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By TayhRodrigues

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Milk-Shake Extragrande

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By TayhRodrigues


Byun

Ele sabia que precisava pedir desculpas logo, só não tinha encontrado uma oportunidade ainda. Se ontem Chanyeol estava tentando ao máximo evitar contato, hoje ele estava quase se fundindo com parede, talvez se ele forçasse um pouco mais seu corpo ele pudesse atravessá-la e encontrar o caminho para Hogwarts. E para piorar, Jongin não parava de mandar sinais com as mãos do outro lado da sala.

Seu amigo queria uma retribuição após o favor de ontem, uma retribuição que ele dizia ser vantajosa para ambos, embora Baekhyun não visse vantagem alguma para si. Além de pedir desculpas, Baekhyun deveria convidar Chanyeol para tomar um milk-shake, e claro, Jongin e Kyungsoo também seriam convidados.

O que seu amigo via naquele gótico esquisito, Baekhyun não fazia ideia. Mas era fato que estava devendo muitos favores a ele nos últimos dias, e provavelmente precisaria da sua ajuda mais vezes no futuro. Por isso respirou fundo, e chamou seu colega.

— Ei, Park.

Chanyeol pulou tão alto da cadeira que levantou a mesa. Canetas e apontadores rolaram para o chão, fazendo barulho e chamando atenção de toda a classe.

Baekhyun bateu na própria testa.

Chanyeol estava envergonhado. Ele pediu desculpas para a turma, e se agachou para pegar os objetos. Uma das canetas era de Baekhyun, da qual ele devolveu com muita cautela.

— Não vou te machucar... outra vez... — murmurou baixinho, acreditando que nem mesmo Park tivesse ouvido.

Ele olhou para o pescoço do outro, ainda havia algumas marcas por causa de ontem.

Baekhyun resolveu tentar outra vez, mas para isso ele usou um pedaço de papel e uma caneta. "Eu sinto muito por ontem", foi o que ele escreveu no papel que entregou para Chanyeol. Viu o outro ler, e dobrar o papel em seguida, para então voltar a fazer as atividades no seu caderno.

Baekhyun olhou para seu amigo, pensando em pedir ajuda, mas o mesmo estava muito animado conversando com Kyungsoo.

"Droga... Vou tentar de novo", pensou, e pegou outro papel.

"Eu prometo que um dia vou tentar responder todas as suas dúvidas, mas agora eu mesmo não sei tudo. Estou passando por um momento difícil, eu estou com medo também. Não queria ter assustado você."

Ao ler o que escreveu, teve vontade de amassar aquilo e desistir, mas antes que pudesse fazer isso, Chanyeol roubou o papel e leu. Baekhyun ficou ansioso esperando alguma reação.

— E-Eu... te desculpo. Na verdade a culpa foi minha, eu não deveria me intrometer nos seus assuntos — disse Chanyeol cabisbaixo.

— Que bom que você sabe disso — respondeu Baekhyun, arrependendo-se em seguida. Não deveria agir daquele jeito com alguém que acabou de se desculpar, principalmente se essa pessoa detinha de um segredo importante seu. — Quer dizer... — tossiu. — Eu entendo que você esteja curioso. Como pedido de desculpas, que tal eu te pagar um milk-shake depois da aula? Kyungsoo e Jongin podem ir juntos.

Chanyeol olhou para os garotos citados que estavam conversando do outro lado da sala.

— Eles parecem estar se dando bem...

"Diferente de nós", pensou Baekhyun.

C-certo, eu aceito seu convite.

Kim

Jongin estava extremamente feliz com a oportunidade de sair com Kyungsoo, devia isso a Baekhyun é claro. Faria de tudo para aproveitar ao máximo, por isso foi àquele a sugerir ir ao centro da cidade vizinha.

— É muito longe. Eu ainda tenho que estudar — disse Baekhyun.

— T-Tem uma loja nova de quadrinhos e mangás lá... — comentou Chanyeol, corando. Deu a entender que ele queria muito visitar tal lugar. Jongin percebeu isso, e ficou ainda mais feliz ao ver que Kyungsoo também percebeu.

— Olha, o ônibus está passando — avisou Kyungsoo, apontando para o veículo que passou por eles e parou na parada alguns metros à frente.

— Opa! Nesse caso, temos que correr! — informou Jongin, pegando seu amigo pelo pulso e o puxando sem lhe dar oportunidade de retrucar. Baekhyun até mesmo tropeçou antes de entrar no ônibus, mas Jongin o segurou para que não caísse, e isso foi tudo, pois quando entraram no transporte, Jongin soltou a mão do amigo e foi correndo se sentar ao lado de Kyungsoo, praticamente empurrando Chanyeol no ato.

— Ah, você queria sentar aqui, Chanyeol? — perguntou Jongin, fazendo cara de desentendido.

— P-pode sentar, eu... — Ele olhou para o lugar disponível ao lado de Baekhyun, e engoliu em seco. — E-Eu acho que vou sentar lá atrás.

— Senta aqui, Park — disse Baekhyun, cruzando os braços e olhando pela janela.

Jongin riu baixinho ao ver Chanyeol ir se sentar ao lado do amigo. O cara era grandão, mas parecia uma criança às vezes. Já Kyungsoo era alguém muito difícil de ler, era impossível imaginar o que ele estava pensando. Sabia que se perguntasse, ele falaria seus pensamentos sem nenhum rodeio, pois Kyungsoo era muito franco e destemido, porém o difícil mesmo era ter coragem de perguntar.

— Será que um dia eles vão se dar bem? — perguntou Jongin. Era sempre mais fácil começar a conversa falando de Baekhyun e Chanyeol.

— Eu espero que Baekhyun não o machuque. Chanyeol é uma pessoa muito sensível.

— Baekhyun também é! — exclamou Jongin em resposta. — Ele não demonstra, mas ele é.

Kyungsoo olhou pelo canto dos olhos para Baekhyun que estava com os braços cruzados sem nenhum interesse de conversar.

— Você está dizendo que ele age desse jeito como autodefesa?

Jongin maneou várias vezes a cabeça, concordando.

— Não apenas isso... E ele não age assim com todo mundo, não entendo porque age desse jeito na frente do Chanyeol, mas por trás se preocupa com ele. Nem eu consigo entender tudo sobre Baekhyun, mas acredito que sou a pessoa que mais o compreende no mundo. — Jongin quase corou. — Não que eu esteja me achando, não é isso... Eu...

— Você é um bom amigo — falou Kyungsoo.

Dessa vez Jongin realmente corou.

— Ele não foi criado pela mãe, sabe... O pai dele é maravilhoso, mas há algo entre eles que não os une o suficiente. Baekhyun não fala sobre isso, mas tenho certeza que tal coisa o machuca muito. Ele também tem muito medo de ser abandonado, de não ser aceito, por isso ele sempre tenta ser a pessoa mais perfeita da terra. Eu faço o que posso para ajudá-lo, ele é um bom amigo também, nos conhecemos desde... sempre.

Jongin jurou que viu um sorriso sútil aparecer no rosto rígido de Kyungsoo, mas não tinha certeza. Como poderia um adolescente nunca sorrir?

Park

O silêncio quando estava ao lado de Baekhyun era sempre um pouco constrangedor, mas não falar também era bom, pois pelo menos não tinha o risco de gaguejar ou falar alguma besteira. No entanto sentia-se desconfortável quando o outro parecia tão mal-humorado.

Será que ele era mesmo uma pessoa tão ruim para fazer amigos? Baekhyun parecia sempre se dar bem com todo mundo, mas consigo ele estava sempre de cara fechada. O único dia que ele foi legal para si, Chanyeol acabou estragando por não respeitar o tempo dele. Foi um dia assustador, não gostava nem de se lembrar.

Faltavam pelo menos quinze minutos para chegarem ao destino, então ele tirou o celular da mochila, colocou os fones e começou a ouvir música. Ele foi surpreendido um minuto depois, quando um dos seus fones foi puxado. Olhou para Baekhyun, enquanto seu coração batia feito um louco.

— Posso ouvir também? Meu celular descarregou.

Chanyeol corou ao responder: — Pode...

80% das vezes ele escutava abertura e encerramento de animes, e os outros 20% ele escutava suas duas bandas favoritas: The Cure e Arcade Fire. E no momento ele estava escutando The Cure, uma banda de rock com sonoridade mais melancólica fundada no final dos anos 70.

— Até que você tem gosto bom pra música — comentou Baekhyun.

— É The Cure... — informou.

— Eu sei.

— V-Você conhece? — perguntou empolgado.

— Sim, eu gosto, mas prefiro The Smiths.

— The Smiths é bom também... — disse baixinho. Queria acrescentar que The Cure era mil vezes melhor, mas preferiu não contrariá-lo, não agora que estavam conseguindo manter um diálogo.

— Você sabia que essa música é tema de um filme com o mesmo nome? O filme é muito bom, mas é triste, eu chorei muito. Prefiro coisas mais divertidas, tipo One Piece... Eu li os mangás, mas agora estou assistindo a animação. É muito divertido mesmo, mas quando é uma cena triste eu quase morro chorando. Eu te recomendaria, mas são quase mil episódios e não se sabe quando vai acabar.

Chanyeol parou para respirar, e nesse tempo concluiu que tinha falado demais e estava arrependido.

— Interessante — respondeu Baekhyun. — Será que eu posso ouvir a música agora?

— C-Claro, foi mal...

Nos dez minutos seguintes eles apenas escutaram música, não trocaram nenhuma palavra, mas dividiram o fone e, de algum modo, Chanyeol se sentia feliz por isso.

Eles desceram bem no centro da cidade, eram quase duas da tarde e havia muitas pessoas andando pelas calçadas. O plano era tomar milk-shake, Baekhyun pagaria para todo mundo hoje, foi o que Jongin disse. Chanyeol amava o de sabor morango, e foi o que ele pediu quando chegaram ao estabelecimento. Desejou pedir um grande, mas contentou-se com o médio para não dar muito prejuízo ao seu colega. Kyungsoo pediu um pequeno, já que ele não era muito fã de doces, e Jongin pediu um extragrande. Baekhyun apenas pagou e não pegou nenhum.

— Você não vai querer? — perguntou Chanyeol.

— Jongin pediu um extragrande e agora eu não tenho mais dinheiro — respondeu.

— E-Eu pago um pra você, espera um pouco.

Baekhyun começou a rir.

— Você é muito ingênuo, Park! Eu tenho dinheiro, eu só não quero milk-shake, estou meio enjoado.

Chanyeol pensou na transição.

— Você não pode beber?

— Eu posso. Desde que não seja demais, não tem problema. Eu só estou enjoado mesmo. — Baekhyun desviou o olhar e mirou a mesa que os outros dois tinham escolhido. — Eles estão nos chamando, vamos.

Na mesa, Jongin foi o mais conversador. Ele até mesmo contou algumas histórias da sua infância com Baekhyun, e foi repreendido pelo mesmo algumas vezes, mas nem isso o fez parar. Ele disse que Baekhyun era muito chorão e medroso quando era pequeno, e uma vez Jongin foi dormir na casa dele e ele fez xixi na cama por causa de uma tempestade. Chanyeol tentou não rir na hora, mas não conseguiu se segurar.

— Eu não aguento mais vocês, vamos embora — disse irritado, se levantando.

— Chanyeol quer visitar a loja de mangás — informou Kyungsoo, provavelmente acreditando que Chanyeol não teria coragem de falar sobre isso outra vez.

— Verdade, vamos! — concordou Jongin, dando um último gole no seu milk-shake de chocolate extragrande.

Byun

Mangás! Aí estava uma coisa que Baekhyun não tinha nenhum interesse, mas ali estava ele rodeado de mangás e quadrinhos ocidentais (do qual tinha menos interesse ainda). Ao contrário de si, Chanyeol parecia deslumbrado olhando para aquele tanto de estantes. Era um espaço enorme, o primeiro piso para mangás e o mezanino para quadrinhos ocidentais, que era a sessão favorita de Jongin. Logo seu amigo puxou Kyungsoo para ir consigo, e Baekhyun se sentiu na obrigação de ficar ali com Chanyeol.

— Não demora muito, Park, eu-

Chanyeol já tinha desaparecido da sua vista.

— Não sei o que ele vê de interessante em mangás... — murmurou, enquanto andava sozinho para uma sessão qualquer. Estava disposto a dar uma olhadinha pelo menos, já que não tinha mais nada para fazer.

Achou arte das capas bonita. Pegou um que mais se interessou, pois a capa era minimalista e com cores pastéis. Folheou rapidamente, sem interesse em ler o conteúdo, até que uma página em especial chamou sua atenção.

"Isso aqui é conteúdo adulto?", perguntou-se mentalmente ao ver uma imagem suspeita. Ele virou a página, não que tivesse interessado, estava apenas... curioso. Mas ele não imaginava o preço de virar a página.

Dois personagens estavam desnudos, o menor estava sentado no colo do maior, e ambos eram HOMENS! Baekhyun fechou rapidamente o livro, surpreso por encontrar aquele tipo de conteúdo.

— Você se interessa por yaoi? — perguntou alguém atrás de si. Era Park Chanyeol. Péssima hora para aparecer.

Baekhyun levou um susto e jogou o mangá para cima, o que fez Chanyeol se assustar também e recuar um passo, no ato ele pisou no mangá, amassando completamente a capa. Baekhyun olhou para os lados desesperadamente, e se abaixou para tirar o objeto debaixo do pé de Chanyeol. Nesse momento um funcionário do estabelecimento passou por eles. Ele não falou nada, mas fixou o olhar no produto danificado.

Baekhyun forçou um sorriso, enquanto limpava o livro com a mão, dando leves tapinhas para tirar a poeira.

— Nós vamos comprar, vamos comprar — disse para o funcionário.

Depois ele encarou Chanyeol e ambos coraram.

— Me diga, Park... O que é yaoi?

Kim

— Qual seu herói favorito? — perguntou Jongin.

— Acho que o Batman, mas eu não ligo muito para essas coisas — respondeu Kyungsoo, sentando-se em um pufe colorido.

— Sério? Bom, ele combina com você, vive de preto também. Eu prefiro o Homem-Aranha, acho que ele se parece mais comigo.

Jongin folheava um quadrinho do Deadpool, seu anti-herói favorito — para a infelicidade dos seus pais. Eles sempre reclamavam que o personagem falava muitos palavrões, por isso nunca compraram um para o filho.

Dois garotos de mãos dadas passaram por eles. Jongin os seguiu com os olhos, admirando como ambos sorriam um para o outro enquanto conversavam.

— O que você acha de um casal homossexual? — perguntou Jongin, sentado no chão em frente a uma estante, enquanto folheava a revista.

Kyungsoo estava bem na sua frente, mas não olhava nem uma revista, sua atenção era toda para Jongin.

— Essa pergunta é um pouco... Você pode ser mais específico?

— Quero dizer... você tem algum preconceito?

— De jeito nenhum. Pessoas podem se atrair sexual ou romanticamente por alguém do mesmo sexo, é algo natural, sempre ocorreu.

Jongin sorriu com a resposta, e não tardou a fazer outra pergunta.

— Você já se sentiu atraído por outro garoto?

— Sim — respondeu sem rodeio.

Jongin olhou para cima, encontrando os olhos grandes do outro, e corou ao pensar na sua próxima questão. Quase recuou, entretanto sabia que se arrependeria amargamente se não a fizesse. Era a oportunidade perfeita!

— Você me acha atraente?

Uma luz pareceu passar pelos olhos escuros de Kyungsoo, e ele não respondeu imediatamente. Jongin sentiu seu coração apertar, enquanto era observado. Estava quase se arrependendo da pergunta, quando a resposta finalmente veio.

— Sim, eu te acho muito atraente.

Não conseguiu evitar um sorriso, enquanto sentia todo seu rosto queimar. Apertou os punhos e mordeu o lábio inferior. Quase pulou para trás quando sentiu a mão pequena e gelada de Kyungsoo sobre a sua.

— Você está amassando a revista — avisou.

Jongin rapidamente tirou a mão e fechou a revista, colocando-a de volta no lugar.

Park

Baekhyun parecia muito constrangido enquanto pagava se mangá no caixa. Chanyeol estava logo atrás, com três volumes de One Punch Man. Depois de pagarem, eles saíram da loja para esperar seus amigos. Ficaram em silêncio, um ao lado do outro por alguns minutos.

— Eles estão demorando — comentou Chanyeol.

— Sim... — murmurou. — Park, você quer ficar com esse mangá? — perguntou, erguendo a sacola.

— E-Eu não leio muito esse tipo de gênero — respondeu.

— Então isso significa que você já leu?

Chanyeol corou.

— Bem, eu estava curioso... Você está melhor do enjoo? — Resolveu mudar de assunto. Baekhyun recolheu a bolsa, decepcionado.

— Sim, mas estou me sentindo meio tonto.

— Você quer entrar lá de novo e se sentar? — Chanyeol observou melhor o rosto de Baekhyun, percebeu que ele suava e os cabelos prateados começavam a grudar na testa. — É a por causa da transição?

— Sinto cheiro de sangue — murmurou. — Park, chame o Jongin. É melhor você se afastar. — Baekhyun arfava enquanto se afastava. Ele estava indo para o meio da rua, mas não parecia prestar atenção ao redor.

Deveria chamar Jongin, mas nesse meio tempo Baekhyun poderia ser atropelado ou desmaiar no meio da rua, isso se coisa pior não acontecesse. Então decidiu contrariar seu colega, e avançou até ele, passando o braço dele por cima dos seus ombros.

— Park, por que você é tão teimoso? — perguntou com a voz fraca.

— Não vai tentar me asfixiar dessa vez, não é? Você não parece em condições de fazer isso.

— Você não sabe do que eu sou capaz... — murmurou antes de perder a consciência.

Byun

Ele abriu os olhos, mas os fechou outra vez por causa da claridade. Estava com a cabeça deitada em algo macio. Levou o antebraço até testa para fazer sombra, e abriu os olhos outra vez. Encontrou o rosto de Park iluminado pelo sol de final de tarde, enquanto este mantinha as pálpebras fechadas. Ele estava sem os óculos.

"Até que ele fica bonito sem os óculos de Harry Potter..." — pensou. Mas se remexeu quando sentiu o mal-estar voltar. É claro que aquilo aconteceria. O sangue ofertado pelo pai de Jongin tinha acabado, tomou tudo na noite passada. Sabia das instruções sobre economizar, mas acordou com uma sede horrível, e sabia que água não resolveria. Ele não queria preocupar seu pai parecendo doente na frente dele.

Sentiu seu lábio inferior doer, levou o dedo indicador até ele, estava cortado.

— S-Suas presas cresceram — avisou Chanyeol.

Baekhyun se levantou, mas precisou da ajuda do outro no meio do ato.

— Eu me curo rápido, pelo menos deveria, mas do jeito que as coisas estão...

— Você precisa de sangue, não é?

Baekhyun respirou fundo.

— Sim, mas não qualquer tipo de sangue. E parece também que...

— Que?

Baekhyun jogou o cabelo suado para trás.

— Onde estamos? — perguntou, olhando ao redor. Viu apenas bancos vazios e algumas árvores.

— É uma praça, a livraria está logo ali — Chanyeol apontou para o local. — Kyungsoo e Jongin não saíram ainda, na verdade você ficou desacordado por apenas alguns minutos.

— Entendi... — falou Baekhyun, e lembrou-se de responder a pergunta do outro. — Acho que preciso tomar sangue fresco, sabe? Não o coletado... Acho tem algo a ver com as minhas presas.

— Pode ser um animal?

Baekhyun maneou a cabeça positivamente.

— Mas não tenho coragem. Se eu pegar um animal pequeno eu provavelmente o mataria.

— E se for um humano? — perguntou Chanyeol.

Baekhyun arregalou os olhos, surpreso com a pergunta.

— Eu não tentaria.

— Mas só um pouco você pode, não é? Não vai matar se beber só um pouco de sangue.

Baekhyun não estava entendendo até onde Chanyeol chegar, até que ele estendeu o braço.

— Toma... se isso te fizer melhor... eu não me importo. E-Eu vou ficar bem, eu sou bem saudável, fiz exames no mês passado e eu nunca tive anemia.

Baekhyun olhou para ele, e depois começou a rir de nervoso. Era uma piada? E se não fosse, por que Chanyeol estaria disposto a fazer uma idiotice daquela para ajudá-lo? O cara estava tremendo, morrendo de medo. Não deveria existir alguém tão ingênuo no mundo.

— Não brinque comigo, Park.

De repente o pulso dele parou de tremer, e se aproximou ainda mais dos seus lábios, quase encostando. Baekhyun cessou sua respiração.

— Não estou brincando — proferiu sem gaguejar.

CONTINUA...


Notas Finais: As atualizações são aos domingos, mas nesse tempo de quarentena todos os dias parecem domingo e eu resolvi postar mais cedo. Quem quiser me seguir no twitter é @ ficstaitian, eu costumo colocar a primeira cena do próximo capítulo uns dias antes por lá.

Beijão!


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