CARIEL

By AndersonAnjos

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Em uma terra onde a desconfiança e a paz andam lado a lado, dois povos vivem separados por um único pacto, se... More

✹ Capítulo 1-UM PASSADO MUITO DISTANTE
✹ Capítulo 2- GENERAIS DAS TREVAS
✹ Capítulo 3- O DÉCIMO SÉTIMO GENERAL
✹ Capítulo 4-REVELAÇÃO
✹ Capítulo 5-CARIEL
Capítulo 6-POR AMOR
Book Trailer + Capitulo bônus - Ariane
Nota.
Capítulo 7-A Reunião
Capítulo 8-A procura
Capítulo 9- O SER HUMANO
Capítulo 10- TENTE ME LEVAR PRESO,SE E QUE VOCÊ PODE
Capítulo 11- O Bruxo por entre a poeira
Capítulo 12- A dor de um Rei
Capítulo 13- Traga-o de volta
Nota Agradecimento.
Capítulo 14- O que é você?
Capítulo 15- ANGURIOM
Capítulo 16- A Esperança
Capítulo 17- O Cantar dos corvos
Capítulo 18- Diante do rei
Capítulo- 19 Assim diz o Rei
Capítulo- 20 Masmorras do Silencio
Capítulo 21 - Silêncio
Nota
Capítulo 22 - Desejo
Capítulo 23- Ivyos
Capítulo 24- Será ?
Capítulo 25- Viva
Capítulo 26- Reino de Yverynyos
Capítulo 27 - Petrycos
Capítulo 28 - Mentiras
Capítulo 29- O Discurso de Borys
Capítulo 30- Medo e Dor
Capítulo 31- O Conselheiro e o Padre
Capítulo 32 - A Reunião
Mapa
Capítulo 33 - O Despertar de Cariel
Capitulo 34 - Um inimigo à Altura
Capítulo 35 - Deus Dragão
Agradecimento mais Recomendações
Capítulo 36 - mentiras e fé
Capítulo - 37 O Pedido de um Deus
Capítulo - 38 O Último Olhar
Capítulo 39 - A SANGRIA
Capítulo 40 - Byyly
Capítulo 41 - Centurion
Capítulo 42 - Pavlov vs Centurion
Capítulo 43 - Poção
Capítulo 44 - Onde está você Yvys ?
Capítulo 45 - A Procura
Capítulo 46 - Dor
Capítulo - 47 O poderoso Yvys I
Capítulo - 48 O poderoso Yvys II
Capítulo - 49 Abraão
Capítulo - 50 A filha de Varyos
Capítulo - 51 O irmão do Rei
Capítulo - 52 Rosas de sangue
Capítulo - 53 Um pedido audacioso
Capítulo- 54 Além da Floresta Nevada, o primeiro reino humano: Hamitas
Capítulo - 55 O primeiro rei além da Floresta
Capítulo- 56 Sentimentos
Capítulo- 57 Uma noite de prazer
Capítulo - 58 A floresta
Capítulo - 59 O Fim da Floresta
Capítulo - 60 A INVASÃO
Capítulo - 61 A sala branca
✹Capítulo - 62 O sacrifício de Abraão: Uma provável morte dolorosa
✹ Nota de Agradecimentos
Capítulo - 63 A SERPENTE TRAIÇOEIRA
Capítulo- 64 Parks
Capítulo - 65 Decisão
Capítulo -66 "O humano que se igualava a um bruxo"
Capítulo -67 Despedidas
Capítulo - 68 Quem é você?
Capítulo -69 Superioridade?
Capítulo 70 - Não me darei por vencido
Capítulo - 71 Cariel: O Sétimo Cavaleiro
Capítulo -72 Tberyos
Capítulo -73 Da morte à vida
Capítulo - 74 Amor à primeira vista
Capítulo -75 O Grande Exército Yverynyano
Capítulo- 76 O temível bruxo Cariel
Capítulo-78 Subjugados
Capítulo- 79 O Guardião de Pedra
Capítulo 80 A volta de Tberyos
Nota de Agradecimento
Capítulo - 81 Amor de pai
Capítulo - 82 Aceitação
Capítulo - 83 Cariel vs. Pai: O Início de uma Batalha
Capítulo -84 Cariel vs. Pai: O Despertar de um novo ser
Capítulo final - Uma guerra inevitável Parte 1
Capítulo Final - Uma Guerra Inevitável parte 2
Capítulo Final - Uma Guerra Inevitável parte 3
Capítulo Final - Uma Guerra Inevitável parte 4
Capítulo Final - Uma Guerra Inevitável parte 5
Capítulo Final - Uma Guerra Inevitável parte 6
Capítulo Final - Uma Guerra Inevitável parte 7
Capítulo Final - Uma Guerra Inevitável parte 8
Capítulo Final - Uma Guerra Inevitável parte 9
Capítulo Final - Uma Guerra Inevitável parte 10
Capítulo Final - Uma Guerra Inevitável parte 11
Capítulo Final - Uma Guerra Inevitável parte 12
Capítulo Final Pós-guerra parte 1 - Egoísmo
Capítulo Final Pós-Guerra parte 2 - Os caçadores
Capítulo Final Pós-Guerra parte 3 Decisões
Capítulo Final Pós-Guerra parte 4 Jardim das Almas
Nota de agradecimento
Capítulo Final parte 5 Ressurreição
Capítulo Final parte 6 Varyos
Capítulo Final parte 7 Amor em chamas
Capítulo Final - Entre homens e Deus
OBRIGADO A TODOS

Capítulo - 77 AS NUVENS DO MEDO

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By AndersonAnjos

O que é a guerra? uma profissão de bárbaro em que a arte consiste em se ser o mais forte em dado ponto.

Conde De Ségur

Corretor ortográfico ewertonalves93   


- Então diga.

- Amanhã você começará a jornada em direção à sua maior missão, e com certeza terá de lutar contra o Pai, ou outro bruxo tão forte quanto você.

- Como sabe disso?

- O Pai é quem guarda a prisão. Tempos atrás chegamos perto dela e pudemos sentir um poder incrível. Essa prisão, pelo que sei, fica dentro de uma montanha flamejante, um imenso vulcão. Para que você consiga entrar pelas grandes portas de ferro terá de derrotas a chave, que é um colosso de trinta metros de altura, de poderes descomunais e uma regeneração incrivelmente rápida.

-... Por que ninguém me disse isso?

- Porque todos acham que você morrerá tentando.

- Até você?

- Garoto, eu treinei você. Com poucas aulas e muita dedicação você controlou com muita destreza e velocidade os poderes de Elyos, cujo qual era um dos mais poderosos cavaleiros entre nós. Eu confio em você, mas confie em si mesmo. Este é o primeiro passo para o sucesso.

- Eu aprendi a confiar graças ao meu amigo e professor. – disse Cariel ainda sério.

- Então esqueça Ariane, pelo menos por enquanto. Não deixe que ela pese sua mente, ou atrapalhe suas vontades. O amor, por melhor que seja, por mais que nos faça sorrir e até cantar, também é destrutível. Ele fere como nenhuma outra arma é capaz. 

- Não queria que fosse assim, mas ao mesmo tempo não me importa. Não entendo, Avalyos. O que está havendo comigo? Por que esse sentimento uma hora parece estar tão longe, mas ao mesmo tempo mora dentro de mim, como se fosse parte do meu corpo?

- Eu queria poder entender para lhe ajudar – respondeu Avalyos meio sem graça. Ele sabia que Nada havia enfeitiçado aquele jovem, por isso Cariel vivia oscilando entre as emoções, em uma constante batalha na qual ele mesmo lentamente se destruía – Mas quero lhe dar uma poção, vai lhe restaurar os poderes e lhe curar mais rápido que nossa regeneração. E esta aqui também, para que tome agora e durma melhor. – Avalyos ergueu o braço esquerdo, entregando as poções à Cariel.

- Por favor, seria muito bom. – Agradeceu ele, pegando os dois pequenos frascos.

- Tome a verde agora, e deixe a azul para uma emergência. Agora, preciso ir. Boa sorte, meu amigo. – Enquanto se despedia, Avalyos pensava consigo mesmo – Tomara que faça efeito e anule o sentimento dele por um tempo, assim ele lutará melhor.

Assim a noite passou como o vento sobre a névoa da montanha, até que o Sol mais uma vez tomou o céu. Cariel já tinha se levantado e estava sozinho à mesa, servindo-se de vários pedaços de bolos e pães e misturando leite à sua xícara de café preto. 

- Ora ora, levantou-se cedo. – Nada se aproximou, ainda vestido com um roupão branco que usava para dormir. 

- É, minha maior missão começará em breve. – Cariel tomou o resto do café de sua xícara, colocando-a delicadamente sobre o pires branco à mesa.

Acompanhado por Nada, Cariel saiu rapidamente em direção aos estábulos. A nevasca que castigara a região na noite passada havia deixado intransponíveis vários trechos das pequenas muralhas cujas quais guarneciam o castelo. Cinco generais das trevas esperavam pelos dois, segurando seus cavalos de batalha pelas rédeas. Quando chegou, Cariel ajeitou seu sobretudo negro retirando a neve que ainda insistia em cair, e em silêncio ele montou em seu cavalo. 

Os generais, que eram seus subordinados, não confiavam nem um pouco nele. Seus olhares eram de dúvida, afinal Cariel havia substituído seu antigo mestre, e eles ainda não tiveram nenhuma explicação clara sobre o ocorrido. Nunca viram um bruxo tão jovem com um posto tão alto dentro da organização dos Cavaleiros das Trevas.

- Cariel – Nada tomou a palavra – Tome muito cuidado com os únificos, pois esta é sua primeira grande missão, e ela começará com a destruição de Sonora.

- Tomarei cuidado. – disse o jovem bruxo, olhando a nevasca de dentro do estábulo, escondendo seu rosto quase que por inteiro com um cachecol azulado e grosso.

- Após destruir a cidade, desapareçam de lá! Os caçadores não irão demorar dez minutos para chegarem. – disse Nada com firmeza, incluindo os generais em sua orientação – Agora vão e mostrem que os Cavaleiros das Trevas voltaram em definitivo, firmes e fortes!

Eles partiram em direção à cidade que ficava perto do castelo, em um vale entre as montanhas geladas. Não podiam exigir muito dos cavalos por entre a neve que congestionava a estreita estrada em meio aos pinheiros na descida da montanha, então seguiram em um leve trote até que a neve se tornou rala, por entre as árvores mais vistosas. Sem o peso da neve eles enfim cavalgaram rapidamente, chegando a um lago de águas cristalinas trazidas em pequenos riachos dos grandes cumes das montanhas. Ali eles pararam para que os cavalos matassem a sede, indo até as margens de pedras brancas, tomadas por pequenos pedaços de gelo.

- Então você é o famoso Cariel... – disse Elias, um dos poderosos generais que estava a muitos anos servindo o antigo mestre – Você matou nosso mestre e tomou seus poderes? – desta vez ele foi mais agressivo, trazendo seu cavalo negros da margem do lago.

Cariel se mantivera calado, como estivera desde o início, mas olhou-o de forma séria antes de responder.

- Elias, eu não tenho nada para explicar, afinal vocês são apenas um ramo insignificante desta organização. Mal sabem o porquê de existirmos, por isso cale esta sua boca de merda antes que eu perca minha maldita paciência. – disse Cariel enquanto buscava seu animal. Elias e os outros olhavam-no seriamente. – Agora montem em seus malditos cavalos e me acompanhem. E não façam perguntas idiotas.

Depois disso eles cavalgaram rapidamente por entre a úmida floresta plana agora mais assombrosa, pois os pinheiros gigantescos bailavam contra o vento como fantasmas na penumbra. Logo eles chegaram aos campos abertos e verdes, deixando a grande floresta para trás. A brisa soprava sobre a relva como se dançasse uma valsa triste, sendo despedaçada pelas resistentes ferraduras dos cavalos de batalha. Eles subiam e desciam pequenas elevações, vendo os cumes longínquos das montanhas congeladas, e logo após subiram um pequeno monte para avistarem a estrada real do reino de Abyzaham. 

A grande cidade de Sonora ficava mais ao interior, conhecida por ter grandes músicos e belas peças de teatro. Todo o vale era cercado por montanha, o que tornava a cidade uma das mais lindas do reino, visitada por bruxos de todos os cantos, fascinados pelas belezas naturais, música e arte. Cariel retirou os panos de seu rosto, para observar a beleza de Sonora, com pássaros pairando sobre as construções, das quais apenas uma se elevava além das muralhas; a grande catedral, robusta e branca. Ele respirou fundo junto ao frio vento que passava e retirou seu cachecol, olhando ao redor de uma forma séria e impiedosa. Os outros continuaram montados, ainda desconfiados. Eles não acreditavam que aquele bruxo poderia ter matado seu mestre.
Mas juntando as mãos Cariel conjurou nascitur tenebris com um sorriso frio, como se fizesse uma oração singela. De suas mãos uma pequena esfera negra surgiu, leve como uma pluma, subindo até certa altura até ser levada pelo vento, em direção à Sonora. A quatrocentos metros da cidade ela começou a se expandir, transformando-se em uma grandiosa nuvem negra, fora vista de longe pelos cidadãos sonorianos.
Em questão de minutos a cidade inteira entrou em pânico; crianças eram perdidas e pisoteadas, pertences abandonados, e os guardas não sabiam se iam para a muralha ou se corriam para longe. Mas liderados por um velho e experiente bruxo da guarda, oitocentos bravos guerreiros do pequeno exército, que raramente ficava em alerta, foram aos portões da cidade. O resto da população correu com suas famílias para longe dali, e os que não saíram da cidade se escondiam em qualquer lugar, pois eles tinham a certeza de que os cavaleiros que um dia semearam a morte haviam voltado. 


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