Insane Desire

By Akane3016

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Byun Baekhyun, um médico psiquiatra que atende pacientes com transtornos mentais, fora enviado até Seul para... More

prólogo

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By Akane3016


Os passos suaves contra o piso de mármore do corredor do hospital eram facilmente escutados. O ar puro das montanhas adentrava pelas grandes janelas com grades, causando uma boa sensação em quem quer que passasse ali.

O paciente, que caminhava no mesmo passo que seu médico, estava um pouco atrás, já que não andava mais ao lado de ninguém.

A feição tranquila na cara do paciente era um ato curioso para o médico, já que aquele homem nunca estava de bom humor. Mas, naquela manhã, o paciente exalava um humor calmo e até um pouco amoroso, aquele dia era especial para si, afinal.

O médico esperava saber o porquê.

O paciente brincava com seus próprios dedos por baixo das largas mangas de sua blusa branca, sem olhar para o rosto das pessoas que transitavam por ali.

O rosto das pessoas loucas.

“Baekhyun”, a voz do médico o chamou, tirando-o de seus pensamentos. “Entre.”, apontou para sua sala.

Baekhyun ficou com as bochechas coradas ao ter um pequeno déjà-vu, mas, mesmo assim, entrou na sala do médico. Olhou em volta, ele conhecia aquela sala melhor do que ninguém, mas era sempre bom dar uma olhada.

Para ter a certeza de que não tinha mais ninguém ali.

Havia uma cadeira para se sentar de forma reta e outra em frente a esta, que era deitada. Havia também muitos livros.

Baekhyun amava livros.

“Sente-se, Baekhyun”, o médico pediu enquanto se sentava na cadeira reta, ainda que confortável. O mais novo afirmou com a cabeça e se deitou na cadeira. “Você parece feliz hoje, minha criança", o médico começou, "posso saber por quê?”.

O mais novo sorriu abertamente, o que surpreendeu o médico.

“Hoje... hoje é aniversário dele”, ele falou, ficando corado e brincando novamente com seus dedos. O mais velho arqueou as sobrancelhas.

“Dele, quem?”. O médico pegou seu caderninho para anotar. “Do seu colega de quarto?”. O menor fechou a cara.

“Eu não gosto do meu colega de quarto!”, ele disse, elevando a voz.

“Tudo bem, tudo bem...”, o médico disse apressado. Não queria estragar o humor do seu paciente favorito. Baekhyun o olhou irritado.

“Eu não gosto dele!”, ele falou, sentando-se e o médico suspirou.

E voltamos à estaca 0.

“Tudo bem, querido”, disse com a voz mansa. “Quer um doce?”. O mais novo sorriu, ficando alegre novamente.

“Doce? Eu amo doces!”, comentou de maneira suave enquanto balançava suas pernas. “Posso te contar um segredo?”, ele perguntou quando o médico deu um chocolatinho para ele.

“Claro que sim. Sou seu melhor amigo, lembra?”, falou com um sorriso doce.

“Eu odiava doces”, comentou rindo, ignorando a fala do outro sobre ser seu melhor amigo. “Até falava para as garotas no colégio que eu era alérgico para elas não me darem nada no Dia dos Namorados”. O médico riu da infantilidade do outro.

“E por que come agora?”.

“Porque ele me fez gostar de doces”, Baekhyun respondeu como se fosse óbvio.

O médico se endireitou na cadeira e tentou perguntar novamente sobre o garoto do qual ele tanto falava. Era a primeira vez que Byun Baekhyun dizia algo coerente.

“Ele era muito especial para você?”. Baekhyun o encarou estranho.

“Ele não era”, o médico estreitou os olhos, “ele é”.

“E hoje ele faz aniversário?”, o mais velho o lembrou.

“Sim”, Baekhyun sorriu, jogando a cabeça para o lado. “27 de novembro 1992”.

“Uau... você sabe muito sobre ele”, fingiu divertimento. “E qual é o nome do seu amigo?”. O Byun se endireitou, fechando a cara.

“Por que quer saber? Ele é meu!”, disse irritado. “Só meu! Ele mesmo me disse!”.

“Sim, ele é só seu”, concordou o médico. “Seu e de mais ninguém”. Baekhyun, então, sorriu e voltou a ficar feliz.

O médico arqueou as sobrancelhas e pegou o prontuário do paciente de cima da mesa.

NomeByun Baekhyun

Data de nascimento06 de maio de 1992

Idade atual34 anos

Grupo sanguíneoO

Transtornoborderline

Sintomas apresentadosansiedade, culpa, descontentamento geral, gama limitada de emoções, mudanças de humor, perda de interesse ou prazer nas atividades, raiva, solidão e tristeza

HistóricoBaekhyun nunca teve suspeitas do transtorno ou de qualquer outra doença. Teve uma infância saudável e uma adolescência um pouco conturbada por causa da separação dos pais. Cursou a melhor faculdade de medicina dos Estados Unidos e, logo que terminou, fez mestrado e doutorado em psiquiatria na Coreia do Sul. Carregou o título de melhor psiquiatra por dois longos anos. Morou em Daejeon por 6 meses antes de trabalhar na cidade natal, Seul. Ele trabalhou por um tempo no hospital da cidade e há rumores de que ele se apaixonou por um paciente (não se sabe se são apenas rumores ou não). Após alguns acontecimentos fatídicos, Baekhyun desenvolveu o transtorno de borderline.

“Ele não é só meu amigo”, comentou baixinho, ficando com as bochechas vermelhas novamente, o que atraiu a atenção do médico.

“Não é?”, o médico indagou curioso. “E vocês têm uma história?”. O Byun fez uma cara pensativa.

“Temos, sim”, ele abaixou a cabeça, balançando as pernas de forma pensativa, mas, logo depois, levantou a cabeça, sorrindo para o médico. “Quer ouvir nossa história, Junmyeon?”, sorriu de volta, então.

“Claro que sim!”, Baekhyun fez uma cara pensativa.

“Eu não lembro de muita coisa, mas sei que tudo começou quando recebi uma ligação...”.



' Baekhyun estava indignado. Na verdade, ele estava indignado desde que recebera a ligação do seu chefe informando-o que deveria arrumar suas coisas para ir até sua cidade natal e cuidar de um caso especial.

O platinado não era fã de viajar a trabalho, mas, já que seu chefe e seu melhor amigo estavam obrigando-o a voltar a Seul, ele teria de ir. Iria, por mais que odiasse aquela cidade.

Sua moradia em Seul será na casa do amigo, Do Kyungsoo. Informaram-no muito em cima da hora sobre a viagem, por isso estava tão emburrado.

“Eu ainda não entendo como pode odiar tanto a sua cidade natal”, seu chefe comentou novamente no telefone.

“Aish! É uma longa história”, respondeu-o, entrando no carro. “Sabe?, já se foi a época em que você avisava as coisas com antecedência. Você nunca me ligou um dia antes de comprar minha passagem”.

“Vai por mim, Byun, você iria me bater se eu passasse esse caso adiante”, Baekhyun arqueou as sobrancelhas, confuso com tal afirmação do outro.

“Por que você não pode me falar sobre esse caso pelo telefone mesmo?”.

“Baek, confia em mim, esse não é qualquer caso”, ele o respondeu, suspirando. “Apesar de que, se o Siwon descobrir que estou fazendo isso, é possível que ele te afaste do caso”. A curiosidade do Byun só aumentou.

“Por favor, me fala logo que caso é esse”, começou a implorar, arrancando risadas do mais velho. “São 327 km! Vai me fazer esperar tudo isso?”.

“Na verdade...”, o coração de Baekhyun bateu mais forte, na esperança de receber algum spoiler sobre o novo paciente, “vou!”.

Baekhyun fechou a cara e, quando ia xingar, o mais velho desligou o celular.

“Velho idiota!”, comentou, jogando o celular no banco do carona. '


Alguém bateu na porta da sala, atrapalhando a história que Baekhyun contava. E isso o irritou, muito.

“Desculpe atrapalhar, só queria avisar que, em dez minutos, terá uma reunião de emergência”, a enfermeira falou robótica e logo depois saiu, sem esperar resposta.

Ela não era mal-educada, apenas tinha medo do paciente que ali se encontrava.

“Ele nunca gostou que interrompessem as histórias”, Baekhyun falou, fazendo um bico irritado enquanto fechava a mão em punho.

Ele queria punir a pessoa que os interrompeu e Junmyeon sabia disso.

“Que tal você escrever?”, Junmyeon sugeriu, notando a visível raiva do Byun. “Você gosta de ler livros, certo? Por que não escreve um?”.

Baekhyun fez cara pensativa.

“Eu não sou um bom escritor”, ele murmurou.

“Não tem problemas, meu querido”, o Kim se levantou e foi até a enorme janela que havia ali. “Faça de sua maneira, tenho certeza que vai dar certo”.

“Você acha?”, o Byun perguntou esperançoso. “Os livros são sempre eternizados, se eu fizer sobre nossa história, ele sempre vai ser eternizado, né?”.

Junmyeon se permitiu sorrir.

“Claro que sim”.

Byun Baekhyun era muito inteligente, disso ele não tinha dúvidas. Anos atrás o Byun carregou o título de melhor psiquiatra do país, isso sempre fazia o médico se perguntar qual foi o motivo para Baekhyun se internar ali.

Baekhyun ficou afobado com a possibilidade de eternizar a história que ele tinha com o aniversariante.

“Eu quero. Eu quero!”, ele falou, pulando de alegria pela sala enquanto gargalhava. “Vamos, Jun. Vamos logo, eu quero fazer nossa história logo”.

O Kim encarou o paciente. Era a primeira vez que ele estava tão feliz.

Acho que é a primeira vez que eu escuto e vejo a risada dele. Admito que é muito lindo e tem um som muito bom, pensou.

“Certo, certo”, o médico falou, dando um sorriso. Foi até a estante de livros e pegou tudo o que era necessário para que Baekhyun fizesse seu livro. “E já sabe como vai começar?”.

Baekhyun parou de pular e rir. Fez uma careta pensativa.

“Do começo, é óbvio”, ele falou. “Você vai acompanhar nossa história, certo? Sem você lendo, não teria tanta graça”. Junmyeon sorriu.

“Estou louco para ver o primeiro capítulo, querido”.

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