You Made Me Find Myself

By Believergirl

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Eu não fazia ideia do quanto a minha vida ia mudar num instante... E não fazia ideia que a queria mudar. Eu p... More

You Made Me Find Myself
Capitulo 2- Histerismo geral
Capitulo 3- Uma quinta-feira normal
Capitulo 4- Um bocado abusado, não achas?
Capitulo 5- Luzes, câmara, acção!
Capitulo 6- E a vencedora é...
Capitulo 7- Oh meu Deus...
Capitulo 8- O grande dia!
Capitulo 9- Conhecer a equipa
Capitulo 10- Hello Mr. Bieber
Capitulo 11- Confissões...
Capitulo 12- It's show time!
Capitulo 13- Que noite!
Capitulo 14- Pelas ruas de Lisboa...
Capitulo 15- "Encontro"
Capitulo 16- Melhores amigos
Capitulo 17- Contrato
Capitulo 18- Confias em mim?
Capitulo 19- LA
Capitulo 20- Ela...
Capitulo 21- Ups...
Capitulo 22- Shots, shots, shots everybody!
Capitulo 23- Ressaca
Capitulo 24- A vingança serve-se... gelada!
Capitulo 25- Passadeira vermelha
Capitulo 26- Solteiro de novo
Capitulo 27- Twilight
Capitulo 28- Saída
Capitulo 29- Tempo de regressar
Capitulo 30- Gravações
Capitulo 31- Uma agradável surpresa
Capitulo 32- A planear...
Capitulo 33- Lazy Day
Capitulo 34- Dar um tempo
Capitulo 35- Show me how you burlesque
Capitulo 36- Quase...
Capitulo 37- Almoço de família
Capitulo 38- Karaoke party
Capitulo 39- Estúdio
Capitulo 40- Count On Me
Capitulo 41- Outra oportunidade?
Capitulo 42- New York, New York!
Nota de Autora
Capitulo 43- Turistas
Capitulo 44- Ohh não...
Capitulo 45- All the boys and the girls...
Capitulo 46- Video
Capitulo 47- Over Again?
Capitulo 48- Emily
Capitulo 49- Tonight Show!
Capitulo 50- Pronta!
Capitulo 51- Mas porquê?
Capitulo 52- I can't fight it anymore
Capitulo 53- O começo
Capitulo 54- Escândalo
Capitulo 55- Contar as novidades
Capitulo 56- Good Morning America
Capitulo 57- Gravity
Capitulo 58- Festa do Dylan
Capitulo 59- Fall
Capitulo 60- O primeiro encontro
Capitulo 61- Um encontro desagradável...
Capítulo 62- Encontros em LA
Capitulo 63- No Estúdio...

Capitulo 1- E esta é a minha vida

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By Believergirl

Brooke: Está alguém lá fora à tua espera

Eu: Quem?

Paige: Até parece que não sabes

Disse a Paige acabada de entrar no balneário. Tínhamos todas acabado de ter Educação Física e estávamos a tirar o equipamento e a voltar ás nossas roupas desse dia.

Eu: Pois, pergunta estúpida. Ahahah…

Anne: Tens mesmo sorte. Quer dizer andas com um rapaz lindo, super giro, uma brasa e com British Accent...

Eu: Eu sei, eu sei. Agora cala-te, estás-me a assustar com tantos elogios ao meu namorado…

Anne: Ohh Molly, só estou a dizer a verdade.

Eu: Sim eu sei, estava a gozar. Mas contigo é melhor ter cuidado…

Anne: Sinto-me ofendida. Até parece que não me conheces.

Eu: Conheço-te até bem de mais!

Enquanto falava com a Anne ia arrumando as minhas coisas na mochila.

Eu: Bem o melhor é eu despachar-me antes que o lindo, giro, brasa e British boy me deixe aqui sozinha e perco a bolei para casa.

Todas: Adeus!

Eu: Adeusinho meninas. Até manhã.


Agarrei na minha mochila e fui em direcção a porta do balneário. Pensando bem, a Anne tinha razão. Eu, uma miúda de 15 anos, tinha como namorado um rapaz de 17 que era venerado, sem exagero, por todas as raparigas do colégio. Era lindo, em formo, tinha imenso estilo, era britânico e tratava-me super bem. Estava sempre a chamar-me “princess”. Eu tinha mesmo muita sorte! E o melhor de tudo é que gostava mesmo dele.

Tyler: Olá brasa!

Eu: Olá Tyler!

Cumprimentei-o enquanto punha os braços á volta do pescoço dele.

Tyler: Então, o teu dia foi bom?

Perguntou-me antes de tocar com os lábios suavemente nos meus.

Eu: A mesma seca de sempre. Aulas, aulas e aulas...

Tirei os braços de volta do pescoço dele e comecei a olha-lo. Ele hoje estava mesmo giro. O cabelo estava igual como todos os dias. Super sexy! Estava com uns óculos de sol Ray-Ban, vestido com uns Jeans, T-shirt branca e casaco de cabedal.

Tyler: Tenho uma surpresa para ti.

Enquanto falava pôs o braço á minha volta. Ele cheirava mesmo bem. Devia estar a usar o perfume que eu lhe tinha dádo. 

Eu: O quê?

Tyler: Vê!

Tirou do casaco um envelope e deu-mo para a mão.

Eu: Ok.

Quase que dei um berro quando abri o envelope e vi o que estava lá dentro.

Eu: Oh não, não compraste!

Tyler: Podes ter a certeza que comprei. E são para a 6ªfila.

Dentro do envelope estavam 2 bilhetes para os Kings Of Leon. Era uma das minhas bandas preferidas, e do Tyler também. Eu tinha ficado super entusiasmada quando soube que eles vinham a Lisboa e já tinha mandado uma boca ao Tyler para ele comprar bilhetes, mas nunca pensei que os fosse mesmo comprar.

Eu: Sabes que és o melhor namorado do mundo?

Dei-lhe um abraço enorme.

Tyler: Já desconfiava.

Eu: Se não me tivesses acabado de dar o que me acabaste de dar, podes ter a certeza que neste momento estava a dizer o quanto eras convencido.

Tyler: Ainda bem que gostaste. Mas olha que eu só vou contigo se tu não gritares como uma histérica durante o concerto todo.

Eu: Estás a brincar? O que é que é um concerto sem os maravilhosos gritos agudos da Molly?

Tyler: Ahahaha… Tens razão. E para dizer a verdade eu ate gosto dos gritos agudos da Molly.

Eu: Ahaha… obrigada. O concerto é já daqui a 2 semanas não é?

Tyler: É

Estávamos a caminho da saída da escola enquanto falávamos. Como todos os dias, o Tyler ia me levar a casa no carro dele. Ele tinha um micro-car super desportivo. Preto e aberto em cima. Abriu-me a porta do carro e entrei.

Eu: Hoje podemos ir pelo caminho que passa pela praia por favor?

Tyler: Claro.

Eu adorava Portugal, o pais onde vivia, por causa das praias. Eu vivia numa vila á beira-mar e havia uma praia a 5 minutos a pé de minha casa. Claro que na África do Sul, o pais onde eu nasci e vivi atá aos meus 9 anos, havia praias, mas não sei... As praias da minha vila de agora tinham alguma coisa de especial. A água era um pouco fria e a areia não era muito branca, mas aquele cheiro a mar, a forma como os raios de sol embatiam na areia iluminando-a e a forma como o sol aparecia por detrás do mar ao inicio do dia… 

O Tyler não gostava muito de praia. Ele tinha vivido em Londres até aos 13 anos e como é óbvio, lá não havia praias. Eu, pelo contrário, cresci ao pé do mar. A praia sempre foi o meu refúgio. O sitio onde eu ia para me animar, para chorar, para pensar. Era um sítio que tinha muito significado para mim.

Eu mudei-me da África do Sul com os meus pais e o meu irmão mais novo quando tinha 9 anos. O meu pai estava a frente de uma empresa e tinham mudado a cede para Portugal e a minha mãe tinha recebido uma proposta de trabalho melhor para lá também. Por isso, saí da cidade onde nasci e cresci, e onde ficou toda a minha família, as meus avós, os meus tios, os meus primos e a minha prima e melhor amiga Emily. Tinha imensas saudades deles.

Como a minha mãe tinha pais portugueses, ela sempre falou comigo e com o meu irmão em português, o que fez com que me ambienta-se mais facilmente ao meu novo país, uma vez que já dominava a língua. Mas os meus pais puseram-me num colégio inglês. E ainda bem, porque expressava-me muito melhor em inglês e gostava muito mais dele do que do português. 

No colégio as aulas eram todas em inglês. Quase todos os alunos eram de Inglaterra, Canadá, Estados Unidos ou Austrália, ou seja, quase todos falavam fluentemente inglês. Em casa, eu só falava com o meu pai e o meu irmão em inglês. Foi no colégio que conheci o Tyler. Há 2 meses atrás ele tinha-me convencido a ter um encontro com ele, depois de muito ter insistido. Começamos a andar desde ai.

Tyler: Então vemo-nos amanhã. Bye Molly!

Disse quando parou o carro á frente da entrada de minha casa e enquanto me segurava a queixo para me beijar.

Eu: Adeus. E obrigada outra vez. Vais ouvir de mim muitos ‘’Obrigadas’’ nos próximos tempos.

Tyler: Estou a ver que os bilhetes foram um óptimo investimento. Ahaha…

Eu:Ahahahah…. Adeus! Até manhã.

Tyler: Adeus princesa.

Disse e depois beijou- me. Sai do carro e fui em direcção á porta da minha casa, enquanto o Tyler arrancava com o carro. Quando entrei em casa, percebi que estava vazia, ainda ninguém tinha chegado (o que já era normal). Fui então para o meu quarto fazer os trabalhos de casa enquanto ouvia música no meu iPod. 

Quando começou a tocar a musica ‘’Love Me’’ do Justin Bieber larguei o lápis, saltei da cadeira e comecei a dançar e a cantar bem alto. Havia qualquer coisa em mim, que quando ouvia a voz daquele rapaz que me fazia sentir diferente. Fazia-me sentir feliz, completa, como se fosse alguém especial. Confesso que não era uma grande fã dele. Quer dizer, o meu quarto tinha quadros com a cara dele na parede, como tinha quadros com a cara de todos os meus ídolos e bandas preferidas (Katy Perry, Michael Jackson, Justin Timberlake, The Beatles, Rolling Stones, Usher, Taylor Swift, e outros). Gostava de ter as minhas paredes preenchidas com imagens de pessoas que, de alguma forma me inspiravam, inspiravam-me pela música, por isso mandei fazer pequenos quadros a preto e branco, para assim darem bem com as paredes roxas e lilás, e coloquei-os de forma assimétrica para dar um ar jovem mas com classe ao meu quarto. Quarto esse que eu adorava, pois era grande e espaçoso. 

Voltando á minha “relação” com o Bieber. Ele era giro! Cantava bem. Gostava do estilo dele, mas parecia-me o género de rapaz que deixou a fama subir-lhe um pouco á cabeça. Não sei porque é que pensava isto, mas sei que o pensava. Mas até o seguia no Twitter. Ok, vou admitir… Pode-se dizer que era uma fã, mas não daquelas que quase desmaiavam só de pensar nele ou que se matavam umas às outras para conhece-lo ou tocar-lhe. 

Não, eu não era como a Brooke. A minha melhor amiga e a maior Belieber que eu conhecia. Falava sobre ele 24 horas por dia e fez-me prometer que no caso muito remoto de ele vir ao nosso país, eu iria vê-lo com ela. É claro que lhe prometi que ia, eu adorava as músicas e a voz dele.

A música acabou, e eu voltei ao trabalhos de casa. Quando os acabei, fui ao Facebook ver as notificações e actualizar o meu status: ‘’Estou super contente porque o melhor namorado do mundo comprou-me bilhetes para o concerto dos Kings Of Leon!’’. De seguida fui ao Twitter e twitei a mesma mensagem. Quando acabei desliguei o portátil e fui buscar alguma coisa á cozinha para comer. Abri o frigorífico e tirei um iogurte. Ai, olhei para o relógio e vi que o meu irmão já devia estar em casa á muito. 

Aquele pirralho nunca chegava a horas e era um irresponsável. Depois das aulas ia para o salão de jogos com os amigos, ou jogar basketball ou futebol e ficava a fazê-lo imenso tempo, nem devia dar pelas horas, ou dava e ignorava o facto de ter uma hora obrigatória para estar em casa, hora que os meus pais não controlavam pois estavam sempre a trabalhar até tarde, mas eu controlava-a. Achava que os meus pais lhe davam liberdade a mais, liberdade que eu com a idade dele não tinha, e era muito mais responsável. Decidi ligar-lhe.

Eu: OH ANORMAL, ONDE É QUE ESTÁS?

Dylan: Estou no salão de jogos com os meus amigos, calma….

Tudo isto era falado em inglês. Falava sempre em inglês com o meu irmão.

Eu: Calma? Dylan, estás uma hora atrasado! Vem para casa, tipo… AGORA!

Dylan: Ok,ok, ok, ESTOU A IR… MAE!

Eu: Espero que estejas mesmo. Sê rápido!

Dylan: Certo. Adeus.

Aquele miúdo abusava da liberdade que lhe davam. Depois de dar nas orelhas do meu irmão ao telefone, liguei á minha mãe para saber se ainda demorava.

Eu: Olá mãe.

Mãe: Olá querida, passa-se alguma coisa?

Eu: Não, só liguei para saber se ainda demoravas muito e para se queres que eu faça o jantar ou não.

Mãe: Pois, é que eu não consigo sair do escritório antes das 9. Liga ao teu pai para saber se ele chega cedo, mas se não chegar agradecia-te muito que fizesses o jantar, o desses ao teu irmão e o mandasses ir dormir às 10h. Pode ser?

Eu: Claro, vou telefonar ao pai. Beijinhos.

Mãe: Adeus querida, adoro-te.

De certeza que o meu pai ia chegar ainda mais tarde do que a minha mãe, mas não custava nada ligar. Desde que nos mudámos da África do Sul que os meus pais estavam sempre a trabalhar até tarde. Isso irritava-me um bocado, quase não passávamos tempos juntos em família

Eu: Olá Pai.

Pai: Olá querida. Porque é que ligaste?

Eu: Só para te perguntar se hoje chegas a casa cedo.

Pai: Desculpa, mas vou ter uma reunião por video-conferência ás 8, por isso hoje vou chegar tarde.

Como se estivesse surpreendida… 

Eu: Não faz mal. A mãe também vai chegar tarde, por isso eu faço o jantar e tomo conta do Dylan.

Pai: Obrigada querida. Adoro-te.

Eu: Adeus pai.Também te adoro.

No momento em que desligo o telemóvel, ouvi a porta a abrir.

Eu: Dylan, és tu?

Pergunta escusada, já sabia que era ele.

Dylan: Não, é um fantasma. Claro que sou eu!

Respondeu-me irritado. Aquele miúdo estava sempre maldisposto!

Eu: A mãe e o pai vão chegar tarde, por isso vai fazer os teus trabalhos de casa enquanto eu faço o jantar. Ahh! E quando a mãe vier vou lhe contar que chegaste atrasado, e aposto que vais ter um castigo… 

Dylan: Como queiras menina da mãmã! Chama-me quando o jantar estiver pronto. Estou cheio de fome!

Eu: Acalma-te idiota. Se estás assim a morrer de tanta fome, faz o teu próprio jantar, porque eu não sou tua escrava. Tens de espera.

Dylan: Ya, ya, como queiras. Apenas chama-me.

O próximo vai sair ainda hoje. Espero que tenham gostado e continuem a acompanhar esta minha fic.

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