Último Capítulo :(
#Sofia on#
Já tinha passado para aí uns 20 minutos e eu aqui sem saber nada. Não sei se o Harry me ajuda ou não ou se eles os dois discutiram ou algo assim. De repente ouço batidas na porta e quase que tinha um mini ataque cardíaco. Levantei-me da cama e fechei o portátil indo em direção á porta, abri-a e á minha frente estava o Harry.
Harry: Hey… - falou aprofundando as suas mãos nos bolsos das suas calças.
Eu: Hey…
Harry: Eu tive a falar com o teu irmão…
Eu: E vais-me ajudar?
Harry: Claro! Nem percebo o porquê de não teres ido logo falar comigo…
Eu: A serio que não entendes?- perguntei inclinando-me na porta
Harry: A serio. Nem percebo porque não me dissestes que tinhas sido presa.
Eu: Porque haveria de dizer? Afinal tu és simplesmente um desconhecido, que é amigo dos meus amigos, nada mais.
Harry: Á poucos dias era mais disso…
Eu: Falaste bem, á poucos dias… Isso é passado…
Harry: Já me esquecestes então?
Eu: Podemos não falar sobre isto, afinal pensei que me ias ajudar não puxar discussões!
Harry: Eu não quero discutir, eu só me quero explicar…- ele disse e eu rolei os olhos bufando- Eu prometo que só demora uns minutos e depois eu ajudo-te, por favor!
Eu: Mais uma promessa? Ainda acreditas nisso?
Harry: Por favor, tu nem precisas de falar, só precisas de me ouvir, nada mais!
Rolei os olhos mais uma vez, mas deixei-o entrar. Eu sei que me vou arrepender disto mais tarde, mas estou farta de fazer de conta que estou bem e que não me importa o que ele fez. Ter uma simples conversa não significa que eu tenha de o perdoar ou de voltar para ele. Eu só quero uma explicação. Isso e mais nada!
Ele sentou-se na cama numa ponta e eu sentei-me na outra evitando qualquer contacto visual ou físico, desta vez eu não me ia deixar cair tão facilmente como antigamente, se é que me vou deixar cair.
Harry: Em primeiro lugar, eu nunca te traí.
Eu: Claro que não! Daqui ao bocado até me vais dizer que não existe nenhuma Sam nem nenhuma Taylor! Claro, claro…- gozei com a afirmação dele
Harry: Taylor existe, agora Sam, nem por isso!
Eu: Não existe?- perguntei olhando-o nos olhos á espera de ver alguma prova que me levasse a pensar que ele estava a mentir, mas não havia.
Harry: Não, não existe.
Como assim não existe? Não estou a perceber nada, se ela não existe, porque raio é que ele fez o que fez? Será que isto quer dizer que ele nunca me traiu? Ou é mais uma das suas mentiras?
Harry: Eu estava bêbado quando mandei aquela mensagem. Eu não a queria mandar, mas digamos que eu não raciocino nas piores situações e aquela sem dúvida era uma deles.- ele argumentou quando eu não falei
Eu: Então não há Sam nenhuma?- perguntei estupefacta, nunca considerei que aquilo fosse mentira
Harry: Nop.- Ele disse olhando-me nos olhos- Eu nunca te traí, nem nunca te irei trair…- falou lentamente e com a voz mais rouca que o habitual- Eu seria incapaz de fazer isso…- continuou chegando mais perto de mim
Por uns momentos considerei perdoa-lo e beija-lo como já quero fazer há muito sem nunca admitir mas graças a Deus ainda tenho sanidade por isso afastei-me dele fazendo-o aperceber-se de que não iria ser tão fácil como antes.
Eu: Isso não muda nada!- disse desviando os meus olhos dos seus- Isso aconteceu depois de termos acabado…
Harry: Mas não muda nem um bocadinho?
Eu: Se muda alguma coisa, é o meu ódio por ti e na mesma assim não muda muito.- Respondi friamente apesar de não o odiar, de todo.
Harry: Eu não vou fazer asneira desta vez nem agir como um parvo.
Eu: Que bom para ti, mas infelizmente para mim é game over. Já foram muitas vezes que acreditei que podias mudar, isto não vai ser uma delas.
Harry: Porque é que te focas nos maus momentos? Não consegues ver que nem sempre foram maus momentos! O momento da fogueira na fraternidade, lembras-te?- ele perguntou e eu acenei lembrando-me de tudo como se tivesse passado hoje
#Flashback on#
Retirei os braços do Harry da minha anca e arranquei a pulseira que ele me tinha dado no dia em que acabou comigo.
Harry: Que estas a fazer?
Não lhe respondi e puxei-o pelo braço. Tirei a pulseira igual á minha que estava no braço dele.
Eu: Pega!- dei-lhe a pulseira- Daqui a 21 segundos atira-a para a fogueira!
Harry: O quê? Mas porquê? Estás a acabar comigo?
Eu: Não mor! Tal como a Tess disse é a fogueira das segundas oportunidades e nos começamos á pouco tempo uma, por isso vamos livrarmo-nos das más recordações e esta pulseira traz-me a recordação de acabares comigo e eu não quero!
Harry: Ah, ok!
Começou-se a ouvir pessoas a contar 10, 9,8 e mais pessoas a chegarem-se para a fogueira. Eu e o Harry demos a mão e preparamo-nos para atirar as pulseiras.
Eu e Harry: 5,4,3,2,1,0!!!!!!!- atiramos as pulseiras ao mesmo tempo.
O Harry amarrou-me pelo braço, encostou os nossos corpos, roçou os nossos narizes e depois beijou-me. Foi um beijo inesquecível, talvez o melhor que dei! Foi perfeito.
#Flashback off#
Harry: Ou quando estávamos em casa da minha mãe e tu não tinhas roupa para dormir.- ele disse aproximando-se, fazendo-me relembrar daquela noite
#Flashback on#
Harry: Não, aqui o teu rei dá-te roupa!!
Eu: Pera, Pera, Parou tudo! Eu tenho um rei?
Harry: então não vês?- apontou para o seu corpo
Eu: Não, infelizmente o meu namorado esta á frente do rei!
Harry: ai é? Então não te dou roupa!
Eu: isso é muito baixo, mesmo muito! Só estas a usar essa desculpa para eu dormir de roupa interior!
Harry: Por acaso não tinha pensado nisso, mas se insistes…
Eu: Não, não insisto! Anda la dá-me roupa!
Harry: Esta bem chatinha!- foi a um móvel e tirou uma camisola- Pega, veste esta!- atirou-me uma camisola dos ramones
Tirei o sutiã mas de costas para ele e vesti-a.
Eu: Sabes eu tenho uma camisola parecida, mas é em cinzento e sem mangas
Harry: Sabes que essa camisola tem um rumor!
Eu: A serio? Qual?
Harry: Se um dia eu deixar uma rapariga vestir essa camisola significa que ela é a tal!- amarrou-se a mim e apalpou-me o rabo que estava só coberto com umas cuecas e com a camisola dele
Eu: então eu sou tal?
Harry: A tal, a única, aquilo que quiseres chamares, só te quero a ti ao meu lado!- encostou a sua cara no meu pescoço beijando-me o ombro.
#Flashback off#
Harry: Ou quando ficamos sozinhos naquele fim-de-semana com a minha família.- disse aproximando-se mais e sem querer a minha mente foi logo para aquele momento
#Flashback on#
Eu. Que piada!... Agora a serio! Como vamos?
Harry: Não te preocupes! Há uma estação de comboios a 1 km de distância aqui!
Eu: Temos que andar 1km?
Harry: Eu sim, tu não! Eu posso sempre carregar-te!
Eu: Carregar-me?
Harry: Sim, por exemplo assim!- amarrou-me pela cintura e colocou-me os seus ombros como um saco de batatas.
Em minha defesa dava-lhe chapadas no rabo e gritava para ele me largar. Ele acabou por ceder e deitou-me no chão colocando-se depois em cima de mim. Beijou-me o nariz e olhou para todas as minhas feições e traços da minha cara e eu da dele.
Harry: Sabes uma coisa?
Eu: O que?
Harry: És perfeita!- beijou-me carinhosamente
Coloquei as minhas mãos nas suas costas enquanto as dele estavam no chão para eu aguentar com o peso dele. Paramos o beijo quando as nossas respirações já estavam ofegantes.
Eu: Sabes outra coisa?
Harry: O que?- sorriu mostrando as covinhas
Eu: Tu és mais que perfeito!- voltamo-nos a beijar e outra vez e outra vez até a barriga do Harry roncar.
Eu: Estas com fome amor?
Harry: Por acaso, comia alguma coisa. É que ainda não comemos nada desde ontem.
Eu: Então vamos lá comer!
Harry: Vamos FAZE-LO!
Eu: Tu a cozinhar?- soltei uma gargalhada
Harry: Sim, qual é o problema?
Eu: Muitos, mas mesmo muitos!
Harry: Ai é?- sorriu com uma cara suspeita
Eu: É!- disse com convicção.
Harry: Vais-te arrepender!- mal acabou de falar, fez-me cócegas por todo o lado.
Eu: Harry! Para!- disse no meio de risos.
Harry: Nem penses!- disse a rir-se e fez-me mais cócegas.
Eu: Para! Por favor! Hazza!
Ele parou e começou a rir-se das minhas tentativas de respirar e controlar as gargalhadas. Levantou-se esticando a sua mão na minha direção.
Harry: Vamos lá cozinhar!- agarrei a mão dele e levantei-me
Eu: Correção: Tentar cozinhar.
#Flashback off#
Harry: Ou como as nossas vozes soam bem juntas mesmo de manhã!- ele falou aproximando-se cada vez mais mas desta vez recuei mas, infelizmente, não pude evitar o aparecimento de um desses momentos na minha cabeça.
#Flashback on#
Harry POV
Estava tão bem a dormir mas o barulho de alguém a cantar acordou-me. Abri os olhos devagar por causa do sol e vejo a Sofia a cantar “Best Song Ever” em cima da minha cama aos saltos.
Sofia: And we dance all night to the best song ever!
Eu: We knew every line now I can´t remember!
Sofia e eu: How it goes but I know that I won’t forget her!
Sofia: ´Cause we dance all night to the best song ever!
Eu: I think it goes Ohohohoh! I think it goes!
Sofia: Yeah, yeah, yeah! I think it gooooes!
Eu: Say her name was Georgia Rose! AU!
Sofia: And her daddy was a dentist! Yeah, yeah!
Eu: Say I got a dirty mouth!
Sofia: You gotta a dirty mouth- ela sentou-se em cima de mim com as pernas á volta da minha cintura.
Eu: But she kiss me like she meant it!- ela beijou-me ferozmente e da maneira mais selvagem que alguma vez o fez.
Sofia: Bom dia amor!- disse quando acabou o beijo
Eu: Bom dia princesa! Boa maneira de em acordar!
#Flashback off#
Harry: Ou mesmo, quando tu gravas-te uma música no meu estúdio e pensavas que me podias esconder!- ele falou com um sorrido desafiador relembrando-me do quanto mau mas bom foi aquele momento
#Flashback on#
Harry: Este filme não tem nome!- ele resmungou rodando o Cd
Eu: Qual?
Harry: Este!- ele mostrou-me a demo com a minha música
Eu: Ah, isso não é um filme….- Disse atrapalhada
Harry: Mas parece!
Eu: Mas não é! Fogo!- levantei-me e tirei-lhe a demo da mão
Harry: Calma amor, é só um DVD… Oh espera…- sorriu perversamente- é “daqueles” filmes!- fez aspas com as mãos
Eu: Ahm? Que filmes?
Harry: Aqueles…- aproximou-se de mim e agarrou-me pela cintura- aqueles que ainda não tens idade para ver…- beijou-me o pescoço
Eu: Harry!- afastei-o quando entendi o que ele estava a falar
Harry: Não precisas de ter vergonha babe, eu próprio tenho alguns!
Eu: Cala-te meu! Não é nada disso! Porco! Escolhe mas é outro filme! Rápido!- voltei-me a deitar na cama
#Flashback off#
Eu: Tu sabias?- falei referindo-me á demo
Harry: Era o meu estúdio! Obvio que sabia!
Eu: Como?
Harry: Uns dias depois, quando cliquei no botão para ouvir a última demo gravada pensando que seria a minha, ouvi a tua. E já agora cantas muito bem!- ele elogiou-me fazendo-me ficar envergonhada mas sem nunca deixar-me levar pelo momento- Vês afinal a nossa relação não era assim tão má e eu tenho 100% que poderá e há mais bons momentos.- ele falou aproximando-se tentando-me beijar.
Afastei-me dele e ignorei o beijo levantando-me da cama e falando quando vi o olhar de confusão da cara dele.
Eu: E os maus? É suposto eu ignorá-los? Olha que não é fácil esquecer quando me escondias coisas.
#Flashback on#
Fui até ao quarto do Harry entrei e ele estava deitado na cama com o telemóvel, nem reparou que entrei. Fiquei um pouco encostada a beira da porta a vê-lo a rir-se para o telemóvel. Como já estava a morrer de ciúmes, sim ciúmes, não sei porque mas estava, então decidi entrar completamente e sentei-me em cima dele tirando-lhe o telemóvel das mãos.
Harry: Sofia!
Eu: É exatamente esse o meu nome!
Harry: Esta tudo bem?- colocou as mãos na minha anca aproximando o meu corpo do dele
Eu: Claro!- encostei a minha cara ao seu peito
E ali estávamos os dois amarrados simplesmente a ouvir as respirações um do outro enquanto ele passava as mãos pelo meu cabelo. Mas o som do telemóvel dele interrompeu-nos. Ele simplesmente ignorou a chamada. Não sei porque mas tenho impressão que algo não esta bem, tem quase a certeza que ele me esta a esconder alguma coisa.
Eu: Porque não atendes-te?
Harry: Não era importante!
Eu: Podia ser, agora nunca saberás.
Harry: Ninguém é mais importante que tu!
Eu: Esta tudo bem contigo?- levantei o meu tronco ficando sentada em cima dele.
Harry: Sim!
Eu: Harry… ahm… Tens alguma coisa que me queiras dizer?
Harry: Eu? Não!
Eu: vou refazer a pergunta, estás-me a esconder algo?
Ele arregalou os olhos e nervosismo era claro nos mesmos, ele ia responder mas o som de alguém a bater a porta interrompeu-o.
#Flashback off#
Eu: Ou o quanto covarde foste e as vezes que fugiste das situações só porque eram difíceis.
#Flashback on#
Desliguei sem lhe dar tempo para responder e virei-me rapidamente deitando o Harry para o chão.
Harry: Hey! Ni! Tem cuidado! Sou precioso!- riu-se e sentou-se á minha frente
Não retribuí o sorriso e simplesmente continuei com a minha expressão preocupada e séria.
Harry: Que foi amor?- perguntou encaixando as nossas mãos.
Eu: Harry, nós temos de falar…
Harry: Ok, que se passa Ni? Estás-me a assustar!
Eu: Nós ao bocado não usamos proteção?- soou mais como uma pergunta do que uma afirmação
Harry: Acho que sim, não sei, não reparei…
Eu: Eu não estou a perguntar… Estou a afirmar…
Harry: O quê?- arregalou os olhos e largou as nossas mãos
Eu: Nós não usamos nem hoje nem no dia da casa da árvore.
Harry: O quê?- levantou-se- Como? Como é que me pude esquecer?- gritou o que fez que algumas pessoas olhassem para nós
Eu: Harry! Acalma-te!
Harry: Acalmar? Como?- pegou na sua roupa- Eu já venho, vemo-nos no hotel!- ele informou-me e virou costas andando rapidamente
Eu: Harry! Harry!- chamei mas ele ignorou-me e desapareceu do meu campo de visão em segundos.
#Flashback off#
Eu: Ou o quanto bruto és!
#Flashback on#
Eu: Achas que EU quero ser mãe?- perguntei apontado para mim- Olha bem para mim… Tenho 17 anos, ainda estudo e tenho uma vida inteira pela frente! Achas que eu quero? Eu não quero!- argumentei e os meus olhos começaram a lacrimejar e as lágrimas ameaçavam sair fortemente- E tudo que eu queria era que o meu namorado estivesse comigo e me ajudasse mas NÃO! Fugiu e depois apareceu-me com um teste de gravidez e com os conselhos de uma estúpida farmacêutica.
Harry: Querias que fizesse o quê?- aproximou-se mais de mim, causando-me por segundos um pouco de medo
Eu: Queria que falasses comigo!
Harry: Queres falar? Falemos então! Basicamente, tu podes estar grávida e a única solução é fazer um teste de gravidez, mas em vez de o fazeres, dramatizas e fazes-te de vítima! Conversa acabada.
Eu: Uau!
Harry: Vais fazer o teste ou não?- perguntou friamente
#Flashback off#
Eu: Ou o quanto bruto e covarde podes ser ao mesmo tempo!
#Flashback on#
Eu: Fizeste isso tudo por cobardia?
Harry. Eu não chamaria cobardia, chamaria preocupação! Eu não queria que saísses magoada!
Eu: YA, YA! Tens razão! Porque afastares-te de mim e chamares-me nomes é melhor do que ouvir um “ Acho que isto não está a funcionar, é melhor acabarmos”. Ya tens razão! Palmas para ti!- ataquei acabando a minha afirmação com palmas
Harry: A serio Sofia? Vais ficar chateada por causa disso?
Eu: Chateada? Ya, por acaso até vou! Nem sei como voltei para ti! Fizeste-me tanta merda e com um pedido de desculpas voltei logo para ti!- disse aumentando o tom da minha voz e levantando-me da piscina
Harry: Eu não tenho culpa que precises sempre de alguém e que venhas a rastejar para mim mal eu estale os dedos!- ele disse levantando-se da piscina e aumentando o tom de voz como eu
Eu: Agora atacas-me? É assim que queres jogar! Tudo bem! És um covarde!- disse empurrando-o um bocado- Infantil!- disse dando outro empurrão- Mentiroso!- insultei-o voltando a empurra-lo um bocado- Egoísta!- continuei dando mais um empurrão- E por último, a pior pessoa que alguma vez conheci!- disse empurrando-o ainda mais fazendo com que ele caísse á piscina
Fiquei especada a olhar para ele enquanto ele tentava controlar-se debaixo de água e só saí do recinto quando ele conseguiu levar o seu corpo fora da piscina e quando tive a certeza que estava tudo bem com ele.
#Flashback off#
Eu: E das mentiras que me fizeste acreditar cegamente.
#Flashback on#
Limpei as mãos á toalha e o meu telemóvel voltou a tocar então desbloqueei- o vendo as mensagens.
De: Harry
Também sinto a tua falta Sam! Estou finalmente livre, tal como prometi! Já podemos estar á vontade, sem esconder nada! Falamos depois, agora vou sair! Amo-te! <3 Xx
De: Harry
Desculpa, não era para ti :\ Opss Xx
#Flashback off#
Eu: E da maneira que me maltratas.
#Flashback on#
Harry: Também não ia dar! Mas isto quer dizer que acabamos mesmo?
Eu: Só podes estar a gozar comigo certo? Tu traíste-me com uma gaja chamada Sam sei lá durante quanto tempo e agora estás a trai-la com ela!- disse apontando para a Taylor- Já para não falar como lidas-te com a minha quase gravidez! És um idiota, um cabrão e um filho da put*! É mais do que obvio que acabamos!- disse dando-lhe um estalo com toda a minha força
Neste momento a minha mão está a arder e o meu braço também, já para não falar na quantidade de pessoas que estão a olhar para mim.
Louis: Hey Ni! Tem calma!- ele disse afastando-me do Harry
Harry: Mas tu estas maluca? Quase que me matavas hoje e ainda tens o atrevimento de me dar um estalo?- ele gritou aproximando-se de mim
A verdade é que estou com medo do que ele faça. Mas para minha sorte tenho o Louis á minha frente.
Louis: Harry! Acalma-te!
Harry: Acalmo-me? Só podes estar no gozo!
Louis: Harreh!
Harry: Ficas já a saber que nunca mais, NUNCA MAIS, vamos voltar! E já que pudeste chamar-me tudo aquilo que quiseste, agora é a minha vez! És maluca e não no bom sentido, ciumenta, infantil, mimada e uma grande CABRA!- ele disse aproximando-se mais de mim
#Flashback off#
Eu: Podemos ter bons momentos que nunca iremos esquecer mas também temos maus momentos que eu nunca irei esquecer e olha que só disse os que aconteceram recentemente, pois eu melhor que ninguém, sei que existem mais e que nunca haveram mais. Isto é o fim. Não há volta a dar. A única coisa que podemos tentar fazer é criar uma amizade, porque como é óbvio nós nunca nos iremos livrar um do outro.
Harry: Amizade? Como é que é suposto criar uma amizade em cima de todos estes maus momentos inesquecíveis, como tu dizes?- ele perguntou finalmente percebendo que não há volta a dar e que nunca iremos voltar a namorar, nunca.
Eu: Sendo sinceros, contando todas as mentiras, se é que ainda existem algumas! E esquecendo-as ou melhor, perdoando-as.
Harry: Eu não sei se isto conta como mentira, mas eu tenho-te escondido algo há muito tempo.- Ele falou brincando com as suas mãos sem olhar para mim
Eu: E o que é essa coisa?- perguntei mantendo-me o mais calma possível, apesar de interiormente estar cheia de raiva por ainda haver mais uma mentira que eu ainda não sei.
Harry: Á uns anos, ainda antes do X Factor, eu meti-me no grupo errado de amigos e, não estou a meter-lhes a culpa, mas eles mostraram-me e deram-me algo totalmente fantástico naquela altura. Eu tinha 15 anos e a “coisa” mais fixe que tinha feito era só bebido um copo de champanhe na festa de ano novo e ter dado uma passa num cigarro, por isso quando eles me deram a oportunidade de experimentar algo melhor, eu aceitei, eu sei que é parvo, mas aceitei.
Eu: Por favor, diz-me que não estás a falar daquilo que eu penso que estás a falar!- pedi pensando em mil e uma coisas más neste momento
Harry: Tudo começou numa festa,- ele falou ignorando o meu pedido- era só um charro, nada de mais! Mas depois dessa experiência tudo melhorou na minha vida; eu era mais popular, todas as raparigas queriam andar comigo, as minhas notas aumentaram porque havia sempre alguém que me dava as respostas, tudo estava perfeito. Mas os charros já começavam a ser cansativos, por isso experimentei heroína. E a partir daí, consegui algo que tinha estado a tentar á anos, consegui entrar para a equipa de futebol da minha escola, o que fez com que, aquilo que parecia não poder ficar melhor, ficasse melhor. E depois experimentei outro tipo de drogas e quando cheguei ao ponto de querer parar, não conseguia. Aquilo que eu levava na brincadeira, virou um vício.
Eu: Ainda o fazes?- perguntei com lágrimas nos olhos, mas sem nunca as largar
Harry: Sim…- ele admitiu levantando-se envergonhado- Mas eu não vou ser como o teu pai, eu vou parar, se tu me disseres para parar, eu não te vou maltratar como ele fez com a tua mãe, nem nunca deixarei os nossos filhos, como ele fez!- ele disse sem ter a mínima ideia do quão grave é o que ele acabou de dizer
Eu: Como o meu pai?- perguntei largando as lágrimas que achei que não iria largar
Harry: Tu não sabes?- ele perguntou e depois quando olhou bem para mim acrescentou- Oh meu deus! Eu não fazia a mínima ideia que não sabias! Desculpa!- ele disse aproximando-se
Eu: O meu pai é um drogado? Tu és um drogado?- perguntei odiando o quão mal soava a palavra “drogado”
Harry: Desculpa… - ele pediu baixo mas perfeitamente audível para o silêncio do quarto
Eu olhei uns segundos para ele e tentei interiorizar as novidades enquanto lágrimas desciam da minha cara. O meu pai era um drogado e ele maltratava a minha mãe? Como é que eu nunca soube? E como é que ele sabe? Louis! Claro que foi ele!
Saí de repente do quarto sem dirigir uma palavra ao Harry e corri para o quarto do Louis onde ele estava quase a fechar a porta sem reparar em mim. Meti o meu pé de maneira a impedir que ele fechasse a porta e chamei o nome dele baixo.
Louis: Sofia?- ele disse totalmente surpreendido quando abriu a porta para ver o que o impedia de a fechar
Eu puxei-o para dentro do quarto e entrei como uma louca, talvez seja melhor eu me acalmar. Mas, sinceramente, como é que me posso acalmar? Ele escondeu-me algo muito importante durante anos e para além disso acabei de descobrir que o meu ex-namorado é um drogado, por isso não há maneira alguma de me acalmar!
Louis: O que é que se passa?- ele disse seguindo-me para dentro do quarto-Sofia?- ele perguntou-me e eu parei virando-me para ele- Estás a chorar? O que é que ele te fez?- ele perguntou claramente irritado e zangado
Eu: Ele? Nada! Quem me fez mal foste tu, não ele!- “Não totalmente” acrescentei na minha cabeça mas não o disse em voz alta, já que isto não é sobre o Harry mas sim sobre o Louis e o meu pai
Louis: Eu? O que é que eu fiz?- ele perguntou totalmente surpreendido
Provavelmente ele esperava que estás lágrimas fossem sobre algo parvo que o Harry me diria e não sobre ele.
Eu: O que é que fizeste? Escondeste-me a verdade sobre o meu pai!- eu gritei parcialmente e a cara dele virou de surpreendido para arrependido em meros segundos- Escondeste que ele era um drogado!- aumentei mais a voz e aproximei-me dele- Toda a gente sabia, menos eu!- falei baixo devido a falta de ar que tinha do choro
Louis: Eu não queria esconder, mas era a única maneira! Acredita é muito melhor saber a versão de que o pai simplesmente bebia e que a mãe o expulsou de casa do que saber o que eu sei! De saber que ele lhe batia todas as noites depois de ter estado com os seus “amigos” a beber e a drogar-se! De saber que ele era 100% infiel á mãe! De ter de ouvir os choros dela quando ele lhe batia ou de ter de ouvir os choros quando ele saia de casa, ambos sabendo o que se ia passar quando ele voltasse. Mas o pior é saber que eu não podia fazer nada! Eu não me podia intrometer nem ajudá-la!- ele falou largando lágrimas ao longo do desabafo- Eu tinha de saber isso e a mãe também, porque eramos suficientemente “velhos” para ver a cruel realidade, mas vocês? Vocês não! Vocês ainda eram pequenas e nem suspeitavam de nada! Eu fiz isso porque era o melhor e ainda continua a ser o melhor!- ele afirmou amarrando as minhas mãos
Olhei para ele e a cara dele estava cheia de lágrimas, aproximei-me mais dele e abracei-o, não compreendendo mas imaginando o porquê de ele ter escondido!
Louis: Tu não sabes o quão difícil foi ver o que vi! Nem sabes o quão difícil foi para a mãe aguentar com tudo!- ele continuou limpando as lágrimas da cara dele- E nem tens de saber, porque já passou! Ele nunca vai voltar e nunca mais nos vais incomodar, seja a mim, á mãe, á Ash, á Tori ou a ti! Ele nunca nos vais magoar, nunca mais!
Eu: Isso quer dizer que ele morreu?- perguntei fracamente devido ao nó na minha garganta e do choro ainda entupido dentro de mim
Louis: Sim… Ele morreu no ano passado…- ele afirmou os meus pensamentos com uma voz fraca mas mais forte do que a minha
Eu: Como?- perguntei rezando que não fosse o que eu pensava
Louis: Overdose…- ele falou confirmando os meus pensamentos
Sem querer ouvir mais nada, comecei andar devagar até á porta.
Louis: Sofia, onde vais?
Eu: Vou dar uma volta, eu preciso de dar uma volta…- falei saindo do quarto
Os meus pensamentos estavam totalmente preenchidos com as imagens do meu pai, que eram poucas, mas neste momento eram o suficiente para me destruir.
A minha cabeça começou a imaginar como foi para o Louis isto tudo, como era vir da escola, ver a própria mãe destroçada e ter de viver debaixo do mesmo teto que aquele homem. De quantas vezes, ele terá imaginado como seria se ele desaparecesse. Ou de que o quanto difícil era fingir que nada se passava e de ter que tomar conta de nós e de nos impedir de ver ou ouvir o mesmo que ele ouvia e via. Ou, mesmo, de como difícil foi viver estes anos culpando-se pelo que aconteceu e arrependendo-se de não ter ajudado a própria mãe.
Mas o pior era a minha mãe. Nem quero imaginar o quanto foi difícil para ela vir todos os dias do trabalho totalmente exausta e ainda ter de passar pelo que passou! Todos os dias! Sem falar, nos filhos com poucos anos de vida que ela tinha de tomar conta. Ela é totalmente fantástica! É maravilhoso o quanto ela não mostra o que passou, o quanto forte ela se tornou mesmo depois de tantas más coisas! Eu nunca tinha dito que a amava, como filhos normais faziam, como os meus irmãos faziam, porque no fundo eu culpava-a por ela ter deixado o meu pai ir-se embora, mas isso vai mudar, agora. Peguei no meu telemóvel e marquei o número dela esperando que ela atendesse, mas não atendeu o que fez com que eu fosse parar ao voice-mail.
Eu: Hey mãe! Eu sei que isto soa estranho mas…- falei baixo sem me aperceber onde estava até uma luz encontrar os meus olhos e finalmente me aperceber que estava no meio da rua, na estrada e que um carro vinha na minha direção, sabendo que não havia maneira nenhuma de eu sair a tempo falei o que eu já devia ter falado há muito tempo- eu amo-te!- disse vendo a cara do condutor assustado quando se apercebeu que eu estava em frente dele e vendo-o atrapalhado o que ainda fez com que o carro me batesse com mais força. O telemóvel saltou da minha mão e as minhas costas bateram com outro carro e depois bateram no chão fazendo-me parar de respirar. Comecei por tossir mas desisti quando me apercebi que não ia dar resultado e aos poucos os meus olhos foram-se fechando e a dor do meu peito e das minhas costas foi desaparecendo até uma escuridão se aproximar de mim e tudo desapareceu. Eu já não ouvia os passos das pessoas vindo na minha direção ou os lamentos do condutor, nem via o chão da estrada, a única coisa que eu ouvia era silêncio e a única coisa que via era escuridão. Mas minutos depois já conseguia ver, mas não era a minha visão, parecia a visão de alguém, de alguém que estava a ver-me morrer e foi quando vi o Louis gritando o meu nome e correndo para o meu corpo na estrada que me apercebi que já não pertencia mais a este mundo. Que estava morta.
(Queria agradecer a todos que leram esta fic e que votaram e principalmente aqueles que comentaram e me mandaram mensagens sobre a história! Espero que tenham gostado do fim, apesar de ser triste, é o fim que achei melhor e eu adoro-o! Desculpem se não gostaram ou se esperavam outro fim...
Obrigada a todos! Eu adoro-vos!)
PS: daqui a uma semana e tal (se tanto) vai haver um capitulo que vai explicar o que aconteceu depois, mas este é o fim, o proximo será mais um bonus :)