Ela e Perfeita!

By BrendaRodrigues861

268 8 1

A uma garota História Sobre Lucia sem sorte e desajeitada Que se apaixona POR Eve uma garota android that pos... More

Capitulo1 - Destino
Capitulo 2 - Surpresa
Capitulo 3 - Explicação
Capítulo 4 - Simpátia
Capítulo 5 - Ela é um anjo
Capítulo 6 - Contrato
Capítulo 7 - Ligação
Capítulo 8 - Shopping
Capítulo 9 - Festa
Capítulo 10 - Primeira noite
Capítulo 11 - Brisa Leve
Capítulo 12 - Passeio de domingo
Capítulo 14 - Conversa intensa
Capítulo 15 - Noite de Tentações
Capítulo 16 - Disputa de Deusas

Capítulo 13 - Faculdade

17 1 0
By BrendaRodrigues861

Segunda-feira, acordei com disposição e me aprontei rapidamente para ir a faculdade, como sempre fiz, mas única diferença desse dia foi que Eve iria junto comigo. Disse para Eve levar seus documentos para realizar a matrícula na secretaria da faculdade, assim sendo ela começaria a estudar junto comigo, em vez de ficar sozinha no apartamento. Com Eve perto de mim eu ficaria mais tranquila, pois poderia estar de olho nela para que não fizesse besteiras por ai.

Chegamos na faculdade e fomos direto a secretaria.

- Bom dia! Com licença. – falei chamando atenção de uma moça que trabalhava na secretaria.

- Sim, em que posso ajuda? – respondeu a moça.

- Minha amiga aqui está querendo fazer a matricula dela. Você pode fazer isso para gente, por favor. – falei.

- Trouxe os documentos necessários? – perguntou a moça.

- Sim. Eve, entregue a ela. – perdi para Eve.

- Aqui está. – disse Eve entregando os documentos para a moça que já estava em sua PA (Ponto de atendimento).

- Aguardem um pouco por favor enquanto verifico o sistema. – disse a moça.

- Sente aqui Eve. – disse indicando para a Eve a cadeira que estava de frente a atendente.

Eve sentou-se e eu esperai em pé ao seu lado.

- Temos informação no sistema que você aluna de intercâmbio. Seu nome é Eve Saito, certo? – disse a moça.

- Creio que sim. – disse Eve.

- Intercâmbio? Aquela empresa pensou em tudo. – pensei.

- Ok. Vou fazer um encaminhamento para você agora, assim hoje mesmo você poderá começar o curso de design de moda.  – disse a moça.

- Hum. Então, você vai estar na mesmo sala que eu.  Já vejo a bagunça que vai ser. Que Deus me ajude! – falei para Eve.

- Há há há... acho que sua amiga não está muito animada de ter você na mesma sala que ela. Rsrs. – disse a moça rindo por causa do meu comentário.

- Ela está sim. Não é, Lucia? – disse Eve me encarando.

- Oh! Estou muitíssimo animada. – falei levando as minhas sobrancelhas e sendo pouco irônica.

- Eve, esse é seu encaminhamento. Você deve mostrar a todos os seus professores, assim eles vão ti incluir na chamada. Pronto, agora você pode frequentar a faculdade. Tenham um bom dia! – disse a moça.

- Obrigada! – disse eu e Eve, já saindo da secretaria e indo para minha sala de aula.

- Saito! Kkkkk. Você sabe que significa o seu sobrenome? – perguntei.

- Bem, buscando pelo o meu sistema de idiomas... Saito é Sai = afetuoso e To = glicínia...uma espécie de flor japonesa. – disse Eve como fosse uma coisa mais normal do mundo sabe essas coisas.

- Caramba! Ainda ficou espantada com seu conhecimento. – falei impressionada com Eve.

Enquanto nos duas caminhávamos pelo o corredor até chegar a sala de aula, havia um pessoal batendo papo, porém de repente veio um silêncio súbito. Todos estava olhando para Eve boquiabertos. Achei que o pessoal já estivesse acostumado com as belezas extremas que andavam pela a faculdade, principalmente igual à da Cris.

Finalmente chegamos na sala de aula. Eve sentou –se na carteira ao lado da minha, já que não tinha lugares marcados. Alguns colegas, especialmente as garotas ficaram também espantados quando viram Eve acomodando –se na sala. Entretanto, Mônica e seu irmão Gustavo que eram também meus colegas, tiveram coragem e foram até a mesa de Eve.

- Você está se transferindo para cá? – perguntou Mônica.

- Sim, ela vai estuda com agente. Começando hoje. Se você quer sabe.  – respondi com a cara fechada.

Mônica era dessas garotas fofoqueiras e enxeridas. Eu nunca gostei dela. Além que ela vivia me difamado por ai. Dizia que eu era encrenqueira, que gostava de brigar, que eu dava em cima todas meninas só por causa da minha sexualidade e que vendia meu corpo para me sustentar. Ela era o motivo de eu ser pré-julgada na faculdade. Devido a isso, só algumas pessoas puderam reconhecer minhas qualidades. Mas enfim...ai que entra aquela frase... “Não importa se falam bem ou mal de mim. O importante é ser lembrado”. Rsrs.

- Estou perguntando a ela e não a você. –disse Mônica.

- Desculpa, é que eu achei que língua de cobra deveria ser traduzida. Rsrs. – disse sendo sarcástica.

- Você se acha esperta...né! Graarr! – disse Mônica com raiva.

- Fazer o quê!  É uma de muitas qualidades minhas, “Mônicão”! Ih Ih Ih! - disse rindo.

Mônica odiava quando eu a chamava de “Monicão”, especialmente quando eu e os meus amigos brincávamos chamando ela como cachorro.

 “- Fiu, fiu! ...Monicão, Monicão... Fiu, fiu!”

 “- Senta.”

 “-Da pata.”

 “- Isso boa garota! kkkk”.

Apesar de sabe que era bullying e minha consciência acha ser errado. Mônica merecia, porque ela vivia querendo cuidar da vida dos outros, além do mais não era diferente do que ela fazia comigo também, então para mim era como fosse o “troco”.

  - Calma, maninha! Relax. – falou Gustavo tentando acalmar sua irmã.

Gustavo pelo o contrário era gente boa. O seu único defeito era ser mulherengo. Nós conversamos bastante na sala de aula, mas não éramos “amigos”, pois como eu falei anteriormente, ele é mulherengo e não acredita muito na amizade de homem e mulher. De vez em quando em suas brincadeiras Gustavo soltava uma cantada besta, porém eu nunca o levei a sério.

- Coloca uma coleira nela. Assim ela não fica “rosnado” por ai. – falei.

- Ai, Lucia! Você também não é mole não hein. – disse Gustavo me repreendo.

 - Lucia. Quem são? – perguntou Eve desorientada na confusão.

- Esse é Gustavo.... e essa é.... enfim. – falei apresentado os meus colegas.

- Meu nome é Mônica! Prazer. –disse Mônica.

- Oi. Como disse a Lucia, meu nome é Gustavo e estou solteiro...se ti interessa, gata! – disse Gustavo se aproximando de Eve descaradamente.

- Stop! Nem pense em fica dando em cima da Eve. Me ouviu! – falei irritada e talvez com ciúmes ...eu acho.

- Eita, Lucia! Calma. É só uma brincadeirinha! – disse Gustavo recuando para o lado de sua irmã.

- Bem, só para avisar. Eu já namoro alguém. A Lu... – disse Eve sendo Interrompida pela minha mão em sua boca.

- Aaaa....gente... éee... Olha acho que o professor está chegando! – falei esgueirada atrás de Eve  e apontando para porta da sala.

No momento que eles viraram a cabeça em direção a entrada da sala, eu fiz o sinal de silêncio para Eve. Para que ela não comenta- se sobre o nosso relacionamento meio “diferente”. Eve entendeu e fez o sinal de “O.K” com a mão.

- Ah! Engando meu. Oh Oh Oh! – falei disfarçando.

Para minha sorte e alegria. Mel e Carlos surgiram pela a porta.

-Ai, graças a Deus! – pensei.

- Oi gente! Como estão?! – disse Mel sorridente.

- Uai? O que você faz por aqui, Eve? – perguntou Carlos confuso.

- Vou estudar com vocês agora. Assim, aprendo mais me interagir com as pessoas. – disse Eve abrindo um sorriso para Carlos.

-Hum. Mas como isso aconteceu? – perguntou Mel olhando para mim.

-Cof Cof! Meus queridos amigos, vamos deixar a conversa para mais tarde. Tem certas pessoas dessa sala que não deve ouvir conversas aleias. – falei encarando Mônica.

- Oh sim. Tem razão amiga. Não queremos que fofocas “apareçam” por ai, né! – disse Mel concordando comigo.

 Mônica fez uma cara emburrada e volto para seu lugar.

- Gente, pega leve com ela. Por favor! – disse Gustavo tomando as dores de sua irmã.

- Sabemos que ela é sua irmã e tal...Que você deve estar do lado dela, mas ela é um perigo para sociedade! Se ela tomasse conta “só” da vida dela e parasse de espalhar boatos mentirosos ... nós poderíamos “repensar” no nosso bullying com ela. – falei sendo sincera com Gustavo.

- Aff...ok. Entendo, mas mesmo assim quero vocês fiquem cientes sobre minha opinião sobre isso. Enfim. Vou deixar agora o “trio osso duro” ficar à vontade. Bye! – disse Gustavo indo embora.

Por fim, o sinal toca. A professora Beatriz entra em sala e começa aula.

- Pessoal, hoje a aula vai ser prática então vamos para a oficina de criação. Peguem suas coisas e venham! – disse a professora saindo da sala.

A professora Beatriz, era uma mulher gordinha de cabelo curto que usava óculos de grau bem estilosos. Além de ter mestrado em História da Moda, ela trabalhava para uma empresa internacional nas horas vagas, dando sua opinião nos projetos de criação de roupas. My teacher is very,very cool! Espero um dia ser que nem ela, gostando meu trabalho e ganhado bem.

Chegamos na oficina. A oficina de criação ou laboratório de roupas, era aonde os alunos de designer de moda customizava roupas e colocava seus desenhos em pratica. As vezes a gente emprestava nossas “criações” para o curso de teatro, assim os aspirantes a atores e atrizes tinham seus loocks bem feitos para realização de suas peças teatrais. Até que era de certa forma gratificante ver os nossos desenhos saindo do papel e sendo usados. Além do mais, nossa turma era constantemente elogiada e parabenizada pela faculdade por causa de nossas criações de roupas, que sempre foram impecáveis.

- Façam grupos de quatro. E com as roupas que estão no guarda – roupa ali, montem dois looks e explique depois os aspectos e desenvolvimento do seu projeto. – disse a professora.

 E formos nós. Pegamos algumas peças de roupas e observamos se eram simétricas e harmoniosas. No nosso grupo decidimos que quem seria as cobaias modelos, sem muita surpresa então foram Eve e Carlos. Eve, porque qualquer roupa “caia como uma luva” nela e Carlos, porque era o único homem do grupo que poderia melhor usar o look masculino. – Eu... até poderia usa qualquer look feminino ou masculino. Principalmente o masculino, pois para minha tristeza eu não tinha muito seios...Bua bua!! E mais, eu também tinha o cabelo curto assim era fácil me passar por um menino de 14 anos, apesar de que na realidade tenho 20 anos. Para vocês verem como é minha sorte. Pelo menos sou bonita...eu acho! kkkk.

- Certo, gente vamos mostrar a estação primavera. É até mais glamoroso de si vê...kkk– disse Mel.

- O.ky! – disse Carlos.

- Eve, vamos até no banheiro para você se trocar. – chamei Eve com uma peça de roupa na mão.

- Mel, você trouxe sua maquiagem? – perguntou Carlos.

- Sim, por quê? Espera, não precisa responder. Lu, aqui pegue e faça uma maquiagem show na Eve! – disse Mel me entregando seu pequeno nécessaire de maquiagem que estava guardo em sua bolsa.

- A Eve sabe se maquiar melhor do que eu. Então toma Eve, você sabe o que fazer. – falei entregando o nécessaire.

- Tudo bem, vou me esforçar em fazer a maquiagem para o bem do nosso grupo. Rsrs. – falou Eve contente.

- Então é isso ai...eu também vou me trocar. Quando eu chegar quero me maquiar também hein! – disse Carlos.

- Pode ser, mas nada de maquiagem drag queen, Por favor! – disse Mel.

- Tá! Eu entendi. Não precisa fazer drama amiga, sou vou passar uma base! – falou Carlos de bico.

Mel ficou esperando na oficina enquanto fomos ao banheiro para nos preparar.

Já no banheiro, eu entreguei a peça de roupa para Eve vestir e a esperei se trocar.

- Pronto me troquei. Agora vou me maquiar. Lucia, você pode me dar a maquiagem, por favor. – disse Eve saindo de dentro do box.

- Aqui. – falei entregando a maquiagem.

- Obrigada. Rsrs. – disse Eve alegre.

Eve então foi se maquiando rapidamente. Eu fiquei a observando maravilhada, por causa de sua habilidade fora do comum. Até que, Eve me olhou pelo reflexo do espelho e me deu uma piscadela com um sorrisinho malicioso, que fez corar imediatamente.

- Cof! – dei uma tossezinha desfaçada e desvie meus olhos com meu rosto ainda todo corado.

Não era novidade para mim que ela me deixava louca de desejo. Contudo, eu deveria me manter séria em relação a nossa situação atual.

- Bem, estou pronta! Fiquei bem? – disse Eve ainda sorrindo para mim.

 - Es-está...está perfeita! – gaguejei e fiz o sinal de “legal” com a mão.

Voltamos por fim para a oficina de criação.

-Uau! Como sempre Eve está linda! – disse Mel.

- Carlos, você não está nada mal também! Se não fosse meu amigo, hein…Tô brincado!! Mas está bonito mesmo, parabéns! Rsrs. – falei orgulhosa do meu amigo.

- Obrigado, Lu! Agora Eve, me emprestar ai a base para eu ficar perfeito também. Valeu!  – disse Carlos tomado o nécessaire de Eve.

- Aqui... – disse Eve paralisada.

- Ai ai...Carlos! Só você mesmo! – disse Mel balançando a cabeça.

  - Qual é! Mel. Modelos masculinos também se maquiam sabia. – disse Carlos passando o pó de base no rosto.

- Gente, todos prontos? – perguntou a professora.

- Siiiimm! – disse a turma toda.

- Quem vai começar? – perguntou novamente a professora.

-Nós aqui, professora! – disse Carlos aguardado a base e levantado a mão.

- Mas já!? Por que não deixamos para sermos os últimos? – falei para Carlos.

- Quanto mais rápido a gente apresentar, melhor. Eu acho! – respondeu Carlos.

- Uff! Tá...Tudo bem. Então vamos. – falei.

Nós quatro nos posicionamos na frente da turma.

- Você explica o look da Eve e eu do Carlos. Certo? – disse Mel para mim.

- Tá legal. – respondi.

 - Ótimo. Então começa. – falou Mel me puxando para frente.

- Ok, gente. Para quem não sabe essa é Eve, nossa nova colega. Que aliás professora, ela está com o encaminhamento da secretária nesse momento, só para constar para senhora. – falei.

- Ok. Depois eu vejo isso. Por favor continue. – disse a professora.

- Certo. Bem, Eve veste uma blusa de cetim azul com estampa de flores brancas noturnas e uma saia justa de bandagem de cor branca... hãa...esse sapato de salto mediando de cor preta que na verdade é da Eve mesmo, combina perfeitamente no “Look Cute (fofo)” de primavera. – falei.

- Huumm gostei! A modelo também ajudou na estética da roupa, Está linda, parabéns! – falou admirada a professora com Eve.

- Obrigada, professora. – agradeceu Eve.

- Você trabalha como modelo, querida? – perguntou a professora para Eve.

- Não...- respondeu.

- Você deveria. Sua beleza é incomum. Até parece que você foi desenhada nos mínimos detalhes para ficar bonita. - disse sorrindo a professora.

- Desenhada e construída nos mínimos detalhes! – pensei.

- Vou pensar nessa possibilidade. Agradeço sua opinião, professora. – disse Eve.

- De nada. Agora Mel e Carlos, por favor.  – disse a professora chamado –os para frente.

- Bom. Carlos veste essa calça reta vintage de cor azul e camisa gola em V em verde degrade. Que também se encaixa na estação primavera. – Falou Mel.

- Além do tênis drop dead que é meu e por concidentemente é verde combinando com a roupa que visto – completou Carlos.

- Bom, muito bom. Carlos e Eve por gentileza, desfilem para seus colegas. Assim eles vão ter melhor visualização de suas vestimentas. -  disse a professora indicando o centro da sala.

Logo Carlos e Eve desfilaram para a turma. Carlos por sua vez fazia caras e bocas entanto andava, já Eve foi extremamente elegante em cada movimento e passo que dava. No final, Mel e eu ouvimos elogios de nossos colegas e alguns assobios para nossos modelos, sendo sinal de aprovação.

- Obrigado, gente! Beijo para todos. – disse Carlos mandando beijo para o pessoal da sala.

As apresentações foram sendo seguidas uma pela a outra. Por fim, todos os grupos apresentaram o seu trabalho. Até que o sinal tocou para próxima aula.

As horas foram passando para minha felicidade, chegara então a hora do intervalo.

-  Eve, o que você quer comer? – perguntei.

- Qualquer coisa para mim está ótimo. – respondeu Eve.

- Hum. Pode ser um sanduiche natural e um suco? – perguntei.

- Sim, pode. Obrigada. – respondeu Eve.

 - E você, Mel? – perguntei.

- Uma coxinha e um suco caju. – respondeu.

- Certo. Carlos vamos lá comigo na lanchonete, assim você me ajudar a trazer as coisas. – falei para Carlos.

- Tá. Vou ti ajudar. – concordou Carlos.

- E meninas procurem uma mesa para gente. Vamos Carlos. – chamei já andando.

Na lanchonete pedi os lanches das meninas e o meu. Carlos fez o mesmo, pedindo o seu lanche “muito light”. Ele havia perdido um X – tudo com guaraná Antarctica em plena manhã, e fez com que eu o esperasse impacientemente.

- Aff. Até que fim! Vamos procurar onde as meninas estão sentadas. –falei.

- Nhoc Nhoc! – Carlos começou a comer o hambúrguer.

- Eita fome! Espera a gente chega na mesa. – falei encarando Carlos.

- Na-ãoo dar... Fome...muita! – respondeu Carlos com a boca cheia.

- Pam! – esbarrei em alguém.

Quando eu virei meu rosto para pedi desculpa a pessoa que eu havia esbarrei, fiquei branca de susto. Pois a pessoa eu tinha esbarrado era a Cris.

- De-desculpa.Aaa!! – disse ficando paralisada.

- Me desculpe... – disse Cris ficando quase muda também.

- E-ee Cris! Oooiiiii...co-como vai? – gaguejei.

- Éeee...Lucia me dar os lanches das meninas que eu vou levar pra elas. Cof! Assim você pode conversa com ela. – disse Carlos tomando os lanches da minha mão quase a força.

Tentei lutar com o Carlos para segurar os lanches e acabei perdendo. Vendo minhas mãos vazia sem nada para segurar ou agarrar, coloque- as nos bolsos do meu casaco que usava naquele momento.

- Patrícia, você pode me esperar na biblioteca? Depois eu vou. – disse Cris para sua colega.

- Ok. Vou indo então. – respondeu Patrícia deixando Cris e eu a sóis.

Cris Respirou fundo.

- Então Lucia...eu estava doida para conversar com você. O que houve na festa? E por que você não atendeu minhas ligações? Aconteceu alguma coisa? – perguntou bem seria Cris.

Passei a mão na cabeça e olhei para o chão com um pouco de indiferença.

- Olhe para mim por favor, e me responda. Eu fiz alguma coisa errada ou que você não gostou? – disse Cris com a cara meio triste.

Levantei a cabeça, mas não conseguir encarar seus lindos olhos azuis.

- Eu-eu...fui embora de sua festa...porquê...não estava me sentido bem. – respondi desviando meus olhos.

- Hã! Seus amigos tinham me dito, mas e as ligações não atendidas? Eu ti liguei igual louca para sabe como você estava. – disse Cris.

- Meu celular estava no modo silencioso, por isso eu não percebi as chamadas. Mas só para você sabe que estou falando a verdade.... Meu tio e os meus amigos me ligaram e eu também não atendi, claro não propositalmente, foi sem querer. Pode perguntar para eles se quiser. – falei.

- Hum. Certo, mas porque você então não retornou? Pois com certeza sei que você viu posteriormente as minhas ligações, não é?! - disse Cris furiosa.

Comecei a ficar mais nervosa. Meu coração estava a cem batimentos por hora.

- Então. Estou esperando a resposta. – disse Cris me encarando.

- Bem, Cris...o motivo que eu não retornei foi…porquê e-eu esqueci! Isso, me esqueci. – respondi começando a suar de nervosismo.

Cris colocou as mãos em seu rosto. Respirou fundo novamente e olhou para mim.

- Olha, sei que você está me escondendo alguma coisa e não quer me falar agora. Vamos fazer o seguinte. Amanhã eu não vou trabalhar na agência por causa da agenda, então quero que você vá a minha casa depois do trabalho para a gente conversar com calma. Tudo bem para você? Vou ficar ti esperando. – disse Cris abrindo um leve sorriso e acariciando meu rosto.

Cris, foi embora sem ouvir minha resposta. Eu fiquei parada por alguns minutos e depois resolvi procurar meus amigos.

 - Até que fim chegou! Seu lanche até ficou frio. – disse Mel.

- Tá. Vou comer agora. – respondi.

- O que houve ali? – perguntou Carlos.

- Nada demais. A Cris disse queria conversar comigo amanhã. – respondi.

- E você vai conversa com ela? – perguntou Eve para minha surpresa.

 - Talvez, não sei. Ainda estou me decidindo. – respondi.

-  Vai boba! Conversa e coloca as coisas a limpo com ela. – falou Carlos me incentivando.

- Tá Tá! Agora deixa eu comer. – falei.

Enquanto eu lanchava. Carlos tinha me dito que Eve havia explicado para ele e Mel como ela conseguiu ingressar na faculdade. Eve havia falado sobre os seus documentos pessoais e ajuda que recebeu da empresa que fora construída, facilitando então a entrada na faculdade.

- Hum. Que bom...que Eve explicou a situação para você. – falei mais relaxada.

- Para você ver o que o dinheiro não faz, né. – disse Mel.

- Sei. – respondi agora com os pensamentos no espaço.

 - Vamos volta para sala meninas. Daqui a pouco as aulas começam. – disse Carlos.

Todos se levaram.

Ainda indo caminhando em direção a sala de aula, fiquei com um sentimento de medo ou talvez fosse ansiedade, por causa do dia seguinte.

- Amanhã – Trabalho – Casa da Cris – Conversa – Incerteza – Medo. Ai! Socorro meu Deus. – pensei.

Continue Reading

You'll Also Like

32.2K 2.9K 31
Isabelle é nova na cidade e tem um passado doloroso que a impede de sorrir livremente. Isso até conhecer Ana Luiza, que muda a sua vida completamente.
188 0 18
Uma história de amor onde duas pessoas acabam por descobrir cada vez mais sobre si mesmos. Durante esse auto conhecimento, acabam sentindo uma paixão...
Wattpad App - Unlock exclusive features