Eai seu camren shipper, queria dizer pra quem está relendo a história que estou acrescentando algumas coisas que acho necessário, bom é isso aproveitem o capítulo e comentem eu amo ler os comentários.
Pov Lauren Jauregui
Já fazia longos minutos que eu estava ali naquela cadeira fitando o vazio, a sala de espera estava silênciosa mas meus pensamentos gritavam dentro da minha cabeça. Eu tentava sem sucesso nenhum convencer a mim mesma que aguentaria passar por aquela barra mais uma vez. Quem eu estava tentando enganar?, a mera lembrança de Connor fazia todo o meu corpo entrar em estado de choque, me fazia ficar com medo e paranóica, o que mais ele me traria mesmo depois de morto?.
Eu só tinha certeza de uma coisa, tudo que viesse dele não era bom, e era isso que me preocupava. Encarei Camila de canto e ela sorriu para mim, estava ali mais um dos motivos dos meus pensamentos conturbados. Eu não havia dito nada a ela e não pretendia, afinal, Camila estava cansada mesmo que não tenha me dito isso eu sabia que estava. Quem aguentaria passar por tantos problemas para no final eles voltarem novamente.
Eu estava determinada a resolver tudo aquilo sem que ela desconfiasse, temia que eu atrapalhasse novamente seu trabalho e sua vida, eu não deixaria aquilo acontecer de novo.
— Lauren Jauregui. -a mulher chamou meu nome e eu não consegui esconder o quanto estava distraída.
— Tudo bem amor?. -Camila perguntou desconfiada forcei um sorriso para ela, passei a mão livre em seu rosto beijando seus lábios de leve.
— Vai ficar. -falei para mim mesma, a única certeza que eu tinha era que ninguém nos separaria outra vez.
Me levantei colocando a bolsa nos ombros e deixando Camila para trás, ela estava ali me dando apoio como sempre deu, mesmo estando exausta e tendo de trabalhar dali a alguns minutos.
Entrei na sala recebendo o olhar amigável de meu terapeuta, ele sorriu gentilmente para mim e eu apertei sua mão. Se sentou em sua cadeira de sempre enquanto eu me deitava na poltrona conhecida.
A primeira coisa que eu fiz foi fechar os olhos, fazer isso me acalmava para o que estava por vir, pois toda vez que eu sentava naquela cadeira alguma coisa acontecia.
Ele sabia que algum problema tinha para eu estar de volta, e haviam tantos que eu não sabia por onde começar.
— Como está se sentindo hoje Lauren?. -a voz mansa ecoou pelo ambiente silêncioso, e eu respirei fundo antes de responder.
— Eu me sinto cansada, muito cansada. -nunca havia definido meus sentimentos tão bem.
— Consegue me dizer o porquê?.
— Desde que eu me entendo por gente estou rodeada de problemas e pessoas querendo me derrubar, quando eu finalmente acho uma pessoa que não faz isso eu corro risco de perde-la. -eu senti minha garganta dar um nó com a mera hipótese de não ter mais Camila na minha vida.
— Por que você a perderia, se os seus problemas não são culpas sua?.
— Não são culpa minha, mas também não são culpada dela.
— Sim você tem razão, mas na sua opinião Camila se sente como em relação a esses problemas?, já conversaram sobre isso?.
— Ela não se importa, pelo menos é o que parece pra mim. As vezes nem eu entendo tanta paciência e cuidado, passamos por coisas horríveis e ela continua ali.
— Então porque você acha que perderia Camila?.
— Porque não acabou. -senti algumas lágrimas geladas escorrerem em meu rosto quente e as sequei.
— Não acabou?, Connor está morto tem certeza que não acabou?.
— Por favor não fale o nome dele.
— Desculpe vou reformular a pergunta, por que não acabou?.
— Eu sinto. -não contaria aquela situação a ninguém, a não ser a uma única pessoa que eu já havia conversado mais cedo.
— Seu último ataque de pânico tem haver com esse assunto?.
— Tem, na verdade esse é o único assunto que me faz ter tantos problemas, mesmo o assunto estando morto.
— Você se culpa pelas coisas que Camila passou?.
— Todos os dias, eu me sinto mal só de lembrar.
— Camila te culpa pelas coisas que passou?.
— Não, mas de qualquer jeito ela não teria coragem de me culpar.
— Como foi seu último ataque pânico consegue me contar?.
— Eu estava na cozinha, recebi algumas mensagens que me deixaram preocupada comigo e Thomas. Ele estava dormindo e eu o peguei no colo com medo, quando o coloquei de volta na cama ele começou a chorar e eu entrei em pânico quando isso aconteceu.
— Sabe Lauren, o barulho piora muito a situação quando se está em uma crise, eu não me culparia desse jeito.
— Eu não tenho capacidade para cuidar do meu filho sozinha, Camila e eu o colocamos em uma escolinha. Ela diz que é para eu ter tempo para mim, mas eu sei que ela tem medo de me deixar sozinha com ele.
— Você concorda com ela?.
— Como assim?. -franzi o cenho.
— Ao meu ver ela só quer que você tenha tempo para si mesma, já que nunca teve.
— Pode ser também, mas acho que é mais por Thomas.
— Se for verdade, te magoa ela pensar isso de você?.
— Não, ela tem toda razão e ela também é mãe de Thomas e se preocupa. Camila foi a única que o amparou naquele hospital tem o direito de se preocupar.
— Talvez ela esteja tentando deixar todo mundo feliz, com você se tratando e voltando a ativa, Thomas tera sua mãe de volta por muito tempo.
— Mas eu não quero sobrecarrega-la mais, ela vive em função de cuidar de nós dois, e eu não sinto que isso esteja certo.
— Então vai deixa-la?.
— Não, eu não seria capaz de deixa-la.
— Então o que você vai fazer?.
— Vou resolver o problema sozinha.
— Você acha que consegue resolver sozinha?. -uma pausa de alguns segundos se instalou naquela sala com pouca luminosidade, eu tinha a resposta mas estava com medo de dizer, e não sair tão segura como imaginava.
— Sim eu consigo.
[...]
Parei na frente do ponto de táxi sentindo a ansiedade me corroer por dentro, olhei pela milésima vez a tela do meu celular encarando o endereço que a pessoa havia me passado. Respirei aliviada quando vi Dinah se aproximar, ela tinha topado.
— Você veio. -falei sorrindo e a abraçando assim que ela se aproximou.
— Sim, não te deixaria sozinha nessa. -eu não tinha muita coisa para dizer a ela, sabia o quanto era difícil para Dinah esconder qualquer coisa de Camila, mas ela estava ali me ajudando mesmo assim.
Nos sentamos uma ao lado da outra no ponto de táxi, e nos encaramos quando um carro preto se aproximou, Dinah tentou levantar mas eu a tranquilizei com o olhar.
— É o segurança. -expliquei a ela que relaxou no banco.
Me levantei e andei até o carro checando se estava tudo certo, o homem era mesmo o segurança que eu havia contratado. Senti um arrepio ao encara-lo pois na mesma hora lembrei de Scott. Eu ainda sentia muito sua perda.
Chamei Dinah e ela se aproximou do carro também, o homem todo vestido de preto saiu do mesmo e abriu a porta de trás para nós duas.
Encarei mais uma vez a mensagem na tela do celular confirmando o endereço da tal pessoa que conhecia eu e meu filho. Teria que ser rápido, pois Camila me buscaria na escola dali a algumas horas.
Enquanto o caminho se aproximava meu medo também aumentava, passava todo tipo de coisa na minha cabeça, até coisas do tipo "ele não morreu de verdade".
— Esse carro é blindado?. -Dinah perguntou inquieta no banco ao meu lado.
— Sim por que?.
— Sei lá, se quiserem atirar na gente. -mesmo em uma situação séria Dinah conseguia me fazer rir.
— Ninguém vai atirar na gente fica tranquila.
O homem com o semblante sério, prestava total atenção em tudo a nossa volta e eu fiquei um pouco mais aliviada.
Chegamos finalmente ao local de encontro que era uma pracinha pouco movimentada. Eu não sai do carro muito menos Dinah, o homem com a arma já em punho saiu, o vidro era totalmente escuro e nós não víamos o lado de fora e eu nem me esforcei para ver.
Eu já tinha passado as informações a ele, o homem saberia quem estava nos esperando assim que olhasse.
O homem entrou no carro novamente ainda sério, e meu estômago revirou.
— Esta ai, desarmada pode ir.
— Desarmada?. -Dinah perguntou e eu franzi o cenho.
— É uma mulher. -meu rosto com certeza parecia o mais confuso do mundo.
Sai do carro junto de Dinah e o segurança ficou de prontidão, enquanto nos aproximamos da pequena praça. Sem entender olhei em volta não notando ninguém que se encaixasse no que eu havia imaginado.
— Lauren. - a voz desconhecida chamou meu nome, e eu me virei para encarar-lá.
Uma senhora, uma senhora um pouco mais nova que a mãe de Camila. Quando notei seus traços minha respiração se alterou, Dinah percebeu e me sentou no banco me encarando preocupada. A senhora também fez o mesmo mas Dinah não a deixou se aproximar.
— Respira devagar. -obedeci aos comandos dela voltando lentamente a realidade.
— Dinah pode nos deixar a sós?. -pedi prendendo meus cabelos em um rabo de cavalo, tentando diminuir o calor que se instalou em meu corpo.
— Tudo bem. -ela saiu andando para o carro novamente, e eu encarei a mulher mais uma vez tentando negar que era quem eu pensava que era.
— Eu não queria assusta-la me desculpa. -falou se sentando ao meu lado, enquanto eu ainda tentava assimilar aquela situação.
— Como você conseguiu meu número?. -foi a primeira pergunta das mil que vieram a minha mente.
— No seu antigo prédio, quando. -ela deu uma pausa com receio de terminar, a mulher nem precisava dizer que foi o dia em que Connor morreu.
— Quem é você?. -ainda temendo eu perguntei, e ela fitou o vazio antes de responder.
— Eu sou mãe dele. -meu coração disparou no meu peito e eu podia ouvi-lo bater em meu ouvido, me levantei dando alguns passos para trás. — Lauren eu sei que pensa que sou um monstro igual a ele e eu não tiro sua razão, por favor eu não estou aqui para defende-lo.
— Para por favor. -falei irritada ao ouvir sobre ele. — Não fala dele pra mim. -eu não conseguia esconder todo o ódio que eu estava sentindo. — Ele era monstro, e você não fez nada?. -perguntei indignada.
— Você não tem noção do que aconteceu, eu queria ajuda-la mas não sabia como. Desde que soube que você estava...
— Grávida, você sabia também?. -cruzei os braços acima do peito, sentindo algumas lágrimas de raiva escorrerem pelo meu rosto.
— Eu sabia, tentei várias vezes me aproximar mas ele não deixava, dizia que você não queria me ver que me odiava, e que eu iria separa-los.
— Desgraçado.
— Eu só consegui contato com você quando ele morreu, eu vi no jornal o que tinha acontecido e corri para falar com você mas você já não estava.
— Por que você está aqui agora?.
— Pelo meu neto. -meu estômago embrulhou ao ouvir aquilo, neto?. O filho dela passou o restante que tinha de vida tentando matar a mim e ao meu filho, ela não tinha o direito de chama-lo de neto.
— Ele não é seu neto e nunca será, meu filho nunca ira se misturar com a raça daquele maldito. -a mulher começou a chorar também, e mesmo que eu não quisesse senti culpa.
— Eu não tiro sua razão de nada disso Lauren, eu mesma passei a vida tentando convence-lo de que estava errado. Deus sabe o quanto eu rezei para que seu sofrimento e o do meu ne... -ela deu uma pausa. — Para que vocês ficassem bem. -eu odiei ver sinceridade no seu olhar, fora a semelhança física parecia não haver semelhança em seu caráter.
— Eu preciso absorver isso tudo. -falei baixando a guarda.
— Eu não esperei outra reação a não ser a que você teve, eu não quero que você me veja como ele pois eu não sou. Somos duas pessoas distintas, eu nunca o criei nesse caminho ele o seguiu porque quis.
Não consegui dizer nada apenas a encarei tentando assimilar toda aquela situação. Estava aliviada e sem saber o que fazer ao mesmo tempo, sem saber como Camila reagiria aquela situação e como eu iria lidar com ela. E no meio disso tudo estava Thomas que já havia nascido no meio de uma tempestade, minha preocupação pesava em cima dele que cresceria sem a menção da família do pai.
— Eu vou pensar sobre essa situação. -seu semblante pareceu aliviado ao me ouvir falar e eu fiquei ainda mais relaxada, parecia mesmo sincero.
— Tome o tempo que quiser eu não tenho presa, minha felicidade é saber que os dois estão bem. E eu sei que desculpas não adiantam nada depois do que aconteceu. Mas eu sinto muito todos os dias. -não respondi novamente apenas balancei a cabeça.
Fiquei de costas para a mulher e segui até o carro, se meus pensamentos já estavam conturbados antes, agora estavam piores. Recebi o olhar curioso e confuso de Dinah.
— Pode ir. -falei ao segurança e ele não demorou a dar partida no carro. — Ela é mãe de Connor. -foi a única coisa que eu disse, Dinah ficou totalmente sem palavras e seguimos o caminho em completo silêncio.
Poderia imaginar com clareza os pensamentos dela, eram os mesmos que o meu. Camila.
[...]
Estava parada na frente da escola de artes sozinha, Dinah havia ido embora depois de dizer que eu teria que contar a situação a Camila. E eu estava disposta a dizer mas assim que ela saiu do carro toda alegre, com Thomas nos braços a coragem sumiu. Andei até eles em passos apressados e abracei os dois ao mesmo tempo.
— Eu amo tanto vocês. -disse segurando a pequena mãozinha de meu filho.
— A a gente sabe disso, Thomas veio "falando" o caminho todo. -ri do "falando" e beijei os lábios de Camila.
Andamos até seu carro, ela o colocou na cadeirinha e eu fui no banco da frente. Esqueci completamente de conter meu semblante pensativo o caminho todo, e quando finalmente chegamos em casa ela perguntou.
— Só estou cansada não se preocupe. -minha atenção estava prendida no livro que eu tentava ler sem me distrair.
— Está disposta para fazer alguma coisa?. -perguntou tirando a roupa que vestia, e enrolando uma toalha em volta do corpo.
— Tipo?. -deixei o livro de lado para encarar minha linda noiva.
— Que tal sair pra jantar?. -fiquei surpresa ao ouvi-la.
— Do nada?. -Camila soltou uma risada nasal sentando na cama .
— Estou te sentindo um pouco pra baixo. -era realmente difícil esconder qualquer coisa de Camila, ela me conhecia demais.
— Você tem razão. -isso eu não podia negar.
— E aí?, eu você e Thomas o que acha?. -não resisti aquele convite animado de Camila, seria a primeira vez que sairíamos para jantar.
— Ok eu topo. -falei recebendo um beijo rápido.
— Vou tomar banho, se importa de ir arrumando Thomas?, eu fico com ele para você se arrumar.
— Sem problemas. -falei me levantando.
Entrei no quarto de Thomas que estava no cercadinho brincando com seus brinquedos, era a hora do pequeno dormir. Torci para ele se animar e não capotar o caminho todo.
Ele me viu ficando em pé no cercadinho.
— Está quase lá carinha. -falei sorrindo me sentando ao seu lado, ele estendeu alguns brinquedos em minha direção e eu os peguei. Me levantei para erguer seu pequeno corpo. Thomas começou a pular em meu colo, coloquei ele no trocador.
— Adivinha o que sua outra mãe inventou. -tirei o casaco que ele usava depois a blusa. — Um jantar!. -falei sorrindo observando seus dentes perfeitos que haviam saído a pouco tempo, tirei sua calça e troquei sua fralda.
O coloquei no berço para escolher uma roupa, optei por uma calça jeans e uma camiseta Pólo branca. Peguei um casaco também, o vesti em seguida.
— Por que você é tão lindo?. -o ajudei a levantar cheirando sua cabeça em seguida. — Eu te amo tanto.
Quando iria colocar seu sapato ouvi batidas na porta, Camila passou por ela vestindo uma saia justa na cor preta acima dos joelhos, um salto alto e uma blusa branca de alça.
Seus cabelos compridos caiam em volta de seu rosto, a deixando ainda mais linda.
— Você está maravilhosa. -falei sorrrindo e recebendo um selinho.
— Pode ir se arrumar, leve o tempo que precisar tudo bem?. -concordei com a cabeça.
Thomas começou a se agitar ao ver Camila, e eu caí na gargalhada.
— Boa sorte. -falei dando um beijo no pequeno e saindo do quarto.
Não demorei no banho, coloquei um vestido na cor azul de algodão, e uma bota preta, deixei o cabelo solto e passei um perfume para finalizar.
Quando entrei no quarto de Thomas ele já estava devidamente arrumado, junto de sua bolsa, Camila brincava com ele daquela brincadeira que só os dois tinham.
— Pronta?. -perguntou se levantando do chão, sim do chão.
— Amor não precisava sentar no chão. -falei arrumando sua roupa no lugar.
— Ele me convenceu. -falou ajeitando Thomas nos braços.
Saímos em seguida, não era muito tarde e o céu havia acabado de escurecer. Estava ansiosa pelo restaurante que Camila escolheria.
Depois de alguns minutos paramos em frente a um restaurante muito bonito, não demorei para perceber que ele era italiano.
Entramos pelo estacionamento e eu sai do carro com Thomas no braço com a ajuda de Camila, o guardador de carro pediu a chave a Camila que deu em seguida.
Ela entrelaçou nossos dedos e seguimos pela entrada do lugar, eu e Thomas ficamos encantados com as luzes cobrindo as folhas das grandes árvores que haviam em volta.
Chegamos na entrada e uma mulher muito simpática nos atendeu.
— Senhorita Cabello, quanto tempo.
— Boa noite Lisa, eu não tenho tido muito tempo.
— Eu imagino, a vida de médica é realmente corrida, e quem é esse meninão!?. — Ela sorriu para Thomas que riu pra ela de volta.
— Essa é Lauren minha noiva, e esse é Thomas meu filho. -certo, toda vez que eu ouvisse Camila dizer aquelas coisas eu iria sorrir que nem boba apaixonada.
— Está vendo, já tem uma família completa, você e Luís me pagam.
— Promero vir mais vezes Lisa.
— Tudo bem está perdoada, eu reservei a mesa que você pediu é só seguir pelo corredor, seja bem vinda Lauren. — Eu sorri timidamente pra ela de volta.
Em seguida entramos juntas.
— Você a conhece?.
— Ela é uma velha amiga do Luís, e esse restaurante é dele.
— Luís tem um restaurante?. — Perguntei completamente surpresa.
— Ele tem dois na verdade, ele gosta de investir bastante.
Chegamos na mesa reservada e Camila puxou a cadeira pra mim, depois acomodou Thomas na cadeirinha de bebê.
Ela escolheu nosso jantar junto de um vinho maravilhoso.
Terminamos de comer, em meio a risadas enquanto dávamos a massa a Thomas também, que se sujou quase todo.
Eu percebi mais uma vez o quanto o sentimento de Camila era sincero, e me senti culpada de novo por omitir coisas dela.
Foi uma noite mais que perfeita, não bebemos quase nada do vinho e resolvemos trazer a garrafa pra casa, Thomas capotou no caminho de volta.
Colocamos ele no berço para ir deitar, e é claro que eu não resisti aquela mulher ao meu lado, resolvemos tomar um banho de banheira, uma desculpa que eu usei para poder abrir as pernas de Camila e chupa-lá, enquanto ela se contorcia na banheira e erguia seu corpo molhado contra os meus lábios, eu só queria esquecer tudo e ter apensas a imagem dela assim na minha cabeça.