em menos de duas horas — falei pegando a xícara de Delphine que me olhou incrédula — O vovô Gene vai trazer as roupas e isso é seu — sorri e lhe devolvi a xícara, sorrindo.

— Beijo — pediu apontando para os lábios e assim fiz, deixando ali um selinho molhado.

Ao me afastar encontro o sorriso que me conquistou, sinto o ventre congelar e balanço a cabeça afastando os pensamentos sujos que surgiram

— O casamento do tio Fee é só às 16:00 mas quero vocês prontos antes das 14:00. Entendidos? — lancei um olhar firme e os gêmeos assentiram.

Claro que isso não daria certo. Afinal eles são meus filhos, atraso é meu segundo nome.

14:04

— Ceci, onde você está? — Delphine surgiu no jardim procurando por nossa filha, que gargalhava. Eu sabia onde ela estava, mas a cena estava divertida demais para estragar. — Tudo bem, Ceci. Você venceu — bufou e jogou as mãos para o alto, colocando na cintura em seguida — Agora pode sair de onde está — disse e logo escutou a risada dela que saiu de dentro da casa de Zeus, o golden retriever que era seu braço direito nas suas traquinagens.

— Vem me pegar maman — bateu palminhas vendo Delphine se aproximar. Assim que ela estava a poucos passos, Cecília começou a correr gargalhando, sendo seguida por minha esposa.

— Ceci, sua pequena monstrinha você pensa que vai escapar do banho? — Delphine berrava atrás da nossa filha que corria desajeitadamente só de calcinha pelo jardim — CECÍLIA NÃO CORRE.

 — Delphine, você vai machucar a menina — alertei vendo ela a segurar com força enquanto ela se debatia tentando escapar.

— Se ela não tomar banho não vai ter mamadeira e ponto — disse irritada se aproximando — Cecilia, para — gritou assim que Ceci começou a chorar tentando se soltar.

— Deixa ela amor — gargalhei vendo nossa filha bagunçar os cabelos de Delphine — Aposto que você também já escapou de banho quando era bebê.

— Ela está na beira de fazer quatro anos, tem que aprender a tomar banho — fuzilou a filha com um olhar duro — Se não tomar banho vou contar para vovó Emma.

— NANÃO — negou com a cabeça agarrando o pescoço dela — Telo tomar banho pra ir na festa do tio Fee.

— Ótimo, princesinha da mãe — deixou vários beijinhos na bochecha dela, arrancando risos da pequena — Lohan já tomou banho? — questionou olhando para mim.

— Está de gravata e tudo — estendi os braços pegando Cecilia no colo — Por favor vai tomar um banho, amor. Deixa que eu cuido da Ceci, já estou praticamente pronta, só falta me trocar mesmo.

— Não deixe ela sair pelada por aí — beliscou a barriga de Ceci e me deu um selinho — E você mocinha, ou toma banho e obedece sua mãe ou nada de doces depois.

— Mamãe Del bligou comigo — cruzou os braços fazendo beicinho.

— Se você não fugisse pelada por aí eu não precisaria brigar — gritou parando no meio do caminho.

— As duas podem parar? — fuzilei Cecilia e minha esposa com o olhar — Delphine vá tomar banho. Cecília vem comigo, vamos ver se o Tony está pronto.

— Lohan disse que o mano Tony é poiquinho — disse soltando uma gargalhada gostosa, levando a pequena mão na boca.

— Você não fica longe, Ceci — sorri adentrando a casa barulhenta — Anthony Niehaus-Cormier, espero que esteja pronto — gritei para ser ouvida.

— Mama, eu não consigo arrumar minha gravata — Lohan apareceu de roupas sociais, tentando dar nó na gravata borboleta.

— Vai arrumar o cabelo filho, depois eu te ajudo com isso — sorri soltando Cecília no chão — Você mocinha, acho melhor tomar banho primeiro para depois mamar — se abaixei, ficando na altura dela — Pode ser?

— Maman vai bligar? — perguntou mordendo o pequeno dedo indicador.

— Se você for porquinha sim, mas se tomar banho não — brinquei com seu nariz  — Vamos — abri os braços e ela agarrou mu pescoço — Você não pode fugir do banho filha, tem que ser uma mocinha limpinha.

— Tenho medo — disse baixo e parei de caminhar, a encarando com o cenho franzido — De tomar muito banho e meu cabelo não ser mais igual ao da mama Del.

— Como? — sorri sem entender.

— Tio Fee disse que a mamãe estava perdendo a cor do cabelo. — disse fazendo biquinho.

— É diferente, amor. Seu cabelo não vai mudar — beijei sua bochecha e voltei a caminhar — A mamãe Del é falsa, é tudo feito em laboratório. — sorri a vendo abrir a boca em espanto.

— Ela é um rato? — perguntou levando a mão no meu rosto.

— Não filha — gargalhei a colocando sentada na pia do banheiro — Quis dizer que a mama Del não tem o cabelo loiro naturalmente, diferente de você que tem esse cabelinho loirinho por natureza. Tomar banho não vai tirar a cor dele, não se preocupe. — sorri e beijei sua testa, me afastando para encher a banheira.

Dei um banho rápido nela e como de costume a deixei um pouco na banheira para que brincasse até os seus dedos ficarem enrugados. Após secar os cabelos, a vestir e calçar o sapatinho fui para a cozinha esquentar seu leite. 2/3 concluídos. Falta apenas o furacão Tony e...

— DELPHINE CORMIER — berrei ao ver que minha esposa tinha deixado uma faca de ponta sobre o balcão.

Três crianças e uma faca de fácil acesso. Claro Delphine, linda escolha, meu amor.

— MÃE COS — a voz de Tony ecoou pela casa toda.

— Céus, e agora — bufei e me direcionei para a sala com Cecilia nos braços — O que foi filho?

— O que é colar velcro? — perguntou curioso arrancando gargalhadas de Siobhan que estava sendo maquiada no local.

— COMO? — perguntei nervosa e cocei a sobrancelha — Onde você ouviu isso?

— Tio Felix disse que você e a mamãe Del estão precisando colar velcro, eu não entendi — apontou para Felix que segurava o riso enquanto a cabeleireira arrumava seu cabelo.

— Eu vou surtar — suspirei fechando os olhos.

— Olá gente — Paul entrou com Megan. Os dois já estavam prontos e aquilo me trouxe paz por algum motivo — Cadê o garotão do padrinho?

— Padrinho, o que é colar velcro? — perguntou inocente indo em direção dele.

— ANTHONY CORMIER NIEHAUS, a palavra velcro está proibida nessa casa. — gritei nervosa e vi minha sogra se aproximar, já vestida e com o cabelo e maquiagem feitos.

— Me dê a Ceci aqui e vá se arrumar — Emma estendeu os braços, pegando Cecilia nos braços — Delphine está pronta também.

— Paul, ajude seu afilhado a se vestir porque o noivo é o Felix não ele. — pedi e olhei para Emma — Só preciso me vestir, é rapidinho eu já volto.

— Não sei se volta depois de ver minha filha naquele vestido — Emma confidenciou e eu sorri sem graça, vendo Felix e Siobhan segurar o riso — Né linda da vovó, vamos arrumar seu mamá?

...

— Amor, eu vou te ma... — entrei no quarto já tirando a camisa xadrez que usava mas parei, tanto de andar quanto de falar quando meus olhos captaram a imagem da minha esposa.

Ela usava um vestido longo na cor bordô, assim como os das demais madrinhas. Mas era ela, a minha esposa com toda sua perfeição.

— Vai me ma... — sorriu boba se aproximando.

Droga, reage Cosima.

— Era matar, mas agora estou pensando em colocar um mar no lugar de tar — sorri batendo a porta, me aproximando — Você está linda, meu amor.

Controle-se Cosima.

— Vai se arrumar — apontou para o meu vestido pendurado antes que me aproximasse.

— Ui tá bom — fingi irritação e roubei um selinho antes de me afastar.

Delphine foi até o banheiro arrumar os brincos e pulseiras. Demorou o suficiente para que eu trocasse de roupa. Vi de relance quando ela retornou, eu arrumava meu vestido na frente do espelho.

— Felix disse que vamos ser as primeiras a entrar — informei, mas pelo espelho vi que Delphine só balançou a cabeça, sem ouvir nada que eu dizia. — Nós vamos com seu carro? — perguntei ainda de costas e ela mordeu os lábios.

— Uhum. — falou sem prestar atenção.

— Então vou deixar Cecilia sozinha em casa e os meninos vão a pé. O que acha? — disse séria e Delphine assentiu, inclinando a cabeça para o lado — Delphine! — gritei, a fazendo tomar um susto, finalmente, conseguindo prestar atenção ao que eu falava.

— Sim, claro — disse assustada.

— Para de olhar pra minha bunda — disse agoniada, a fazendo soltar uma gargalhada.

— Não dá, amor. Ela é linda, bem redondinha — falou gesticulando — Esse vestidinho tá todo colado — levantou se aproximando perigosamente de mim. — Eu fico sem ar — me enlaçou pela cintura.

— Essa bundinha é toda sua, mas precisamos ir — sorri colocando as mãos nos ombros dela. — Está pronta? — perguntei e Delphine assentiu, me abraçando firme.

— Só deixa eu te abraçar por uns segundos — pediu beijando meu pescoço — Quero segurar meu mundo antes de ir entregar nosso empata sexo para o Colin.

— Felix está me devendo tantas chupadas — disse e Delphine se afastou me olhando séria — Digo, ele atrapalhou tantas vezes — sorri sem graça — Você me deve essas chupadas.

— Pagarei com juros — sorriu me puxando pelo queixo, mas apenas mordo o seu lábio e desvio.

— Precisamos ir, senhora Cormier. Nossos filhos estão nos esperando. — dou um sorriso e entrelaço nossas mãos.

16:02

O casamento havia disso armado no longo gramado da fazenda de meu pai e Siobhan. Era nosso novo local para férias e finais de semana. Uma enorme fazenda, que hoje serviria de local para cerimonia e festa de Colin e Felix.

Os quase 300 assentos estavam preenchidos e Colin já estava no altar improvisado. Todos os padrinhos estavam prontos para entrada. Nossos gêmeos e Cecilia seriam responsáveis pela entrada junto de Felix e Siobhan.

— Eu estou tão gostosa dentro desse vestido que vou morrer de desgosto se ninguém quiser dormir comigo hoje — Aynsley suspirou desfazendo as dobras do vestido.

— Não me parece ser um trabalho muito grande pra você resolver esse problema. — Scott falou se colocando ao lado dela.

— Hoje tem — debochei tirando gargalhadas de Paul e Megan que estavam logo atrás de Aysnley e Scott. — Você parece mestre dos magos, só aparece em casamentos e some — alfinetei.

— E em bares para encontros as escondidas com minha amiga do colégio — soltou uma gargalhada fazendo Delphine virar dramaticamente em seu eixo para a encarar — Desculpa, francesa.

— Jamais vamos esquecer dessa gafe — gargalhei junto dela recebendo um olhar de canto de Delphine — Qual é amor, você até ficou com ciúmes — provoquei.

— Não brinca com fogo, Cosima — Aynsley disse olhando para Delphine que permanecia de costas para ela.

— Minha esposa é o próprio fogo, Any — Delphine disse sem tirar os olhos do altar. — Vamos? — olhou para mim séria.

— Delphine Cormier, sei muito bem que isso será cobrado mais tarde entre quatro paredes — cochichei e vi um sorriso de canto se formar.

— Talvez não tão tarde e nem seja em quatro paredes, mas sim em um banco de couro mais especificamente do meu carro — abriu um sorriso grande e apontou com a cabeça para o altar.

Os primeiros acordes de Can You Feel The Love Tonight iniciaram e nós duas demos nossos passos lentos até o altar, de mãos dadas. Ao chegar na frente, sorri brincalhona para Colin e ele correspondeu sorrindo nervoso, enxugando as mãos nas laterais da calça.

Logo após entrou Aynsley com Scott, Megan com Paul e os demais padrinhos por parte da família de Colin. Totalizaram seis casais. Algum tempo de espera depois, When I Look At You tocou e todos levantaram.

Engomadinhos, Anthony e Lohan caminhavam logo atrás de Cecilia que andava em passos lentos e atrapalhados segurando as alianças. Os gêmeos espalhavam flores pela entrada enquanto Felix vinha reluzente com o braço de Siobhan engajado no seu. Durante todo o caminho ele sorria e chorava ao mesmo tempo. Não me controlei, também não conseguindo esconder minha emoção.

— Nossos filhos são lindos, amor — cochichei com Delphine que sorriu, também emocionada acompanhando nossos pequenos que se sentaram nos lugares deles.

— Nossa família é uma benção, meu amor — me olhou e apertou minha mão, que não ousou soltar em um só segundo.

Quando olhei, os gêmeos sorriram e acenaram para nós duas. Cecilia ao nos notar veio andando com os bracinhos abertos e um sorriso lindo, com seus dois dentinhos. Seus cachos estavam perfeitamente bagunçados, era a cópia perfeita de Delphine. 

— Maman Cos tá chorando — Ceci disse apontando para mim, e a olhei sorrindo.

— A vida me presentou demais. São lágrimas da mais pura felicidade — disse olhando para Delphine, que abriu um sorriso para mim segurando nossa filha nos braços.

A Cosima de 10 anos atrás jamais pensaria que estaria vivendo a maternidade e que isso seria a maior alegria da minha vida. Hoje mais do que nunca afirmo que tudo na vida tem seu tempo certo que de fato todos temos a pessoa certa para dividir medos, dores, alegrias e sonhos. Olho para Delphine brincando com Cecilia, abrindo seu sorriso que me cativou desde o primeiro contato e agradeço internamente por isso. Eu encontrei a minha pessoa. Ainda tenho medos sobre a maternidade, mas isso não tem nada a ver com a insegurança em SER mãe, tem a ver com o medo de que algum mal aconteça aquilo que eu mais amor. Meus filhos. Mas olho para aquela que me disse sim no altar e percebo nos seus olhos que não preciso ter medo, pois somos uma família. Afinal isso é para mim. O amor definitivamente é para mim, e hoje mais do que nunca afirmo que Delphine Cormier é a mulher da minha vida.

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