PARA SEMPRE

By lucyandradd

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Marissa Meyer, tinha apenas dois anos de idade quando teve de ir morar na Europa com a tia, que a adotou após... More

Uma Nova Vida
Lana Oliver
Entrevista
Déjà Vu
Boyband
Reencontro
Búzios
Misturando as Coisas
Cedendo
Golpe
Dezesseis
Mudanças
Precisamos Conversar
Você Não Deveria Ter Voltado
Daddy
Dinner
Imposições
Bônus - Lembranças do Passado
Visitas
Doce Vingança
Calor e Neve
Insano
Na Mão
Decisão
Inferno
Suposições
Culpado!
Justiça
Recomeço
FIM

Nunca Deixei de Te Amar

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By lucyandradd

Não era de se estranhar a entrada do Hotel repleta de gente. Pessoas e mais pessoas, em sua maioria mulheres, se empurravam por entre grades, cantavam músicas, levantavam cartazes. Me perguntava se elas não cansavam, já era tarde, mas elas pareciam aguentar a madrugada toda e o dia seguinte também.
Eu tinha de entrar com a cara e a coragem, já que aquela entrada mais parecia a do Oscar, não tinha como não chamar atenção. Deixei a chave com o manobrista, recebendo uma saraivada de flashs, tentei encobrir o rosto, mas ouvi meu nome, acabei por ignorar e seguir em frente.
Fui para a recepção, onde tive de mostrar a identidade.

- Desculpe senhorita Oliver, nós sabemos quem é você, mas são regras do estabelecimento. - a moça me passou o documento, um tanto constrangida por ter que me parar.

- Entendo. - respondi vago.

Estava me consumindo em ansiedade para vê-los novamente.

- Pode subir. O quarto é o 202 ala presidencial.

Acenei com a cabeça e escapuli por entre os corredores. Haviam pessoas hospedadas nesse hotel especialmente por eles, dava pra ver na cara de algumas adolescentes abastadas, cujos papais tinham dinheiro para bancar os pequenos pedidos das filhas.
Segui o caminho até o último andar, onde dois seguranças se mantinham firmes próximos a algumas portas, que óbvio, eram as deles.

- Sou Lana Oliver. Estão me esperando aqui no 202.

- Aham. Eles sempre estão. - um deles resmungou. Só movendo a boca, nenhum músculo a mais.

- É sério! Eles... Umpf!

Saquei o celular do bolso e liguei para o Liam.

- Nem venha dizer que não vai dar pra vir porq...

- Liam, estou aqui fora. Seus seguranças não me deixam passar. - reclamei alto, encarando aqueles dois bestas.

- Ah porra, Louis, tu não avisou pros caras que ela vinha? Já vou aí Lana, só um segundo.

Desliguei o telefone. A porta foi aberta de repente. Zayn sorriu e me chamou com o dedo.

- Deixem ela passar, é nossa amiga.

Os dois deram um passo para o lado.

Ajeitei a coluna e passei por eles com a maior cara de metida. Quando adentrei o quarto enorme, os vi sentados pelos sofás. Havia salgadinho espalhado, chocolates e mais besteiras nada saudáveis e compatíveis com as idades mentais deles. Os cumprimentei, sentando ao lado do Liam. Harry não estava aqui, mas eu já esperava por isso.

- Você veio. Tem juízo. - Liam beijou minha testa.

- Fui ameaçada por um bando de doidos, não tive pra onde correr. - brinquei.

Começamos a conversar, ouvi um barulho de liquidificador, mas achei ter sido impressão. Alguns minutos depois, um cheiro de limão tomou o espaço, virei na direção em que eles olhavam, e tive um choque.
Eleanor.
Ela estava aqui.
E estava linda de viver.
Saltei do sofá e fui até ela. Ela pôs alguma coisa na mesa, e antes que eu pudesse abraçá-lá, levei um empurrão.

- Sua vaca, cretina, filha da mãe, como pôde fazer isso comigo? Com a gente?

- Eu... Eu sinto muito Lea. - foi tudo que pude dizer. - Senti tanto a falta de vocês, mas... Eu não podia, você sabe...

- Ai que saudades Mari.

Ela então passou os braços à minha volta.

- Meu Deus, como você tá diferente. - me girou. - Tá gostosa. Você não tinha esse corpão antes amiga. - fiquei vermelha feito tomate. - Vem, eu preparei algo aqui.

Voltamos para a sala, com ela segurando meu pulso. Lea me deixou no sofá e voltou para dentro, retornando com uma jarra em mãos, Niall trouxe copos, ajeitando tudo na mesa de centro.

- Me disseram que você mudou de nome, como assim? E porque você não deixou notícias? E o bebê?

- Calma. Uma de cada vez. - Eleanor sempre fora a curiosidade em pessoa.

Todos estavam atentos à conversa.

- Mudei de nome porque queria recomeçar tudo. Achei que seria bom. Não mandei notícias porque, eu queria evitar tudo que estivesse próximo à ele... Desculpem. Não pensem que os esqueci ou que não valorizei a amizade de vocês, mas... Foi tudo muito doloroso.

- Nós entendemos, não precisa falar sobre isso. - Louis amenizou, agradeci com o olhar.

- Quanto a bebê, ela está bem. Tem três anos, é uma graça, é a minha vida. Querem vê-la?

- Sim, por favor. - Lea se empoleirou ao meu lado, amontoando o restante onde dava.

- Essa é a Rara.

- Ela é linda. - Liam comentou. Houveram murmúrios de concordância.

- Ela é a cara dele... - Niall soltou, sem se tocar. - Er...

- Impressionante. - Zayn continuou. - É uma cópia do...

A porta foi aberta de repente, e ele pôs a cabeça pra dentro, parecia tímido. Seus olhos pararam em mim, tratei de desviar para um canto qualquer. Tentando acalmar os batimentos cardíacos.

- Ahnn... E aí pessoal.

- Pensamos que não vinha mais. - Liam comentou.

- Ah, eu estava falando com a Kendall e...

- Imagino. - Eleanor sussurrou baixinho.

Eu não deveria me importar em quem era essa Kendall. Mas a pergunta permaneceu na minha cabeça mesmo assim.

- Bem. Pedi algumas coisas pra comer. - ele desaprovou com os olhos toda aquela bagunça.

- Uhuu. - Niall vibrou. - Ainda bem porque esse povo aqui só pensa em beber, e ainda me puseram pra ajudar a fazer o negócio ali.

Harry adentrou quarto, chutando duas latas de refrigerante pelo chão. Ele sentou em um banco ao lado do sofá à minha frente, sua expressão era nada menos que espantado, somado a parte em que parecia tentar combinar o antes e depois da pessoa a qual dedicava olhares não correspondidos diretamente. Não por falta de interesse, mas sim por medo de que quando cruzasse com seus olhos, tudo que escondia com tanto afinco fosse descoberto por ele.

- Ah sim Ma... La-na. Afff tenho que acostumar com esse nome. - acabei rindo da careta que ela fez. - Fizemos caipirinha, pra relembrar velhos tempos.

- Não creio! Sério?

- Sim. Aquela que você fez, deu o que falar. - Louis disse.

Lembrei do dia em que fiz a caipirinha na casa daquele monstro do Fergus.

"- Para tudo, olha aquilo!

Suzan, nos fez olhar para a cena a nossa frente.
Harry e mais duas garotas montaram um barraco e a festa mal tinha começado.

- Lea. O que diabos tá acontecendo ali? - perguntei em choque com a situação. 

- O Harry pega a Jully, a ruiva que tá bufando em frente à ele. E pega também a Megan, a morena que está se escondendo atrás dele. O negócio é que...

- Essas putinhas da escola querem exclusividade mana, mas onde já se viu.

- Não é bem assim Suzan. A Jully até que sim, mas a Megan gosta dele, e a coitada não sabia que tava levando galhada.

- O Harry é um babaca. - Suzan falou.

- Mas nem sempre foi assim. Ele se desiludiu muito.

- Como assim? - perguntei.

- Depois eu te conto. - Lea foi girada no ar de repente por Louis e levada para a pista de dança.

- O caso foi sério. Mas vamos aproveitar a festa primeiro. - Suzan saiu para o meio do povo, dançando sem se importar com a vida, enquanto procurava pela tal prima Sophia Smith.
E eu fiquei um tanto só e deslocada.

- Você não vai passar o restante da noite aí parada, vai?

Liam apareceu de repente, ele estava muito lindo com aquele cabelo de lado. Me passou um copo de um treco ruim que só vendo.

- Argh. - reclamei, o que o fez gargalhar. - Que merda é essa?

- Campari ué. Pensei que você bebia esses troços.

- Vou te mostrar o que é bebida. - segurei a mão dele, o levando em direção ao dono da casa.

- Fergus. - chamei.

Ele se virou para mim com aquela cara de poucos amigos. Fergus era estranho e não se enturmava. Ele estava ali, parado, somente observando a baderna em sua casa.

- Er... - como ele não disse nada, nem deu um sorriso sequer, tive de usar a cara de pau. - Você me autoriza a usar a cozinha?

- Pra quê? - grosso. Ugh.

- Eu trouxe algumas coisas pra fazer drink. Pode ser? Eu limpo tudo.

Ele não disse nada. Somente caminhou, dando a entender para o seguirmos, eu acho. Liam e eu trocamos olhares de dúvidas, mas fomos mesmo assim.
A casa era imensa. Ele nos mostrou as coisas e demorou tempo demais segurando uma faca. Juro que se ele a encarasse mais dez segundos eu iria sair correndo dali.
Assim que ele saiu, Liam me ajudou a cortar os limões, usei a garrafa de pinga que roubei da tia Maysa, um pouco de açúcar e voi lá.

- Isso é... caipirinha, não é? - Liam questionou.

- É sim. Vamos levar lá pra fora.

- Isso é incrível! - ele gritou depois de girar meio copo goela abaixo. - Não vamos dar tudo pra esse povo não, enche aqui. - ele arrumou uma jarrinha, onde despejei a bebida aos risos.

A caipirinha sumiu em um tapa. Curtimos muito a festa. No final, já exausta, me joguei em um sofá vazio, Liam se jogou ao meu lado logo em seguida.

- O sol está nascendo. - comentei.

- Que pena. Queria ter tido mais tempo.

- Pra quê? - me virei para ele, que já estava a centímetros do meu rosto.

- Pra isso.

Seus labios cobriram os meus, me deixei levar pela sensação maravilhosa que era sua boca em conjunto com a minha.
E esse foi o primeiro dia em que beijei Liam Payne."

Os copos foram servidos. Apreciamos a bebida conversando sobre coisas aleatórias. Harry ficou quase mudo boa parte do tempo. Mesmo assim, não me deixei afetar e resolvi me mostrar confortável com a situação.

- Tá namorando Ma... Porra, Lana. - Zayn acendeu um cigarro.

Acho que era proibido fumar nos quartos, porém, não estávamos lidando com qualquer pessoa. Acho que eles poderiam fazer o que bem quisessem aqui. 

- Estou. Estava. Não sei. - fiz uma cara confusa, eles mais ainda.

Não consegui impedir meus olhos lampejarem para Harry, a cara estava fechada e ele tomou um bom gole da bebida, secando o copo de uma vez. Contudo, não acho que tenha haver comigo. Ele não parece se importar, além do mais, quando ele se referiu a tal Kendall, não aparentava ser somente amizade.

- Como assim? - Lea parecia disposta a prolongar o assunto.

- Ele, ham... Na verdade eu fiz besteira. Depois te conto. - disse à ela.

Senti meu rosto queimar, eu queria morrer. Encobri o nervosismo tossindo um pouco.

- Ah não, não mesmo. Não vai nos excluir dessa. - Louis falou.

- Nós nunca tivemos problemas em contar qualquer coisa. Pode falar. - Niall endossou.

Porra. Que merda.

- Eu... Humm... Er...

- Bora mulher, desembucha. - Zayn soprou um fumaceiro pro meu lado.

- Eu troquei o nome dele na hora do... É... Vocês sabem... - gesticulei sem graça.

Um coro de gargalhadas foi ouvido, Lea dava gritinhos histéricos e tudo cessou de repente com um bater de porta estrondoso que nos fez calar de imediato.
O lugar em que Harry estivera, estava vazio. O copo quebrado no chão.
Não compreendi nada.

- Eita. Acho que essa doeu em alguém. - Eleanor bateu na mão de Louis, como se tivessem conseguido alguma coisa.

- Até que enfim. - Lou respondeu.

- Não liga pra ele. Isso só prova que ele ainda tem coração. - Liam murmurou.

- Ok. - respondi automaticamente.

Não tinha como não ligar. Atitudes como essa davam no que pensar. Ele ainda mexia comigo, estar perto dele era um misto de sensações, um prazer e martírio eu diria, o mesmo não podia dizer dele. E seria exagero ao menos cogitar que tamanha atitude se devesse ao meu comentário íntimo, dito por livre e espontânea pressão dos meus queridos amigos.
Olhei as horas, já passavam das duas e meia da manhã.

- Eu preciso ir.

- Ah não, porquê? - Lea choramingou.

- Tenho gravação amanhã.

- Ah sim. Você é atriz. - Niall comentou.

- E modelo também. - Zayn interrompeu. - Estávamos vendo suas fotos no google, minha nossa...

Queimei de novo. Por conta do trabalho meu corpo estava em foco. E fiz muitos, mas muitos trabalhos semi nua ou de roupas íntimas para revistas ou propagandas.

- Quase atirei o note pela janela. Eles estavam muito saidinhos aqui.

- Estraga prazeres. - Niall deu língua para Eleanor.

- Eu apareço. Prometo.

- Que horas vai rolar essa gravação? - Lou perguntou.

- Lá pelas dez e meia.

- Aqui mesmo na cidade? - confirmei. - Podemos ir? - ele fez uma cara tão fofa.

- Acho que sim. Iremos atravessar de barco, vamos gravar em Búzios, um lugar lindo. Vou anotar o endereço da marina onde vamos embarcar, OK?

Eles concordaram. Meu Deus, minha equipe iria surtar ao saber da novidade.
Me despedi de todos, com a mesma sensação de quando os conheci. De repente me senti em casa, acho que nossa casa não é especificamente o lugar em que residimos, mas as pessoas que nos fazem sentir em um lar.
Abri a porta com o coração em pedaços. Com uma vontade insana de chorar. E ali, encostado do outro lado do corredor, com os braços cruzados no peito, estava meu motivo para isso.
Ignorei-o, resolvendo seguir caminho. Ouvi passos atrás de mim, mas não ousei olhar. Então senti.
Aquele toque à muito esquecido.
Suas mãos seguraram minha cintura, eu não precisava vê-lo para saber que era ele. A respiração travou, fechei os olhos. Deixei que ele me girasse devagar, não sei se era errado e pouco me importava. Ficamos colados de frente para o outro, então abri os olhos.
Tudo que vi foi o garoto por quem me apaixonei perdidamente. Ele tinha os mesmos olhos, a mesma boca, somente as feições estavam mais maduras e muito mais belas. Ficamos nos olhando por um tempo, sem dizer nada, e nem precisava.
Harry me puxou para o seu peito e me abraçou, pondo o queixo em meu ombro, parecia inspirar meu cheiro, relaxando ao fazê-lo. Passei meus braços por seus ombros e não aguentei as lágrimas. Tantas saudades, tantos sentimentos reprimidos. Tantas coisas que queria dizer. E ali, naquele singelo momento eu tive a certeza. Eu ainda o amava com todas as forças do meu coração.
Nunca deixei de amar.
Essa certeza me assustou e tudo que fiz foi fugir. Corri dali para fora, sem ligar se ainda haviam fãs ou imprensa, eu precisava voltar para a realidade.
Ele iria embora. Ele me mandou embora. Ele me rejeitou. Ele rejeitou a filha. Ele não me deu uma oportunidade de ao menos tentar provar minha inocência. Pouco tempo depois que nos separamos, fiquei sabendo que ele estava com uma velha do programa ao qual o tornou famoso, enquanto eu só consegui ter alguém anos depois.
Eu não devo ter valido muito na vida dele.
E com essa simples confirmação da verdade, retornei para minha casa e para minha dor.

🔜

Oi Rainhas. Hoje consegui att aqui, meu cel anda muito bugado, já perceberam que eu e a tecnologia não somos melhores amigas não é?
Vota, comenta e o que o coração de vcs mandar.
Love. 💕💕💕💕💕

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