Austin

By autoracinthiabasso

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Você acha sua vida difícil? É porque não tem Austin Hopper como Capitão. Ele é uma lenda entre os Capitães da... More

Sinopse!
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 17
Capítulo 18
Capítulo 19
Capítulo 20
Capítulo 21
Capítulo 22
Capítulo 23
Capítulo 24
Capítulo 25
Capítulo 26
Capítulo 27
Capítulo 28
Capítulo 29
Capítulo 30
Capítulo 31
Capítulo 32
Capítulo 33
Capítulo 34
Capítulo 35
Capítulo 36
Capítulo 37
Capítulo 38
FINAL
Epílogo
AGRADECIMENTOS

Capítulo 16

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By autoracinthiabasso

- Ela gostou de você!

Eu duvidava completamente disso, mas não falaria agora, não quando ainda tentava digerir todos os acontecimentos.

- Sei. – concordei apenas para encerrar aquele assunto. Não gostava de falar das minhas desconfianças. Preferia ter certeza absoluta antes de afirmar qualquer coisa.

- Sério. Acredite em mim, você saberia se ela não tivesse gostado.

Hopper se jogou na cama, enquanto eu olhava as fotos no mural do seu antigo quarto. Dona Maeva não tinha mexido em absolutamente nada e eu sentia como se pudesse me conectar de forma mais profunda a criança que ele era com o homem que havia se tornado, apenas em olhar as fotos penduradas e surradas no quadro em uma das suas paredes. Tinha fotos dele criança, brincando, jogando futebol e até mesmo com um carro, que eu suspeitava ter sido seu primeiro, por causa da felicidade que demonstrava na foto.

- Quantos anos você tem? Não me respondeu lá fora... – falei enquanto permanecia vendo seu sorriso através dos retratos de uma infância e juventude completamente diferentes das minhas.

- Trinta e cinco.

Eu imaginava ser essa a sua idade, já que quando ingressei na Marinha, ele tinha alguns anos de serviço, sendo que a maioria considerava pouco o tempo que ele servia para a quantidade de condecorações que possuía. Hopper tinha a fama de nunca errar um tiro correndo por toda a frota e suspeitava que ninguém iria querer descobrir se tudo o que falavam era mesmo verídico.

- Há uma boa diferença entre a gente.

Dei com os ombros e permaneci olhando as fotos, completamente absorta na tranquilidade que ele passava por elas.

- Oito anos não são tanto assim.

- São um pouco, provavelmente quando eu tinha dez anos, você já levava as garotas à loucura.

- Isso eu não vou discordar. Mas, não demorou muito depois disso para eu seguir carreira. Então eu aproveitei um pouco, nada demais, perto do que teria aproveitado se ficasse por aqui.

Olhei para ele, que ainda estava com os braços atrás da cabeça, sorrindo com o pensamento. Nunca tinha o visto tão relaxado e aquilo derrubou todas as minhas proteções. A forma como tratava sua mãe, sua irmã e seu sobrinho eram simplesmente demais para qualquer pessoa ligar o Hopper fora da Marinha com o que vestia o uniforme e honrava todos os juramentos... Menos um... Mas esse realmente tinha sido culpa nossa, em conjunto, então não deveria recair somente sob sua culpa.

- Está mesmo se sentindo bem em Operações Especiais?

Ele franziu a testa, provavelmente se perguntando o motivo por eu ter lembrado disso exatamente nesse momento e nem eu sabia o porquê, apenas queria entender mais do que ele estava tendo que enfrentar para que continuássemos nos vendo. Eu deveria ser taxada até mesmo de egoísta por ter sentido alívio quando o vi na porta de casa e ouvi sua explicação, mas foi exatamente dessa forma que me senti. Completamente aliviada por poder ficar mais um tempo com ele e entender tudo o que acontecia dentro de mim.

- Não é questão de me sentir bem. Por incrível que pareça, temos muitas coisas para fazer e muitas missões secretas para executar, com alta periculosidade; uma adrenalina muito bem vinda na minha vida... O meu receio é não querer parar e descobrir algo que me faça não acreditar mais no propósito de tudo, entende? Não sei Em... Mas tem uma coisa muito errada acontecendo naquela base e eu me sinto cada vez mais impulsionado a descobrir o que é... Mas ao mesmo tempo eu temo descobrir, tudo é tão confuso.

Eu entendia o que ele queria dizer. Éramos treinados com o único propósito de defender a nação, de qualquer coisa, de qualquer pessoa e de qualquer intenção.

Qualquer coisa contrária a isso seria renegar o dever que abraçamos no momento em que proferimos os juramentos, tão sagrados para os patriotas que vinham acima de tudo e todos. E tanto eu quanto Hopper, havíamos quebrado essa ideia, já que a Marinha não era mais minha prioridade e suspeitava que a dele também não. Então para que patamar estávamos indo, afinal?

- As coisas estão tensas por lá...

Fiquei esperando para que ele contasse como tudo era e com o quê, de fato, lidavam. Porque eu estava mais do que preocupada, ele tinha feito aquilo por mim e se algo acontecesse com Hopper exatamente por estar lá, eu não sabia o que seria de mim. Viver com a culpa e dor seria demais para que eu suportasse e meu sexto sentido realmente me encaminhava para a realidade de que nada daquilo cheirava bem.

Claro que o governo não era nem um pouco claro quanto as suas questões mais sigilosas, apenas nos mandavam à frente e que se fodessem nossos corpos caso viéssemos a morrer ou falhar em missão. A verdade era que podíamos contar apenas com nós mesmos e com os parceiros de pelotão, mais ninguém e muito menos com a piedade do inimigo. Agora, se nem com os parceiros poderíamos contar, como transparecia Hopper ao falar, estávamos mesmo muito ferrados. Atirar se preocupando com sua retaguarda seria a pior das formas de se ir a campo.

- Como assim tensas?

- Não posso contar minhas desconfianças à ninguém, apenas em você eu estou confiando no momento. Sabe Em, eu tive a certeza a cada maldito dia que se passou nesses últimos meses, que eu não te quero por lá. Eu consigo suportar tudo que me impõem, sem problema algum, mas se eles fizessem as mesmas coisas com você, eu não sei se o patriotismo me manteria calmo. Eu realmente não sei, e é exatamente isso que me preocupa... Estão recrutando os melhores para embarcarem em uma missão que ninguém sabe ainda ao certo o que vai englobar e eu me preocupo que você acabe sendo uma das selecionadas e que o que eu fiz não tenha valido nada. – Hopper colocou as mãos sobre os olhos e eu conseguia ver nitidamente a preocupação invadindo seu semblante. Ele não estava brincando e pela primeira vez desde que começamos toda essa confusão eu me senti realmente apavorada.

- Não vão me recrutar.

Não iriam, não é? Porquê fariam isso? Eu tinha sido rebaixada antes de sair em licença e isso provavelmente seria um motivo para que eu permanecesse no mesmo lugar.

- Essa possibilidade existe – Hopper disse de forma amarga e eu percebi que era esse o motivo para ele estar meio aéreo desde que bateu na porta da minha casa. Agora o que eu devia pensar sobre isso, eu já não tinha a menor ideia.

- Caso aconteça não há muito o que fazer, vamos lidar com isso. Acho que conseguimos ficar juntos sem que ninguém saiba.

Hopper levantou bruscamente e bateu com a mão fechada na cômoda à sua frente, claramente irritado com qualquer possibilidade de ficarmos juntos, ele não me queria e eu era uma idiota por achar o contrário – Não é isso, porra! Você não entende que eu não vou conseguir me concentrar com você por lá? Não entende que eu escolhi, escolhi a merda dessa base pra poder ficar o mais longe possível e deixá-la decidir o que queria? Não entende que eu fiz toda essa porcaria pra poder não ter que escolher entre você e a pátria? Porque sabe qual é o meu maior problema, Em? – balancei a cabeça negativamente, mesmo sabendo que era uma pergunta retórica. – Que desde aquela noite em que coloquei meus olhos em você, com uma caneca de cerveja na mão e totalmente perdida em pensamentos, eu perdi Em, perdi totalmente meu chão e a partir daquele momento, o serviço já não me parecia mais tão importante.

Abri minha boca, assustada, completamente vidrada no homem a minha frente, que me olhava com uma profundidade que eu sentia amolecer minhas pernas e todos os meus pensamentos. Depois de tudo o que ele disse, seria muita idiotice minha achar que não era no mínimo importante na vida dele.

- Fica calmo. – levantei e fui até ele, que estava agora encostado na cômoda, completamente perplexo com o que tinha dito, desconfiava que essa não fosse a sua intenção... Se abrir de uma forma que eu saberia seus maiores medos.

- Eu tento, mas é mais difícil do que eu imaginei.

Abracei-o e fiz carinho nos seus fios de cabelo, baixos e rentes devido a obrigação de cortá-los que a Marinha impunha. Aquele gesto parecia simples mas carregava muito mais do que queríamos demonstrar. Demonstrava importância um com o outro, a qual não poderíamos ter, não enquanto servíamos o país. Burlamos as regras com ele em outra base, mas algumas pessoas ainda não concordariam e nós sabíamos disso, até mesmo meu pai sabia.

- Vai dar certo, Hopper.

- Se um de nós dois precisar sair para ficarmos juntos, como vai ser?

Ele expressou a minha preocupação de forma alta e clara, e caramba, eu não tinha uma resposta para esse questionamento. Eu estava apenas me preocupando com o presente, no momento, já que ele por si só, me assustava mais do que qualquer outra coisa. Se eu fosse pensar no futuro também, com certeza estaria muito longe de Houston e mais longe ainda de um homem chamado Austin.

Mas como eu adorava correr de frente para o perigo, essa possibilidade nem tinha passado pela minha cabeça.

Nada estava passando pela minha cabeça, nada além da preocupação clara que ele tinha comigo, se fosse o que eu suspeitava, nós estávamos muito mais ferrados do que eu poderia imaginar. As coisas não seriam erradas e teríamos que fazer escolhas que nos deixariam quebrados, mesmo sem querer isso e realmente não tinha muito a ser feito. Aquele romance havia sido proibido desde o começo e talvez fosse exatamente por esse motivo que nos envolvemos tanto. O proibido nos fascinava e tornava tudo muito mais empolgante e esse era exatamente o problema agora: parar algo que nos fazia sentir vivos.


**************

OLÁAAAAA

Tudo bem com vocês????

Espero que tenham gostado do capítulo! 

Até a próxima gente!

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