Laços Eternizados

By Jheniffer1234dois

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Convido todos à embarcarem nessa estória cheia de amor, drama e conflitos. Giovana e Stéfany se conheceram em... More

Capítulo II

Capítulo I

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By Jheniffer1234dois

Acordei às cinco e trinta da manhã, apesar de imensamente cedo, eu já acordara completamente disposta.
Me vesti com a roupa separada ao pé da cama na noite anterior, Coisa simples, uma calça confortável, um moletom e um tênis. Olhei minhas malas e suspirei aliviada. Hoje era o dia de voltar pro enorme estado de  São Paulo, apesar de ter um grande amor pela minha Bahia, tudo que me espera em São Paulo eu não poderia deixar pra trás. Lá estavam minha mãe, meu namorado, minhas amigas.
Após dez meses morando com a minha avó aqui, eu finalmente poderia revê-los, estava morrendo de saudade.
Vim passar um tempo aqui a pedidos de meus pais, de acordo com eles, uma menina jovem como eu, não deveria me envolver com certas amizades, então seria melhor pra todos nós que eu passasse um tempo com minha avó paterna e voltasse a ter amigos saudáveis, aqui as chances de eu começar usar drogas aos quinze era impossível, cidade não muito pequena, nem muito grande mas que todos se conheciam.

- Bom dia, vó!

Avó Lúcia: Bom dia fia...- Era nítido a tristeza em sua voz, éramos muito ligadas desde que me entendo por gente, minha avó sempre foi minha segunda mãe, minha segunda casa.

- Podemos  ir? Não quero me atrasar.. - Falei enquanto acariciava seu braço.

Avó Lúcia: Tudo bem, pega o meu celular e chama o táxi. Ah! Já me ajuda a trazer suas malas pra calçada.

- Certo!

Em cerca de 20 minutos o taxista, amigo da família, chegou e nos levou até a rodoviária. Antes que ele chegasse minha avó preparou um café da manhã para que eu comesse no ônibus, já que não teria tempo de comer antes de sair.
Conferimos se estava tudo certo. Documentos, dinheiro para comer durante as paradas, passagem,sacolas, tudo certo! Era hora da despedida.
Ajeitamos as malas no bagageiro do ônibus anotando as etiquetas em cada uma para não perdê-las, antes de subir no ônibus , me despedi uma última vez de minha querida avó.

- Até Logo vózinha, te amo.- A beijei no rosto.

Vó Lúcia: Até, meu amor, te amo demais.- Falou com a voz embargada e olhos marejados.

Finalmente subi as escadas do ônibus e me acomodei juntamente à minha bagagem de mão, nela continha apenas documentos, dinheiro, carregador e fones de ouvido. No meu compartimento de cima levo uma coberta e um travesseiro.
Senti o ônibus se mover lentamente pra fora da rodoviária, olhei para janela vendo minha segunda mãe acenar pra mim enquanto se derramava em lágrimas.

- Voltarei pra te ver, prometo. - Falei em sussurro.

Assim que saímos da rodoviária tratei de colocar meus fones e mandar mensagem pro meu namorado, avisando que eu estava saíndo. Me recusei a olhar as ruas daquela cidade que tanto me fizeram feliz.
Em pouco tempo caí no sono, ainda era muito cedo, e eu realmente precisava descansar, afinal são três dias de viagem em uma poltrona não tanto confortável.

As horas passaram lentamente, e por mais que eu imaginava ter dormido três horas seguidas, eu percebia que se passaram apenas quinze minutos.
Apesar de chato, eu tinha tempo suficiente pra conseguir pensar em tudo que estava acontecendo na minha vida.
O garoto que eu chamo de namorado, nunca fez lá  questão de me assumir, e 'cá' entre nós, por mais que eu não queira acreditar, temos um relacionamento abusivo onde não me visto da forma que quero, não saio com minhas amigas sem que ele permita, e não adianta quanto tempo passe, ele não se permite dizer que sou sua namorada, as vezes me sinto mal por não conseguir me desvincular dele . Por mais que eu veja isso estampado na minha face, no momento eu só quero matar a saudade, porquê apesar de tudo, ele não é nenhum monstro, nunca levantou a mão pra mim, isso me faz crê que as coisas vão melhorar. De qualquer forma sinto sua falta, nossas risadas eram as melhores, isso eu assumo.
Minha mãe também gosta dele, e por falar nela...puts!

Me lembrei agora que pouco dias antes do meu embarque ela me avisou que não moraríamos apenas nós duas de novo, uma amiga dela estaria lá dividindo aluguel com ela, já tinha me esquecido desse detalhe.

Giovana. Lembro pouco do seu rosto, nos conhecemos no final de 2016. Ela é uma daquelas moças simpáticas e super corretas que você não se  imagina tendo como amiga por mais de dez minutos, sabe?
Agora ela também moraria conosco, mas pra mim, sinceramente, tanto faz.

Um dia já se passara e me bateu uma certa curiosidade sobre Giovana, eu não me recordo completamente do seu rosto, mas lembro que em 2016, algo tinha me chamado atenção. Não perdi tempo, liguei meu celular e fui na conversa com a minha mãe, mandei a minha localização pra que ela acompanhasse por onde eu passava, e já aproveitei pra pegar o nome da Giovana no Facebook.
Após procurar por alguns segundos, a encontrei entre alguns amigos, e aí me lembrei o que me chamava atenção, seu rosto simétrico e sua boca carnuda! Mas dessa vez completamente diferente.
Suas roupas não expressava um pingo sequer de feminilidade, algo ali me intrigou, em um piscar de olhos vi que seu perfil estava em relacionamento sério...Com uma mulher!

- Giovana é lésbica?- Pensei quase que alto. Mas, meus desvaneios de detetive da vida alheia foram interrompidos pela voz do motorista do ônibus que nos avisava que teríamos trinta minutos para descer e almoçar.

Imediatamente desci e comprei uma água gelada, estava sem fome, mas com muita cede, então voltei pro ônibus.
Continuei pensando na minha nova descoberta sobre Giovana, a amiga da minha mãe.
  Já dei alguns beijos em algumas garotas, mas nada muito sério.

Depois de algumas horas decidi esquecer essa bobagens e tirar um sono pra passar logo o tempo.
Acabei adormecendo e logo anoiteceu.
Foi a noite que melhor dormi em todo o trajeto.

Senti um raio quente invadir minhas pálpebras. Era o sol nascendo, e só aí percebi que hoje era o último dia dessa viagem cansativa, logo estaria em casa.
Durante o dia fizemos diversas paradas por conta do calor gritante que fazia naquela tarde, mas em poucas horas anoiteceu e eu me arrumei pra descer, mandei minha localização pra minha mãe novamente e ela avisou que teve alguns problemas com seu carro e ela arrumaria outra pessoa pra me buscar na rodoviária.
- Merda!- pensei.
Ao chegar, alguns passageiros me ajudaram a posicionar as malas em algum lugar seguro, pois já se tratava de 23:00 da noite.
Agradeci a todos e o roteiro do ônibus seguiu sua viagem.

Avistei o rosto simpático de Giovana à alguns metros de onde eu estava, ela vestia uma calça preta um pouco larga, uma camisa que mais parecia uniforme de algum lugar e uma bota sem salto nós pés.
Então, ela quem veio me buscar! Sério?

-Oi! Tudo bom?- falei ainda sem graça, por mais que eu soubesse de quem se tratava, ainda não a conhecia um mínimo sequer.

Giovana: Nossa, como ela tá gata! - Disse me olhando de cima a baixo , porém com um tom bem humorado e com um sorriso largo no rosto.- Tô bem, como foi a viagem?

- Magina! não mudei quase nada. - Falei completamente sem graça.- A viagem foi tranquila até.

Entre poucos olhares e pouco assunto colocamos minhas coisas em seu carro e andamos uns dez minutos até chegarmos na casa onde minha mãe me esperava com alguns dos nossos parentes.
Por mais que eu quisesse muito ir direto pra casa, eu não ia contrariar  minha mãe no primeiro dia, então entrei na casa, notando que Giovana havia ficado no carro, olhei pra trás, mas não me importei muito.

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