Yes, Sir.

By cashofangels

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E chega a hora onde a empresa vira um caos. Exatamente às oito em ponto da manhã, quando não são dez minutos antes disso. Todos corriam desesperados de um lado para o outro, carregados de papéis e pastas nas mãos. O barulho dos saltos das mulheres batendo freneticamente no chão começava a me dar dor de cabeça. Alguns trombavam-se, derrubavam tudo, e acabavam se desesperando mais ainda por terem trocado todos os papéis de lugar. Algumas meninas se aprontavam em frente aos espelhos e ajeitavam toda sua roupa. E tudo isso porque O'brien chegaria em apenas alguns minutos. Atrasado, como sempre. Por que ele podia. Ele era o chefe.

- Você vai ficar aí parado sem fazer nada? -Escutei a voz de Brent e me virei para encará-lo. Ele ficava no balcão da recepção. Era um garoto legal, o único ali que eu gostava e que me fazia rir, e me alegrava todos os dias. Às vezes nossa relação ficava meio estranha, pois acabávamos nos lembrando de quando ficamos sozinho no banheiro desse prédio. Ainda é muito bom lembrar disso.
E eu estava ali, escorado, realmente sem fazer nada. Já não tinha paciência para ficar correndo feito louco só porque Dylan chegaria e praticamente todos tinham medo dele. Incluindo eu, claro. Mas hoje eu resolvi simplesmente não me importar.

- Cara, eu não vou me desesperar que nem todas essas pessoas. Você tem sorte que seu trabalho é só ficar sentado aí. -Respondi e Brent fechou a cara antes de me responder.

- Não é tão fácil como você pensa. Isso cansa, cara. -Ele resmungou, um pouco irritado com o meu comentário.

- Pelo menos você tem uma cadeira legal! -Eu disse sorrindo e ele riu, relaxando um pouco. Muitas pessoas ainda passavam correndo pela recepção e pelos corredores.

- Mas é sério, Thomas. Ele não vai gostar nada de ver você parado sem organizar nada.

- E você quer que eu faça o quê? Estenda um tapete vermelho pra ele passar?

- Quero que faça isso na minha sala. Que tal, Sangster? -Uma voz mais grossa disse bem perto do meu ouvido e eu senti uma onda de calafrios percorrer todo o meu corpo. Brent me encarou com os olhos arregalados e eu finalmente deduzi o que estava acontecendo. Ele estava bem atrás de mim.

- Ahm... e-eu.. -Virei-me rapidamente para trás mas Dylan já tinha se dirigido para sua sala. Enquanto ele passava, todos tentavam se esconder ou se obrigavam a cumprimentá-lo, ainda que se contraindo um pouco.

- Você tá fodido. -Brent disse segurando para não rir. Passei as mãos pelos cabelos e soltei um suspiro.

- Que grande ajuda. Eu deveria ter pego os papéis que deixaram cair e ir fazendo uma trilha pro idiota passar.

- Acho melhor você ir logo, ele está te observando da janela...

Virei em direção da sala dele rapidamente e percebi que ele estava ali, parado, me encarando com um pequeno sorriso nos lábios. Quando percebeu que eu o estava o fitando também, deu uma risada balançando a cabeça e desapareceu lá dentro. Dylan sorrindo? Isso era realmente uma coisa que eu nunca achei que veria na vida.

Caminhei em passos lentos até a porta e parei. Hesitei por um segundo em bater e mantive minha mão parada, mas a abaixei rapidamente quando vi que a porta se abriu e Dylan apareceu logo á minha frente, com uma feição séria.

- Entre.

Andei alguns passos um pouco mais perto antes de fechar a porta e parei. Ele andava até sua mesa, de costas para mim, e logo depois apoiou as mãos nela, se curvando e abaixando a cabeça.

- Se não quer fazer seu trabalho, Thomas, por que ainda está aqui? -Ele disse ainda sem olhar para mim e eu não estava entendendo por que raios ele estava de costas e conversando comigo.

- Eu faço o meu trabalho. Não sei do que está falando. -Respondi, tentando ser firme. Já estava esperando ele dizer em voz alta que eu estava demitido.

- Não foi isso o que eu vi agora há pouco. -Fiz uma expressão de pura surpresa. Esse cara só pode ter problemas ou realmente se acha pra caralho, e nos vê como seus escravos. Talvez as duas coisas.

- Queria que eu me desesperasse por sua chegada? Desculpa, cara, mas não vou fazer isso. -Fiquei impressionado com a facilidade que as palavras saíram de minha boca. Mas eu já iria ser mandado para a rua, então qualquer verdade que eu dissesse não teria tanta consequência ruim. Ou talvez eu acabasse apanhando.

- Você me chamou de "cara"? -Ele se virou, sério, e veio andando em minha direção. Arregalei os olhos e tentei manter a respiração normal.

Dylan se aproximava cada vez mais enquanto eu dava passos apressados para trás, até sentir o baque da parede em minhas costas. Achei que ele fosse parar, mas continuou até ficar tão próximo que eu conseguia sentir sua respiração quente em meu pescoço. E isso me causou arrepios.

- Quero que me chame só de senhor a partir de agora, Thomas. -Ele não tirava os olhos dos meus e eu continuava sentindo os malditos calafrios por meu corpo todo.

-Por que não pede para todas as garotas desse prédio? Elas com certeza vão idolatrar você o bastante. -Aumentei o tom de voz para que ele percebesse o quão irritado eu estava com aquela merda toda.

- Algo me diz que você não gosta delas, Thomas. -Dylan subiu uma mão de meu quadril até meu tórax e eu permaneci estático.

- D-Dylan... o-o que você...

- Como foi que eu pedi para você me chamar, mesmo?

Continuei o encarando sem entender o que estava acontecendo. O que quer que fosse, eu estava gostando. Dylan levou uma de suas mãos até meu pescoço e começou a me beijar vorazmente, como se me desejasse desesperadamente e só para ele. O que seu olhar confirmava.

Eu não estava mais me importando com o fato de que ele era meu chefe e que eu o odiava a alguns minutos atrás. As mãos dele correndo por meu corpo estavam me fazendo esquecer isso e me enlouquecendo, principalmente depois que ele as colocou por de baixo de minha blusa e arranhou todo o meu corpo, me causando alguns tremores que fizeram Dylan sorrir de satisfação.

- Você sempre foi o mais atraente daqui, sabe, Tom? -Ele trilhou beijos por meu pescoço, agarrando meus cabelos e puxando para que minha cabeça pendesse para trás.

- Hm.. Dylan... -Gemi ao sentir as mordidas que provavelmente deixariam marcas. Mas eu não me importava. E tinha certeza que ele também não.

Logo eu já estava sem a parte de cima de minhas roupas e Dylan passava os olhos por todo o meu corpo enquanto mordia os lábios, me deixando excitado com isso, e seus olhos se tornaram ainda mais escuros e o sorriso malicioso que ele tinha nos lábios me deixava com muito mais vontade de beijá-lo. Ele desfivelou minha calça e a abaixou, me deixando só de cueca e logo depois agarrou minhas coxas com as duas mãos e eu entrelacei minhas pernas em sua cintura. Dylan andou até sua mesa enquanto me beijava e cravava as unhas em minhas coxas, me fazendo gemer seu nome de dor.

Ele me deitou na mesa e se fastou, levantando-se e ficando entre minhas pernas para tirar seu casaco. Me apoiei com os cotovelos para observá-lo melhor e percebi que ele havia ficado apenas de gravata. Seu corpo era inteiramente definido e eu não pude conter morder os lábios e ficar mais excitado ainda ao examinar isso de perto. Ele era gostoso pra cacete! E confirmei isso mais ainda quando ele tirou a cueca e sua ereção saltou para fora, latejando. Dylan me olhou sorrindo, satisfeito com minhas reações. Rapidamente tirou sua gravata do pescoço e a jogou atrás do meu, a puxando para que eu me levantasse junto. Ficamos perto demais um do outro e eu me aproximei para beijá-lo, e ele se afastou.

- Você vai fazer uma coisa pra mim. -Sua voz estava rouca e isso só me deixou mais duro ainda.

- Sim, senhor -Respondi sorrindo e percebi o quanto ele ficou excitado com isso. Dylan me puxou para baixo, até eu sair da mesa, me fazendo ficar de joelhos em sua frente. Senti sua mão novamente atrás de minha cabeça, puxando meus cabelos levemente e me pressionando para frente.

Entendi na hora o que ele queria e dei um sorriso malicioso olhando em seus olhos. Aproximei-me e passei a língua em toda sua glande e ele estremeceu e pendeu a cabeça para trás, fechando os olhos de prazer. A visão estava realmente ótima daqui de baixo.

Logo comecei a chupá-lo por inteiro e fiquei duro só por sentir o tamanho em minha boca.

- Hm... T-Thomas... Bom garoto.. -Ele gemeu mordendo os lábios e eu senti seu gozo escorrer em minha língua. Seu gosto era viciante, e eu com certeza iria querer mais disso. Ele me levantou rapidamente e me puxou para um beijo. Me excitei mais ainda ao perceber que ele estava sentindo o seu próprio gosto em minha boca e nem por isso parou. -Eu vou te foder forte pra caralho.

Meu corpo inteiro estremeceu ao ouvir isso e eu gemi no ouvido dele de tão excitado que estava. Ele deu uma mordida em meu pescoço e arranhou minhas costas com força. Eu já não ligava mais para a dor, tudo virou um prazer intenso para mim. Quando Dylan estava prestes a me posicionar sobre a mesa, escutamos batidas na porta. Desci rapidamente da mesa e fiquei o olhando, pensando no que iríamos fazer e xingando mentalmente quem quer que estivesse atrás daquela maldita porta.

- Senhor O'brien? Está atrasado para sua reunião! -Escutamos uma voz feminina dizer enquanto ainda dava batidas na porta.

- Droga! Se vista. Rápido. -Ele sussurrou olhando para mim e gritou para que a menina esperasse.

Eu me vesti mais rápido que pude e enquanto observava Dylan fazer o mesmo. Ele percebia meu olhar e dava um sorriso, fazendo algumas posições que favoreciam ainda mais o seu corpo só para me provocar. Logo estávamos praticamente vestidos corremos em direção á porta. Antes que nós abríssemos, Dylan virou-se para mim e me deu um beijo.

- Continuamos isso mais tarde. -Disse sorrindo enquanto abria a porta. A menina logo dirigiu seus olhos para meu pescoço cheio de marcas e foi subindo para o meu cabelo, que devia estar todo bagunçado. Seus olhos ficaram arregalados e eu escutei Dylan rir, saindo da sala e fechando a porta.

- Sim, senhor. -Sussurrei bem próximo ao seu ouvido e pude sentir os arrepios percorrerem seu corpo. Sorri satisfeito e voltei ao meu trabalho, que eu desejava desesperadamente que acabasse logo, pois eu tenho um compromisso mais tarde.

Na sala do meu chefe.

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