I Trust You- Niall Horan Fanf...

By VitriaMunizOliveira

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Como já disse Machado de Assis:" Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que sai... More

I Trust In You- Niall Horan Fanfiction
Capítulo 1- Acabo Com o Encontro da Minha Amiga
Capítulo 2- Conversas Inesperadas
Recado da Autora
Ligação Inesperada

Capítulo 3- Frio, fome e uma proposta inesperada. Foi assim como tudo começou

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By VitriaMunizOliveira

Niall’s Point of View

  Nós conversamos. Eu ouvi a voz dela novamente.

  Há seis meses eu não tinha ideia de onde ela estava. Todas as noites que passei em claro, esperando uma mísera ligação, uma mensagem qualquer no celular, e nada. Nem mesmo um email muito menos um tweet eu recebi dela durante meses e depois de ter me conformado de que ela não queria mais saber de mim eu recebo uma ligação de sua melhor amiga do Brasil dizendo que ela foi parar no hospital porque não tinha se alimentado bem.

  A primeira coisa que me passou pela cabeça após a ligação de Ariela foi: “Ela precisa de mim, eu vou para o Brasil agora mesmo, nada mais importa, ela precisa se mim e eu preciso dela.” E era exatamente isso o que eu estava decidido a fazer até que os meninos me convencessem de que não era a coisa mais sensata. As pessoas poderiam desconfiar e isso poderia trazer problemas que eu nunca quis para mim, muito menos para Tori. Por mais que ela falasse que não se importava com o que algumas fãs diziam sobre ela eu sempre soube ela nunca gostou de tanta exposição e de tanto ódio, ninguém gostaria de saber que a maioria dos fãs do namorado não aprova o relacionamento.

  Zayn estava no hospital com ela, sempre percebi que desde as férias Zayn e Tori ficaram muito ligados ele foi a única pessoa que eu pude pensar em pedir para ir em meu lugar saber notícias da Garota Encrenca.

-Você a chamou de sweetheard? My sweetheard Niall? Eu não sabia que você queria tanto ir para o Brasil, sabe, se você me falasse te apoiaria em ir ver SUA sweetheard – Louis falou, enfatizando o “Sua”.

-Por  favor Louis, não me faça lembrar que Zayn está ocupando meu lugar ao lado dela.

-Eles são amigos, você sabe, aquela maluquinha está ao lado de um amigo. Não de um desconhecido nem mesmo ao lado do Matheus, sabe aquele sim que é perigo ao lado dela, só que ela te ama! – Liam falou, descendo da escada, provavelmente ele tenha escutado minha conversa com Tori.

 Aquilo me deixou constrangido, sorte que estávamos eu, Louis, Harry e Liam, apenas,  sem mais ninguém que pudesse me ver vermelho. Toda a vez que eu me lembro de Tori ou até mesmo da maneira que falávamos um com o outro eu sinto uma imensa saudade além é claro de a vontade procura-la. Eu passei meses sem saber onde ela estava. Quando voltei de turnê fui para seu apartamento em Londres e descobri que ela não morava mais naquele prédio, na verdade o porteiro John me contou que ela não estava mais em Londres.  

 No momento em que eu descobri que ela tinha se mudado eu quis sair procurando por todos os lugares no mundo que ela tinha marcado em seu mapa: Grécia, Itália, Suíça e até mesmo Irlanda, mas eu logo me lembrei de um dia, o dia que eu a vi triste, muito triste mesmo, dizendo que só as pessoas no Brasil poderiam consolá-la em um momento de fraqueza, mas logo acabei com essa ideia dando uma prova de confiança, suponho que ela nunca se esqueceu.

Resolvi me despedir dos meninos e ir para meu quarto, tentar não esquecer-me das coisas que aconteceram hoje:

 Primeiro: Eu falei com Tori, a pessoa mais teimosa do mundo, aquela garota pela qual eu mais sofro de saudade. A mulher que eu amo.

Segundo: Ela está no Brasil, e eu vou para o Brasil daqui duas semanas, só que com uma pessoa que pode trazer sérios problemas, mesmo sem querer é claro.

Tori’s Point of View

1 Ano atrás

...

-Não... -  Resmunguei, me virando de bruços, em minha cama resistindo aos chamados de Samantha.

 -Tori! Eu não vou te chamar novamente, LEVANTE DESSA CAMA AGORA! - Gritou Samantha, puxando minha coberta e exibindo todo seu carinho. Como sempre. – Se você não quer levantar não levante, menina mimada, mas eu não vou me responsabilizar por isso.

-Olha aqui! - Falei me levantando repentinamente da cama. - Mimada não, preguiçosa, é diferente, mas MIMADA? NUNCA!

Samantha, que já estava de costas andando em direção à porta se virou para mim e deu um sorriso, aquele mesmo que as pessoas dão, quando conseguem cumprir uma tarefa com sucesso, um sorriso um tanto sínico, muito típico de Sam.

- Você tem vinte minutos para se arrumar, é melhor estar impecável quando descer.

-Qual seria o motivo de você querer isso? - Perguntei.

-Você tem que causar uma boa impressão.  – Ela falou como se fosse uma coisa simples de se entender.

-Ah, entendi, explicação nota mil essa, obrigada. – Ironizei.

-Vinte minutos, Tori. - Samantha falou e saiu do meu quarto.

 Conhecendo Sam da forma que a conheço sei que a pontualidade é sua prioridade, já tivemos alguns problemas em relação há isso algum tempo atrás, quando acabei me esquecendo de uma reunião com uma banda e ela ficou brava comigo.

Como naquela manhã eu não estava muito animada coloquei a primeira roupa que eu encontrei , mas quase me esqueci do meu inseparável chapéu. Sim, inseparável porque eu uso chapéu quase todos os dias, mas o modelo que escolho depende do meu humor e o horário que estou saindo, os claros, uso pela manhã e os escuros durante a tarde e noite... É, concordo com você, sou muito complicada mesmo, mas fazer o quê? Nasci assim. 

Desci as escadas do meu apartamento e encontrei Samantha no sofá mandando mensagens em seu IPhone, provavelmente para a pessoa que iríamos encontrar.

 Bom, acho melhor explicar sobre meu apartamento: Moro sozinha em um apartamento que ganhei da gravadora na época que aceitei vir morar sozinha, pois antes eu morava em uma escola... Um internato na verdade, vim para a Inglaterra fazer intercâmbio aos 16 e ao terminar a escola algumas coisas aconteceram até que descobriram que eu compunha e então... Bom, dá para imaginar. Conseguiram convencer meus pais à assinarem um contrato com a gravadora que duraria 3 anos... Hoje faz dois anos que assinei e em dezembro terei outro contrato, se eu não voltar ao Brasil é claro.

 Não consegui comer nada até que Samantha, como sempre muito delicada falasse:

-Você bem que poderia ter colocado outra roupa, não quer tentar novamente?

-Estou bem confortável assim.

-Está frio lá fora, estamos no inverno, Tori. –Ela continuou insistindo.

-Eu não sinto tanto frio, não se preocupe. – Falei dando um sorrisinho.

Ela deu de ombros. 

... flaskback off...

-Mesmo não sendo a pessoa mais amável do mundo ela ainda se preocupa comigo, Samantha tinha 28 anos e eu ia fazer 18 alguns meses depois. Fomos amigas, mas muitas vezes também tínhamos nossas discussões. - Falei para Zayn, que ainda estava sentando no sofá ao lado de Ariela.

-Ela te acorda e depois se preocupa com o frio que você iria sentir? - Perguntou Zayn, com uma cara de surpresa - Ela era bipolar por acaso?

Ariela riu.

-Talvez, mas ela se preocupava comigo, ela prometeu aos meus pais quando eu fui para Londres que iria tomar conta de mim. - Falei, dando de ombros.

-Ah, entendi, ela prometeu para seus pais, deu para entender... Aliás,  Tori, seus pais foram em um show há alguns meses.

-AHN? ELES O QUE?- Gritei, mas rapidamente senti minha cabeça voltando a doer.

-Eles queriam te ver, parece que eles não sabiam que você tinha rompido com o Niall.

-Zayn... Eu rompi? Certeza?- Falei, me deitando novamente na maca.

Ariela só assistia aquela conversa, então decidi tentar terminar de contar sobre aquele dia rapidamente e tentar esquecer sobre o fato de meus pais estarem em outro país me procurando.

-Depois nós vamos conversar sobre isso, Zayn, mas antes eu quero terminar de contar sobre esse dia.

-O dia em que tudo começou?- Perguntou Ariela, tentando entrar novamente na conversa.

-Sim. - Então voltei a contar.

...

Nós duas descemos da cobertura até o primeiro andar do prédio. Lá, como sempre estava meu querido amigo/porteiro John. Sim, ele era um senhor de meia idade, cabelos grisalhos, sempre usava seu uniforme de trabalho. Normalmente John ficava na frente do prédio esperando a chegada de algum morador. Depois de algum tempo morando no prédio, John e eu viramos “amigos”. Sim, ele era uma boa pessoa, não parecia com as pessoas com quem eu convivia, ele era humilde, tinha um bom coração.

...

-Que bom saber que você pensa que eu não sou humilde Tori, afinal, nós convivemos por um tempo. - Falou Zayn. Oh, dramático.

-Owwwwwwwwnt, Zaza da titia Tori, eu te conheci depois, isso não vale, eu estou narrando como eu pensava na época Ok? Agora venha aqui, vou ver se consigo tirar todo esse drama que consegui colocar-me você.

-Não, obrigado, estou bem aqui. - Ele falou, dando meio sorriso.

-Então não me atrapalhe mais, por favor, my dear. - Falei, voltando novamente a história.

...

Fomos com o carro de minha adorada amiga, uma BMW preta. Como sempre, Samantha acertou. Estava realmente frio, por um momento eu havia esquecido que ainda era inverno e nevava. Não muito, mas caía neve dependendo do lugar que estávamos, mas não demorou muito para que eu percebesse que estávamos indo para um bairro com muitas casas lindas, um dos bairros mais ricos da cidade.

Depois de meia hora de silêncio dentro de um carro apreciando a paisagem londrina, Samantha virou à direita e parou na frente de um portão realmente grande, com muros imensos ao lado, Ok, não era um palácio, mas era uma fachada muito bonita. Um segurança que se encontrava na frente da casa, em sua sentinela. Ela abaixou o vidro do carro e logo o segurança abriu os portões.

Esqueça qualquer coisa que eu disse sobre os muros da casa, pois, A CASA em si era maravilhosa, eram dois andares, mármore branco uma varanda na frente da casa, provavelmente uma das casas mais lindas que eu já entrei na vida. Na frente da casa, encontrava-se una bella fontain, uma linda fonte, e do outro lado dela uma Range Rover preta estava estacionada, provavelmente o carro do dono da casa, mas não me prendi muito a esse detalhe.

Sam estacionou o carro próximo à Range Rover mas logo falou para mim:

-Tori, eu consigo imaginar como você pode reagir a ouvir o que eu e o dono dessa casa temos a te falar, mas, por favor, ouça primeiro e depois dê sua opinião, grite, chore, mas eu te peço: Ouça com atenção a proposta e principalmente LEIA o contrato antes de assiná-lo.

-Contrato? Chorar? Estão me demitindo por acaso?!- Perguntei realmente muito preocupada.

Sam riu, de uma forma verdadeira que poucas vezes a vi rindo. Isso me preocupou ainda mais.

-Não Tori, nunca iríamos demiti-la.  Mesmo você sendo teimosa, preguiçosa e se atrasando para todos os compromissos você ainda é uma ótima compositora, amiga, e... Mais nada, seu ego vai inchar se eu continuar te elogiando assim, mas pode ficar tranquila, não tem nada a ver com demissão e nem será uma bronca.

Dei um suspiro aliviado. Nunca, nunca, nunca vi Sam elogiando tanto uma pessoa em anos de convivência, ela é sempre tão fechada, mas tem um coração bom, sempre quis o melhor para mim.

Não percebi que ela tinha saído do carro e a vi subindo as escadas, parecendo ter esquecido o que acabara de falar.  Saí correndo do carro e ouvi o som do carro se fechando, mas continuei subindo os degraus.

Sam já estava diante a porta me esperando, subi o último degrau e fiquei ao seu lado. Toquei a campainha e logo um homem abriu a porta. Ele estava com um sorriso, na verdade era um sorriso falso.  Ele se apresentou como Simon Cowell, bom, todos sabem como é Simon Cowell.

Entramos na casa e ele nos cumprimentou:

-Você deve ser a famosa Victoria - Simon falou, usando o ‘C’ em Victoria, mas meu nome no Brasil não possui C, enfim, fora isso, tudo pareceu bem formal.

-Tori, todos me chamam assim, muito prazer... Simon. –Falei, dando um sorrisinho simpático.

-Muito bem Tori, Samantha lhe contou o que você veio fazer aqui a essa hora da manhã?- Ele indagou, em um tom meio que desafiador.

-Na verdade não, por isso, se não for muito rude, eu gostaria de saber se podemos ir direto aos negócios?

-Como quiser. – Falou Simon, olhando para Samantha como se acabasse de ganhar uma briga.

[...]

Chegamos ao escritório. No mesmo escritório estava um menino loiro, que ao ouvir passos se virou de costas para ver quem estava chegando. Ele era bonitinho, admito. Loiro com lindos olhos azuis, ele estava bem agasalhado, provavelmente sente frio como eu e todos os outros humanos existentes.

-Tori, sente-se nessa cadeira. – Falou Samantha apontando para a cadeira ao lado do menino loiro. Achei bem estranho, porque, pelo o que eu sei as reuniões para conversar sobre músicas que eu tenho que escrever são feitas, apenas,  entre eu, Sam e a pessoa que iria cantar a música, para quem eu venderia os direitos autorais, mas aqui mais parecia para outro tipo de reunião.

Samantha e Simon se sentaram lado a lado, de frente para mim e para o menino e então começaram a falar.

-Vocês se conhecem? Já viram fotos, entrevistas um do outro? - Simon perguntou para mim e para o menino.

-Ahn? Quer dizer, não e eu não estou entendendo o que está acontecendo aqui. Samantha, você poderia me fazer o favor de explicar o que eu estou fazendo nessa casa?- Indaguei, começando a perder a paciência. Eu não suporto que pessoas me escondam coisas. Não suporto.

-Será que você pode responder a pergunta, Tori?- Exclamou Samantha.

-Não, eu não o conheço, nunca vi mais loiro na vida. - Falei transparecendo calma e Samantha me olhou, quer dizer, me matou com os olhos. - Sem querer ofender, é claro. - Expliquei olhando para o menino.

-Tudo bem, e respondendo a tua pergunta Simon, tenho a leve impressão de já tê-la visto em algum lugar, mas não tenho muita certeza. - Falou o menino normalmente.

-É provável Niall, essa é Tori, uma compositora que mora aqui em Londres, ela escreveu músicas para e com pessoas muito importantes do nosso meio, é possível você estar a reconhecendo de alguma entrevista ou premiação. –Simon falou.- Tori, esse é Niall Horan, ele faz parte da banda One Direction.

Ah, entendi, aquela boyband nova que faz sucesso até no Brasil.

-Olá, Niall. - Falei estendendo a mão para ele, o cumprimentando corretamente.

-Olá, Tori. – O menino respondeu.

Simon parecia estar gostando do que via, ele tinha um pequeno sorriso no canto da boca e minha amiga também. Eu comecei a ficar mais confusa ainda.

-Como não gosto de enrolar ninguém, vou direto ao assunto: Eu e Samantha pensamos em colocar você, Tori, e você Niall, juntos. - Falou Simon.

- Juntos do tipo... ?- Niall perguntou a Simon.

-Juntos, namorando durante alguns meses. Isso traria mais interessados nas músicas de Tori- Sam falou, com toda a naturalidade do mundo, como se o que eles estavam planejando fazer era a coisa mais simples do mundo: Um namoro falso.

-E ajudaria a banda, ela poderia também escrever músicas com vocês, além de que, os meninos que estão namorando atualmente são... Não sei como explicar isso, mas você entende não é, Niall?- Completou Simon.

-Ele pode até entender, mas eu não entendo! Eu preciso mentir para o mundo todo que eu estou namorando para conseguir ser bem sucedida no trabalho? Quer dizer que as músicas que eu escrevo precisam de mais compradores e eu não consigo trazê-los sozinha? Preciso de um namorado falso para isso? - Supliquei aos dois.

-Traria mais ibope para você Tori, você é uma das melhores no ramo e não foi isso o que quisemos dizer. Você tem talento, mas precisa aparecer um pouco mais na mídia. Assim o público em geral via te conhecer e perceber que as metades das músicas que eles ouvem nas vozes de outros cantores, são feitas por você. – Falou Simon, tentando remendar o que ele acabara de falar.

-Simon, você sabe que isso pode mudar completamente a vida dela não sabe? Ela vai ser odiada por milhares de fãs, ela receberá ameaças todos os dias. Eu sou um dos poucos que não estão namorando, mas eu vejo o quanto que os meninos e suas namoradas sofrem – Niall falou, tentando reverter a situação e tentando nos tirar daquela sala o mais rápido possível.- Ela vai sofrer, além do mais, a banda vai estar em turnê por meses. Como vocês querem que eu arrume uma falsa namorada e deixá-la em Londres?

-Isso não é necessário. Ela pode te acompanhar em algumas viagens. - Falou Sam, resistindo a ideia de que eu precisava de um namorado falso.

-Mas Sam, eu tenho minha faculdade! Não posso abandoná-la por causa disso!

 Sim, eu faço faculdade e pretendo terminá-la sem parar. Nada vai me fazer desistir, é meu futuro.

-Viu? Ela tem faculdade, não podemos fazer nada Simon, sinto informar, mas acho que isso terá que ficar para o futuro. - Falou Niall  tentando encerrar aquela conversa constrangedora.

-Você não precisa parar sua faculdade, só indo algumas vezes encontrar Niall, nos fins de semana vocês conseguem levar muito bem esse namoro midiático.

Passei as mãos pelo rosto. Eu não acredito que caí nisso. Eu NUNCA quis um namorado midiático e sinceramente não preciso. Não vou aceitar, não vou, não vou.

-Tori, você não tem escolha: Ou você aceita ou você perde metade de seus contratos. A gravadora cancela seu contrato de três anos, e você volta ao Brasil. São as suas únicas opções, ou você aceita namorar com ele e ganha mais contratos com outros cantores ou espera que suas músicas caiam no esquecimento, porque não vamos assinar mais nada com você no final desse ano. - Samantha deus as opções.

Nunca em toda a minha vida me vi tanto sem saída. Eu não queria que minhas músicas caíssem no esquecimento, mas também não queria mentir para milhares de pessoas, para minha família, meus amigos e as pessoas que conviviam comigo. Eu não queria viver em uma vida de mentiras, gastando o tempo que eu poderia estar procurando alguém que gostasse de mim de verdade para ficar viajando atrás de um menino e sua bandinha.

-Então é assim Sam? São essas as escolhas que você me dá?

-Eu só estou te passando informações, eu nunca quis fazer isso com você. Conheço seus ideais, sei que você não mentiria, mas não fui eu quem quis fazer isso. – Respondeu a pessoa que até minutos atrás eu considerava como amiga.

-Eu nem sei o que falar Simon. Eu não preciso disso, você sabe que a banda está melhor do que nunca, está tudo dando certo. Não é necessária uma namorada midiática para “aumentar a procura nas lojas” ou coisa parecida. Pessoas vão sofrer com isso. –Falou Niall, em um tom sério.

-Sabemos disso, mas como Samantha disse, não fomos nós que escolhemos fazer isso. - Simon completou.

Um silêncio varreu a sala durante alguns instantes. Deu para perceber que todos estavam preocupados com o que viria acontecer em seguida.

-E então? Vocês aceitam ou não a nossa proposta? Mas pensem nas consequências que podem vir a seguir se vocês não tomarem a decisão correta. –Simon intimou.

Olhei para Niall e ele olhou para mim. Não sabíamos o que poderia acontecer futuramente, mas tivemos uma conversa com trocas de olhares. Foi estranho no começo, pois eu nunca fiz isso na vida com ninguém, ainda mais uma pessoa que eu conheci alguns minutos atrás mas eu entendi bem o que ele queria dizer. Nós dois estávamos tensos devido as escolhas que tínhamos que fazer.

Dei de ombros e Niall soltou um meio sorriso, entendendo o que eu queria dizer fazendo aquele sinal, pelo visto foi o único porque Simon e Samantha se olharam e eu posso jurar que eles tinham acabado de perder a esperança em nós dois.

-Nós aceitamos -Niall continuou-  mas isso não pode interferir no trabalho de nenhum de nós.

-E não vai, isso vai ajuda-los ainda mais. –Falou Sam, aliviada- Vocês dois vão namorar durante seis meses. É o mínimo. Não podemos quebrar o contrato.

Olhei espantada para Niall e ele também olhou para mim, tão boquiaberto quanto eu.

-É melhor vocês começarem agora, vão para um café ou façam alguma coisa juntos, de preferência em um lugar com muitas pessoas. –Falo Simon- É bom irem logo, antes que esfrie mais, e pelo o que eu vejo Tori, você não se agasalhou muito bem e ah, mais uma coisa, vocês não podem contar para ninguém sobre isso: Nem família, amigos, ninguém. Só os meninos da banda saberão disso. Se alguém contar a mais uma pessoa vai ter uma surpresa, não muito agradável.

-Obrigada por avisar, Simon. Samantha, nos vemos mais tarde. Vou querer conversar com você. –Falei para Samantha.

-Esperarei ansiosa por essa conversa, mas espero ainda mais que até lá você entenda que não fui eu quem fez isso, Tori.

Olhei para ela e para Simon e pensei que os dois deveriam se odiar muito, quase não trocaram uma palavra durante a conversa, mas isso é o de menos. Agora eu estou ”namorando” com um loiro que eu mal sei o nome para salvar minha carreira de compositora. É ou não é empolgante? 

-Podemos ir Tori?-Perguntou Niall se levantando da cadeira e andando em direção a porta.

-Claro, não quero ficar mais aqui. - Respondi em um tom de voz que todos conseguiam ouvir- O clima por aqui está meio pesado.

E fomos para o carro em silêncio. Eu sinceramente não sabia quem estava com mais vergonha, eu ou ele.

-Ali está meu carro. –Ele falou apontando para a Range Rover que encontrei quando cheguei com Samantha. – Acho que vou sozinho até o carro e te busco aqui, está nevando e você não está com muita roupa, pode pegar um resfriado.

-Ok. - Falei e vi o menino loiro indo em direção ao seu carro.

Ótimo. Agora tenho quem se preocupe com o resfriado que eu posso pegar. Nunca precisei de ninguém para cuidar de mim. Moro há anos sozinha e já me considero independente o suficiente, mas fazer o quê? A vida dá voltas, e em uma dessas, me derrubou e colocou uma pessoa para eu ter que levantar.

 Distraídas, nem percebi que Niall já estava me esperando aos pés da escada, tomando neve  mas abrindo a porta para mim.

-Obrigada- Falei entrando no carro deixando que ele fechasse a porta.

Ele entrou no carro e disse:

-Acho que sei um bom lugar para irmos. Você tomou café?

-Não, mas você é quem sabe, qualquer lugar onde tenha algo para comer.

-Ok. - Ele falou e fomos de volta a cidade.

...

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