Lethal Angels - Yoonkook

By starchild_utt

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Jungkook é o filho mais velho do presidente do clube Lethal Angels e, após seu pai morrer, ele tem que assumi... More

Let it Burn; Prólogo.
Losing Hope; Capítulo l
Beautiful Unknown: capítulo II
Losing soul for devil; capítulo III
Between The Nightmare And The Dream; Capítulo IV
Daily Life; capítulo V
The Spy Under His Nose; Capítulo VI
From Dinner to First Kiss; Capítulo VII
About A New Strategy, Anomaly and Jealousy; Capítulo IX
From Theory; Capítulo X
Practice and Provocations; Capítulo XI
From Fluffy to Hot; capítulo XII
A New Icognita in the Equation; capítulo XIII
The Power of a Bottom; Capítulo XIV
From Obsession to the Ghosts of the Past; Capítulo XV
The Cozy Family and the New Discovery; Capítulo XVI
The Untold Truth; Capítulo XVII
The Consequences of a Late Truth; Capítulo XVIII
Feelings of Hopelessness; Capítulo XIX
The Jealousy and the Double Spy; Capítulo XX
Encounter Troubled and Eyes That Finally See the Truth; Capítulo XXI
Reconciliations and the Sweet Taste of Vengeance; Capítulo XXI
The Revenge of the Jungs and the Little Scare; Capítulo XXIII
Flower Hormones and Future Threats of Revenge; Capítulo XIV
Up and Down: Life is a Seesaw; Capítulo XXV
Snake Encounters for Future Revenge; Capítulo XXVI
The nuances of a plan; capítulo XXVII
What Goes Around Comes Around; Capítulo XXVIII
I am a Min; capítulo XXIX
Lovely Angels; EPÍLOGO.

From Hell to Paradise; capítulo VIII

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By starchild_utt


Depois de ter pego um táxi, Yoongi se encontra à frente do  pequeno armazém que seu pai está escondido. Comparado ao antigo complexo dos Snakes, aquele lugar era menos  do que aceitável. Era velho, de baixa qualidade, quente e cheirava muito mal. 
Com receio, Yoongi entra através  dos portões  principais, três dias   depois do esperado por Kihyun e, mesmo sabendo que o mais velho devia  estar louco de raiva, tinha que encontrar o momento certo para sair do Lethal Angels sem levantar suspeitas,  e hoje foi a única vez que Yoongi conseguiu fazer isso.

Yoongi também tinha que admitir  que, depois do início do seu “namoro”, por assim dizer, já que Jungkook não lhe pediu nada, teve que encontrar  a coragem de voltar ao encontro do Min mais velho e, se não fosse por sua noona, provavelmente teria tentado fugir. 

Dentro   do armazém,  Yoongi imediatamente vê Yuna trabalhando no  bar improvisado em um cantinho do armazém. . 

— Yoonie? — Yuna grita, correndo ao redor do bar até o Min.

Morrendo de saudades, Yuna e Yoongi  saltam um para os braços do outros.  Os dois sentiam lágrimas queimarem sob suas  pálpebras. E, sentindo o acalento dos braços de sua noona, Yoongi sabia que nunca poderia deixar nada acontecer com essa mulher, ou a sua bebê. 

Elas eram sua família!

— Você cortou o cabelo! — exclama o Min tocando no seu cabelo, agora nos ombros, de sua amiga. 

— Esta manhã. — ela sorri. — Gostou? 

— Amei. — retribui à Yuna o sorriso radiante que a mesma lhe lançou.

Yoongi sentia tanta falta dela que chegava a ser uma dor física. Queria poder contar a  ela tudo sobre o que aconteceu consigo, queria contar sobre como era ter amigos, afinal, Kim e Taehyung o faziam gozar da sua juventude como nunca pode antes e, principalmente,  contar sobre Jungkook; sobre como era sentir os lábios do maior no seu, como era bom sentir aquela euforia constante e borboletas no estômago, como era bom estar apaixonado.

No entanto, toda a felicidade de Yoongi se esvai e sua  testa franze ao analisar o rosto da amiga. A mesma tinha contusões desaparecendo próximo ao seu  olho esquerdo, assim como em seu próprio rosto. 

— Ele é uma porra de um porco. — alisa o cabelo da amiga, a trazendo para si. 

— Sim, eu sei, meu menino. — diz triste.

— Um  dia, noona,  nós vamos sair  desse lugar abandonado por Deus. Além dessa vida desgraçada. Eu prometo. 

— Vamos sim. — diz apertando Yoongi ainda mais em seus braços.

Afinal, desde o dia que Kihyun bateu em Yoongi que  ele sumiu, e por mais que perguntasse a Minhyuk pelo mais novo, seu marido não lhe dizia nada, chegou até lhe bater por sua insistência.   

— Onde está Eunbi? 

— Com a avó dela. — suspira em saudades da filha que estava com mãe de  Minhyuk. — Ele achou melhor ela ficar com a mãe dele.

— E meu pai? 

Yuna aponta o dedo em direção a uma porta no canto esquerdo.  — Lá e ele está em um mau humor. 

Com a informação, Yoongi sente o coração  baquear, mas ainda assim dá um passo em direção à  porta. 

— Ele não está sempre assim? — olha pra trás pra sua noona que assente

Por mais que Yoongi tentasse manter sua postura firme como se não estivesse com medo, seu coração batia de forma descompassada a cada passo que o deixava mais próximo de seu pai, quando o grisalho vê o menor logo exibe toda sua insatisfação erguendo sua mão fechada em punho.

— Eu deveria lhe dar uma surra seu imbecil. — Usa todas as suas forças para segurar a grande vontade de espancar o moreno, só não cede ao seu desejo por ter completa noção de que qualquer passo em falso poderia estragar toda a sua vingança. — Quem sabe assim você aprenda de uma vez por todas a me obedecer.

Yoongi continua em silêncio apenas observando o menor, afinal, por mais que tenha medo de seu progenitor, as ameaças do mesmo não lhe intimidavam mais, se tornaram tão comum em sua vida que acabaram não lhe surgindo efeito.

Kihyun não é burro e não demorou a perceber que sua fala não surtiu o impacto desejo, então decide mudar o centro de seu ódio.

— Ou melhor, acho que seria mais divertido dar alguns chutes naquela sua amiguinha. — Abre um sorriso asqueroso por ver que o desespero começa a tomar conta do baixinho. — Mas se bem que ela já é acostumada a receber tapas, não é, filho? Talvez a filha dela se saia melhor no papel de me entreter, afinal, eu adoro ver um rostinho inocente sofrendo e sangrando.

— Você não ousaria. — Os olhos felinos se arregalam ao imaginar sua noona ou até mesmo a pequenina Eunbi chorando e pedindo misericórdia ao seu pai para que ele cesse os socos, pois aquele monstro sente prazer no sofrimento alheio principalmente quando é ele o causador.

— Eu já disse que não tenho compaixão nem por você que é meu filho, então não tenho dó com mais ninguém, eu sou egocêntrico o suficiente para não me comover com as lágrimas de mulheres e nem de criancinhas.

— Eu te odeio. — Sussurra em um tom de voz baixa, mas que possa ser ouvida pelo mais velho. — Seu desalmado, sem coração, sem...

— Sem tempo. — Fala sério e com a cara de insatisfação de antes. — Eu não quero mais enrolação, Yoongi. — Cruza os braços, batendo o pé no chão. — Já parou para pensar que cada minuto que você me faz desperdiçar pode ser convertido em minutos de choro, de súplicas, de desespero, de sofrimento, de dor ou de coisas bem piores? — pergunta retoricamente. — Agora me diga,. O que você descobriu?

Chegou o momento que Yoongi tanto temia, teria que dar alguma satisfação ao pai. Mas, ao tentar abrir sua boca para falar, as palavras não saíam, só conseguia pensar em Jungkook, no seu sorriso, nos seus beijos e nos olhares apaixonado que este lhe lançava, não poderia o trair. Precisava de uma saída.

— E-Eu não descobrir nada. — mente.

Kihyun desliza  sua cadeira para  trás e se aproxima do menor, o   atacando e agarrando o seu cabelo com força, fazendo a cabeça de Yoongi curvar para trás.

Os  gritos do menor eram bem audíveis, Kihyun não poupava força no golpe e uma onda de dor alucinante tomava conta de Yoongi.

— Não, por favor, me desculpe. — tenta acalmar o pai. 

—  Desperdício  de tempo: é  isso que você  é, sempre perdendo  a porra do tempo. Eu  lhe dei uma ordem específica  e você não seguiu, porra! — solta o cabelo do menor e o encara. — Eu não te mandei para lá pra ficar de  férias, Yoongi. 

Kihyun era esperto, sabia que não podia bater  no menor em locais visíveis, chamaria muita atenção, por isso seu punho acerta as  costelas do moreno que se contorce, lutando para sair de suas garras. 

— Desperdício da porra de ar. — o grisalho  bate novamente no mesmo local, fazendo as costelas de Yoongi latejarem como há semanas atrás. — Eu disse que seria melhor ter alguma coisa, eu te dei a merda de uma semana, mas você é uma porra de um inútil. 

— Eu tenho alguma coisa — grita entre lágrimas.

Yoongi temia por sua vida, estava mais que explícito a intenção do seu pai consigo; sem dúvidas alguma  o mais velho lhe mataria. 

— Fala. — ele manda. — Deus me ajude, Yoongi, se não for importante, eu vou matar você, porra. 

— E-E-E-Eles acham que você está morto.  

— Isso eu já sei, Yoongi. — diz sem paciência, se preparando para desferir mais um golpe no menor.

— Espera! — levanta a mão no ar. — Não é só isso. Alguém te viu pelas ruas e estão achando que você possa estar vivo. — confessa, se sentido a pior pessoa do mundo. 

— Filhos da puta! — esbravejou, batendo o seu punho na mesa. — Por isso vários homens do Jeon estão fazendo ronda na cidade. O que mais você descobriu? 

—  I-I-I-Isso  é tudo que  eu tenho.

— Okay. Agora se levante, saia e me  traga outra coisa. Se informe sobre  segurança, saiba mais sobre seus passeios, horários, tudo o que eu preciso trabalhar em um ataque. 

— Por favor, apenas deixe isso pra lá. Eles têm famílias e... — tenta suplicar ao mais velho que mude de ideia. Mas o que recebe é o pé de Kihyun  bater em suas costelas e o grito esganiçado sair de sua garganta.

— Não ouse me questionar! Sabe o que eu vou te fazer. Agora se levante,  vá buscar o que eu preciso e volte em algumas semanas. — puxa o corpo pequeno do chão. —   Você faz cada porra que eu te digo, Yoongi. Se não o fizer, o bebê que você ama vai nadar.

— Mas Eunbi é muito nova e não aprendeu….

— Eu sei disso, meu caro. — Sorri maquiavélico. — Só que sou tão bonzinho que irei pessoalmente ensinar, entretanto, com meus próprios métodos igual ensino as coisas até hoje para você, filhinho. — As palavras escorriam como o veneno mais horrendo de uma cobra. — Se quer proteger a menina, sugiro que seja mais rápido e mais esperto. — Sem dar tempo do moreno formular alguma resposta ou objeção, Kihyun joga o corpo pequeno mais uma vez no chão, só que agora mais longe de si. — Espero você neste mesmo local. — Lhe dá as costas e volta a fazer algo o que, segundo ele mesmo, é mais produtivo.

— Deus. — Ainda no chão, Yoongi deixa as lágrimas grossas escorrerem livremente pelo seu rosto e se permite chorar como uma criança. — Estou perdido. — Leva uma de suas mãos até o local que o grisalho lhe bateu e imediatamente sente dor. — Velho filho da puta. — Não sabia exatamente o que era maior: o medo, a raiva, a tristeza ou o ódio.

— Meu menino. — Escuta a voz de Yuna que rapidamente corre para lhe ajudar. — Ele fez de novo? Te machucou e maltratou.

—  Noona. — Os olhos do menor se arregalam. — O que está fazendo aqui? Se Kihyun voltar e lhe ver, com certeza também irá lhe bater. — A preocupação do moreno era nítida.

— Eu precisava muito falar com você, então aproveitei que todos estavam distraídos e vim até aqui na esperança de que pudéssemos ter um tempinho para conversarmos a sós, mas vejo que você precisa da minha ajuda mais do que esperava. — Analisa a expressão dolorosa do Min e as lágrimas em seu rosto. — Não se preocupe, seu pai jamais volta depois de dar o recado necessário, nenhum deles. — Se refere ao fato do marido nunca se importar consigo depois de lhe bater e nem sequer perguntar se ela está muito ferida ou se precisava se algum remédio para aliviar a dor dos hematomas.

— Noona. — Yoongi segura a mão da mulher quando ela tenta lhe ajudar a levantar. — Preciso contar algo muito sério a você. — Não aguentando mais toda aquela situação e pressão, decide buscar em sua melhor amiga forças para prosseguir.

— Pode dizer. — Os olhos delicados e suaves lhe encorajam e é nesse momento em que o moreno tem certeza de que não era o melhor lugar para compartilhar o seu segredo.

— Aqui não, é muito perigoso. — Olha para ambos os lados, temendo ser ouvido e consequentemente se autodilatando.

— Certo. — ajudou o menor a se levantar. — Vamos a algum café, já deu a hora do meu almoço mesmo.

Teve a ajuda de sua noona a caminhar, já que suas costelas latejavam incessantemente, fazendo com que o Min sentisse até náuseas pela dor forte que sentia. Quando chegaram em um café, que não ficava tão distante do armazém que Kihyun estava com os homens remanescentes do seu clube,  Yuna senta Yoongi com cuidado e pede o cardápio à garçonete.

— Você tem que ir ao médico, Yoongi. — diz séria e preocupada ao ver a expressão de dor do Min.

— Não, noona, vai passar. — teima Yoongi.

— Certo. — diz contrariada. Yuna sabia que não adiantava insistir. — Agora, Min Yoongi, você vai contar tudo o que aconteceu. — mandou como se falasse com Eunbi quando a pequena fazia algo de errado. — Você sumiu desde a volta de Kihyun, há quase duas semanas atrás. E, quando volta, tem essas reuniões estranhas com aquele porco, e ainda sai todo machucado.

— Noona… — hesita.

Afinal, seria uma boa  ideia meter Yuna nesta situação?

— Por favor, meu menino. — suplica. — Eu te conheço, Yoongi, eu sei que você está sufocado com o peso de algo em você, compartilhe comigo, sim? — alisa o rosto do menor que deixa as lágrimas caírem.

— Eu tô sendo espião do Kihyun no clube Lethal Angels, noona. — solta a verdade e sente um alívio em poder compartilhar com alguém.

— Meu Deus, Yoongi! — exclama surpresa. — Pare com isso, Yoongi, você não pode, é perigoso, se… se o presidente descobrir, você está morto, meu menino.

Yuna estava completamente aterrorizada. Sabia que, se Yoongi fosse descoberto, Jeon Jungkook o mataria, a morena tinha escutado rumores sobre ele e sabia o quão implacável ele era quando se tratava de proteger seu clube.

— Eu não posso… — sussura de cabeça baixa.

— Por que não, Yoongi? — inquire. — Jeon Jungkook é perigoso, um monstro como Kihyun. — acusa.

— Não, noona, Jungkook não é assim, ele é gentil, amável…

— Oh, meu Deus! — interrompe o menor. — Você está apaixonado, Yoongi. Apaixonado pelo homem que você está espionando e que seu pai quer matar.

— Sim, noona. — Abaixa a cabeça envergonhado ao mesmo tempo em que suas bochechas começam a ficar vermelhas. — Jamais foi a minha intenção, eu simplesmente me encantei por aquele sorriso lindo, os braços fortes, as tatuagens incríveis, o modo carinhoso como ele me trata, eu me apaixonei aos poucos.

— Espera, esse não é o Jeon Jungkook que todos falam.

— Definitivamente não, eu conheci o Jeon e não o líder do Lethal Angels. — Sorri minimamente ao se lembrar de como conheceu o moreno. — Meu pai me espancou até que eu perdesse completamente a minha consciência e, quando acordei, já estava na casa do Jungkook, no início ele estava desconfiado, mas aos poucos fomos quebrando as barreiras um do outro.

— E o fato de você ser espião? — Mesmo achando lindo o seu garotinho se apaixonar, ainda tinha mais questões a serem discutidas. — Por que aceitou, por que não fugir?

— Porque Kihyun ameaçou a… — Para sua própria frase ao pensar se realmente deveria expor toda a verdade. — A minha vida, ele iria me torturar até que não aguentasse mais e morresse. — Morde seu lábio inferior para controlar suas próprias reações que podem lhe delatar.

Tudo o que o Min menos queria era deixar sua amada noona ainda mais preocupada, sabia perfeitamente bem que ela jamais iria continuaria no lugar onde a vida de sua filha corresse risco. Ele não quer que Yuna fique próximo de seu pai, mas não era hora de partir, já que seria rapidamente capturada e aguentaria graves consequências.

— Por Deus, aquele homem é mais cruel do que o próprio satanás, não poupa nem seu único filho. — A aflição nos olhos de Yuna demonstrou para Yoongi que ele definitivamente não poderia lhe contar sobre as claras ameaças contra a sua filha.

— Eu juro que não queria aceitar e ainda  continuo não querendo, só que não tenho escolha, não tenho solução. E-Eu até pensei por um instante em revelar esse meu segredo para o Jungkook ou para….

— NÃO! — A mulheres praticamente grita em desespero. — Ele pode até gostar de você, mas jamais iria lhe perdoar por ser filho do Min e por ter entrado naquele clube na intenção de espionar. — Ela, mais do que ninguém, sabia como funcionavam as coisas naquele ramo perigoso ao lado do marido que lhe deu uma noção ampla do que acontece com traidores. — Yoongi, eu tenho medo por sua vida. — diz chorosa e com seu coração apertado. — Pois Jungkook está encantado pelo Yoongi que você inventou, eu temo  quando ele descobrir a verdade sobre você ser filho do Kihyun; que ele possa fazer algo contra você, meu menino. — os olhos da mais velha lacrimejavam. — Eu não quero te perder, Y-Yoongi. — soluça. — Eu te amo como amo a Eunbi. — e, com o medo exposto nos olhos de sua noona, Yoongi sabia que não poderia contar sobre a ameaça à Eunbi. — Por favor, tenha cuidado.

— Eu terei, noona. — suspira pesado. — Mas eu não sei o que fazer. Eu não posso contar a ele e também não posso deixar o Kihyun matá-lo — diz com um sorriso sem humor. — Eles são tão diferentes, são gentis, engraçados… Eu tenho amigos… Eu tenho paixão, eu me sinto feliz naquele clube, noona. Eu não posso deixar meu pai destruir tudo como sempre. — novas lágrimas descem pelo rosto gordinho do Min. — Não posso deixar ele matar o Jungkook, meu Jungkook não!

— Você realmente está apaixonado por ele, não é?

— Estou, noona, miseravelmente apaixonado por Jeon Jungkook, por todos os seus lados. — suspira apaixonado. — Ele tão másculo e viril, noona, principalmente quando está liderando o clube e tem que ser sério. Mas ele também tem o lado amoroso e paternal, quando lida com o irmão mais novo, tem o lado gentil e cavalheiro, logo quando eu cheguei no clube e ele cuidou de mim, não só dos meus ferimentos físicos, assim como meus traumas quando tive pesadelo e ele passou a madrugada tentando me animar; tirando você, ninguém nunca me deu tanta atenção e carinho desta forma. Ele também é bastante brincalhão e, porra, noona, ele é tão sexy, o homem mais lindo que eu já vi, eu me excito apenas pelos olhares desejosos dele  quando acha que não tô vendo… — imaginou como seria transar com o maior. — E, ultimamente, acho que preciso de todos os lados do Jungkook para ter um dia feliz. — confessou. — Pois, mesmo quando eu estou me corroendo de culpa e me sentindo o pior ser do mundo por estar o traindo, Jungkook consegue me animar e me fazer sorrir novamente, noona.

Yoongi sente um aperto forte no peito, mas tão forte, que quase estava o fazendo sufocar sem ar. Percebendo o estado mais novo, Yuna rapidamente se levanta e vai até o menor.

— Respire, Yoongi. Por favor, meu menino. — implora desesperada.

— Eu não quero causar a morte do homem que eu amo, noona. — um soluço forte lhe escapa. — M-Mas eu não sei o que fazer. Não sei como sair dessa situação.

— Eu queria poder lhe ajudar de alguma forma, mas infelizmente também não sei o que fazer. — Suspira derrotada. — Por enquanto só consigo lembrar que, na sua situação específica, só tem uma coisa a se fazer.

— O que?

— Continuar na casa do Jeon enquanto tenta não deixar o seu pai matar quem ama, afinal, do jeito que aquele velho é inconsequente, é bem capaz dele arrumar um outro espião realmente perigoso para acabar com o clube Lethal Angels, mas, por mais que seja  doloroso, tente aproveitar os bons momentos ao lado de Jungkook, já que a qualquer momento pode haver uma mudança repentina de cenário, porque, de uma hora para outra, você pode ter que fugir deixando tudo para trás, inclusive seus sentimentos. — É difícil para a morena ter que ver o seu menino escutar aquilo, mas era necessário estar ciente das possibilidades que poderiam acontecer dali para frente.

— Acho que a morte seria menos dolorosa, não sei mais ficar sem amor, seja o de amigos ou o que a minha paixão me dá. — Fecha os olhos, relembrando as risadas que deu ao lado dos seus novos amigos e do Jeon.

— Eu também sou sua amiga. — Mesmo não sendo a hora, Yuna não consegue evitar sentir uma pontada de ciúmes.

— Não tenho dúvidas disso, acredite em mim quando digo que faria qualquer coisa por você. — Até mesmo ser espião, colocando minha vida em risco para proteger a sua. Esse foi o pensamento que se passou pela mente do mais novo.

— Eu sei. — Abaixa a cabeça envergonhada. — Eu também faria qualquer coisa por você e pela Eunbi, vocês dois são meus filhos.

— Falando nela… — Mesmo sem poder contar sobre as ameaças, Yoongi sente uma enorme necessidade de perguntar sobre o bem estar da garotinha. — Como ela está? — Às vezes, tinha medo de saber a resposta, porém, teria que descobrir se seu pai estava cumprindo parte do acordo, pois não iria tolerar alguém machucando aquela criança inocente.

— Acho que bem. — Prende o ar nos pulmões o máximo de tempo possível. — Tenho a visto poucas vezes desde que vim para cá, mas no fundo eu sei que ela está mais segura com a avó do que naquele lugar repugnante que pode ser descoberto a qualquer momento, só que mesmo assim ainda sinto saudades da minha filhinha e queria poder estar com ela.

— Noona, você me faz um favor? — O moreno sabia que precisava alertar a mulher de alguma forma, mesmo que de maneira mais sutil.

— Claro que sim, o que estiver ao meu alcance.

— Tome cuidado e seja cautelosa. — Diz baixinho. — Tenha mais notícias de Eunbi e seja zelosa.

— Está acontecendo algo, Yoongi? — pergunta desconfiada.

— N-Não… — sussurra. — É que, você sabe, o Minhyuk não é confiável… — dá uma desculpa qualquer.

— Verdade.  — concorda.

— Agora eu tenho que ir, noona, não posso chamar a atenção do JungKook.

— Tudo bem, meu menino. — ajudo Yoongi se levantar. — Qualquer coisa você me ligue. E, por favor, tenha cuidado. Eu te amo.

— Eu te amo, noona, e amo a Eunbi. — abraça a amiga. — Vocês são as duas pessoas mais importantes da minha vida.

(...)

Quando Yoongi chega na casa de Jungkook, o menor reza para que o Jeon não estivesse em casa, mas sim na sede do clube. O estado do Min estava bem grave, o mesmo sentia muita ânsia de vômito devido à dor forte em sua costela, além de não conseguir andar sem mancar e, se Jungkook o visse assim, desconfiaria de que algo acontecera.  

Mas, como a sorte não estava a favor do Min, quando ele  entra na casa, escuta o barulho da televisão e, ao erguer  sua cabeça, vê Jungkook sentado no sofá da sala.

— Pequeno? — chama Jungkook ao escutar o barulho da porta.

— J-Jung…

Antes de conseguir terminar sua fala, uma tontura toma o corpo de Yoongi. Talvez fosse o esforço de manter a postura e caminhar sem levantar suspeitas. No entanto, tudo que o menor sabe é que sua cabeça  estava girando e suor escorria pelo seu rosto.  A sua visão começa a se diluir e ficar turva, seu estômago se agita pela fisgada lancinante de dor em sua costela. Yoongi estende a sua mão para tentar agarrar algo, qualquer coisa para parar de cair, mas não há nada ao redor, apenas o vazio.

— Yoongi? — perguntou Jungkook, se levantando para ir até o menor. 

Quando levanta seu rosto para olhar o mais velho, seus olhos rolam e, como se estivesse em câmera lenta, o seu  corpo começa a cair para frente. Porém, antes de cair no chão, Jungkook está lá tomando o corpo pequeno em seus braços.

— Pequeno? — levanta o rosto mole e suado do menor. — O que houve?

Jungkook pega o corpo pequeno do Min no colo, no estilo noiva, porém, sem saber, apertou a costela machucada do menor, que solta um grito estridente.

— Yoongi? — chama alarmado apertando ainda mais  o corpo do menor, que gritava mais. — Por Deus, Yoongi, o que aconteceu? Aquele filho da puta te encontrou?

O desespero começa a tomar conta do Min quando Jungkook verifica seu rosto procurando algum indício de violência e aos poucos suas mãos percorrem o corpo do menor chegando bem próximo de suas costelas.

—  AI! Tá doendo. — Não consegue evitar as reclamações quando mais uma vez o Jeon encosta no lugar dolorido.

— Que porra é essa?  — Sem esperar uma resposta, o mais velho não perde tempo em tirar a blusa de Yoongi, deixando exposto seu mais novo hematoma. — O que aquele desgraçado fez com você? Eu vou matar aquele filho da puta de uma vez por todas para não voltar a atrapalhar a sua vida. — As orbes negras de Jungkook parecem queimar em puro ódio.

— Não foi o meu pai. — Sem saída, Yoongi nega por saber que não teria como inventar uma desculpa plausível se jogasse a culpa em seu pai, afinal, jamais poderia revelar que Kihyun era seu progenitor e havia lhe batido para obter as informações necessárias.

— Então quem foi? — Diante do silêncio do menor, que estava pensando em algo convincente, Jungkook acaba explodindo. — Quando você saiu daqui, disse que ia à sua faculdade resolver alguns problemas e quando volta está nessa situação, o que aconteceu?

— Quando eu fui para a faculdade, decidi que seria melhor eu trancar a minha matrícula pelo restante desse período, pois já perdi muitas aulas e continuo não me sentindo bem para regressar ao meu custo de pedagogia, mesmo sendo uma decisão minha ainda sim me senti triste e, quando estava voltando para cá, optei por vir a pé para colocar a minha cabeça no lugar.

— Eu entendi essa parte, eu quero que me explique como você ficou dessa maneira, se não foi seu pai, quem é que lhe machucou? — A raiva de Jungkook era devido à sua enorme preocupação com o seu pequeno e não estar com ele para poder lhe proteger.

A cabeça do Min dava voltas e mais voltas dificultando seu raciocínio e lhe impossibilitando de continuar  contando sua mentira.

— Hey, Yoongi. — chama o menor quando percebe os indícios de um possível desmaio. — Vou levar você ao hospital.

Tirando o celular do bolso, Jungkook liga para Jin.

— Jin? — chama ao ser atendido.

— Oi, hyung?  — pergunta o Kim preocupado ao não escutar o tom doce que Jungkook costuma usar consigo. — Aconteceu algo?

— O doutor Kang está atendendo? — questiona.

— Está. — o mais novo responde receoso, afinal, sempre que o Jeon procurava pelos atendimentos do doutor Kang era porque alguém do clube tinha sido ferido e seu irmão não queria chamar atenção das autoridades, afinal, o mais velho tinha um acordo com o médico. — Quem se machucou, Jungkook? Cadê meu, Hobi?

— Hoseok está bem, Jin, se acalme. — tranquiliza o castanho.

 E o quê houve, Jungkook!? — pergunta alarmado

— Yoongi, ele chegou em casa todo machucado.

— O pai dele?

— Eu não sei, Jin. — olha em direção do menor que choramingava de dor. — Quando ele ia me dizer começou a passar mal. — informa. — Diga ao doutor Kang que estou levando alguém e que, como sempre, queremos descrição.

— Tudo bem, Hyung.

Ao desligar o telefone, Jungkook vai até o sofá olhar como o menor estava.

— V-Você estava falando com quem?

— Com o Jin, vou te levar ao médico. — informa ao pequeno Min.

—Não! — diz alarmado. — Não podemos, Jungkook. — tenta se levantar mais logo desisti ao sentir a dor forte causada pelo movimento tomar o seu corpo.

— Não faça movimentos bruscos, pequeno. — alerta.

— Não podemos ir, vão me fazer várias perguntas que eu não poderei responder…

— Por que não, Yoongi? Foi seu pai quem te bateu, não foi, pequeno? — tenta soar calmo, mas suas mãos se fechavam em punhos.

— N-Não.

— E quem foi?

— Eu cai… — Jungkook lhe encara desconfiado. — Eu juro, eu disse a você que vinha caminhando e, de repente, um ciclista desgovernado veio em minha direção e, tentando fugir do atropelamento, eu pulei para o lado e cai, Jungkook.

— Então por quê você não quer ir ao médico? — pergunta ainda sem engolir a conversa do menor.

— Eu ainda tenho marcas da agressão do meu pai. — Yoongi levanta a camisa mostrando os vergões que ainda tinha em seu torso. — E eu lhe disse que não queria denunciar meu pai. Se formos ao hospital, vão me encher de perguntas.

— Se a questão for essa, não se preocupe. Eu já dei um jeito.

— Jungkook?

— Sem mas, Yoongi. — olha ao redor em busca da chave da sua caminhonete, afinal, não podia levar Yoongi naquele estado em sua moto. — Vou apenas tirar o carro da garagem e já venho lhe pegar.

— Mas como você vai…

— Apenas confie em mim e deixe que eu cuido do resto.

Os minutos seguintes foram os mais agonizantes na visão do Min que, além da dor que estava sentindo, ainda tinha que lidar com o fato de estar criando uma enorme bola de neve que começou com uma pequena mentira que estava cada vez mais difícil de se manter.

Jungkook não engoliu muito bem a história de Yoongi ter caído e, consequentemente, se machucado, mas não existia outra explicação e teria que confiar em seu pequeno.

Logo quando chegaram ao hospital, Jungkook pegou a mão do baixinho o guiando até o local onde encontraria o doutor Kang.

— Kook, estamos indo para o lado errado, a recepção é por ali. — O Min protesta, apontando para o caminho oposto.

— E quem disse que vamos ficar mofando enquanto esperamos a boa vontade da recepcionista perceber a nossa presença e ver no que pode nos ajudar? — Repete a frase tão falada nos hospitais. — Eu tenho uma forma mais rápida.

— Entendi. — Yoongi opta por não querer se meter na vida do mais velho.

Como Jungkook estava sempre cercado de problemas que envolviam armas, inimigos, sangue e muitos confrontos, a melhor solução foi subornar alguns funcionários, incluindo o médico Kang para que, quando houvesse insistentes que Jin não conseguisse dar conta, poderia levar seus homens machucados até lá sem ter que explicar os motivos, passar por filas, receber questionamentos ou ter a possibilidade de ter que fazer boletins.

Era muito comum o Jeon entrar no hospital acompanhados de membros do Lethal Angels machucados, com graves ferimentos e mesmo assim não recebia perguntas das quais não queria responder.

— Não precisa ficar com essa cara, baixinho. — O mais velho aperta firme a mão do menor, entrelaçando os seus dedos. — Vai dar tudo certo e logo, logo você vai estar melhor.

— Eu ainda não tenho certeza se deveríamos mesmo fazer isso.

— Pequeno, eu confio em Jin, mas ele não é médico e nem sequer se formou no curso de enfermagem, você pode estar muito machucado e eu jamais iria me perdoar se algo de ruim lhe acontecesse. — diz segurando o rosto do menor.

— Mas, Jungkook…

Para impedir que Yoongi retruque, Jungkook cola seus lábios no do menor em selinho casto, mas que já deixa o mais novo todo mole.

— Não seja teimoso, sim? — beija o menor mais uma vez e o puxa para dentro da sala do médico. — Doutor, Kang.

— Jeon Jungkook. — diz o médico se virando para encarar o Jeon. — Há quanto tempo. — o grisalho franze o cenho ao encarar Yoongi. — Este garoto está fora dos padrões dos pacientes que você costuma me trazer.

— Ele não é um membro do meu clube. — diz, levando Yoongi com cuidado até a maca, pouparia o esforço do menor de ter que se sentar e voltar a ficar em pé para se deitar na mesma.

— Olá…? — se levanta indo até o garoto pálido.

— Yoongi.

— O que aconteceu com você?

Ao escutar a pergunta, Yoongi arregala os olhos para Jungkook.

— Sem perguntas, Kang, só o trate.

— Eu sei bem, minha pergunta foi sobre o estado físico dele. — suspira. — Deixe-me reformular a questão, Quais são seus ferimento, Yoongi?

— E-Eu cai e machuquei minhas costelas. — levanta a camisa folgada, mostrando os vergões roxos.

O médico, por ter muita experiência em lesões de vários tipos, sabia que aquilo não era resultado de acidente e sim de espancamento, afinal, as marcas eram feitas em apenas um local. Olhou desconfiado para Jungkook, será que tinha sido ele quem fez tal atrocidade com aquele garoto? No entanto, quando vê os punhos do Jeon fechados e os olhos demonstrando insatisfação e preocupação com o que vê, descarta a possibilidade.

— Tire a camisa por completo, Yoongi.

Quando o garoto faz o que lhe é pedido, o grisalho começa a tatear a área lesionada e, mesmo que seus toque sejam suaves, as caretas de Yoongi o faz suspeitar da possibilidade de uma fratura na  região.

— Teremos que fazer um raio-x para averiguar se houve uma fratura ou apenas uma lesão profunda. — Olha para a expressão dolorosa do Min. — Não se preocupe, não irá doer e será bem rápido.

— Obrigado. — Yoongi abaixa sua cabeça e rapidamente veste sua camisa.

— Não precisa agradecer, é apenas o meu trabalho. — O médico chama uma enfermeira para que possa acompanhar seu paciente. — Por favor, senhorita, queria, por gentileza, que o acompanhe até a sala de exames e também fique ao lado dele para que...

— Não! — Jungkook, que até então estava em silêncio, se manifesta interrompendo a fala do mais velho. — Eu vou com o meu pequeno, não ficarei de braços cruzados aguardando ele voltar.

— Como queira, a enfermeira irá lhe conduzir até o local e…

— Não será necessário, já fui naquela merda de sala mais vezes do que eu mesmo gostaria, até conheço o radiologista.

— Está bem, Jungkook. — O grisalho suspira. — Não se esqueça de me trazer as radiografias, entendido?

— Sim. — Segura a mão de Yoongi e o conduz pelos corredores. — Fique calmo, pequeno. — A voz dura e severa deu lugar a um tom mais suave, tranquilizador e confortante. — Eu sei que você não se sente bem com toda essa situação, então irei fazer o que estiver ao meu alcance para lhe deixar mais à vontade.

— Obrigado, você é tão bom para mim que nem sei como lhe agradecer. — Fala timidamente sentindo o enorme peso da culpa sobre suas costas. — Nunca foi a minha intenção lhe causar tantos problemas.

— Não pense assim, sei que você não tem culpa de nada.

Por mais que Yoongi saiba que seu único pecado é querer proteger duas das poucas pessoas que ama e que antigamente eram as únicas consequências, se sujeitando ao trabalho sigo de ser espião, ele sabe muito bem que Jungkook estava certo, o verdadeiro culpado era o seu pai quem com tanta crueldade, obrigou seu próprio filho a fazer coisas desonestas das quais iria se arrepender amargamente pelo resto de sua vida.

— Mesmo assim eu me sinto horrível, estou lhe dando tanto trabalho e… — Mais uma vez a ânsia de vômito começa a atormentar Yoongi, que sente seu estômago dar voltas e uma leve tontura lhe atingir.

— Eu gosto de cuidar de você. — Anda mais devagar para que o menor possa recobrar seus sentidos que já estavam lhe traindo. — Está passando mal de novo? Quer voltar à sala do doutor Kang antes de ir ao raio-x?

— Não é necessário, estou bem. — tranquiliza o mais velho, colocando a mão em seu ombro. — Só vamos andar um pouco devagar.

Quando termina de falar, Yoongi sente seu corpo ser levantado do chão e, no susto, envolve o pescoço de Jungkook com os seus braços.

— Pronto, pequeno. — volta a caminhar com o menor até a sala da radiografia.

— Jungkook, me ponha no chão. — perde com vergonha ao receber os olhares dos enfermeiros e médicos que passavam pelo corredor. — Estão todos olhando.

— Que se foda, Yoongi. — diz sério. — Meu garoto está com dor e não vou deixá-lo sofrer por causa de olhares de pessoas que não têm o que fazer e se intrometem na vida alheia. — diz em um tom alto de voz e mostrando uma carranca para os olhares curiosos, os fazendo desviar o olhar por medo ou constrangimento por terem sido pegos encarando. — Agora nada além do seu bem estar importa, pequeno. — afaga as bochechas rosadas.

Após a fala do mais velho, Yoongi só conseguia pensar no quão Jungkook era incrível, e como era uma pessoa ruim por estar deixando se levar pelo desejo. Afinal, sabia que o mais lhe odiaria ao descobrir a verdade, ao descobrir que é um espião e filho de Kihyun.

— Eu estou apaixonado. — sem se segurar, o moreno mais novo solta, fazendo Jungkook o olhar com uma expressão mista entre surpresa e alegria.

Não que repudiava a declaração do menor, só não achou que a escutaria tão cedo e, puta que pariu, seu coração estava mais acelerado do que quando pilotava a 100 km/h em sua moto.

— P-Pode repetir, pequeno?

— Eu estou apaixonado por você, Jeon Jungkook.  — diz abrindo um sorriso. — E eu juro que é verdade, independente do que posso acontecer no futuro… — engole em seco. — Eu quero que saiba que você foi a minha primeira paixão, que todos os beijos e carinhos que nós trocamos é genuíno, Jungkook.

— Yoongi?  Não estou entendendo aonde você quer chegar.

— Não precisa entender, apenas me prometa que vai se lembrar que eu sou um bobo apaixonado por você. — se aconchega ainda mais nos braços do maior.

— Claro, pequeno. — retribui o abraço com cautela.

Dizem que o amor cega as pessoas, as deixando fracas e vulneráveis e, bem, naquele momento, Jungkook foi cego por ele, cego pelo notícia de que seus sentimentos eram correspondidos. Em mesmo achando estranha a declaração do Min, e que seu sexto sentido gritasse para que questionasse o menor sobre os pontos cegos de sua fala, afinal, por quê não acreditaria nos sentimentos do menor?  Ou melhor, o que ele escondia para cogitar algo assim? Jungkook se deixou levar pelos sentimentos, ignorando aquela vozinha dentro de si que o pedia para ter cuidado.

O coração de ambos batia de forma acelerada e a vontade de trocarem beijos, carícias, palavras doces e juras de amor era imensa, só que infelizmente não era a hora nem o lugar para tal coisa, por isso Jungkook continuou a caminhar até o seu destino e Yoongi apenas sorria bobo por estar sendo carregado com tanta delicadeza.

Os procedimentos seguintes foram normais, o médico responsável pela radiografia não demorou em atender o Jeon que sempre teve preferência hospitalar para si e quem levava como acompanhante.

— Aqui está, Kang. — O mais alto fala ao retornar à sala do grisalho já com o envelope, contendo o raio-x, em suas mãos. — Agora olhe e me diga se o meu pequeno está bem.

— Falando nele, cadê o garoto? — Olha ao redor, notando que Yoongi não veio consigo. — Aconteceu alguma coisa?

— Não, ele apenas quis beber água e me pediu para vir na frente na intenção de agilizar o processo.

— Está bem. — Sem enrolação, o grisalho pega os exames da mão do mais novo na sala e começa a analisar. — Aparentemente está tudo normal, ou seja, ele não quebrou nada, consequentemente, só deve ser uma lesão profunda.

— Certeza?

— Sim, está bem claro. — Mexe em seus óculos para olhar mais precisamente. — Só que ainda sim ele precisa de cuidados médicos. — Volta a se sentar em sua mesa, pegando uma caneta. — Vou receitar alguns medicamentos e logo depois as enfermeiras farão um curativo.

— Só isso? Não vão o internar, cedar, tirar a temperatura ou algo assim?

— Calma. — O mais velho segura a risada devido à preocupação exagerada de Jungkook. — O medicamento também estabiliza a temperatura além de amenizar a dor, ele só está machucado e precisa de alguns cuidados especiais. Como médico, eu não vejo necessidade de haver uma internação, aliás, nem uma observação do paciente já que o mesmo está consciente, andando e saudável.

— Ele está com tonturas e ânsia de vômito, isso nem de longe é estar bem.

— O alimente com algo bem leve e o deixe ter uma boa noite de sono para recuperar suas energias, amanhã mesmo o garoto vai se sentir melhor. — Diz simples com uma expressão suave. — Mas ainda precisamos o enfaixar e, quando tomar os remédios, a dor vai diminuir aos poucos até passar.

— Irei seguir suas ordens, mas se ele se queixar de qualquer coisa, não irei hesitar em trazê-lo de volta.

— Jamais duvidaria de você, Jeon.

(...)

— Não precisa me carregar no colo para entrar em casa, Jungkook. — diz o Min com um sorriso animado.

Após saírem do hospital, claro que depois de avisar ao Jin sua situação, Jungkook e Yoongi não foram diretamente para casa. Primeiro passaram  na farmácia e compraram todos os remédios da receita e depois passaram em um restaurante para comprar uma sopa leve de legumes para alimentar o Min.

— Claro que preciso, pequeno. — beija a bochecha cheinha. — E mais, eu preciso de motivos pra te carregar no colo e sentir seu corpinho de formiga colado ao meu.

— Hey…!? — bate no ombro do mais velho, fingindo indignação. — Eu não sou tão pequeno assim.

— É sim, Yoongi.

— E… e-e. — gagueja pelo nervosismo causado pela insegurança. — Você preferia que eu fosse mais cheios de curvas e carnes  como aquelas meninas do clube?

— Não, baby. — se aproxima da orelha do menor. — Seu corpo está na forma perfeita pra foder a minha mente.

— Ele é tão sem graça e pequeno.

— Você é perfeito, Yoongi; cada curva delicada sua é perfeita… E nenhum corpo me faz subir pelas paredes como o seu, pequeno. 

Após entrarem, o mais velho sobe as escadas até o andar de cima, mas, invés de Jungkook levar  Yoongi para o quarto de Jin, o leva para o seu. Quando chegam no cômodo, o Jeon põe o menor no chão e coloca a sacola com os remédios e comida na cômoda.

— Se você soubesse como essa cintura fina. — Jungkook, que agora estava atrás de Yoongi, pousa a sua mão delicadamente na cintura de Yoongi. — Em contraste com a sua bunda redondinha me deixa duro, pequeno.. —  em um gesto ousado, o Jeon roça o seu membro semi ereto na bunda do baixinho. — Só você me deixa assim; duro só por imaginar te fodendo, Yoongi, me sinto até a porra de um adolescente que se excita com tudo. — confesso.

Impulsivamente, Yoongi empina a sua bunda para que, agora, a ereção de Jungkook encoste em sua entrada pulsante.

— J-Jungkook… — geme manhoso. — E-Eu quero você.

Se deixando levar pelo gemido rouco e manhoso, Jungkook aperta a cintura do Min com força, consequentemente, fazendo uma  onda de dor se espalhar pelo corpo do menor e um grito de dor sair de sua boca.

Tal grito fez Jungkook despertar da hipnose que a luxúria lhe causava, não podia transar com o menor com ele naquele estado. Então rapidamente solta o corpo do menor como se tivesse levado um choque.

— Porra! — grita frustrado consigo mesmo. — Desculpa, bebê. — pede ao ver Yoongi assustado. — Eu não queria assustar você, Yoongi. Apenas estou frustrado porque iria fazer uma besteira sem pensar e te machucar no processo.

— Eu queria… — diz baixinho. — Na verdade, ainda quero. — levanta a cabeça para encarar as orbes negras do Jeon. — Me faça seu, Jungkook.

— Não me peça isso, pequeno. — cerra os punhos para conter o impulso de foder Yoongi como se sua vida dependesse disto. — Quando foder você, Yoongi, os únicos gemidos que sairão dessa sua boca bonita serão de prazer. — beija os lábios rosadinhos. — Repouse, pequeno, pois, quando eu transar com você, eu vou te mostrar como um homem de verdade fode. — sussurra sacana no ouvido do menor que ruboriza e sente seu membro expelir pré gozo pela excitação. — Agora passe para o banheiro, tome um banho quente e descanse.

Depois de um tapa na bunda, Yoongi vai meio descontente até o banheiro, pois, mesmo sabendo que Jungkook tinha razão, se sentia excitado.

Ao entrar no banheiro, Yoongi se despe de suas roupas, fazendo uma careta pelos machucados em seu torço. Enquanto olhava o estrago que Kihyun tinha feito em si, colocava a banheira para encher.

— Yoongi? — chama Jungkook do lado de fora do banheiro. — Coloque uns sais refrescante que tem no armário.

Jin tinha comprado para si e realmente era relaxante.

— Okay.  

Pegando o frasco, Yoongi põe o líquido na banheira e entra dentro da mesma. Porém, por mais que tentasse relaxar, não conseguia, pois imagens do que ocorrera há minutos atrás rondavam os pensamentos do menor. Seu membro e entrada  pulsavam e seu baixo ventre vibrava em desejo, precisava fazer algo.

Então, mesmo com vergonha e receio de Jungkook lhe escutar, Yoongi toca em seu membro pulsante, rodeando a sua glande, a apertando, tal ação faz o menor soltar o gemido sôfrego de alívio por finalmente se render ao desejo.

Guiado por pensamentos luxuriosos de si e Jungkook transando, Yoongi se punhetava com vigor, pouco se importando se a sua mão batia forte na água, fazendo um alto slap ou se seus gemidos já estava em um volume alto, tudo que queria era conseguir chegar ao orgasmo, mas sentia que faltava algo.

Já Jungkook se assustou quando escutou os primeiros gemidos e clamor por seu nome, não podia crer que Yoongi se mastubava para si atrás da porta. E, por mais experiência sexual que tivesse, aquilo com certeza tinha ultrapassado qualquer uma anterior, seu membro rapidamente ficou duro e a vontade arrombar a porta era imensa.

— Pequeno…? — chama o menor, o despertando para realidade. — O que está fazendo, Yoongi? — pergunta, tirando o seu membro desperto para fora, o massageando.

— O-Oi… — responde no susto, soltando seu membro.  

— Você está se masturbando, pequeno?

— N-Não. — mente, completamente constrangido.

— Yoongi, não precisa mentir pra mim, eu escutei gemidos e meu nome ser chamado, baby. — diz, intensificando os movimentos de sua mão, afinal, imaginar Yoongi completamente ruborizado, o deixava muito mais excitado. — Eu também estou, pequeno. Meu pau está pulsando tanto por você…

— O-Okay.  — admite. — O desejo não passava.

— Porra, eu queria tanto entrar aí e te fazer gozar.

— Então por que não entra? — inquire, voltando a movimentar as suas mãos.

— Não posso machucar você, Yoongi. — diz sério. — Eu sei que não me contentaria em te fazer gozar só com meus dedos ou boca. Vou querer tudo, Yoongi. E, bem, ser delicado não é muito o meu forte. — confessa. — Agora se masturba pra mim, baby, deixa eu escutar seu gemido doce, imagine as minhas mãos pelo o seu corpo, tocando o seu pau, pequeno, ele está molhadinho pra mim?

Resmunga um “hum, hum” foi a única resposta que Yoongi conseguiu dar,  ele estava submerso em seus pensamentos sobre o mais velho. O Jeon também se perdia na imaginação do Min engolindo o seu pau com sua entrada apertadinha.

— J-JUNGKOOK…!! — geme mais alto.

— Está prestes a gozar, baby? — pergunta, intensificando os seus movimentos para sincronizar o seu orgasmo com o do menor.

— Quase, mas, sempre que estou prestes a gozar, sinto que falta algo.

— Você está inserido seus dedos dentro de você, baby?

— N-Não.

— Leve dois dedos à boca, Yoongi. — Presumindo que o motivo do entrave do menor fosse a falta de estímulo anal, Jungkook começa a comandar o menor. Yoongi prontamente obedecer levando seus dedos magros à boca.

— Agora os sugue, baby, chupe como um bom pirulito, os deixe bem molhados. — diz  ofegante devido aos primeiros indícios de seu orgasmo, afinal, escutar Yoongi sugar os próprios dedos estava o fazendo imaginar aquela boquinha pequena em volta do seu pau. — Chega.— ordena logo escutando um ploc ao garoto tirar os dedos da boca. — Leve um à sua entrada, pequeno, e o insira em movimentos circulares.

Yoongi fazia o ordenado, era um pouco incômodo, não tinha os costume de se masturbar ali, no entanto, seu interior parecia ansiar por esse toque, afinal, seu membro pulsou mais, suas pernas amolecerem e um gemido alto deixou seu lábios ao tocar em um ponto do seu interior.

— Acho que encontrou sua próstata, baby. — sabia pelos gemidos do menor que ele não duraria muito. — Insira outro dedo e se mantenha massageando este ponto, Yoongi.

Yoongi fez o mandando e seu prazer aumentou muito mais, seus gemidos podiam ser escutados em alto e bom som, assim como os de Jungkook que o acompanhavam em sua sinfonia. Com poucas estocadas e sem tocar em seu membro, Yoongi goza e Jungkook, ao escutar o gritinho estridente ao menor chegar ao orgasmo, o acompanha sujando a sua mão de porra.

— Filho da puta. — Jungkook diz ofegante, pois, mesmo tendo sido apenas uma masturbação, foi muito mais intenso que qualquer foda com as putas do clube. — Nunca me atiça assim quando estiver machucado, Yoongi, não sei do que serei capaz.

— D-Desculpe. — diz com um sorrisinho arteiro.

— Agora termine o banho, vou esquentar a sopa.

Dois corações descompassados batiam naquela casa, tanto pelo recém orgasmo, quanto pela ânsia do toque alheio,  e ambos esperavam o momento em que finalmente poderiam consumar o desejo que os tomava.




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