-...cinco, seis, sete, oito, nove, dez.- e abri os olhos. Ele estava de joelhos à minha frente segurando uma caixa azul de veludo com um anel. Fiquei em choque.
-Claire Faster, queres casar comigo?- ele sorriu.
-Kendall...
-Eu sei. Mas esquece isso. Eu quero viver contigo, partilhar a minha vida contigo, quero ter filhos contigo, não ter segredos, viver aquelas histórias de amor que tu lês contigo e isto tudo pode parecer lamechas...- ri-me. -Mas eu amo-te.
-Também te amo.- ele levantou-se e ficou a olhar para mim. A sua altura fazia-me olhar para cima para seus olhos verdes.
-Aceitas?- ele perguntou ansioso, com medo da resposta.
-Sim, claro que aceito.- e saltei para seu colo abraçando-o. Seu cabelo no meu pescoço fazia-me leves cócegas. Minhas mãos agarravam-se ao seu pescoço. Num instante, juntei nossos lábios. Ele pousou-me no chão, ainda durante o beijo. Conseguia sentir a sua felicidade no beijo, sorrisos durante o beijo, eu também sorria. Estava feliz também. Gostava daquela sensação. Parámos e ele pegou na minha mão direita para pôr o anel, mas rapidamente a tiro. Ele olhou-me confuso.
-É na esquerda.- ri-me e ele também.
-Nunca sei qual é.- ele diz pegando na minha outra mão e o anel deslizou pelo meu dedo anelar. Ele continuou a segurar a minha mão, e elevou-a à sua boca e depositou um beijo nela.
-Amo-te.- disse.
-Amo-te Claire.- sorri. Estava tão feliz. Eu sei que já tinha dito, mas finalmente podia realizar o meu sonho. Sonhei tanto com este dia, no entanto mais dias especiais estão para vir. Eu estou noiva! Eu vou casar, ter filhos, mas mais importante, vou viver ao lado da pessoa que amo. E espero um dia morrer ao pé dele.
*flashback off*
-Então que parte é que estás?- uma voz grave pergunta.
-No oceanário.- digo.
-Vais contar tudo o que aconteceu?- assenti. -Mesmo tudo, tudo, tudo?
-Sim, vou. Não te preocupes.- dei-lhe um beijo e continuei a escrever.
*flashback on*
-E agora? Que fazemos?- perguntei.
-Acho que sei.- ele sorriu malaciosamente e eu arquiei a sobrancelha. -O que é? Sempre tive o sonho de o fazer num lugar público.
-A sério?
-Yah, e aqui não há câmaras e só temos a companhia dos peixes, de resto estamos sozinhos.
-Estás a tentar seduzir-me?
-Sim.- ele assentiu. -Porquê?
-Porque está a resultar.
-Queres que eu continue?- assenti. Ele aproximou seus lábios ao meu ouvido. -Eu quero que tu sintas cada beijo que vou dar no teu corpo. Cada toque na tua pele. Cada movimento. Estar dentro de ti. Ouvir cada gemido teu. Ouvir-te gemer meu nome. Eu quero foder-te toda.- sua voz sedutora estava a dar-me arrepios na espinha. E odiava quando ele dizia a palavra "foder", mas naquele momento seduziu-me. Eu estava caidinha a seus pés. Cada palavra que ele dizia parecia que eu ficava sem forças para o impedir ou coisa parecida.
Ele começou a tirar a minha camisola e ia deixando pequenos beijos nos meus seios e no pescoço. Só um toque dele e as minhas cordas vocais pareciam que vibravam com toda a sua potencialidade. Pequenos gemidos saiam da minha boca. Ele coninuava a tirar as minhas calças. Ele pôs a mão no meu rabo e apalpou-o, e outro gemido saiu da minha boca. Ele passava a sua mão nas minhas coxas, enquanto a outra estava a tentar desapertar os botões da sua camisa vermelha aos quadrados pretos ou vice-versa. Quando o conseguiu ele estava de roupa interior e calças e eu só de roupa interior. Ao bocados ele tirou-me o soutien e meus seios ficaram visíveis. Ele trilhava vários beijos neles. Seguidamente, desviou as minhas cuecas e enfiou seu dedo do meio. Minhas pernas queriam se fechar, minha barriga controcia, cordas vocais vibravam. E ele... ele estava ali a brincar com dedo dentro de mim a girá-lo e a dobrá-lo. Ele depois tirou e um alivio prencheu-me, mas durou pouco, pois de seguida enfiou dois o do meio e o indicador. E fizera a mesma coisa. E eu ali sem forças para fazer nada. Meu corpo queria parar, mas meu coração queria que ele continuasse. Ele tirou-os e lambeu. Tirou as suas calças juntamente com os seus boxers e penetrou-me o seu pénis. Eu agarrava no seu cabelo e puxava.
-Diz o meu nome.- ele pediu entre os seus gemidos.
-Kendall.
-Diz que me amas.
-Amo-te.
E assim cheguei ao orgamos e rapidamente ele também chegou.
Ele acarinhou a minha bochecha com festinhas.
-Também te amo.- e deu-me um beijo na testa. -Vamos dormir.
Ele e eu vestimos os pijamas, arrumamos as roupad que estavam espalhadas, abrimos os sacos de cama e deitámo-nos.
***********************
Acordei com uma pessoa a mexer-me no cabelo.
-Bom dia.- disse ainda com os olhos fechados.
-Bom dia, princesa.- a sua voz rouca matinal "matava-me", literalmente claro.
-Que horas são?- questionei olhando finalmente para aqueles olhos verdes magnitizantes.
-Hm, oito da manhã.- ele diz e eu levanto-me apressada. -Que foi?
-A minha irmã vai lá a casa às nove.
-Ah, okay. Então temo-nos despachar.- ele levanta-se e veste-se.
[...]
-Como está o bebé?- perguntou Kendall.
-Está bem.- Dianna responde.
-Já se sabe qual é o sexo?- perguntei.
-Sim...
-Então e?
-É rapariga.
-Ow.- eu e Kendall dissemos em coro.
-E já sabem o nome?- Kendall perguntou.
-Não, ainda não.- respondeu John.
-Hum, okay. O chá está bom?- perguntei.
-Sim, está.- Dianna respondeu.
-Voltaste a fumar?- perguntei preocupada.
-Não. Eu ando a fazer um esforço para ver se esta menina nasce bem de saúde. Nunca iria perdoar.
-Podia não ser culpa tua.
-Mesmo assim. Mas, Claire, posso falar contigo em privado?- ainda olhei desconfiada, mas cedi. Ela estava grávida acho que não faria nenhum mal.
-Sim, vamos para o meu quarto.- Kendall ainda olhou para mim com aquela "eu vou estar atento".
-Que querias dizer?- perguntei fechando a porta do meu quarto.
-Eu queria explicar aquele ódio que sentia por ti. É que quando tu...
"-Filha?
-Sim mãe?
-Qual o nome que queres dar à tua nova irmã?- uma senhora com uma menina recém-nascida nos braços perguntou.
-Não sei. Dianna. Ela pode se chamar Dianna, mamã?- outra menina sentada na cama perto de sua mãe interrogou.
-Mas Dianna é o teu nome.- seu pai respondeu.
-Mas era giro ter o mesmo nome.
-Era mas va lá. Escolhe outro nome que a enfermeira está à espera.
-Hm, eu gosto de Claire.
-Então Claire será.
-Mamã? Papá?
-Sim, filha.- disseram os dois em coro.
-Eu irei amá-la e irei também cuidar dela como vocês.
-Eu sei que sim, filha.
[...]
Mas passado algum tempo, Dianna tinha ficado com ciúmes da própria irmã.
-Ela têm tudo e eu não.- comentava para si própria a pequena Dianna.
Claire ainda era pequena e tinha atenção dos seus pais, dos empregados, dos amigos da família, da família, concluíndo de toda a gente. E Dianna ficava de parte. E sua raiva foi aumetando que um dia bateu na sua irmã. Tentou sufucá-la e até chegou a agredi-la com pontapés e socos. Ai, seus pais acharam melhor ela viver longe deles, deserdando-a e ir viver com a avó materna. Cada ano que passava desejava mal a seus pais e à sua irmã. E quando soube que o pai tinha escrito um livro sobre a sua história de amor, ficara irritada, porque não falava no seu nascimento, só o da Claire. E todos os anos sonhava com a morte da sua irmã. Sua avó não a conseguia controlar. Dianna entrara por maus caminhos. E ninguém a conseguia parar. Até que um dia depois de tentar matar sua irmã [lembra-se desse dia, certo?] ela percebeu-se que ela é que tinha criado tudo isto. E que ela tinha que mudar o rumo da sua vida. E a única pessoa que podia ajudar era a sua irmã."
-Estou muito arrependida. Desculpa.
-Eu desculpo-te.- e demos um abraço forte.