A Inimiga da Morte

By RubeniaBernardo

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As pessoas estão certas quando dizem: "Tenha cuidado com o que fala, pense bem antes de dizer algo, palavras... More

Capítulo 01
Capítulo 02
capítulo 03
desabafo.
capítulo 04
capítulo 05
capítulo 06
capítulo 07
Certa Intriga
Capítulo 08
Capítulo 09
Desgosto
capítulo 10
Capítulo 11
conselhos
capítulo 12
capítulo 13
Mentiras
capítulo 14
capítulo 15
Incredulidade
capítulo 16
capítulo 17
Arrependimento
capítulo 18
capítulo 19
Solução
capítulo 20
Capítulo 21
Situação
Capítulo 22
Capítulo 23
Egoísmo
Capítulo 24
Capítulo 25
Desespero
capítulo 26
capítulo 27
Esclarecimento
Capítulo 28
Capítulo 29
Mudança
Capítulo 30
Capítulo 31
Receio
Capítulo 32
capítulo 33
Amizade
capítulo 34
capítulo 35
Palavras
Capítulo 36
Capítulo 37
Dúvidas
Capítulo 38
Capítulo 39
"Meu anjinho Micael"
Capítulo 40
Capítulo 41
Capítulo 42
Capítulo 43
Capítulo 44
Capítulo 45
Capítulo 47
Capítulo 48
Capítulo 49
Capítulo 50
Capítulo 51
Capítulo 52
Capítulo 53
Capítulo 54
Capítulo 55
Nunca É Tarde
Elenco

Capítulo 46

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By RubeniaBernardo

  Depois daquilo fui rapidamente correndo para casa. Cheguei lá em poucos minutos. Toquei a campainha para minha mãe vir abrir para mim mas nada. Ninguém ouvia.

Franzi o cenho.

– O que será que aconteceu?

Pensei em ir na casa da minha avó.
Cerrei os punhos ao lembrar de Gabriel e o que ele disse sobre ela. Mas Ah, foda-se. Ele não manda em mim.

Saí de lá e corri para a casa da Minha avó. Seja o que for, ela estaria lá. Tinha que está lá. Chegando na casa dela, entro sem bater, já que sua casa vivia literalmente 24 horas aberta. Olhei para os degraus, e aquela última cena, da morte veio na mente. Rapidamente subo as escadas tentando encontrar alguém. Minha avó pelo que eu sabia, ainda continuava doente. Então a casa estava entregue aos meus tios. Passei de frente ao seu quarto e entrei. Tive um susto ao ver que ela não estava lá. Lembrei que ela poderia estar num hospital. Respirei fundo e fiquei observando suas coisas antigas, passando a mão nos seus móveis, vasculhando suas gavetas. Coisas que eu fazia quando era uma criança. Ri ao lembrar disso. Até que no meio de tanta coisa velha na gaveta acho uma caixinha. Era a caixa onde vovó guardava suas jóias. Vasculhei aquela caixa inteira. Tinha brincos, anéis, colares, pulseiras, relógios... Peguei cada um para vê-los melhor, até que escuto a minha tia gritando na porta do quarto e de susto derrubo a caixa no chão.

– droga! - digo baixo apanhando as coisas e botando no lugar.

Até que noto que por baixo do baú, tinha se rompido uma espécie de peça, aonde podia ser ver que tinha algo ali dentro. Engoli em seco. Eu não deveria mexer naquilo. Seria invasão de privacidade. Mas que mal faria? Só uma olhadinha?

Tirei aquela parte com um pouco de esforço, já que era super imprensada. E o que tinha dentro não foi nada surpreso.

– Um rosário?

Olhei bem. Porque minha avó esconderia um rosário?
Botei todas as jóias dentro da caixa novamente e botei o rosário no bolso. Sei que era errado. Mas creio que para aquilo está escondido, significava alguma coisa.
Saí do quarto devagarinho para não chamar a atenção de ninguém.

– Está fazendo o que aí mocinha?

Uma voz atrás de mim diz me fazendo dar um pulo de susto. Olho para aquele ser com os olhos arregalados e vejo que é tia Gemima​.

– eu.... Eu... Vim visitar a minha avó. Estava com muita saudade. Mas vejo que ela não está aqui. - suspiro.

Boto a mão no bolso segurando o rosário. Ela não podia pegar ele. Não ia deixar.

Do nada ela põe uma das mãos na cabeça e começa a fazer caretas como se estivesse com muita dor.

- tia.... A senhora está bem?

- sim... Sim... Só essa dor de cabeça idiota que me deu de repente.

Ela não tirava a mão da cabeça. Então ela desceu para beber água, talvez. Não entendi muito Aquilo.

– Ah... Tá, né!

Desci rapidamente as escadas para ir embora dali até que sou esbarrada pelo tio Gerald.

– para quê tanta pressa mocinha? - pergunta de braços cruzados.

– Eu... Vim ver a vovó, mas , ela não está. O senhor sabe para onde ela foi?

– Hospital Tom Jobim. Fica em outra cidade.

– Ah. Entendi... Será que o sen...

– não. Eu não posso. Tenho coisas importantes para resolver. - cortou tio de cara fechada.

– então... Tá né! Mas, mamãe está com ela?

– sim, sim. Ela foi à pouco tempo para lá. - ele tira as chaves da minha casa do bolso. - ela mandou eu te entregar isto. Eu tinha esquecido.

Pego a chave.

– Obrigada. Tenho que terminar os preparativos da festa que se aproxima.

– Então corra. Já está muito encima da Hora. - alertou ele.

– Tá. Tchau!

Me despedi dele e fui correndo para casa. Chegando lá, destranquei a porta e entrei. Papai não havia chegado ainda e já eram quase seis horas. Fui até a cozinha para comer algo. Estava com uma baita fome. Peguei a jarra de suco de laranja e biscoitos recheados de chocolate. Levei tudo para a sala e fui assistir enquanto devorava tudo aquilo.

Minutos se passaram e eu já tinha comido tudo. A melhor coisa do mundo era comer. A segunda era beijar o Bryan.

Ri com a minha bobagem. Como eu podia pensar aquilo?! Meu Deus! Só posso estar amando mesmo.

Me levantei e fui botar as coisas na pia, aproveitei e peguei as fitas e cortinas darkness para colocar nas portas e no meio do salão. Voltei para o sofá e fiquei cortando-as e aparando-as. Escuto a porta se abrir mas não dou a mínima.

– Boa noite meu anjo! - disse papai vindo em direção a mim para me dar um beijo.

– Boa noite papai! - me inclino e ele deposita um beijo na minha testa.

– O que a menina mais lindo desse mundo está fazendo aí???

Era interessante o quanto meu pai me tratava como uma bebê. Eu até entendo, já que sou filha única.

– Estou acabando de cortar essas coisas. Só falta isso para finalizar os preparativos. - ri acabando de cortar a última fita.

Ele passa por mim e olha para o corredor escuro.

– Cadê a sua mãe? - pergunta confuso.

– No hospital com a sua mãe.

– Ela foi quando?

– Não sei ao certo. Não estava em casa. Tive que dar uma saída com a Sarah e a Agatha. - olhei para ele com um olhar meio triste por não ter visto.

Ele respirou fundo e abaixou a cabeça.

– Espero que ela saia dessa..

Me levantei do sofá e o abracei.

– Ela vai...

Dou um beijo na bochecha dele. Ele ri e olha para mim.

– você já comeu? Eu estou morrendo de fome! Vamos pedir duas pizzas?

– Duas pizzas!!!? - dei quase um grito. Deus! Eu amava comida. Mas meu pai.... Comia demais!

– isso é mal?

– não, não. Claro que não. Isso é ótimo! - disse com felicidade na voz mesmo estando super cheia.

– OK então. - ele liga e pede a pizza. Uma de mussarela e outra de pepperoni.

Passou-se uns 15 minutos e a pizza chegou quentinha. Ele pega as caixas e bota encima dá mesa ja abrindo-as.

– vamos comer eeeer!

Ele parecia feliz com aquelas pizzas. Às vezes admirava ele por isso. Pequenas coisas fazia ele feliz. Ou então aquilo era só uma máscara. Por que é impossível se ficar bem com a sua mãe no hospital. Principalmente quando você é super apegado a ela como ele é. Talvez aquilo realmente seja só uma máscara mesmo... Mas se for, ele consegue segura-la melhor do que eu.

Paro de observar ele e volto a comer. Ele poderia desconfiar e me perguntar o porquê de eu estar o encarando. Ele comia feliz, parecia até uma criança. Sua boca toda suja . Ri com aquilo. Mas ele nem percebeu. A pizza naquele momento era bem mais importante do que eu.

– E aí filha? Animada para a festa? - ele pergunta tentando quebrar o silêncio.

– sim, claro.

– E seus amigos?

– Bem mais do que eu. - ri. Ele riu também.

– então... Se convenceu da fantasia?

Pensei. Eu não queria ela. Aquilo era horrível.

– é né. É o jeito. - dou de ombros.

Ele mexe na pizza e deixa ela um pouco de lado.

– Ah... Mas eu vou usa-la pai! - tentei reanima-lo. Ele riu.

– Tudo bem. - ele se levanta e bota o prato dele na pia.

– filha, eu vou dormir. Estou muito cansado.

– Pode ir pai, pode deixar que o resto eu arrumo. Boa noite.

– boa noite Emmy. - ele deposita um beijo na minha cabeça e sai em direção ao seu quarto. Levanto e organizo a bagunça que fizemos, depois tomo um banho e coloco um moletom do RHCP que eu amava e vou para o meu quarto. Me deitei na cama e peguei meu celular para ver minha rede social e comecei a trocar mensagens com a Sarah, o nerd da sala, entre outras, aquilo ao poucos estava me dando sono. E do nada acabei adormecendo.

Foi daí que outro sonho invadiu a minha mente nitidamente...

Eu estava no escuro, não via exatamente nada. Só escutava o barulho do vento. Não sabia onde estava também, era tudo muito perturbador. Olho em todas as direções procurando uma saída ou até mesmo uma luz, mas era impossível. Até que ao longe escuto uma voz ecoando meu nome.

Emmyca... Emmyca...

Gelei. Aquela voz era um pouco... Conhecida. Me levantei do chão e fiquei parada no nada tentando saber de onde tal voz estava vindo. Foi então que tudo começou a criar forma e se transformou em um quarto. Não era o meu quarto. Mas também não era desconhecido. Passei meu olhar em cada canto daquele quarto e noto que há uma garota dormindo. A garota tinha mais ou menos uns 14 para 15 anos. E era muito bonita. Bonita e... Ei! Eu conheço ela! Então do nada a porta se abre e aconteceu tudo muito rápido. Uma coisa feia captura a menina e a leva para outro cômodo. Penso em seguir mas escuto um celular tocar.
Era o meu, na vida real. Então tudo vai se desfazendo e eu me acordo.

- A-Alô?

Digo com muito sono.

{Emmyca, eu posso te explicar...

Arregalei os olhos. Era ela!

- Eu não estou acreditan...

{Me encontrei agora na minha verdadeira casa!

Olhei a hora.

- Mas ... São quase três da manhã!

{Se eu fosse você não pensaria em hora. Você também não é inocente nesse mundo obscuro.

E desliga na minha cara. O jeito que ela falava...

Me levantei rapidamente e vesti meu moletom. Obviamente estava muito frio lá fora. Calcei meu AllStar e peguei o rosário da minha avó botando no bolso. Seja o que for, que aquilo sirva de proteção. Tentei sair pela porta da frente, mas eu não achei a chave. Então tive que optar pela janela.

Voltei para o meu quarto e pulei a janela de lá e caí no jardim. Depois disso, corri para longe da minha casa e diminuí a velocidade quando cheguei na rua.

Coloquei as duas mãos no bolso. Estava congelando. No meio da rua ainda havia muita gente acordada. Impressionante aquilo. Passei por uma rua onde tinha um casal quase se comendo lá. Arregalei os olhos e apressei os passos para ver o que não devia. Em 15 minutos cheguei na casa de Agatha e bato. Só depois que lembro que não tinha como abrir, então invadi pela janela.

– Agatha? - chamei andando na sala. Mas ela não me respondia. - Agatha! Você tá aí?

Vou andando até a parte da cozinha procurando ela. Já estava com medo.

– Agatha. Você está me assustando. Você tá aí? - perguntei, e nada. Ela não estava lá. Engulo em seco e paro de andar.

Será que foi Marissa que ligou para mim tentando me pregar uma peça? Será que vou ser capturada e morta agora?

Sinto uma mão gelada vinda de trás de mim apertar meu braço com muita força. Arregalo os olhos. Foi então que a ficha caiu.

Fizeram uma armadilha para mim... E eu caí direitinho...

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