Faithfully

By bbfanfics

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Os opostos se atraem, mas os dispostos se completam. Estariam então dispostos a assumir seus sentimentos um p... More

Primeira Impressão - Revisado
Entrevista - Revisado
Compras - Revisado
Coquetel - Revisado
Conselheira - Revisado
Promovida - Revisado
Trégua - Revisado
Assustada - Revisado
Linda - Revisado
Jantar - Revisado
Luar - Revisado
Primeira Vez - Revisado
Surpresa - Revisado
AJUDA!!
Decisão - Revisado
Demissão - Revisado
Ingênuo - Revisado
Noiva - Revisado
Reencontro - Revisado
Quebrada - Revisado
Testamento - Revisado
De volta ao lar - Revisado
A verdade dói - Revisado
De volta a Itália - Revisado
Nostalgia
Culpa na Alemanha
De Volta
Reconhecendo Território
Casamento
Senhora Uchiha
Epílogo
AVISO

Aliviada - Revisado

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By bbfanfics


Ino fez questão de me lembrar durante todo o tempo que passamos fazendo nossas malas que eu não podia trazer nenhuma das minhas roupas velhas. Eu teria que doar muita coisa desde que a loira não teve receio nenhum de usar o cartão mágico em toda loja que a gente entrou alguns dias atrás. Me repreendi algumas vezes, fazer compras parecia um tipo de terapia que era muito mais cara do que a convencional.

Depois de despachar as duas malas grandes com roupas formais e casuais, fui direcionada à sala de embarque. Mas não se engane, não era qualquer sala de embarque e sim a sala VIP. Assim que passei pela recepção do local reconheci vários rostos, realmente todos que trabalhavam no andar principal da empresa estavam por ali.

Não podia negar que estava apreensiva desde a discussão com Sasuke, sempre tivemos nossas implicâncias, mas nada fora tão sério como a uma semana atrás. Imagino que Sasuke tenha tirado a limpo com seus pais sobre eu estar tão próxima dos dois, pois não demorou muito para que Fugaku e Mikoto me ligassem perguntando como as coisas estavam. Sasuke me ignorou a semana inteira, como de costume, mas vez ou outra eu o pegava me olhando.

Quando comentei que Sasuke me encarava ocasionalmente achando que eu não percebia, Mikoto achou graça e me pediu paciência para com o seu filho. Disse que ele estava envergonhado e que não sabia expressar seus sentimentos. Agora eu me pergunto, que sentimentos? Pelo que sei ele não sente nada. Ele é um oco. A não ser pelo narcisismo, aquilo ele tinha de sobra.

O lugar era grande e os funcionários se espalhavam pela sala, ao procurar por Ino vi uma cena que me intrigou, Hinata disfarçadamente entrelaçava seus dedos nos de Naruto, ele sorria abobalhado e ela estava com o rosto levemente corado. Achei graça no romance, eles eram tão diferentes e mesmo assim pareciam perfeitos um para o outro.

-Eiiii. - Ino gritou vindo em minha direção. - Achei que não viria mais. - A loira me agarrou pelos ombros e me direcionou para a área onde estava sentada.

-Bem que eu não queria mesmo vir. - Confessei me acomodando e deixando minha bolsa ao lado da cadeira.

-Para de besteira Sakura, vamos para Itália MI AMOR, VAMOS BAILAR. - Ino gesticulou eufórica.

-Você está falando espanhol e não italiano, Ino. - Disse dando um longo suspiro.

-E você está muito ranzinza. - A loira sentou-se em sua cadeira. - Está parecendo muito com o demônio Uchiha, não sorri e nem fica feliz com nada nessa vida, a doença passou foi? - Cruzou os braços fazendo bico.

-Quem está doente? - Naruto perguntou se aproximando com Hinata.

-Ninguém, por enquanto. - Respondi cerrando meus olhos.

-Sakura agora é um projeto de Uchiha que não mostra os dentes pra nada. - Ino choramingou. - Qualquer outra pessoa estaria tão eufórica quanto eu por esta indo a Itália com tudo pago e ainda ser promovida direto para gerência. - Ino parecia realmente irritada com a situação.

Eu podia explicar para Ino o motivo de não estar animada com essa viagem, como as coisas que Sasuke havia me dito. A pior coisa é estar em um lugar onde sua presença incomoda.

-Talvez seja por isso que ela esteja aqui, Sakura é diferente. - Hinata disse, me oferecendo um sorriso gentil.

-Ele gosta dela. - Naruto disse rindo.

-Ele quem? - Perguntei em vão, pois fui totalmente ignorada.

-Não acho que ele goste dela. - Foi a vez de Ino se manifestar. - Não ele e sim o pai. - A loira continuou dando de ombros.

-Eu conheço meu amigo. - Naruto tinha um tom vitorioso. - Ela o tira da rotina, do tédio e isso o atrai. - Agora os três me encaravam. - Percebi até uma ponta de ciúmes.

Eu estava tão incrédula com o que Naruto acabara de dizer que não sabia como responder e apenas soltei uma gargalhada. Ele achava mesmo que Sasuke gosta de mim? Aquilo soou como uma piada.

-Ele não gosta dela. - Sai surgiu chamando nossa atenção. - Só está impressionado com a aparência que não faz jus a idade, e a idade que não faz jus a inteligência e a determinação. - Deu de ombros e agora eu tinha quatro pares de olhos me encarando como se me analisassem. - Além de tudo ela foi a única que não chorou quando ele gritou e nem tentou jogar charme para subir na cama dele. - Sai desviou seu olhar para Ino ao terminar sua frase que logo se manifestou.

-Eeeeeeiiiiii, não fiz isso ok?! - Agora a loira era o centro das atenções, as gargalhadas vieram imediatamente depois da audácia de Ino em negar o que todos já sabiam.

-Pelo menos ela não se veste mais que nem uma senhora de setenta anos. - Sai deu de ombros.

-Isso graças a mim. - Ino vangloriou-se.

-Vocês estão falando de mim como se eu não estivesse aqui. Seus cretinos. - Me levantei alterando meu tom de voz e cerrando meus olhos.

-O que tem a dizer a seu favor, Sakura? - Sai perguntou fingindo interesse, enquanto os outros três ainda achavam graça da situação.

-Eu não sei do que vocês estão falando, mas se querem saber essa promoção não veio do Sasuke. - Cruzei meus braços. - Por ele eu estaria bem longe daqui nesse momento. - Confessei repuxando o canto da minha boca.

O silêncio e o cessar das gargalhadas me fizeram perceber que eu não era mais o centro das atenções e sim um ponto mais alto à minha esquerda. Eu reconheceria aquele cheio de longe, não precisei me virar para saber que era Sasuke ali.

-Sasuke. - Naruto o chamou. - Achei que fosse perder o avião. - O loiro insistia em tentar incluir o chefão, mas ele era bom demais para conversar com seus funcionários.

-O avião já vai decolar, estão todos aqui? - Sasuke o ignorou, frio como sempre. Todos ficaram calados e ligeiramente olharam em minha direção. - Sakura?! - Senti um arrepio em minha espinha ao escutar meu nome.

-Sim? - Me virei de encontro ao seus olhos me fitando, Sasuke deu um longo e impaciente suspiro passando as mãos em seus fios negros.

-Você foi promovida pra um cargo que serve exatamente pra isso, verificar se todos os funcionários estão presentes e na hora exata de cada reunião, palestra, voo ou traslado. - Disse me encarando, mal tive tempo de esconder a minha cara de surpresa e Sasuke soltou outro suspiro. - Senhorita Haruno, nosso voo sai em cinco minutos, espero que comece desde já a mostrar que meu pai está certo em lhe dar tanta autonomia em minha empresa. - Ele virou as costas e saiu em direção ao portão de embarque.

-É, ele não gosta dela como pensei. - Naruto comentou e Hinata deu um leve tapa em seu ombro o repreendendo.

-Eu avisei. - Sai cantou vitória e dessa vez foi a vez de Ino bater em Sai.

-Vamos Sakura, eu te ajudo, já fiz algumas tarefas do tipo para cobrir Konan em algumas viagens. - Hinata me arrastou pela sala de embarque com uma planilha me explicando o que tinha que fazer durante a viagem.

Confesso que metade do meu cérebro estava acompanhando Hinata, mas a outra metade estava xingando o Uchiha de nomes que eu não sabia se existiam. Além de aguentar suas oscilações de humor eu ainda fui designada a fazer o papel de gerente de rh/babá e cuidar dos funcionários da empresa, eu sei que assinei um contrato temporário, mas eu não nasci sabendo e como Konan estava no hospital eu não tive ninguém para me explicar exatamente o que tinha que fazer. Sasuke não tinha que estar com raiva pelo meu desempenho. No fundo eu não queria desapontar o Uchiha e sim mostrar que sou capaz e digna da confiança de Fugaku.

E convenhamos, foram cinco longos minutos. Assim como o diretor da empresa, alguns funcionários tiveram aula de como serem prepotentes, egocêntricos e acharem que o mundo gira em torno deles. Não sei se esse era o comportamento normal ou se apenas estavam querendo tirar vantagem de que Konan não estava presente. Mas com toda certeza aquilo viraria pauta em uma reunião futura, do que adianta ser uma empresa impecável se alguns funcionários são podres? Ali estava a prova de que dinheiro não compra educação.

Depois de alguns minutos verificando todos os funcionários e seus documentos percebi que um nome estava ausente das listas, a ruiva assistente que deveria estar acompanhando o Uchiha em todos os lugares como um cachorrinho treinado, como eu fazia a dois meses atrás, não estava em lugar algum.

O turbilhão de sentimentos que eu havia sentido desde o momento que havia entrado no aeroporto, pela primeira vez no dia, havia me dado uma trégua. Eu me senti tão aliviada que eu não teria que aguentar Karin por uma semana que entrei no avião com um sorriso de orelha a orelha. Pelo menos uma notícia boa, talvez aquela viagem fosse mesmo a minha única oportunidade de me livrar de Karin.

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