Não culpe as estrelas ~ Saida

By saidalovver

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Kim Dahyun, a garota perfeita. Linda, gentil, popular e alguém que Sana nunca teria. Mas um simples desejo a... More

Capítulo I - Clichê
Capítulo II - Quase Inesperado
Capítulo IV - Debaixo do Lençol
Capítulo V - Quem estava naquela casa?
Capítulo VI - Atitude Impulsiva
Capítulo VII - Quando Ela Não Está Aqui
Capítulo VIII - Eu Gosto de Você
Capítulo IX - Nada foi real. Tudo acabou.
Capítulo X - Mas as férias não começam amanhã?
Capítulo XI - A Estrela-Não-Estrela
Capítulo XII - Acho que me apaixonei
Capítulo XIII - Você nunca vai lembrar
Capítulo XIV - Sentimentos ruins
Capítulo XV - A Festa [Parte I]
Capítulo XVI - A Festa [Parte II]
Capítulo XVII - Eu fui expulsa
Capítulo XVIII - O acidente
Capítulo XIX - O Fim.
Epílogo

Capítulo III - Encontro?

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By saidalovver


— Socorro! — Chaeyoung berrou com todas as suas forças tentando se levantar da poça de lama, toda vez que tentava caía novamente. Seu desespero aumentou quando os porcos começaram a chegar perto de mais. — Sai daqui bicho! Xô! Vai embora! — Soltou um grito estridente quando um dos porcos pulou na lama, sujando seu rosto. O que acabou assustando o animal, causando um alvoroço cheio de grunhidos desesperados dos porcos e mais desesperados ainda de Chaeyoung.

O primo mais velho de Chaeyoung, que acabara de chegar da cidade com seus tios, tinha o ouvido muito aguçado e ouviu os gritos ao longe, prontamente correu para ver o que estava acontecendo.

A visão de Chaeyoung jogada no meio da lama gritando desesperadamente enquanto os porcos agitados corriam pelo chiqueiro jogando lama pelo ar o fez rir. Ele pulou o cercado, pegou Chaeyoung nos braços e a levou para fora do chiqueiro. Logo sua mãe e um dos seus tios, saíram da casa e chegaram perto quando viram o estado da garota.

— O que aconteceu aqui?

— Foi só a prima Chaeyoung que caiu no chiqueiro dos porcos. — Seu primo falou com um tom brincalhão — Mas eu já ajudei a dama a se levantar. — Sua mãe caiu na gargalhada deixando Chaeyoung indignada.

— Tinha que ser. Parece que não faz nada direito esse encosto. — Ela falou em meio a risadas. — Só mata a gente de preocupação. Que foi? Tem medo de porco agora?

— Não foi você que quase foi esmagada por porcos assassinos sua velha. — Chaeyoung rebateu irritada, apenas dando-se conta do que falou quando a risada de sua mãe cessou e olhou para Chaeyoung com um olhar raivoso.

— Só não te dou uma porradas porque você ta toda suja e eu não vou me sujar.— resmungando, virou-se e voltou para a casa junto com o outro homem, deixando os primos do lado de fora.

O garoto sorriu para Chaeyoung, que devolveu timidamente. Ele era seu primo mais charmoso segundo ela.

— Prima? Está me ouvindo? — Claro que não estava.

— Ãn, oi. Quer dizer, sim, tô sim. — Ele sorriu ainda mais largo.

— Eu estava dizendo que tem um laguinho aqui perto onde você pode se lavar. É só seguir reto naquela direção e virar a direita perto de uma árvore grande. — Sorriu novamente e virou-se de costas para ir em direção à casa.

Suja de lama e praguejando, Chaeyoung terminou seu trajeto até o lago. Abaixou-se e olhou por alguns segundos a água que parecia gelada, depois de um longo suspiro a garota se levantou. Deu uma checada e concluiu que não tinha ninguém por perto e preparou-se para entrar no lado lentamente. Bem, lentamente foi o que ela planejou, mas não contava que a beira do lago estava escorregadia.

Se alguém estivesse observando-a naquele momento, teria visto uma cena muito engraçada de Chaeyoung com as pernas para cima milésimos de segundos antes de cair com força na água e logo depois voltar à superfície gritando de raiva. E, por obra do destino, alguém estava sim observando.

Chaeyoung virou-se assustada após ouvir uma explosão de gargalhas em suas costas. Era uma garota, que segurava a barriga enquanto ria da outra menina que acabara de cair no lago.

— Posso saber quem é você? — Chaeyoung perguntou, irritada. — Para de rir! Nunca viu ninguém caindo em um lago não?

— Desculpe, desculpe. — Ela enxugou as lágrimas dos olhos, aquelas que caem sempre que alguém ri muito. — Prazer, eu me chamo Myoui Mina.

§

Dahyun levou Sana a um restaurante simpático da cidade. Mesmo nervosa conseguiu seguir as regras de etiqueta magnificamente bem: ela abriu a porta do carro para Sana sair, carregou a mochila da garota e ainda puxou a cadeira para Sana sentar-se. Ela queria impressionar Sana, finalmente criou coragem e convidou a garota para sair então queria fazer tudo certo. Ela estava conseguindo.

— Então... — pigarreou depois de fazerem seus pedidos — Como foi seu dia, Sana? — Ela parecia tímida e isso deixava-a extremamente fofa aos olhos de Sana.

— Foi um pouco chato, eu acho. — murmurou embaraçada — Fiquei o dia todo 

— E a garota que sempre está contigo? — perguntou. Apenas quando viu a expressão interrogativa de Sana se tocou do que falou. Enrubesceu — Bem, é que, algumas vezes meus olhos paravam em você, sem querer é claro, e bem, vocês sempre estavam juntas. — explicou nervosa. Então quer dizer que ela prestava atenção em Sana? O coração da japonesa batia freneticamente.

— Ah, Chaeyoung viajou ontem então tive que ficar sozinha. — sorriu, sem graça — E é sempre chato quando você não tem ninguém para conversar. — Dahyun abriu um grande sorriso. Sana era tão fofa.

— Pois então ele vai melhorar agora mesmo, porque você vai passar o resto dele comigo. — informou. A timidez parecia ir embora a cada palavra.

— Você acabou de afirmar que eu vou passar o resto do dia com você? Sem nem me perguntar antes? Quanta audácia! — disse, brincalhona.

— Que nada, só deduzi que passar o dia comigo é melhor do que passar o resto dele sozinha. O que você acha? — Sana achava maravilhoso, na verdade ainda não acreditava que isso estava acontecendo com ela.

— É né, é melhor do que ficar sozinha. — brincou e ambas sorriram.

O garçom chegou trazendo seus pedidos, o cheiro estava ótimo, até o estomago de Sana percebeu e manifestou-se arrancando uma risadinha de Dahyun e estimulando o rubor nas bochechas de Sana.

— Acho que o seu monstrinho quer comer — alertou rindo.

— Tonta. — Sana retrucou sorrindo. O celular de Sana vibrou anunciando a chegada de uma nova mensagem. Pegou seu celular murmurando um "desculpe" e leu a mensagem rapidamente.

— É minha mãe avisando que chegou bem. Ela viajou a negócios pro Japão. Muita gente viajou nessas férias, não é? Seus pais também viajaram? — Dahyun ficou um pouco pensativa e depois pareceu confusa.

— Eu acho?... Bem, sim — respondeu após um tempo. — Mas... hum... eu não quis ir. — explicou depois de saborear um pedaço de seu bife.

— Isso está tão bom! — Sana admirou depois de experimentar — Tinha até esquecido como bife é gostoso depois de comer aquele da escola. — Dahyun sorriu travessa.

— Por falar nisso acho que você deveria parar de comer a carne da escola. — Dahyun olhou para os lados como para certificar-se de que ninguém estava ouvindo, debruçou-se sobre a mesa e sussurrou — Uma vez eu vi a moça escarrando dentro da panela — O rosto de Sana se contorceu de nojo e Dahyun começou a rir — Sabe-se lá que tipo de coisa elas colocam lá dentro.

— Meu Deus, Kim. Eu não precisava saber disso, eca — Dahyun observou com um sorriso brincalhão Sana encarar seu bife atentamente enquanto sua mente trocava entre o delicioso bife do restaurante e a gosma da escola. Mas logo deu de ombros enfiou mais um pedaço na boca, o que fez Dahyun dar uma sonora gargalhada.

— Já percebi que você não dispensa uma boa comida.

— Se você comesse a comida da minha mãe você entenderia. — Sana riu. Dahyun achava tão fofo o modo como ela ria. Dava-lhe vontade de morder.

O tempo passou lentamente enquanto elas conversavam sobre vários assuntos. Sana percebeu que compartilhou mais coisas sobre ela para Dahyun do que Dahyun para Sana, por exemplo, quando a japonesa falou que seu gênero preferido de filme era terror Dahyun apenas sorria e começava um assunto em cima disso, mas quando Sana perguntou qual era seu gênero de filme favorito Dahyun hesitou e pareceu inventar uma resposta na hora, não se aprofundando muito sobre si mesma, isso deixava Sana um pouco desconfortável, mas mesmo assim, o assunto das duas se estendeu por muito tempo. Era incrível a facilidade que Dahyun fazia Sana rir, assim como a vontade que Dahyun tinha de fazê-la rir, talvez fosse pelo doce som a risada da garota.

Dahyun tocou de leve a mão de Sana enquanto levantava.

— Vou ao banheiro, volto logo. — deu-lhe um sorriso e saiu. Sana não acreditava que aquilo estava mesmo acontecendo. Por que infernos Kim Dahyun a tinha convidado a um encontro? Mesmo que elas nunca tivessem se falado antes? Não fazia sentido algum! Alguns flashs da noite anterior passaram por sua cabeça, mas antes que ela sequer pudesse pensar no quão ridículo isso parecia, uma mão repousou em seu ombro, seguida de uma respiração pesada.

— Sana, precisamos ir! — era Dahyun. Ela parecia nervosa. Sana levantou-se achando aquilo muito estranho.

— O que aconteceu? — Dahyun, com delicadeza e um pouco de pressa, segurou o braço de Sana e começou a arrastá-la.

— Acho que fiz merda. — admitiu com um risinho nervoso.

— Como? Dahyun o que você fez? — Sana já acompanhava Dahyun em um ritmo mais acelerado, consciente de como a mão de Dahyun era macia. Dahyun olhou para Sana com um sorriso vitorioso. — O-oque? — seu rosto corou, era a primeira vez que viu esse sorriso.

— Finalmente me chamou pelo nome. — Voltou sua atenção para frente novamente, mas logo parou, colocando a mão na testa como se lembrasse de algo. — A conta.

Dahyun tirou várias notas do bolso e andou rapidamente para o balcão, sorrindo para a moça e entregando as notas.

— Pode ficar com o troco. — Rapidamente virou-se e foi de encontro a Sana. — Vamos, rápido!

— Ei, eu queria pagar minha parte!

— Depois a gente fala disso. Vamo logo. — Dahyun agarrou a mão de Sana e ambas correram para a saída.

Do lado de fora elas se esconderam atrás de uns arbustos no parque logo à frente. Sana ia perguntar o que houve quando ouviu uma sirene tocando e os sprinklers do teto do restaurante jorrarem água, seguidos de gritos assustados e uma multidão saindo pela porta da frente.

Sana não conseguiu conter a gargalhada quando uma mulher caiu, derrubando todos que tentavam escapar com as roupas minimamente secas.

— Garota? O que você fez? — perguntou, com a barriga doendo de tanto rir.

— Talvez eu tenha derrubado um negocio, que caiu num outro negócio e bom... Deixa pra lá — Dahyun sorria de orelha a orelha, assim como Sana. — Vamos sair daqui antes que venham procurar quem fez isso.

§

— Você quer um sorvete? Nem deu tempo da gente provar a sobremesa. — Elas caminhavam no parque lado a lado quando Dahyun avistou um carrinho de sorvete. Nesse pouco tempo viu que Sana gostava de comida, então por que não conquistá-la pelo estomago? — Eu vou lá comprar.

— Claro! Eu adoro sorvete! — confessou juntando as mãos. — Vamos, eu pago!

— Não. Eu te convidei, eu pago.

— Mas você já pagou a conta do restaurante, não posso deixar você pagar essa também. Qual é? Eu insisto. — Sana tirou umas notas de sua bolsa. — Acho que isso dá. — Entregou-lhe com um sorriso, aquele sorriso com a língua entre os dentes, que Dahyun recentemente descobriu que seu corpo não tinha forças o suficiente para resistir. Suspirou, pegando as notas.

— Você gosta de qual sabor? — Dahyun perguntou.

— Eu amo chocolate! — Sana falou com os olhos brilhando. — E você? — Dahyun ficou pensativa e confusa, como da ultima vez, por alguns segundos.

— Não sei, eu acho que não tenho. — respondeu, franzindo a testa. — Eu vou lá buscar o sorvete.

Dahyun foi até o carrinho de sorvete e voltou dentro de poucos minutos, trazendo consigo uma casquinha de chocolate e outra de baunilha.

— Vem, vamos nos sentar ali — Dahyun apontou para um banco que ficava na sombra de uma grande árvore.

O vento estava fresco enquanto as duas degustavam o sorvete. O clima estava bom entre elas, mas Dahyun queria mais.

— Então... — ela começou — O que você no seu tempo livre? — Sana parou de lamber o sorvete e encarou Dahyun. — Não me olha assim, a gente só falou besteira do restaurante e esquecemos dessa parte. — riu.

— Bem, aparentemente eu gosto de sair para almoçar, destruir um restaurante e tomar sorvete com garotas que nunca falei na vida. — Sana tentava parecer tranquila e bem humorada, mas por dentro estava mais nervosa que nunca, queria chegar em casa, ligar para Chaeyoung e berrar em seu ouvido que Kim Dahyun a convidou para sair. Por outro lado não queria ir embora tão cedo. — Brincadeira. — Dahyun riu, Sana nunca tinha ouvido sua risada tão perto de seu ouvido. — Eu não faço nada de especial na verdade, basicamente eu passo o meu tempo livre fazendo nada com Chaeyoung. 

— Você passa muito tempo mesmo com a Chaeyoung, hum? — falou baixo, olhando para seus próprios dedos, que brincavam entre eles. Sana encarou-a e deu uma risadinha baixa.

— Sim, ela é minha melhor amiga. A conheço faz muito tempo, é como uma irmã pra mim. — Nesse momento o rosto de Dahyun encontrou o de Sana e lhe deu um terno sorriso. — Você tem irmãos, Dahyun? — Ela pareceu pensar por meio segundo.

— Eu- — Um alto trovão interrompeu-a, assustando ambas. Logo, gotas de chuva começaram a cair dos céus. — Vamos!

Elas correram pelas estradas do parque enquanto a chuva engrossava e ensopava suas roupas, e Dahyun pensou que não poderia deixar Sana ir para casa molhada do jeito que estava, então ela então segurou a mão de Sana, que se surpreendeu a princípio, e a puxou por outro caminho.

— Minha casa é aqui perto, chegaremos logo. 

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