Ela aparece como uma visão
de jóia rara.
Brilhando esparsamente
em um universo descolorido.
De azul e rosa,
em verso e prosa ela define os sentidos.
E de maçã e pera virgem
ela desfruta, clara e sadia
o gosto doce do amor.
E em devaneios,
crimes e cúmplices se constroem.
E o mar se pinta louco,
morno e selvagem
como os lábios da princesa.
As montanhas, em pudor veraneio,
avistam o mar,
e com um aceno singelo,
cobrindo-se com nuvens
se recolhem,
dando início ao verdadeiro romance
que a noite traz.
© 20141 Renato Fuly