Colégio de St. Peter

By that_girl_summer

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Bethany é uma má aluna de 15 anos que devido ao seu fraco desempenho escolar vai para o Colégio de St. Peter ... More

Bem-vindos ao Colégio de St. Peter
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Halloween surprise
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Mudanças
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☆Elenco☆
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Epílogo.
Agradecimentos.

18.

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By that_girl_summer

-O que escolhes Bethany, um doce sonho ou um lindo pesadelo?

- E a Margareth?- a Taylor não estava à espera daquela pergunta pois o espanto na sua cara era bastante visível.

- Não interessa!- exclamou melancolicamente.

- Ela está aqui contigo?- ao perguntar isto uma lágrima cristalina escorreu pela sua face no entanto, a maquilhagem permanência intacta.

- Escolhe...Escolhe...Escolhe...

- Escolhe, escolhe!

- Bethany, querida?

- Ahm o quê?- finalmente abri os olhos, olhei em volta e vi onde realmente estava, num quarto de hospital, o que acontecera anteriormente fora apenas um sonho. Um sonho tão realista e ao mesmo tempo tão insólito...-Tia?!

- Oh meu amor, a titi está aqui docinho!

- O que aconteceu?- perguntei confusa ao ver que a minha Tia Emma me estava a fazer companhia.

- Oh minha pequenina, tu desmaias-te e trouxeram-te para aqui, como a tua mãe não podia ligaram-me!

- O que é que o médico disse?

- Como tu, que es uma malandra, não decansas-te o suficiente tives-te uma baixa de tensão e desmaias-te fofinha! Mas agora já estás melhor! Se quiseres eu levo-te ao Colégio!

- Ah sim está bem, que horas são?

- Meio dia docinho!

- Ok então sendo assim eu vou-me arranjar para irmos.

- Ok pequena!

- Tia Emma eu tenho uma amiga aqui no hospital, posso ir vê-la?

- Claro ursinha vai lá! A Tia fica à espera, beijinho!- dito isto saiu do quarto.

Saltei da cama, peguei na minha mala e dirigi-me à recessão daquela ala.

- Bom dia, sabe-me dizer o quarto da paciente Carly White?

- Bom dia, é familiar?

- Ah sim somos, primas!- menti, tinha medo que não me deixassem entrar se dissese que era apenas sua amiga.

- Quarto 67.

- Ok, obrigada!- depois fui o mais rápido possível até ao quarto 67.

Quando lá cheguei abri a porta de rompante e deparei-me com a Carly a comer um pudim de chocolate enquanto via os desenhos animados bastante sorridente.

- Bethany?!- questionou surpresa.

- Carly!- dirigi-me a ela e abracei-a.- Desculpa não te ter vindo logo visitar! Tenho tanta coisas para te contar!- exclamei rapidamente.

- Hey, calma tudo bem! Mas o que é que estas aqui a fazer?

- E-eu não descansei e ahm la na ma...- respondi de uma maneira incompreensível.

- O quê?

- Eu conto-te tudo!- e assim fiz.- Por isso vim parar ao hospital!

- Wow! Muita informação! Então tu e o John beijaram-se DUAS VEZES?

- Foi isso que tu consideras-te mais importante?!- questionei ao ver a sua pergunta.

- Ah, sim?- respondeu cautelosamente.

- Ah não!

- Pronto está bem! Então tu e a Hanna andam a investigar tudo o que tem acontecido?

- Já procuramos no ginásio, hoje ao anoitecer iamos tentar arrombar a sala de convívio.

- Uuh fixe! Vamos ser tipo Os anjos de Charlie!

- Vamos?

- Claro! Quando voltar para o Colégio vou-vos ajudar! VAMOS APANHAR O ASSASSINO!

- Shhh! O que é que as pessoas vão pensar se te ouvirem a gritar isso?

- Pois, desculpa lá...- disse fazendo olhos de cachorrinho abandonado.

- Não faz mal! Bom tenho que ir, a minha Tia Emma esta à minha espera!

- Ok...Adeus Bety!

- Adeus Carly! E não me chames isso!- a Carly apenas sorriu e continuou a comer o seu pudim.

Saí do quarto e avistei a minha Tia sentada a ler uma revista enquanto esperava por mim.

- Vamos tia?

- Sim querida, vamos!

***

- Obrigada pela boleia Tia!

- De nada meu amor! Não te esqueças de descansar!

- Sim tia!

- Vá vai lá! Adeus docinho!

- Adeus Tia!- depois fui até aos dormitórios com o objetivo de descansar um pouco embora não me apetecesse.

Arrastei-me até ao quarto ainda bastante cheia do almoço que tivera com a Tia Emma.

Rodei a chave de maneira a abrir a porta e entrei.

A paz e o silêncio reinavam pois o dormitório estava vazio.

Deitei-me na cama, respirei fundo e fechei os olhos...

- Bethany? Beth?- fui acordando do meu sono profundo. Olhei em volta e vi a Hanna a mirar-me impaciente.

- Hey...

- HEY?! ESTOU HÁ IMENSO TEMPO A BATER À PORTA DO DORMITÓRIO E NADA! SE NÃO FOSSE UMA RAPARIGA A ABRIR-ME A PORTA EU SEI LÁ!- berrou exaltada.

- DESCULPA SE ESTAVA A DORMIR PORQUE FUI PARAR AO HOSPITAL DE MANHÃ!- ripostei.

- BEM EU...Espera o quê? Foste parar ao hospital? Mas porquê? Estás melhor?- perguntou num tom preocupado sentando-se na minha cama pronta a ouvir-me.

- Eu sou capaz de não ter descansado o suficiente quando parti a cabeça e tive uma quebra de tensão...

- O QUE?!- exclamou surpreendida.- TU ONTEM FIZES-TE TUDO O QUE NÃO DEVIAS!- berrou chamando-me à razão.- Tu hoje não vais investigar nada! Vais ficar a descansar!

- Não, eu vou contigo! Não sejas mãe galinha Hanna!

- Não não vais! Estás louca miúda?

- Sabes, sim eu estou louca, aliás estamos loucas! Achas que se nós não tivéssemos um pouco de loucura nas nossas mentes estaríamos à procura dum assassino sozinhas? Não, não estaríamos! A maior parte das raparigas da nossa idade fugiria com medo e contaria tudo à Polícia, mas nós não! Nós somos corajosas o suficiente para fazer isto sem ajudas, só nós, pois sabemos que o assassino pode fazer algo de mal, fazer-nos sofrer represálias naqueles que mais ama-mos! Olha a Emily, Hanna! Tu amava-la e ele tirou-ta sem dó nem piedade! Isso não é justo! E sabesse lá quantas mais mortes irão existir se ninguém fizer nada! O desaparecimento da Margareth foi o derradeiro acontecimento, pois eu e tu vamos fazer os possíveis e impossíveis para que nada volte a acontecer! Para que ninguém volte a chorar como tu choras-te quando a Emily morreu! Acredita não vai ser uma simples cabeça partida que me vai parar, porque até agora já poderia ter parado e saído do Colégio por razões muito piores mas ainda estou aqui! Eu não vou parar de tentar encontrá-lo agora! Porque o assassino não tem omnipotência sobre nós! Eu vou ter a coragem que o meu pai teve ao ir combater para o Iraque, porque se à coisa que eu aprendi com ele é que mais vale morrer a tentar do que viver e desistir, porque a nossa vida será para sempre um remorso de termos desistido de fazer algo! Eu posso só ter 15 anos e só estar aqui à uma semana, mas eu garanto-te que o Colégio de St. Peter não se vai tornar num cemitério enquanto eu estiver aqui para impedi-lo!- uma lágrima escorreu-me pelo olho depois do meu discurso, tal como a Hanna que chorava depois do que eu dissera. Abracei-a fortemente.

- Mas descobrir o assassino não vai trazê-la de volta...- constatou a Hanna.

- Pois não Hanna, mas vai fazer com que ela possa finalmente descansar em paz...

- Tens razão!- exclamou um pouco mais animada limpando as lágrimas do seu rosto.

- Vamos?

- Vamos!- dito isto saímos do dormitório e percorremos o edifício até ao exterior.

Por momentos parei e contemplei o sol cor de laranja que se pousava no horizonte...Quem me dera ser como o Sol, que ilumina tudo à sua volta e quando a noite cai foge da escuridão...Também eu queria poder evitar os momentos mais "escuros" da minha vida, mas não podia, tinha que os enfrentar mesmo que não houvesse nenhuma luz para me guiar nessa batalha...

A Hanna despretou-me dos meus pensamentos com uma leve cotovelada, e assim continuamos o caminho até à recessão do Colégio onde estavam guardadas as chaves da sala de convívio.

Repetimos o processo do dia anterior "levando emprestadas" as chaves da sala de convívio.

Percorre-mos os corredores do edifício principal até ao nosso destino.

A porta da sala estava celada por uma faixa com riscas brancas e vermelhas que dizia "Não entrar".

Verificamos pela 1000° vez se não estava ninguém naquele corredor e abrimos discretamente a porta danificando a fita.

Entramos sorrateiramente e fechamos a porta atrás de nós.

Num segundo lembrei-me de tudo o que acontecera naquele sítio...Da Carly e a Charlie a conversarem alegremente no sofá enquanto a Ali e a Amber liam um livro, eu a folhear as páginas dum velho dicionário que naquela altura me pareceu interessante, o pânico quando a luz foi a baixo e finalmente o choro compulsivo da Alice ao ver que a amiga desaparecera.

Estava tudo ali.

Caminhei morosamente pela sala em direção ao rasto de sangue que dera início ao meus maior pesadelo.

- Ainda me lembro quando me contaram o que se passara aqui, na altura nem quis acreditar...- disse a Hanna.

- Nem eu acredita...Foi tudo muito rápido,  demasiado rápido...

- Pois acredito...Tenta contar tudo exatamente como aconteceu!

-...e depois reparamos que só ficara um rasto de sangue.- finalizei quando acabei de contar tudo o que se passara dias atrás.

- Ok, primeiro recolher provas!

- Certo!- disse tirando o canivete suíço do bolso.

- Wow! Porque é que tens isso no bolso?

- Era do meu pai, já nem me lembrava que o tinha trazido...Depois do que aconteceu ontem no ginásio achei melhor trazê-lo nas nossas buscas!

- Ok...- disse com um pouco de receio do canivete. Abri-o na parte da faca e a Hanna deu um passo para trás um pouco medrosa.

- Calma! Não te vou cortar!- tranquilizei.

- Eu simplesmente não gosto de facas!

- Tudo bem!- cada um tem os seus medos uns maiores outros menores, uns enfraquecem-nos e fazem-nos ter receio de continuar outros apenas nos fortalecem, os meus medos são muitos infelizmente a minha lista tem vindo a aumentar...Mas agora o meu único receio é que o medo que tenho sobre toda esta situação desapareça e me tire a motivação para descobrir a verdade.

Cortei um pouco de alcatifa ensaguentada do chão e coloquei-o num saco para "provas"/sandes que a Hanna trouxera.

- O que é que pertendes fazer com isso?- questionou.

- Não sei bem, vou apenas guardá-lo na caixa das provas...- de repente senti um arrepio a percorrer-me o corpo e olhei para a porta.

A maçaneta rodava freneticamente.

Aproximei-me da Hanna.

- Hanna?

- Bethany?- a maçaneta deixou de rodar rapidamente e rodou apenas mais uma vez abrindo a porta.

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