Olá bom dia, muito obrigada por estarem me acompanhando e pelos comentários 😍
Segue nosso capitulo ...
— Estou aqui mãe, pode guardar as armas. – a voz de Antony ainda sonolenta me desperta.
— Meu bebê, como abandona a mamãe assim? — o tom de voz de dona Amália se torna suave e amoroso. Ela abraça o filho e o enche de beijos. E fico ali parada como simples telespectadora de uma novela da qual nunca fiz parte.
Antony se desvencilha de seus braços e se aproxima de mim.
— Tudo bem? Você parece um papel de tão pálida. – Apenas balanço a cabeça com sinal positivo.
— O que houve Margarete? O gato comeu sua língua? Até agora não ouvi sua voz, querida. – ela se vira para mim com um tom menos grosseiro.
— Bom dia mãe. Como a senhora está? — me dirijo a ela tentando ser cordial.
— Estou bem, mas você, minha filha está um trapo. Tem razão de não encontrar um namorado, toda espandongada desse jeito. — passa a mão em seus cabelos platinados recém escovados, unhas pintadas de vermelho sangue e um terninho vinho impecável, sempre tentando mostrar sua superioridade.
— Acabei de acordar mãe. Vem, vamos tomar café. – me dirijo para a cozinha sob o olhar compassivo de Antony.
Acabo de decorar o bolo com chocolate e morangos e preparo a mesa com pão de forma e frios.
— Tem razão de meu filhinho querer ficar aqui, você mima ele com esses doces. Lá em casa é tudo saudável, não comemos besteiras. — ela passa o dedo pela cobertura e leva a boca.
— De vez em quando não faz mal, mãe, e eu amo as guloseimas que a Meg prepara. — Antony se serve de um pedaço generoso de bolo e pisca pra mim em agradecimento.
— Você vai é acabar com sua saúde, além de ficar gordo e feio. – ela se serve de café e continua a examinar o ambiente em busca de algum defeito para criticar.
Me ponho a lavar a louça de costas para ela, evitando seu olhar desaprovador.
— Meg – Antony me chama — senta aqui, toma café com a gente — me puxa em direção à cadeira ao seu lado e me sento. — Este bolo tá delicioso, né, mãe? – ele tenta iniciar uma conversa amistosa, mas em vão, pois dona Amália se esquiva.
— Bom, se me derem licença, vou levar um lanche para meu acompanhante que me aguarda lá em baixo – ela parte um pedaço do bolo e pega a garrafa de café se levantando — Antony, arrume suas coisas, te espero, já passou muito tempo fora de casa – ela sai sem esperar resposta.
Meu peito se aperta de imaginar Antony indo embora, ele percebe minha angústia.
— Calma, não vou a lugar algum. Sou adulto, ela não tem autoridade sobre mim — ele me passa uma fatia de bolo. – Come, está muito bom, parece que adivinhou que estava com vontade.
Experimento mesmo sem fome devido aos acontecimentos. — Nossa, ficou bom mesmo, some na boca de tão fofinho.
— Foi feito com amor, maninha, e é isso que você é, só amor. Pena que nem todos possam ver. — enche a boca de bolo e prepara para se levantar falando com a boca ainda cheia. — bom, vou me trocar e ter uma conversa franca com dona Amália.
— Vai lá antes que ela volte, e acompanhada.
— Sem perigo, ela não traria o novo um namorado aqui. – ele parece se arrepender do que disse, mas não se explica, apenas vai para o quarto.
Fico meio confusa, se Amália fosse uma mãe normal iria querer preservar a filha da presença de um homem ainda estranho, afinal não tenho ideia de quem seja o namorado da vez. Mas não é o caso dela, nunca se importou de por qualquer um dentro de nossa casa.
Antony retorna arrumado e me olha ainda sem graça.
— Antony pode me esperar também? Vou me trocar, quero me despedir dela.
— Tem certeza Meg?
— Sim. Quero falar com ela.
— Então faz assim, eu vou lá primeiro e converso com ela, depois você desce. Vamos te esperar no parque aqui na frente.
— Tudo bem – O tempo passou e ficaram tantas coisa a serem ditas, nunca entendi esse abismo que me separa de minha mãe. Mas agora chega, se ela veio até aqui está na hora de pôr os pingos nos is.
Troco de roupa, opto apenas por uma calça jeans e uma regata branca, escovo meus cabelos e passo um batom claro, calço um tênis. Quem sabe depois que conversarmos eu saia para caminhar e arejar a cabeça?
Assim que saio da portaria vejo Antony acompanhado, sentado no banco perto do jardim da praça. À medida que me aproximo, Antony parece sentir minha presença e se vira. Seu olhar me diz para voltar, mas é tarde, estou muito perto.
— Mãe, você saiu sem se despedir, resolvi vir te convidar para almoçamos num lugar legal. – ela me mira, mas quando vai me responder....
— Nossa, é você Megzinha? Sempre soube que se tornaria uma bela mulher, pois era uma garotinha muito graciosa. Ora Amália, ela não parece ser a menina mal humorada que você descreveu, ao contrário. – Ao ouvir esse homem falar, me vem uma sensação de déjávu, meu estômago se revira e sinto as mãos de Antony no meu ombro. No mesmo instante, eu busco o olhar de minha mãe, que me fita com semblante frio. Não sei decifrar se o que ela me passa é raiva ou simples desdém, apenas sinto que o desejo de confronta-la vai ao chão, estou perdida e trêmula diante de tudo.
— Amália, ela não se parece com você e Soraia, Megzinha tem uma beleza a parte. – ele tenta chegar mais perto de mim, mas Antony me abraça em sinal de proteção.
— É, Margarete puxou ao pai em tudo, não é querida? Não precisa de tanta maquiagem, podem pensar que você está querendo algo mais que atenção. Ela segura meu queixo e me encara em sinal de advertência. — Bom, se Antony deseja mesmo ficar, não há nada para fazermos aqui, Cleber. – ela caminha em direção ao carro seguida pelo homem, mas para na porta. —Até logo filhinho, não se esqueça, te espero para almoçar domingo. Ah! Tchau querida, juízo. — entra no carro e segue viagem de volta sem pensar na bagunça que deixou em meu peito. Antony me envolve pela cintura e caminhamos de volta para casa, sei que ele tem minhas respostas e hoje irei tomar conhecimento delas.
Entramos e caminho para cozinha em busca de um copo de água, Antony apenas me observa sem dizer nenhuma palavra.
—Antony, o que aconteceu lá embaixo? Por que ela me trata assim? Quem era aquele homem que a simples presença me causou asco? Por que ele parecia me conhecer? Falo tudo de uma vez. Ele me olha, respira fundo e começa.
— Bom, aquele é Cleber, o primeiro namorado da mamãe. Ela sempre foi louca por ele, tanto que com pouco tempo de relação, ele já estava morando lá em casa. – ele torna puxar o ar e prossegue.... — Eu era muito novo, mas me lembro dele tecendo elogios por você, dizendo que estava crescendo rápido e te olhar de soslaio pelos cantos da casa. Isso começou a deixar nossa mãe enciumada.
— Foi por isso que ela mudou comigo? As roupas fechadas, sempre repreendendo meus sorrisos. – Ele assente e continua...
— Até que um dia ele tentou entrar em seu quarto, eu percebi e fiz um escândalo.
— Me lembro de acordar com os gritos dela de noite, mas quando saí, ela gritou que fosse para meu quarto e fechasse porta. - O choro parece rasgar meu peito, ela me culpou em vez de proteger.
— Ela o mandou embora de nossa casa, mas nunca rompeu totalmente com ele. — Cada palavra de Antony me corta o peito como navalha. Me recordo de Cleber, mas ele era mais jovem e magro, diferente do homem que vi, barrigudo com uma barba enorme.
— Tony eu me lembro dela com outros homens estranhos.
— É, eles brigavam constantemente, era quando ela saía mais e trazia estranhos para casa. Mas depois que você foi morar com nosso pai, eles reataram. – meu choro se intensifica.
— Eu sempre fui um fardo para ela, todos aqueles gritos e castigos era como uma punição por estar ali. Ela tinha que cuidar de mim, o homem que ela amava podia ter destruído minha vida, eu era uma criança. – Antony me abraça apertado.
— Você não tem culpa, nunca deixaria ninguém te fazer mal algum. Quando vim pra cá eles estavam rompidos e ela estava saindo com um cara legal, nunca imaginaria que ela traria aquele homem na sua porta. Sempre estive ao seu lado. — Vamos deixa-la viver sua vida.
— Eu não entendo as ligações e cobranças constantes. Pra que se ela me queria longe?
— Toda vez que eu reclamava de saudades, e dizia que queria te ver, ela ligava, só pra depois dizer que você não queria saber de nós.
— É mentira! – Eu grito entre meu pranto de choro.
— Calma Meg, nunca acreditei, sempre tive certeza do seu carinho por mim, jamais te abandonei dia e noite estive a seu lado. – acende a luz em minha mente.
— Antony os pesadelos... – ele me sorri matreiro.
– Nunca existiram.
—Ai meu anjo, sempre me protegendo. Minhas lágrimas se tornam de gratidão e felicidade por ter ao lado meu amado irmão.
O que acharam essa mãe em, ainda bem que Antony sempre esteve lá.
Comentem quero saber se gostaram, e o que esperam beijos😘😘😘
Tu és.
Mais uma vez
Sua luz a me iluminar.
E da minha escuridão.
Mais profunda me resgatar.
Tu és minha proteção.
A metade perdida de meu coração.
Minha alegria quando
Só tristezas a vida me oferece.
Tu és aquele anjo a me guardar.
O amor tão maior
Que mesmo sem saber.
A proteção de meus sonhos
Sempre a me oferecer.
R.M