Contos de Fadas Clássicos

By Didone01

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Os contos de fadas são uma variação do conto popular ou fábula, histórias folclóricas com personagens de fant... More

O Rei Sapo ou Henrique de Ferro
Gato e rato em companhia
A protegida de Maria
A história do jovem em busca de saber o que é o medo
O lobo e as sete crianças
O fiel João
O bom negócio
O músico maravilhoso
Os doze irmãos
Gentalha
Irmãozinho e irmãzinha (O gamo encantado)
Rapunzel
Os três homenzinhos na floresta
As três fiandeiras
Joãozinho e Margarida (Hansel e Gretel)
As três folhas da serpente
A serpente branca
A palhinha, a brasa e o feijão
O pescador e sua mulher
O pequeno alfaiate valente
Cinderela
O enigma
O ratinho, o passarinho e a linguiça
A Senhora Holle (Dona Flocos de Neve)
Os sete corvos
Chapeuzinho Vermelho
Os músicos da cidade de Bremen
O osso cantador
Os três cabelos de ouro do Diabo
O piolho e a pulga
A moça sem mãos
João, o sensato
As três linguagens
Elsie, a sensata
O alfaiate no Paraíso
Mesinha põe-te, burro de ouro e bordão sai-do-saco
O Pequeno Polegar
O casamento de Dona Raposa
Os gnomos (Histórias de anões)
O noivo salteador
O Senhor Korbes
O senhor compadre
Dona Trude
A viagem do Pequeno Polegar
O estranho pássaro
A amoreira
O velho Sultão
Os seis cisnes
Rosicler (A Bela Adormecida no Bosque)
Pássaro-achado
O rei Barba de Tordo
Branca de Neve
A mochila, o chapeuzinho e a corneta
Rumpelstilzinho
O querido Rolando
O pássaro de ouro
O cão e o pardal
Frederico e Catarina
Os dois irmãos
O camponesinho
A rainha das abelhas
As três plumas
O ganso de ouro
Pele de bicho
A noiva do coelhinho
Os doze caçadores
O ladrão e seu mestre
Jorinda e Jorindo
Os três irmãos afortunados
Os seis que tudo conseguiam
O lobo e o homem
O lobo e a raposa
A raposa e a comadre
A raposa e o gato
O cravo
Margarida, a espertalhona
O avô e o netinho
A ondina
A morte da franguinha
O Irmão Folgazão
João Jogatudo
João, o felizardo
O casamento de João
Os filhos de ouro
A raposa e os gansos
O pobre e o rico
Uma andorinha que canta e pula
A pastorinha de gansos
O jovem gigante
O gnomo
O rei da Montanha Dourada
O corvo
A camponesinha sagaz
O velho Hildebrand
Os três passarinhos
A Agua da Vida
O doutor Sabetudo
O espirito na garrafa
O fuliginoso irmão do diabo
Pele de urso
O urso e a carriça
O mingau doce
Os espertalhões
Contos de rãs
O pobre moço do moinho e a gatinha
Os dois companheiros de viagem
João-Ouriço
A mortalha do menino
O judeu no meio dos espinhos
O caçador habilitado
O mangual do céu
O príncipe e a princesa
O alfaiatinho intrépido
A luz do sol o revelara
A luz azul
O menino teimoso
Os três cirurgiões
Os sete suábios
Os três empregados
O príncipe sem medo
A alface magica
A velha do bosque
Os três irmãos
O diabo e sua avó
Fernando fiel e Fernando infiel
O fogão de ferro
A fiandeira preguiçosa
Os quatro irmãos habilidosos
Olhinho, Doisolhinhos, Trêsolhinhos
A bela Catarina e Poldo Pif Paf
A raposa e o cavalo
Os sapatos estragados
Os seis criados
A noiva branca e a noiva preta
João de Ferro
As três princesas pretas
Nicolau e seus três filhos
A donzela de Brakel
As comadres
O cordeirinho e o peixinho
A montanha Simeli
O vagamundo
O burrinho
O filho ingrato
O nabo
O fogo rejuvenescedor
Os animais do Senhor e os do Diabo
A trave do galo
A velha mendiga
Os três preguiçosos
Os doze criados preguiçosos
O pastorzinho
As moedas caídas do céu
As moedas roubadas
A escolha da noiva
A desperdiçada
O pardal e seus quatro filhos
No país do Arco-da-Velha
Lengalenga de mentiras
Adivinhação
Branca-de-Neve e Rosa-Vermelha
O criado esperto
O esquife de vidro
Henrique, o preguiçoso
O Grifo
João o destemido
O camponesinho no Céu
A magra Elisa
A casa na floresta
Como se repartem alegrias e sofrimentos
A carriça (Rei da capoeira)
A solha
A pega e o alcaravão
O mocho
A lua
O termo da vida
Os mensageiros da morte
Nariz-de-Palmo-e-Meio
A guardadora de gansos no regato
Os filhos de Eva
A ondina do lago
Os presentes do povo pequenino
O gigante e o alfaiate
O prego
O pobre rapaz na sepultura
A verdadeira noiva
A lebre e o ouriço
O fuso, a lançadeira e a agulha
O camponês e o diabo
As migalhas sobre a mesa
O ouriço do mar
O ladrão mestre
Tamborzinho
A espiga de trigo
Os guardas da sepultura
O velho Rink Rank
A bola de cristal
A donzela Malvina
As botas de búfalo

Comadre Morte

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By Didone01

Houve um pobre homem que tinha doze filhos e precisava trabalhar, dia e noite, para dar-lhes apenas um bocado de pão.
Quando nasceu o décimo terceiro, ele não sabia realmente o que fazer e, na sua aflição, saiu para a estrada a fim de convidar o primeiro que aparecesse para servir-lhe de padrinho. A primeira pessoa que encontrou foi o bom Deus. O bom Deus, que já sabia o que lhe pesava no coração, disse-lhe:
- Pobre homem, causas-me dó; vou batizar teu filho, cuidarei dele e o tornarei feliz neste mundo.
- Quem és? - perguntou o homem.
- Sou o bom Deus.
- Então não te quero para meu compadre, - disse o homem, - tu dás aos ricos e deixas os pobres passando fome.
Isso dizia o pobre homem, porque não sabia que sabiamente Deus distribui riqueza e pobreza. Deixou o Senhor e foi mais para diante. Então, aproximou-se-lhe o Diabo dizendo:
- Que procuras? Se me aceitas para padrinho de teu filho, dar-lhe-ei ouro às carradas e todos os deleites do mundo.
O homem perguntou:
- Quem és tu?
- Sou o Diabo.
- Então não te quero para meu compadre, - disse o homem, - tu enganas os homens e os induzes à tentação.
Continuou andando e logo, com as pernas ressequidas, veio-lhe ao encontro a Morte, dizendo:
- Aceita-me como tua comadre.
- Quem és? - perguntou-lhe o homem.
- Sou a Morte, que todos iguala.
Então, o homem disse:
- Tu és a indicada, porque levas tanto o rico como o pobre sem distinção; serás pois a minha comadre.
A Morte respondeu:
- Tornarei teu filho rico e célebre; quem me tem por amiga, tem o sucesso garantido.
- Domingo próximo será o batizado, - disse o homem; - sê pontual.
A Morte compareceu, pontualmente, conforme havia prometido e portou-se como uma madrinha às direitas.
Quando o afilhado se tornou adulto, apareceu-lhe um belo dia a madrinha, convidando-o a segui-la. Conduziu-o à floresta e, mostrando-lhe uma erva que lá crescia, disse-lhe:
- Aqui tens teu presente de batizado. Vou fazer de ti um médico famoso. Quando fores chamado a atender algum enfermo, eu estarei todas as vezes lá; se me vires à cabeceira do doente podes declarar, francamente, que o curarás; dá-lhe depois um pouco dessa erva e ele ficará bom. Mas, se me vires aos pés da cama, ele pertence-me e tu tens de dizer que qualquer remédio é inútil, que nenhum médico deste mundo o salvará. Livra-te, porém, de usar a erva contra minha vontade: poderás arrepender-te!
O jovem tornou-se o médico mais famoso do mundo. Bastava-lhe olhar para o doente e já sabia se ficaria bom ou se morreria. Assim falavam dele e o povo acorria de toda parte para que atendesse os doentes, e pagavam-lhe tão bem que logo enriqueceu.
Aconteceu que, tendo adoecido o rei, chamaram o médico para saber se era possível curá-lo. Quando o médico se aproximou do leito, viu a Morte aos pés da cama; não havia erva alguma capaz de salvar aquele doente. "Ah, se pudesse, uma vez ao menos lograr a Morte! - pensou ele, - certamente se zangará, mas sou seu afilhado, por esta vez fechará os olhos! Vou arriscar!
Pegou o doente e virou-o na cama, de modo que a Morte ficou do lado da cabeça. Depois deu-lhe a erva e o rei melhorou e logo ficou completamente bom. A Morto, porém, foi á casa do médico, zangada, e, com expressão sombria, ameaçou-o com o dedo, dizendo:
- Tu me lograste; por esta vez deixo passar porque és meu afilhado, mas, se ousares mais uma vez, agarro-te pela gola do casaco e levo-te comigo, ouviste?
Decorrido algum tempo, adoeceu gravemente a princesa. Era filha única do rei e este chorava dia e noite até ficar cego; fez anunciar que quem a curasse casaria com ela e herdaria a coroa. O médico foi ver a doente e, lá chegando, viu a Morte aos pés da sua cama. Deveria ter-se lembrado da ameaça da madrinha, mas a grande beleza da filha do rei e a felicidade de tornar-se seu esposo o deslumbraram de tal maneira que não pensou em mais nada. Nem sequer via a Morte lançando-lhe olhares furibundos, erguendo a mão e ameaçando-o com o punho fechado, nada via. Ergueu a doente e deitou-a com a cabeça para o lado dos pés; depois deu-lhe a erva e logo as faces se lhe tingiram do mais belo rosado e recuperou a vida.
Vendo-se defraudada pela segunda vez, a Morte, a grandes passos, foi ter com o médico, dizendo-lhe:
- Está tudo acabado para ti, agora é a tua vez.
E, com sua mão gélida, agarrou-o tão duramente que ele não pôde resistir-lhe e foi conduzido a uma caverna subterrânea. Lá, viu milhares e milhares de círios enfileirados, ardendo: alguns grandes, outros médios, outros pequenos. A cada instante apagavam-se alguns, acendiam-se outros, de maneira que as chamas pareciam saltitar aqui e acolá num contínuo revezamento.
- Vês, - disse a Morte, são as vidas dos homens: os mais altos pertencem às crianças, os médios aos casados e adultos e os pequenos aos velhos. Mas às vezes também as crianças e os jovens têm apenas um pequeno círio.
- Deixa-me ver o meu, - disse o médico, esperando que estivesse ainda bastante grande. A Morte indicou-lhe um toquinho bruxuleante, que ameaçava apagar-se e disse:
- Olha, aqui está ele.
- Ah, querida madrinha, - disse o médico apavorado, - acende-me outro! Faze-o por mim que sou teu afilhado, a fim de que possa gozar a vida. tornar-me rei e casar-me com a linda princesa!
- Não posso, - disse a Morte; - é preciso que se apague um círio antes de acender outro.
- Põe, então, o velho sobre um novo para que continue a arder mesmo depois de acabado o primeiro, - suplicou o médico.
A Morte fingiu atender o seu pedido e apanhou um círio grande e novo; mas, querendo vingar-se, fez que juntava um ao outro e, propositalmente, atrapalhou-se; o toquinho caiu-lhe das mãos e apagou-se. No mesmo instante, o médico tombou morto: ele também caíra nas garras da Morte.

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