The Different: Vampires N' De...

By Jaguarte

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Já haviam se passado Quatro anos desde a morte de Alice e Troy. As famílias ficaram cada vez mais unidas por... More

1- After Four Years
2- So Strange
3- Normal Day
4- $TRE$$
5- Descobertas
6- We are...?
7- Pequeno Colapso
8- Cerimônia de Aceitação
9- Day Hunt, babe
HAAREW NON É CAP
10- Idiocy By Alice
11- SUPRISE, BITCH
12- Adeus Camila
13- Life N' Death
14- Blue Screen
NON É CAP SEUS LINDOS
15 -VERY LUCKY, BITCHES
OPAAAA
16- Training (Part.1)
NON É ATT, NÃO TOMBEM MEUS QUERIDOS
17- Wa?... Fuck, Don't Belive
18- Training and... Antichrist?
19- Pranzo
Comunicadíneo :)
20- Hunger Games
21- Shark Bloody
22- Back To...
23- Little Lion
SÓ PRA DESCONTRAIR
24- Pequeno Lobisomem
Q/A para vosmecê
25- Seraphim
26- Querubim
27- Nova Zelândia Part.2
29- Jealous part.2
30- Secrets?
31- Two hard choices
32-Regeneration
33- Dúvidas?
34- Erva Coração
35- Fucking Sick
36- Aro Volturi
37
38- Viva outra vez
39- Roupas...Especiais
40- Thompson
41- Antichrist... Again?
42- Despedida Part.1
43- Despedida Part.2
44- Recém...
45- Epílogo.

28- Dracarys

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By Jaguarte

|N/A: E AI NAVEGANTES, TUDO BACANAAAA? CÁ ESTOU EU COM MAIS UM CAP DESTA FIC LINDA E CHEIROSA. E NÃO GALERA, NÃO ESPEREI COMPLETAR UM MÊS HOJE PRA POSTAR, FOI TOTALMENTE CCOINCIDÊNCIA SÓ FUI VER ISSO AGORA. ENFIM, NÃO GASTAREI VOSSOS TEMPO, ENTÃO, BOA LEITURA CABRITOS NAVEGANTES|

※※※※※※※※※※※※※※※

Point Of View Alice Milazzo

Assim que os meus oito afilhados terminaram de brincar com o Nicolau, meu enorme jaguadarte, ficaram bem cansados e com sono, então o mais viável foi botá-los pra dormir num dos quartos que havia no castelo. Nós adultos ficamos jogando conversa fora no quintal enquanto Troy, Belzebu e eu fazíamos o churrasco de Ocelotes.

— Asm— Ouvi Lauren me chamar, olhei pra trás e as duas me olhavam sentadas na mesa — Poderia nos contar a história de como conseguiu um Jaguadarte?— Pediu docemente com sua voz manhosa. Olhei pra Troy e ele apenas deu um pequeno sorriso sem mostrar os dentes.

— Bom, foi o seguinte— Deu um pequeno pigarro— Troy e eu estávamos numa missão lá pra depois das montanhas Suecas, tivemos algumas várias aventuras entre algumas tavernas, numa delas percebemos que havia um grupo de assassinos de Aluguel relaxando enquanto bebia e beijava algumas garotas. Eles pareciam bem felizes, até demais— Olhei pra Troy que riu.

— Aquele dia foi insano— Troy comentou, e rapidamente assenti.

— Troy e mais dois amigos foram desafiados pelos assassinos para um duelo casual com armas de fogo. Quem fosse derrubado primeiro teria que dar tudo o que tinha, e bem, eles pareciam ter bastante dinheiro— Comentei— E como eu queria ser um pouco justa, eles estavam em seis e nós estávamos em quatro. Nem cogitamos a hipótese de tirar dois de lá, isso só ajuda a reforçar nossa coragem— Frisei.

— Sem contar que eles tinham mais armas que nós. Quer dizer, nós não tínhamos nada, eles nos deram um revólver qualquer todo enferrujado, era mais propenso que aquelas armas dessem apenas um tiro e em nós— Troy riu, o que nos fez rir.

— Então, nós quatro viramos de costas e eles também. Mas nós sabíamos que dois deles estavam de frente pra nós nos apontando as armas, antes de chegar no três viramos e atiramos na perna dos seis e depois na mão pra que eles largassem as armas— Contei— Ok, fomos meio injustos por não esperar chegar no três, mas estávamos em menos e nem usamos nossos poderes que já estavam um pouco melhores. E foi daí que eu resgatei o Nicolau— Finalizei, ele soltou um pequeno rugido lá do topo do castelo, olhamos pra lá e ele nos assistia com aqueles enormes olhos avermelhados e suas pupilas dilatadas.

— Ele realmente parece um fúria da noite, só que três vezes maior— Camila comentou, lentamente Nicolau foi descendo do castelo com todo cuidado pra não destruir outra torre como ele fez da outra vez, deitou no chão espalhando-se todo.

— Olha como é manhoso esse monstro— Fui andando até ele e fiz um pequeno carinho embaixo de seu queixo, o que o fez fechar os olhos.

— Quando Alice pegou Nicolau ele era um pequenino Dragão que cabia na palma da sua mão— Troy comentou.

— Verdade, ele era um mini bebê, agora é um bebezão— Dei um pequeno beijo no seu focinho.

— Não to gostando disso— A voz de Perséfone soou, olhei pra lá e ela estava acompanhada de Sirius com os filhotes.

— Pronto, chegou a outra cheia de ciúmes— Revirei os olhos rindo.

— Antes mesmo dessa coisa enorme chegar eu já estava aqui, só estou lembrando mesmo— Apontou pra Nicolau, que a olhou e veio rastejando um pouco pra perto de mim deixando sua cabeça do meu lado, soltando um rugido em seguida— Não me manda calar a boca— Olhou pra ele, que fechou os olhos numa expressão bem tranquila e plena.

— Perséfone, pelo amor de Lúcifer, já é uma jovem adulta, tem como parar de implicar com ele. Só é um bebê— Abracei a cabeça de Nicolau que fez um barulho mostrando que estava satisfeito.

— Um bebê que já faz bebê, só se for. Você já foi no ninho dele lá em cima? Ou melhor, Ela— Perséfone contou, rapidamente olhei pra Nicolau.

— Nicolau é Nicoletta na real?— Perguntei surpresa, ele riram.

— Pois é, você aí achando que é Macho, mas na real é uma baita de uma Fêmea— Sirius comentou.

— Caralho Nicola-Letta, me enganou esse tempo todo— Botei a mão na cintura e ela rugiu baixinho manhosamente deixando melhor no chão, encostando um de seus chifres no meu pé.

— Então quer dizer que Nicoletta é fêmea e tem um ninho lá em cima?— Lauren comentou surpresa.

— Tem alguma coisa no ninho?— Perguntei pra Perséfone.

— Parece que tem um ovo lá, não tenho muita certeza— Perséfone balançou a mão.

— Você cruzou com quem?— Botei as mãos na cintura de novo olhando pra 'Nicoletta' que soltou um pequeno rugido e virou a cabeça pra outra direção, e eu me senti obrigada a olhar pra lá.

Uma montanha relativamente longínqua se mostrara entre a vegetação densa daquela parte montanhosa de Nova Zelândia. Tinha quase falta de nitidez mas dava-se pra ver um "pequeno" buraco na montanha.

— Será que terei de ir lá?— Falei ainda olhando pra paisagem.

— Puta merda, tem mais um Dragão lá? Caralho, Daenerys— Troy falou surpreso, isso nos fez rir.

— Ei, dessa vez a culpa não é minha" Minha avó, Emilia, comentou, e daí foi a gargalhada certeira.

— Mamãe Dragão— Zombei, ela me olhou.

— Dessa vez o Dragão nem é meu, minha neta— Foi cínica sorrindo pra mim.

— Ok— Dei de ombros— Dracarys— Falei mais alto a imitando.

Assim que disse a palavra, Nicoletta rugiu um tanto quanto alto e uma labareda saiu de sua boca em direção ao céu. Emilia me olhava impressionada e com um sorriso orgulhoso de orelha a orelha.

— Quem diria, não é? Minha neta falando Valiriano sem nem mesmo eu ter ensinado— Emilia botou as mãos no quadril— Onde aprendeu isso?— Perguntou curiosa.

— Em tão tão distante, numa pequena ilha no meio do oceano Pacífico há um povo com uma cultura totalmente medieval, eles ainda não evoluíram tanto como nós e lá tem muitos dragões. Eles conversam apenas por Valiriano, um pouco de inglês, mas é bem raro— Contei.

— São quantas pessoas nessa ilha?— Emília perguntou aparentemente animada.

— Acho eu que são de 60 a 70 pessoas entre crianças, adolescentes, adultos e idosos. Esse tanto de gente pra 120 dragões— Comentei contagiando-me com sua animação.

— Eu achava que meu povo estava instinto— Riu emocionada tendo os olhos criando lágrimas.

— Seu... Povo?— Se eu estava surpresa? Claro que sim.

— Em 1947 mamãe se mudou pra essa ilha com papai, dois anos depois eu nasci, vivi minha infância e adolescência lá, com 18 anos engravidei de um menino um ano mais novo que eu, o que ninguém sabia é que ele era muito bom com os dragões e me ensinou inúmeras coisas sobre eles. Antes de sua mãe nascer fui nomeada a Rainha de Santo, o nome da ilha em que meu povo vive, mas depois de um ataque à piratas eles acharam melhor que eu saísse da ilha já que eu estava praticamente parindo. Queria ficar e lutar, mas eles me botaram à força no barco e meu 'marido' ficou pra trás— Fez aspas com os dedos referindo-se ao seu antigo parceiro.

— Por que nunca me contou isso?— Laura perguntou.

— Porque nunca tive uma oportunidade pra isso, filha— Emilia passou a mão em seus cabelos — Eu gostaria de ver meu povo de novo— Dava pra ser o desejo em sua voz.

— Posso levá-la para vê-los se for o seu desejo mais verdadeiro no momento, minha Rainha— Fiz uma pequena reverência lhe esticando uma das mãos, discretamente levantei o olhar pra ela, que riu balançando a cabeça em negação e logo pôs a mão na minha.

— Você não existe, mas aceito seu convite— Sorriu, o que me fez sorrir também.

— Bom, Nicoletta poderia nos levar amanhã até lá, aí iremos visitar seu povo Valiriano— Mostrei animação.

— Não vejo a hora de rever meus irmãos de novo, aquele vilarejo inteiro eu considerava como minha família— Minha vó comentou empolgada e nostálgica.

— Eles pareciam muito bem desde a última vez em que os vi. E faz um bom tempinho, não é irmão?— Olhei pra Troy que balançou a cabeça em positivo.

— E eles são maravilhosamente receptivos. É uma recepção calorosa, com frutas e animais de oferenda. As crianças ficam encantadas, as pessoas querem te tocar vinte e quatro horas por dia. Eles são totalmente isolados do resto do mundo, tipo aquelas tribos indígenas lá da Amazônia— Troy comentou.

— É verdade, faço das suas palavras as minhas irmão. Eles são curiosos e bem agitados. Tudo fazem correndo, com animação e garra. O banquete que nos fizeram na noite em que passamos lá estava regado, quase que a vila toda foi para nos receber— Contei.

— Creio eu que eles sabiam quem ele estavam recebendo— Dinah comentou.

— Oh! Não DJ, não sabiam. São pessoas pacatas e desatualizadas. Eles não sabem que Lúcifer tem uma filha, muito menos que sou eu. E gosto assim, eles me tratam como eu sempre quis ser tratada. Como uma pessoa normal, não necessito de privilégios— Balancei as mãos.

— Como isso? Filha, você é herdeira do trono do submundo. É a primeira rainha do Inferno, e quarta pessoa real a governar um Império gigantesco de Demônios e os sobrenaturais em geral. Claro que precisa de privilégios, temos sangue negro correndo em nossas veias— Lúcifer deu pequenas tapas em seu braços.

— Mas pai, o senhor não acha demais isso tudo? Já sou rainha, governo um reino enorme, tenho inúmeras legiões de Demônios, tenho os sobrenaturais como devotos fiéis, alguns humanos também. Meus poderes são insuperáveis, eu posso ter o que eu quiser e quando eu bem quiser. Não preciso de privilégios, acho injustiça da minha parte. A única entidade que é mais poderosa que eu é Deus, depois dele vem á mim, um Serafim— Falei numa pose autoritária— Papai, se sua época de reinado foi com enormes ostentações, bacanais liberados, privilégios até cansar, ótimo pra você, mas eu não consigo ter o ego tão inflado assim como o seu— Neguei com a cabeça.

— Eu falo e você ainda insiste. Teimoso. Tem mais é que escutar sermão da filha mesmo, bem feito— Laura soltou cansada revirando os olhos enquanto cruzava os braços.

— Ok, tudo bem, já entendi que o seu reinado está sendo melhor, mamãe dos sobrenaturais, acolhedora, humilde, do povão. Beleza, já entendi— Lúcifer deu um pequeno chilique.

— Puta merda, a cada dia que passa você realmente está parecendo uma adolescente de 17 anos farta de ouvir o sermão monótono de sua mãe toda a vez que pede pra sair com os amigos— Revirei os olhos passando a mão pelos cabelos.

— Bem específica— Lauren falou baixo.

— Mas tenho que ser meu bem. Tenho que ser— Suspirei pesado.

— Cara, nunca imaginei que seria tão difícil assim ter uma filha adulta, preferia quando você era mais nova, não sabia de nada, nem que era um demônio— Comentou nostálgico e indignado.

— Vampiro e Serafim também— Minha mãe completou.

— Eu ainda não acredito que seja um Serafim, na minha cabeça isso não faz o maior sentido— Meu pai tinha uma cara confusa, olhei pra a minha avó e ela balançou a mão me apoiando.

— Vá e mostra pra ele— Minha avó falou num sorriso, o que me fez sorrir também.

Dei alguns poucos passos pra frente para me assegurar de que tinha espaço o suficiente para que eu me transformasse, e tinha. Apenas fechei os olhos me concentrando, respirando fundo e soltando o ar bem lentamente. Conseguia sentir meu corpo mudar a cada segundo que passava, as unhas crescendo, a estatura mudando, os chifres saindo e o mais importante, as seis asas.

Lentamente abri os olhos e todos eles me olhavam admirados, observando cada pedacinho da minha verdadeira forma. Olhei para as minha mãos e minhas unhas estavam extremamente pontudas e afiadas. A minha cauda balançava de um lado para o outro majestosamente.

— Agora, toque na minha asa, qualquer uma, e faça um pedido claro e coerente— Pedi pacientemente olhando para o meu pai, que assentiu rapidamente vindo pro meu lado e encostando numa das asas— Mas precisa ser um pedido do bem, e que não afete negativamente a vida de outro ser— Comentei.

— Pode ser qualquer pedido?— Perguntou curioso.

— Ya, mas do bem— Deixei claro.

— Gostaria que trouxesse Drácula à vida de novo— Pediu, lentamente virei meu rosto pra ele que aparentemente falava sério, eu vi verdade nos seus olhos.

— Não vou nem perguntar o por que, mas se for pra fazer alguma merda juntos, mato ele e você junto— Ameacei.

— Até parece que irei me juntar à Drácula contra você, estaria praticamente pedindo minha sentença de morte— Comentou baixo.

Quando o pessoal menos esperou, estalei os dedos e uma rachadura abriu-se no chão, nem tão grande, mas também nem tão pequena. Um de meus demônios lançou, literalmente, Drácula pra fora da rachadura, que logo se fechou. Drácula estava na nossa frente de carne e osso. Parecia bem perdido enquanto estava sentado no chão com aquele sua roupa típica toda suja de cinzas e a capa um pouco queimada, devia ser a lava.

— Olá Dracula— Falei chamando sua atenção, ele olhou pra mim rapidamente.

— Asm-Asmodeus— Drácula soltou parecendo assustado— A senhorita mudou demais desde a última vez em que nos vimos— Parecia querer elogiar.

— Agora sim minha transformação está completa, sou realmente um Serafim agora— Apontei-me por inteiro.

— Oh! Majestade, desculpe meu erro, por todos os meus erros do passado. Estou profundamente arrependido por tê-los feito, e ainda ter influenciado alguns sobrenaturais a seguirem meus passos— Drácula reverenciou-me.

— Não vou te perdoar, você é o único sobrenatural que não merece o meu perdão, Drácula. Não satisfeito em tentar me matar quando eu era pequena, só com cinco anos, tentou me matar quando tinha vinte anos. A sede de poder, a ganância, cega as pessoas. E você ficou cego, queria que os sobrenaturais me matassem de qualquer jeito, queria encontrar meu diário pra descobrir meus pontos fracos. Agora você sabe onde fica o meu diário, você foi pra lá— Minha pose de autoridade estava se fazendo presente por que era necessário.

— Lá é bem quente, mas de qualquer forma não consegui ler seu diário, ele só tem páginas em branco— Drácula contou frustado.

— Claro, só quem tem os olhos dos Senhores da Morte podem ler— Contei— Enfim, papai, o que quer com ele?— Perguntei curiosa olhando para o senhor do meu lado que tinha um sorriso malicioso nos lábios.

— Lúcifer? Mas você.... E você. Minha Santa Asmodeus, o que está acontecendo aqui?— Drácula exclamou surpreso e confuso.

— Ah! Sim— Pigarreei— Lúcifer você já conhece esse trapo, e mamãe aquele é Drácula, o senhor que tentou me matar quando eu era menor. Foi ele quem cortou os meus dois pares de asas— Contei.

— Oh! Olá fracassado. Sabe que minha avó protegeu minha filha e ainda a transformou num Serafim, não é?— Minha mãe estava claramente rancorosa, mas orgulhosa de mim.

— Sei sim Sra. Milazzo, e peço desculpas por tentar matar sua filha por duas vezes— Drácula pediu sentindo.

— Não tem de pedir desculpas pra mim, e sim pra ela. Mas como ela não aceita, não posso fazer nada, senhor— Mamãe deu de ombros de um jeito cínico.

— Mas papai, o senhor não me respondeu. O que quer com Drácula?— Perguntei novamente.

— Então, quero que ele seja meu servente— Lúcifer falou.

— Isso é um pedido ou uma ordem?— Sorri pra ele.

— O que achar melhor. Vai de sua interpretação— Balançou a cabeça.

— Acho que foi uma ordem— Sorri maleficamente para Drácula que arregalou os olhos pra mim.

— Fará isso comigo, majestade?— Drácula tinha a voz tremida.

— Já fiz, Drácula— Fui curta e grossa.

— Majestade, eu pedi perdão e a senhora não quis aceitar, serei obrigado a tomar providências— Drácula soou misterioso enquanto tinha o rosto virado pra baixo
— Garotos— Gritou levantando rapidamente do chão enquanto levantava as mãos.

Porém não aconteceu absolutamente nada, ficamos olhando pra ele esperando que algo acontecesse, mas realmente nada aconteceu.

— Garotos— Gritou novamente, mas nada aconteceu— Arh, desisto. Eu sou seu escravo e você é meu patrão, vou te servir até minha morte blah, blah, blah— Revirou os olhos num completo tédio e conformação.

— Posso?— Meu pai pediu permissão, assenti deixando— Ha! Vem comigo, escravo— Pegou na gola do ser pálido que estava em pé na nossa frente e aparatou, sumindo diante dos nossos olhos.

— Pra onde ele foi?— Ally perguntou.

— Ele sabe pra onde foi— Riu balançando a cabeça— Enfim, vamos logo terminar esse churrasco— Fui em direção ao balcão em que estava as peças de carne.

— Não sei se te chamo de Asm, ou Lice, fiquei confusa agora— Dinah comentou.

— Me chama do que achar melhor— Dei de ombros.

— Lice, estou curiosa sobre uma coisa— Dinah falou, soltei um som nasal pedindo pra que ela continuasse— O que aconteceria se humanos quisessem ser transformados em Vampiros ou demônios?— Perguntei, lentamente virei-me pra ela, que me fitava com expectativa junto à Normani.

— Bom, se eles forem fortes o suficiente creio que aconteça, sim, uma transformação— Falei, um pequeno sorriso lhe cresceu no canto da boca.

— Pra você, nós somos fortes o suficiente?— Perguntou.

— Arh, Dinah— Suspirei apoiando a mão na testa.

— Qual é Lice, nós somos as ultimas humanas do nosso grupo, e já estamos prontas pra isso faz um tempinho— Contou.

— Só queríamos uma oportunidade pra te falar isso— Normani também entrou na onda.

Olhei pra Lauren e depois pra Camila, não sabia o que falar naquele momento, apenas olhar para as minhas noivas. Voltei o olhar pro casal Norminah que me fitava ainda com expectativa.

— Bom...— Dei um pigarro— A Laur pode me ajudar nisso, ela sabe transformar. Só que assim, uma de vocês será uma vampira e a outra uma demônio— Apontei as duas.

— Já conversamos sobre isso também. Dinah será a demônio e eu a vampira— Normani as apontou.

— Ok, e...— Respirei fundo passando a mão pelo rosto— Podemos resolver isso mais tarde, acho que não terei mais nenhuma tarefa, estarei livre. Na empresa está tudo certo, o bar só será aberto lá pela parte da noite, mas Shawn está cuidando disso junto com Alicia e Troyen— Fiz uma pequena anotação mental.

— Os nomes daqueles dois irmãos realmente é Alicia e Troyen?— Camila parecia surpresa.

— Ya, com certeza. Nós os salvamos de serem capturados por caçadores— Contei voltando à minha tarefa de antes.

— E os caçadores?— Lauren perguntou, Troy e eu nos entreolhamos.

— Comemos eles— Falamos quase que sincronizadamente.

— Comeram no sentido de alimentação?— Minha mãe perguntei, a olhei com uma expressão incrédula.

— Claro mãe, imaginou que os comemos como? Pelo amor de Lúcifer e Deus, não passou pela nossa cabeça violentá-los e nunca vai passar esse pensamento doentio na nossa cabeça— Falei rapidamente— Eu não teria coragem de fazer isso com ninguém, muito menos Troy, ele sabe que se fizesse teria o maior prazer de cortar seu amigo fora— Fingi ameaça.

— E eu o seu— Rebateu.

— Pelo menos eu ainda teria um segundo lugar pra sentir prazer— Brinquei, ele abriu e fechou a boca mas não falou nada— Já você...— Deixei a frase no ar enquanto me inclinava um pouco pro lado enquanto olhava pra sua bunda.

— Ow! Espera um pouco, aqui ninguém toca— Rapidamente levou suas mãos até suas nádegas o que nos fez rir.

— Relaxa cara, ninguém vai tocar aí— Levantei as mãos em rendição, mas quando menos esperamos Ally correu até seu noivo e apertou sua bunda, logo em seguida correndo pra bem longe.

— Ah! Pestinha— Troy gritou correndo atrás dela.

— Troy Milazzo Ogletree não estou acreditando que o senhor está correndo com uma faca na mão— Minha mãe o repreendeu, rapidamente ele deu meia volta na nossa direção.

— Desculpa, tia Laura— Riu sem graça deixando a faca em cima da bancada— Allyson, você não me escapa— Gritou voltando a correr na direção em que Ally havia ido.

— Ai gente, esse é o meu casal— Falei rindo enquanto olhava pro pessoal.

— Nosso casal— Dinah sorriu olhando pra direção onde os dois tinham ido.

— Todos os dias eu agradeço seja lá quem for por vocês dois terem ido lá para o colégio— Camila veio até mim e me abraçou assim de lado.

— O nome disso é Destino, pequena— Dei um pequeno beijo no topo da sua cabeça.

***

Um pouco mais tarde, na hora em que o sol estava pondo-se minhas responsabilidades como Rainha do Submundo haviam acabado por hoje, teria mais algum tempo com a minha família e amigos. Todos estávamos reunidos no castelo agora, mas precisamente na sala de estar decidindo se iríamos pedir pizzas ou Yakisoba.

— Vamos pedir os dois, e cada um come o que quer— Ally sugeriu.

— Boa baixinha, ótima ideia— Concordei rapidamente pegando minha carteira.

— Não vai pagar sozinha, sua louca— Troy também pegou sua carteira.

— Dois loucos— Dinah esticou-se pra pegar a bolsa de Normani e dela de dentro tirou duas carteira.

— Quatro loucos— Camila já ia puxando sua bolsa, porém com a minha Telecinese puxei a bolsa pra mim e a segurei.

— Não— Estalei o dedo— Vocês também— Assim que estalei os dedos a carteira que estava na mão deles sumiu— Eu resolvo isso, sim? Sim. Ponto final desse assunto— Finalizei.

— Ela sempre foi assim, insuportável? Porra, deixa a gente pagar— Meu pai interferiu.

— Sempre Lucius, se você conhecesse sua filha um pouco melhor saberia disso— Minha mãe deu uma pequena tapa na sua cabeça, o que nos fez rir.

— Papai, entenda uma coisa, eu tenho tanto dinheiro que preciso gastar com alguma coisa. Por isso que gosto de gastar tudo assim, eu não sei mais no que gastar— Falei, senti que todos me olhavam com tal sorriso malicioso— Ok, agora eu sinto que terei bastante motivos pra gastar meu dinheiro, podem falar. Um de cada vez, por favor— Pedi.

— Lice, por mais que seja meio idiota meu pedido, mas eu sempre quis ir pra Disney— Normani contou, e todas as outras meninas concordaram.

— Ok, tudo bem, considere já realizado, só preciso ver um dia vago na minha agenda pra nós irmos— Falei, e apontei pra Camila.

— Sempre quiser ter uma Harley Davidson Street Bob preta— Falou um tanto quanto animada.

— Ok, nós vamos pessoalmente na loja comprar. Considere realizado— Dei um pequeno sorriso e apontei pra Ally.

— Queria que meus pais tivessem a própria igreja pra parem de falar mal da igreja dos outros— Ally pediu um tanto quanto envergonhada e aparentemente sem paciência.

— Pode deixar, eles terão essa tal de igreja dos sonhos— Balancei a mão e apontei pro meu pai.

— Eu gostaria de ter tantas coisas, por exemplo, um harém— Meu pai falou num tom sonhador e recebeu uma tapa da minha mãe no braço— Estou brincando querida, meu coração é seu, e o resto do corpo também— Riu enquanto a abraçava— Eu queria poder viajar com a minha filha pra conhecê-la melhor— Seu desejo parecia singelo e verdadeiro.

— Nós tivemos 16 anos inteiros pra nos conhecermos, e quando finalmente achei que iria conviver com o meu pai ele finge que morreu e vai morar nas Bahamas tem uma vida atoa, sem preocupações, enquanto eu estava aqui tomando uma surra da vida e com medo de acontecer alguma coisa com o Império em que meu avô e você construíram durante anos, porque um ser irresponsável deixou isso tudo na mão de uma adolescente de 16 fucking anos— Falei como quem não queria nada. Minha voz estava calma e plena, como minha expressão facial também, mas era nítido a mágoa e rancor que eu carregava.

Para quebrar o clima eu apontei pra Dinah, que me olhava com um pequeno sorriso no rosto, como se estivesse dizendo "Que orgulho da minha cria". E foi isso mesmo que escutei do seu pensamento. Dinah e eu sempre conversamos muito sobre a minha vida e sobre tudo, principalmente sobre eu ser órfã e ter que me virar na vida. Contei tudo sobre o que eu sentia em relação ao meu pai e o que eu queria falar pra ele caso voltasse e forçasse a barra.

— Bom, eu sempre quis ter várias coisas, mas no momento eu tenho dois pedidos— Dinah começou— Quero uma casa maior para a minha família ficara até porque minha mãe está grávida e vai vim mais uma cria por aí. E segundo, gostaria muito de ter meu próprio carro, de preferência um BMW— Sorriu sem mostrar os dentes.

— Ok, uma casa maior e um carro— Confirmei e apontei pra Lauren.

— Não sei na verdade, meus pais sempre me deram tudo, então não sei— Lauren deu de ombros, quando eu ia falar ela me cortou— Eu não preciso, mas os bebês sim. Quero um quarto bem elaborado pra eles— Pediu.

— Pode deixar, nossos bebês terão a melhor vida, só não serão mimados. O que eu odeio é criança mimada. Faz pirraça bem escrota pra querer alguma coisa. Nós vamos explicar pros pequenos que isso é errado— Exigi.

— Claro que vamos explicar, se tem uma coisa que não gosto é criança mimada. Puta merda, só faz passar vergonha— Camila passou a mão pelo rosto.

— Então, já que entramos no assunto Bebês. E aí Alice, já sabe o que são. Duas meninas? Dois meninos? Uma menina e um menino?— Troy perguntou animado, semicerrei os olhos pra ela.

— Você já sabe o que são, palhaço. Antes de eu te contar você já sabia, tinha previsto o futuro de eu chegar em você e contar— Falei ainda semicerrando o olho pra ele, que riu.

— É, eu já sei. Mas o pessoal quer saber, inclusive as mamães que os carregam— Pousou sua mão sobre a barriga de Lauren.

— Ok, quando elas chegarem no sexto mês eu conto— Falei— E não gente, não adianta insistir, só vou falar quando chegar no sexto mês— Retruquei rapidamente.

— Ah! Qual é Asm, eu quero saber logo quem ganhou a aposta— Dinah insistiu.

— Relaxa cara, quem ganhou a aposta ficará bem feliz. Extremamente feliz— Sorri pra Troy, que riu balançando a cabeça em negação.

— Prevejo pessoas muito putas— Troy comentou entre o riso.

— Prevejo pessoas bem chateadas com o resultado, mas em compensação ficarão babando em cima dos netos, fazer o que não é?— Dei de ombros.

— Eu acho que já sei o que sei o que são— Camila falou em meio a um sorriso— Duas meninas?— Soltou num animação incomum. Troy e eu nos entreolhamos.

Começamos a assobiar cinicamente enquanto voltávamos a fazer o que tinha que fazer. Ele ligando pra pizzaria e eu ligando para ao restaurante de comida japonesa.

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