EAI MOZÕES! OBRIGADA POR VOCÊS ESTAREM ACOMPANHANDO WAKE UP AND LIVE, SÉRIO, EU TO MUITO FELIZ PORQUE MEU NOVO XODÓZINHO ESTÁ COM UM POUCO MAIS DE 600 VIEWS, VOCÊS ESTÃO OUVINDO MEUS GRITOS????
Essa gif do capítulo não tem nada a ver com o que foi escrito, mas eu amo esse olhar da Lauren pra Camila, fico até triste.
Obrigada a todo mundo que votou e comentou o capítulo passado. Vocês são meus bolinhos de Ana Maria ><
Vemo-nos nas notas finais como sempre, ok?
Para o capítulo estarei indicando No Way – Fifth Harmony
Espero que vocês gostem, bolinhos.
Apreciem.
@shesmilawinezr
Minhas mãos estavam suadas, minha boca ressacada, meu coração com batidas erradicas e a ansiedade se misturando com o nervosismo estava deixando-me enjoada, mas decido ser forte, pelo menos uma vez.
Encaro o médico parado em minha frente e eu respiro fundo, levantando-me e dando-lhe um sorriso.
- Estou pronta. – Digo e ele assente sorrindo reconfortante para mim.
- Gostaria de levar a cadeira de rodas para o quarto em que sua esposa está? – Ele pergunta e eu desvio meu olhar para a cadeira de rodas. Suspiro pesadamente.
- Gostaria sim. – Respondo e ele se afasta dando-me o espaço necessário para posicionar-me por detrás da cadeira de rodas. – Vamos. – Peço e ele assente seguindo pelos corredores em direção ao quarto onde a Camila se encontrava.
- Eu vou deixá-la entrar primeiro, ok? Em vinte minutos estarei aqui para dar algumas recomendações e falar um pouco sobre a fisioterapia que ela terá que fazer. – Ele diz e eu escuto atenciosamente cada palavra que saia de sua boca. – Não precisa ficar preocupada, Lauren. Vai ser difícil no início, mas a vontade de voltar a andar vai falar mais alto do que o orgulho. – Ele finaliza e eu memorizo aquela frase.
Vai ser difícil no início, mas a vontade de voltar a andar vai falar mais alto do que o orgulho.
Abro a porta do quarto lentamente, deixando apenas minha cabeça para dentro e solto um assobio para atrair a atenção de Camila para mim.
- Posso entrar? – Pergunto nervosamente, mas ela continua calada. Suspiro e engulo todo nervosismo entrando naquele quarto enquanto empurrava a cadeira de rodas em direção a cama.
- O Dr. Charlie liberou sua saída. – Digo enquanto me aproximava ainda mais da cama. Observo seu rosto que estava com as marcas do acidente. Meus olhos fixam-se em um corte específico que estava em um vermelho vivo, ele ia de seu queixo até sua orelha. Permito-me observar mais atentamente cada ferimento de seu rosto perguntando-me mentalmente se iria deixar marcas.
- Eu sei. – Sua voz preenche o quarto em um tom frio e seco. – E para de me olhar assim. Eu sei que estou horrível, Lauren. – Ela finaliza e o tom de sua voz perfurava meu coração como se fossem espadas.
- Você não está horrível, Camila. São só... machucados. – Digo nervosamente e engulo seco ao observar sua expressão fechada. – Eles vão cicatrizar, eu vou cuidar bem de – Eu iria terminar, mas o som de sua voz calou-me no mesmo instante.
- Não termine essa frase. – Ela diz. – Eu não quero seus cuidados, eu quero sair daqui e ir para a casa dos meus pais. – Ela finaliza e mais espadas perfuram meu coração.
- N-não faz assim, Camz... Eu quero cuidar de você, meu amor. Eu estou tão arrependida, Camila. Por favor, perdoa-me. Deixa-me cuidar de você, por favor. – Imploro para a mulher que não desviava seu olhar do teto, evitando a todo custo olhar para mim.
- Lauren, eu não mudei de ideia quando eu disse para você que eu queria um tempo entre nós. – Camila diz e eu suspiro sentindo meus olhos marejarem.
- Eu sei, Camila. Mas, vamos para a casa, por favor? Eu não vou tentar nada, eu só... só quero cuidar de você, tudo bem? – Digo e finalmente atraio seu olhar para o meu rosto. Seu olhar era mais frio do que pedras de gelo seco e isso estava me matando. – Por favor. – Sussurro a ultima parte e vejo-a suspirar pesadamente.
- Lauren... – Ela ia dizer algo, mas o médico abre a porta do quarto e eu trato de retirar as lágrimas que caiam dos meus olhos sob o olhar atento de Camila.
- Olá! Senhoras. – Ele nos cumprimenta todo sorridente e Camila e eu apenas sorrimos sem mostrar os dentes. – Como está se sentindo, Camila? – Ele direciona o olhar para minha esposa.
- Na verdade, não estou sentindo, doutor. – Ela responde em um tom áspero e eu passo a mão no meu cabelo nervosamente.
- Não seja tão dura consigo mesma, Camila. – Ele diz em um reconfortante.
- Não estou sendo, apenas estou sendo realista comigo mesma. – Ela responde e eu suspiro me afastando da cama ao ver o médico querendo se aproximar.
- Obrigada, Lauren. – Ele agradece e eu aceno em concordância.
- Ansiosa para sair daqui? – Dr. Charlie pergunta para Camila e ela sorrir ironicamente.
- Ah! Claro, Dr. Vou sair correndo daqui, juro. – Ela responde.
- Camila... – Repreendo baixinho e ela me lança um olhar que se fosse fogo, eu teria virado churrasco humano.
- Está com um bom humor, Camila? Estou gostando de ver. – Ele diz brincando com o humor negro de minha esposa enquanto terminava de fazer uns exames em Camila. – Não vai sair correndo, mas vai sair com uma esposa linda e que te ama. – Ele diz e eu volto a encarar minha esposa que não esboçava reação nenhuma.
- É. Tanto faz... – Ela diz indiferente e eu engulo a vontade súbita de chorar.
- Sua esposa trouxe a cadeira de rodas. Ela já é adaptada, ok? Então você não vai ter muita dificuldade em utilizá-la. – Ele diz e ela apenas assente. – Camila eu preciso que você se esforce apenas isso. – Ele diz novamente e vejo-a bufar irritada.
- Eu já sei! Que saco! Já sei que sou uma aleijada e que preciso de uma babá do meu lado, ok? Estou cansada de ouvir sempre a mesma coisa desde o momento em que eu abri os olhos. – Ela responde e eu vejo seu rosto adquirir uma coloração vermelha e uma expressão de dor. Aproximo-me da cama rapidamente.
- Camila? Está sentindo dor? – Pergunto preocupada.
- Estou, Lauren. Quase tudo dói, mas o lugar que eu gostaria de estar sentindo dor pelo menos para ter em mente que ainda posso andar não sinto nada. Absolutamente nada! – Ela diz aumentando o tom de voz na ultima parte e eu abraço meu próprio corpo sentindo meus olhos arderem.
- Isso é questão de tempo e força de vontade, Camila. Você não vai levantar de um dia para o outro e pular, correr, andar... Você vai fazer tudo isso apenas com as fisioterapias e sua força de vontade de voltar a andar. – O médico diz. – Você quer voltar a andar, Camila? – Ele pergunta.
- Eu quero! Obvio que eu quero. Isso é mais óbvio do que dois mais dois são quatro. – Ela responde rapidamente.
- Muito bem, Camila. Eu só preciso que você não desista, vai ser bastante difícil as primeiras sessões, os primeiros meses, mas você tem uma pessoa do seu lado que lhe ajudará quando pensares em desistir. – Ele diz e o olhar de Camila se fixa no meu.
No meu olhar havia comprometimento e no olhar da Camila havia medo, frustração, raiva e... Magoa.
~~
Camila decidiu depois de muito tempo aceitar a minha ideia de que se ela voltar para casa seria melhor em seu tratamento, pois a clínica era mais perto da nossa casa do que a casa de seus pais.
- E-espera um minuto, ok? Vou te ajudar a sair. – Digo antes de sair do carro e ela revira os olhos.
- Óbvio que vou esperar, Lauren. Não é como se eu fosse correr de você. – Ela diz e eu respiro fundo para me controlar.
- Sem piadinhas, Camila. – Respondo ao sair do carro e ir em direção ao porta-malas pegar a cadeira de rodas e ajustar para um conforto melhor para minha esposa.
Caminho enquanto empurrava a cadeira de rodas até a porta do lado de passageiro, onde Camila estava. Abro a porta e retiro o cinto de segurança da minha esposa, seus olhos observavam cada gesto meu e eu tentava fazer tudo aquilo sem demonstrar meu nervosismo.
- V-vou te pegar no colo, ok? – Pergunto e ela apenas assente sem reclamar.
Apoio meu braço esquerdo por detrás de sua nuca e meu braço direito por detrás de seus joelhos, trazendo-a para mim. Os braços de Camila envolvem meu pescoço e eu sinto meu coração pulsar com a nossa aproximação depois de tanto tempo, mas trato de ignorar essa sensação e coloco-a sentada na cadeira de rodas.
- Está confortável? – Pergunto e ela assente, mas sem falar nada.
Fecho as portas do carro e pressiono o alarme enquanto me aproximo novamente de minha esposa que tinha o olhar preso no chão.
- Vamos? – Pergunto chamando sua atenção e ela assente mais uma vez. Posiciono-me atrás da cadeira de rodas e forço para frente indo em direção a nossa casa.
Abro a porta e empurro mais uma vez a cadeira de rodas de Camila em direção a sala e fecho a porta novamente.
- Você quer alguma coisa? – Pergunto e ela suspira pesadamente.
- Andar, Lauren. Eu quero andar. – Ela responde fazendo-me abrir e fechar a boca algumas vezes. – Mas, como não é possível... eu aceito um copo d'água, minha boca está seca. – Ela finaliza e eu corro em direção a cozinha para pegar o que ela havia pedido e volto rapidamente flagrando Camila com um retrato nosso em suas mãos.
- Não! Camila! Para com isso pelo amor de Deus! – Eu grito ao sentir seus braços agarrem minhas pernas e minha cabeça quase encostar-se ao chão. – Eu vou morrer, Camila! – Grito novamente e escuto sua gargalhada inundar o ambiente seguida por um som de flash.
- Você nem sorriu para a foto, Lauren. Vai sair igual um bebêzão chorando. – Ela responde em um tom alegre e me coloca no chão de novo.
- Porra! Nunca mais faça isso, sua maluca. – Grito enquanto estapeava seu braço.
- Dona Clara, sua filha está me agredindo. A senhora vai deixar? – Camila pergunta em um tom falso de inocência e minha mãe puxa minha orelha levemente, apenas para entrar naquela farsa.
- Não trate sua namorada assim, Lauren Michelle. – Minha mãe diz sorrindo e eu acabo por sorrir também ao ouvir a palavra namorada sair de sua boca.
Eu nunca iria acostumar-me com a ideia de que Camila e eu éramos namoradas.
- Viu, Lauren? Não pode me tratar assim. – Camila se aproxima de mim e eu sinto meu coração se derreter como sempre acontecia ao tê-la perto de mim.
- Desculpa-me, amor... – Digo fazendo um biquinho e vejo-a sorrir antes de selar nossos lábios carinhosamente, mas se afasta rapidamente quando um coro de "awwns" inunda o ambiente, fazendo-me corar violentamente.
- Vocês são uns chatos! – Digo e meus irmãos, minha mãe e meu pai começam a rir.
- Foca em mim, Lauren. – Camila pede e eu rapidamente fixo meu olhar no seu, ignorando todos em nossa volta. – Eu te amo. – Ela diz sussurrando e eu sinto meu coração acelerar novamente.
Era sempre assim...
- Eu te amo, Camila. – Respondo.
Uma lágrima cai silenciosamente do meu olho e eu trato de limpá-la enquanto me aproximo da Camila.
- A-aqui está sua água. – Digo estendendo o copo e ela desvia o olhar da foto e me encara.
- Obrigada, Lauren. – Ela diz sem desviar o olhar do meu e pega o copo.
- De nada, Camz. Quando quiser água de novo é só falar que eu pego. – Respondo e ela afasta o copo dos lábios e nega com a cabeça. Franzo a sobrancelha em confusão e ela respira profundamente antes de falar.
- Obrigada por não sair do meu lado. – Ela responde e sinto meu coração acelerar. – Eu sei que nosso casamento não está bem há um tempo, sei também que eu disse sobre darmos um tempo e eu realmente quero isso, mas... você não tinha obrigação de permanecer ao meu lado e veja só, você está aqui. – Ela finaliza.
- Eu sempre vou estar aqui. – Respondo e vejo-a suspirar.
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FAAAAAAAAAAAALA!! Espero que tenham gostado desse capítulo assim como eu gostei de escrevê-lo.
Obrigada se você chegou até aqui, prometo que os possíveis erros serão revisados e corrigidos!
Por favor, votem e comentem... EU AMO saber a opinião de vocês.
Me chamem no twitter> @shesmilawinezr. Vamos bater um papo!!
Lov ya!
Até breve.