Era possível senti a mudança de temperatura, o vento anunciava uma chuva aproximava. Ele um dia já odiou a chuva, mas através de uma que ela entrou na sua vida. Aquela que o permitiu a conhecer o amor e a esperança. Ela tornara a sua fraqueza e a fortaleza, o seu coração. O seu amor eterno.
Esse mundo de estava a preste acabar.
Ele não estava disposto de entregar facilmente.
Não mesmo.
***
Gin tinha chegado ao fórum estava em um grande movimento, achou estranho. A sua intuição pediu cautela, era alguma coisa grande estava preste acontecer. Mas que depressa foi para sua sala, abriu como nada estivesse acontecido, com sua aparência calma e com seu sorriso.
_ Que bom, que o senhor chegou. – foi recebido pelo seu assistente abafado.
_ Para sua alegria, estou aqui. – continuou com sorriso costumeiro. – Me diga.
_ Ukitake está lhe esperando na sala dele, com urgência. – falou apresado.
_ Você sabe que se trata? – jogando o seu casaco na cadeira
_ Não tenho certeza – comentou – Parece que tem a ver com está relacionado com a confusão de hoje.
_ Hmm...certo. – colocou as mãos no bolso da calça – Vou nessa.
Na verdade, o platinado estava pouco nervoso. Dirigiu para a sala do seu superior, cumprimentou a secretária e logo entrou na sala.
_ Senhor.
_ Gin, que bom. – olhou com certo alivio – Tenho uma ordem para você: quero que seja o promotor acusação desse caso. – entregou a pasta – Foi emito o mandando de busca e prisão nessa manhã.
_ E quem está no comando? – perguntou ao pegar os arquivos na mão do superior.
_ Deixei nas mãos da capitã Yourichi, sei que excelente no seu trabalho. E além de ser mais indicada, mas uma pena que não tem o detetive Ulquiorra. Seria muito melhor. – lamentou-se.
_ Vejo que é um caso importante. – já estava abrindo a pasta nas suas mãos – Por acaso, é a morte do juiz Kuchiki.
_ Não. É o fim da busca, que arrastou a décadas.
_ Shinigami Negro. – leu a primeira página do arquivo – Você está de brincadeira. – ficou surpreso – Quem te entregou isso? É uma fonte confiável? – olhava página por página.
_ Sim, é de fonte confiável. – respondeu convicto.
_ Minha nossa. – passou as mãos nos seus cabelos platinados. – Não pode ser. – sorriu nervoso – Vou começar agora meu trabalho, me dê licença.
_ Eu confio em você, Gin. – falou antes do subordinado sair da sala.
O final de tudo estava ali nas suas mãos, estava a um passo para acabar tudo.
***
Unohana estava feliz, a sua caçada tinha chegado ao fim. Se sentia como uma vencedora. O seu plano de vingança pela morte de sua filha e a da sede ao poder estava um passo a ser concluído. Bastava apertar um gatilho e o começo de nova era iniciado.
Era que estava almejando.
Via aquela cena do casal na sua frente, olhava descrente. Esses anos todos da sua vida não viu alguém mudar pelo outro, por amor. O grande poder do amor.
_ Tolos.
Por um momento, ela pensou em atirar no casal abraçado. Era matar dois coelhos com um cajadada. "Idiota", lembrou da promessa de não machucar Orihime.
Finalmente Ichigo aproximou. Agachou à sua frente, colocou a arma no chão e levantou as mãos na nuca.
Fácil, fácil... por quê está tão fácil?
Unohana apontou a arma para cabeça do ruivo, destravou a arma. Respirou fundo...
Um tiro.
Um grito.
Ela olha ao redor para ver de onde viera aquele tiro. Só tinha ela, Ichigo e Orihime dentro do galpão. Seu corpo fora arremessado no chão.
_ Pensou que seria fácil.- Ichigo estava ao seu lado. - Está enganada.- sorriu diabólico
_ Não acabou sem verme. – pegou a arma ao seu lado, conseguiu disparar.
Por sorte, Ichigo não fora atingido.
_ CORRE, ORIHIME. – gritou para moça quando começara correr atrás da Unohana, que estava em fuga.
A moça não perdeu tempo correu para fora do galpão. Avistou o homem, loiro com um chapéu listrado à sua frente. Mas antes, de chegar perto, sentiu o seu cabelo sendo puxado para trás.
_ NÓS NÃO TERMINAMOS, PRINCESA.
Olhou para trás viu o jovem médico, este estava com rosto com hematomas.
_ Uryuu. – sussurrou
_ Melhor se acalmar e soltar a moça. – falou o loiro – Assim ninguém se machuca.
_ ESSE ASSUNTO NÃO É SEU?- a puxou mais próximo do corpo e colocou a arma na cabeça dela. – DEIXA EU IR COM ELA OU ELA TERÁ UM BELO DE ESTRAGO.
_ Meu caro, você não sabe usar isso.- fez sinal para que jovem para abaixar a arma. – Vamos lá!
_ NÃO VOU ABAIXAR...
Não tinha terminado a frase, o revolve que o empunhava caíra no chão, seu corpo amolece. Soltou a Orihime antes de cair de costa ao chão. Orihime abafa o grito com as mãos, seus olhos arregalam ao ver a cena: o corpo caído em uma poça de sangue com o crânio perfurado.
Urahara abraça a jovem nervosa. O corpo dela estava tremula.
_ Eu já estava sem paciência. – falou outra voz masculina – Tudo bem com você, Hime?
_ Shinji? – o olhou para homem. – Obrigada aos dois. Mas o Ichigo?
_ Ele vai sair dessa.
Dentro do galpão estava uma caçada de gato e rato, os dois haviam trocados tiros e luta corporal. Ela tinha levado tiro de raspão no ombro e ele apresentava alguns cortes e arranhões no rosto e no corpo. Estava em uma pequena ponte entre duas plataformas metálicas.
_ Melhor desistir, Unohana. Não havia necessidade ter ido atrás de mim.
_ Você sabe demais, Ichigo. Como eu poderia deixar você, perambulando por aí com todos os segredos.
_ Uma queima de arquivo.- riu – Dos seus segredos ou da Soul Society.
_ Você é um perigo para sociedade, um monstro. Não foi assim que você adquiriu o apelido Shinigami Negro. – debochou – Colocou medo em todos, durante um década. Você foi um assassino exemplar. É uma pena que não quis juntar a mim.
_ Não tinha e não tenho esse interesse.
_ Uma pena. – ela dispara
Ichigo cambaleia para trás, foi atingido no braço. Logo ele revida, caminhando até a mulher. Unohana é novamente atingida, empurra seu corpo contra o rapaz com intuito de jogar na ponte abaixo. Há mais uma luta corporal, Ichigo aproveita para mobilizar Unohana. A mulher tenta dar o último disparo letal no rapaz.
Houve mais um tiro. Os dois param de mover.
Silencio.
Ele a olha para mulher que está nos seus braços. Os olhos de Unohana estão arregalados.
_ Você vai junto comigo para o inferno.
Ela o puxa junto, da ponte abaixo. Os dois corpos caiam no chão separados.
O jovem olha para corpo da mulher ao seu lado. Pode perceber que não havia respiração. Ela estava morta.
Olhou para o teto do galpão, que fazia um barulho.
_ Chuva...
Foi a última palavra que falaram antes de fechar os olhos.
****
Yourichi estava preparando para os jornalistas em uma sala reservada na delegacia. Gin, estava encostado em uma parede à espera do coletivo de impressa.
_ Os jornalistas me enchem a minha paciência. – comentou para o promotor.
_ Eu lhe desejo sorte. – sorriu
_ Ér...obrigada. – deu meio sorriso – Vou precisar.
Logo entrou na sala e acomodou no seu lugar reservado.
_ A capitã Yourichi fará o seu pronunciamento – anunciou o assessor de imprensa.
_ Na tarde de ontem, vamos convocados para fazer a busca e prisão, da senhora Unohana Restu. A ré suspeita de ser autora de vários crimes dentro delas: assassinado do médico e pesquisador Isshin Shiba e a sua família, e do secretário de segurança nacional o general Genryūsai Shigekuni Yamamoto.- houve vários múrmuros e espantos dentro da sala- Crimes que aconteceram entre quinze e dez anos atrás respectivamente. Além de usar o vulgo, Shinigami Negro. – fora interrompida mais uma vez – Ela estava em fuga, quando nós interceptamos. Nesse momento, houve troca de tiros, no qual a ré baleada que causou o seu falecimento.
_ Capitã – um reporte levanta a mão. – Quais são os motivos que levaram a senhora Unohana cometer os crimes?
_ A chacina da família Shiba devida a denúncia ao conselho nacional, à uma produção de uma droga sintética e pesquisas irregulares na empresa que a Unohana era presidente. Ao senhor Yamamoto vingança. A sua filha foi morta pelo filho do general.
_ Sobre como Shinigami Negro?
_ Estes estão sendo investigados. Sem mais perguntas.
Levantou da cadeira, quando os jornalistas a chamava para mais perguntas. Entrou na anti sala, exausta.
_ Tem certeza?- perguntou Gin- Acha que essa versão vai ser aceita?
_ Tenho. – deu meio sorriso – Vai ser melhor para o garoto.
_ Vamos, tem mais trabalho para fazer. – sorriu – A vida continua. Bye, bye.
_ Bye. – sorriu – Agora, você está livre. Seu garoto encrenca!
****
O cheiro de desinfetante entrava nas narinas do rapaz. Tentava abrir os olhos, suas pálpebras estavam pesadas. O barulho do eletrocardiográfico o incomodava. Percebeu-se que estaria num quarto de hospital. A luz o cegou por instantes, enquanto entreabria os olhos lentamente.
_ Ichigo. – ouviu a voz suave ao seu lado.
_ Hime. – sorriu ao ver o rosto de seu anjo – Desta vez, a recepção foi melhor. – sorriu.
Tentou levantar para sentar, grunhiu de dor. Sentiu a pontada no seu braço, que estava enfaixado.
_ Tenha cuidado. – preocupou a ruiva – Você não está totalmente recuperado. Você sofreu uma queda e além de levar um tiro.
_ Como você está? – pegou as mãos da ruiva – E Shun?
_ Estou bem. – sorriu – Shun também e está com sua tia.
_ Fico aliviado que vocês estão bem. – acarinhou o rosto da jovem – Não quero nem imaginar ficar sem vocês. – beijou os lábios dela. – Que aconteceu com Unohana e maldito magrelo.
_ Os dois faleceram. – falou com voz baixa
Ele ficou em silencio. Não falara nada. Procurou pelo corpo algum sinal de algemas e olhou para porta se havia algum sinal de vigia.
_ Yourichi e Gin, modificaram o relatório policial. – Orihime falou baixo – Você sofreu um assalto e foi espancado. Uryuu uma briga no bar. – Ichigo estava ouvindo atentamente os detalhes. – Unohana foi que levou toda a culpa. Inclusive de ser o Shinigami Negro.
A última declaração deixou o rapaz surpreso.
_ Ela levou toda a culpa. – falou pra si mesmo.
_ Pelo que os dois me explicaram, é melhor que seja assim... para nós.
_ Ah! Com certeza. – sorriu – Para completar me diga uma coisa.
_ Sim?
_ Que dia que tenho alta? Tenho coisas importantes para fazer. – deu um piscadela
_ Você não perde tempo. – riu – Dentro de uma semana. – ele não gostara da reposta. – Tenha paciência.
_ Ok, vou tentar. Orihime: praia ou no campo?
_ Hmm!? – ela piscou os ambares – Praia ou campo?
_ A nossa casa.
_ Oh! – ela sorriu – Isso quer dizer...
_ Nós vamos casar. – sorriu
_ Ichi. – abraçou o rapaz, estava com olhos marejados de emoção – Não importa qual seja. Eu estarei com você sempre. – beijou os lábios do rapaz – Eu te amo.
_ Eu te amo, Hime.
Estaremos sempre juntos.
♫"Como Você entrou
No meu coração? (Criador de problemas)
Agora, irei para onde meu coração levar.
Eu nunca, nunca, nunca vou parar!
Não posso parar!"♫